Uma Igreja a serviço dos mais necessitados

1764No coração de Deus, ocupam lugar preferencial os pobres, tanto que até Ele mesmo ‘Se fez pobre’ (2 Cor 8, 9). Todo o caminho da nossa redenção está assinalado pelos pobres”. As palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium expressam o chamado da Igreja a ter uma opção preferencial pelos mais necessitados. Atenta a voz do Papa e às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, a Arquidiocese de Florianópolis, através do seu Plano de Pastoral, estabeleceu a prática da caridade como uma das cinco urgências da Igreja local.

Para melhor atender as necessidades dos menos favorecidos foi lançado o projeto “A Caridade Social na Arquidiocese”. Organizado pela Ação Social Arquidiocesana (ASA) a iniciativa nasceu da necessidade de organizar, divulgar e incentivar a prática da dimensão da caridade. De acordo com o Diácono Djalma Lemes, Presidente da ASA, o projeto se propõe a auxiliar os párocos no fortalecimento das ações sociais paroquiais. “O desenvolvimento das propostas compreende primeiramente, a adesão dos párocos ao projeto para que se tenha uma estrutura mínima de atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade e de exclusão social”, ressaltou o diácono.

As atividades do projeto “A Caridade Social na Arquidiocese” serão desenvolvidas no âmbito arquidiocesano, forâneo e paroquial. A nível diocesano, o projeto pretende fortalecer a divulgação e conscientização para a prática efetiva da caridade. O Diácono Djalma destaca que todas as pastorais e movimentos devem ter consciência que também precisam “colocar-se a serviço da vida plena para todos”. Essas atividades serão coordenadas e desenvolvidas pela ASA em parceria com as coordenações arquidiocesanas das pastorais.

No âmbito das foranias as ações sociais serão realizadas em parceria com os vigários forâneos. Cada forania será representada por um diácono da diretoria da ASA que vai acompanhar a implantação do projeto nas paróquias.

O desenvolvimento do projeto a nível paroquial deseja estruturar e organizar as ações sociais de forma que tenham condições de atender as pessoas em situação de vulnerabilidade social básica: alimentação, vestuário e encaminhamentos emergenciais para tratamento de saúde e dependência química, entre outras.

 Desafios

Na Arquidiocese de Florianópolis muitos trabalhos sociais já são realizados, mas ainda é pouco, de acordo com o Diácono Djalma Lemes. “Na caridade social nunca iremos fazer o bastante”, observou. O Plano de Pastoral Arquidiocesano identificou um aumento das desigualdades sociais, o relatório do projeto “A Caridade Social na Arquidiocese” aponta que “surge uma nova face da pobreza, estampada no rosto dos moradores de rua, migrantes, enfermos, drogados, presos e outros; que além de explorados, são supérfluos e descartáveis”.

O Projeto tem como intenção desenvolver trabalhos sociais de acordo com a realidade de cada paróquia. Ainda segundo o relatório, as situações de vulnerabilidade social apresentam-se como um grande desafio às ações sociais paroquiais.

A partir da realidade de cada região a Ação Social Arquidiocesana, através do diácono que representa a forania, vai desenvolver atividades para aprimorar os programas, projetos e serviços, para que de fato a transformação social aconteça naquela comunidade.

A ASA tem como intenção acompanhar todas as atividades sociais na Arquidiocese. “O ideal é que todos os trabalhos sociais sejam filiados a ASA”, afirma o Diácono Dijalma. Atualmente 48 projetos são filiados. A parceria com a ASA garante que a obra receba assessoria e treinamento e também é uma forma de promover a comunhão eclesial.

Os trabalhos de ação social associados à ASA são mantidos pelo Fundo Arquidiocesano de Solidariedade oriundo da coleta da evangelização promovida pela Igreja em todo o Brasil.

Metas do Projeto “A Caridade Social na Arquidiocese”

Até dezembro de 2015 a ASA estabeleceu quatro metas a serem desenvolvidas em toda a Arquidiocese de Florianópolis:

– Meta 01: Visitar 50% das ações sociais paroquiais, identificando as principais demandas sociais e ações práticas já existentes, propondo as adequações necessárias.

– Meta 02: Estruturar e organizar a Ação Social em todas as paróquias que não possuem atendimento social.

– Meta 03: Ampliar de 48 para 70 o número de ações sociais filiadas à Ação Social Arquidiocesana.

– Meta 04: Ampliar de 10% para 30% as Ações Sociais com participação de conselheiros nos conselhos municipais.

Fonte: Revista A Palavra: Uma Igreja a serviço dos necessitados. Págs 17 e 18, ed. 45, janeiro/2015.

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