“24 horas para o Senhor” convida fiéis à oração e confissão

“24 horas para o Senhor” convida fiéis à oração e confissão

Iniciativa de oração “24 horas para o Senhor” começará no dia 4 de março, com Missa presidida pelo Papa Francisco no Vaticano.

24 h

Da Redação, com CNBB

Será realizada na próxima semana, entre os dias 4 e 5, sexta e sábado, a iniciativa de oração “24 horas para o Senhor”, dentro do período da Quaresma. Em todo o mundo, igrejas abrirão as portas, durante o dia todo, para atendimento de confissões. A abertura oficial será com a celebração penitencial presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro, às 17h (hora local, 13h em Brasília).

A iniciativa de oração surgiu em 2014, proposta pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Na mensagem para a Quaresma 2016, o Papa manifestou o desejo de que a atividade fosse realizada novamente e destacou que esse período torna-se propício à conversão e aproximação da misericórdia divina.

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“Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa ’24 horas para o Senhor’, quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio”, disse Francisco.

Na reflexão, o Papa lembrou também que a Quaresma é tempo para a prática das obras de misericórdia. “O Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar”, escreveu.

Fonte: Canção Nova

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Peregrinação da Misericórdia reúne fiéis no Santuário

Peregrinação da Misericórdia reúne fiéis no Santuário

As comunidades da Paróquia do Santuário de Angelina realizaram uma peregrinação lembrando o Ano da Misericórdia no dia 14 de fevereiro. O pároco, Frei Gentil, recebeu os fiéis por volta das 10h para juntos se colocarem na presença da misericórdia de Jesus.

A missa iniciou com o canto da ladainha com todos passando pela Porta Santa, que segundo o Papa Francisco é a Porta que acolhe o nosso arrependimento oferecendo a graça do seu perdão.

A programação continuou durante a tarde com Celebração Penitencial, adoração ao Santíssimo Sacramento e oração do Terço da Misericórdia às 15h.

Com a benção de Jesus Sacramentado, o dia de fé e devoção foi encerrado.

 Saiba mais sobre o significado da Porta Santa:

De acordo com o Papa Francisco, a porta é generosamente aberta, é preciso um pouco de coragem da nossa parte para cruzar o limiar. Cada um de nós tem dentro de si coisas que pesam. Todos somos pecadores! Aproveitemos esse momento que vem e cruzemos o limiar dessa misericórdia de Deus que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de nos esperar! Ele nos olha, está sempre próximo a nós. Coragem! Entremos por essa porta!

Confira fotos da Peregrinação, clique aqui:  http://goo.gl/YlnQZW

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Pastoral Familiar reflete sobre matrimônio, comunicação e formação

Pastoral Familiar reflete sobre matrimônio, comunicação e formação

Ainda respirando os ares do Sínodo dos Bispos sobre a Família e aguardando a Exortação do Papa Francisco que irá sinalizar os caminhos a seguir, estamos vivendo um momento de profundas reflexões sobre a família como um dom divino e a necessidade urgente de redescobrirmos a beleza do matrimônio.

E é neste contexto que a Pastoral Familiar tem grandes desafios que passam por uma atenção especial ao Encontro de Preparação para a Vida Matrimonial, pelo relacionamento com o mundo das comunicações e pela exigência de uma formação permanente e menos preocupações com as estruturas.

A caminhada sinodal, enriquecida com a Carta Apostólica do Papa Francisco sobre a nulidade matrimonial, indica claramente a necessidade de uma preparação para a vida matrimonial (os antigos cursos de noivos), muito mais sólida, prolongada e com antecedência à celebração. Esses encontros precisam levar os casais, que buscam o Sacramento do Matrimônio, a entenderem o real significado do amor conjugal cristão.

Sem o espírito de apenas “cumprir tabela”, os encontros devem proporcionar aos casais uma oportunidade de reflexão sobre o seu relacionamento, sendo momento de evangelização e aprofundamento da compreensão e vivência do amor. Para isso se faz necessário uma atualização de conteúdos e metodologias, atenção especial à doutrina da Igreja e criação de uma unidade diocesana.

Como afirma o Papa Paulo VI na Encíclica Humanae Vitae: “Sabeis também que é da máxima importância, para a paz das consciências e para a unidade do povo cristão, que, tanto no campo da moral como no do dogma, todos se atenham ao Magistério da Igreja e falem a mesma linguagem”.

A proximidade com o mundo das comunicações é outro desafio primordial em virtude da amplitude de sua influência nas famílias de hoje. Partindo do pressuposto que a família é a primeira escola de comunicação, precisamos lidar com essa tecnologia moderna de forma que o virtual não fique afastado do real e que tiremos dele o que é útil, sem deixar-nos corromper pelo meio.

Hoje esta convivência é essencial, pois o virtual atinge cada vez mais cedo os ambientes familiares e determina muitas vezes valores e procedimentos a serem vividos pelos seus membros.

Para o resgate dos verdadeiros valores, a formação permanente é uma forma de pulverizar experiências e aprofundar conhecimentos sobre os ensinamentos e documentos da Igreja. Sem formação acabamos nos influenciando e comprometendo com pensamentos humanos e mundanos, que nos distanciam dos princípios evangélicos.

Para tanto, além dos cursos do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF) precisamos proporcionar formações em nível de paróquia para repassar os preceitos da Igreja com clareza e simplicidade. Sabemos que as estruturas são fundamentais para o funcionamento das pastorais e precisam ser respeitadas, mas o momento é de nos preocuparmos menos com crescimento e quantidades de estruturas e mais com a difusão e partilha de conhecimentos.

É hora de fazer da Pastoral Familiar uma pastoral da Igreja toda, pois como nos diz o Papa Francisco, “as famílias são a resposta para o amanhã”.

Fonte: Arquidiocese Florianópolis

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Santuário de Angelina celebra Nossa Senhora de Lourdes

Santuário de Angelina celebra Nossa Senhora de Lourdes

Nossa Senhora de Lourdes, celebrada em 11 de fevereiro, é lembrada também no Santuário de Angelina. A imagem deste título de Maria está na gruta do Santuário. No dia 11 uma programação foi preparada em honra a Nossa Senhora.

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Dia da Misericórdia

Já no dia 14 de fevereiro, todas as 18 comunidades da Paróquia estão se preparando para fazer a caminhada até o Santuário no Dia da Misericórdia, que faz parte da programação oficial do Ano da Misericórdia.

Programação:

  • Chegada e acolhida no Santuário: 9h30
  • Missa no Santuário: 10h
  • Celebração penitencial e atendimento de confissões: 13h30
  • Adoração ao Santíssimo e atendimento de confissões: 14h
  • Terço da Misericórdia e encerramento: 15h
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A fórmula de Deus?

A fórmula de Deus?

A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade“, afirma em sua primeira linha a encíclica Fides et Ratio (A fé e a razão), de São João Paulo II.

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À medida que avança, a ciência nos ajuda cada vez mais a enxergar e entender a inteligência que alicerça o universo, revelando que, por trás do aparente caos e aleatoriedade da natureza, existe uma ordem e uma“linguagem em código” que remete à pergunta inevitável:

“Será mesmo que tudo isto é mera obra do acaso?”

Um dos códigos mais fascinantes da natureza é revelado por conceitos como a “Proporção Áurea“, a “Sequência de Fibonacci” e o “Número de Ouro“.

Leonardo Fibonacci percebeu que, numa sucessão de números que partem do 0 e do 1, os números seguintes são obtidos por meio da soma dos dois antecessores:

0+1=1;

1+1=2;

1+2=3;

2+3=5;

3+5=8;

5+8=13…

A sequência infinita desses resultados, portanto, é 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377…

Desta sequência, ao se dividirem os números resultantes pelo seu anterior, extrai-se uma constante conhecida como “o número de ouro” ou “phi“: 1,618 (não confundir com o “pi”, que é outra constante matemática e equivale a 3,14159…)

Com base nesses conceitos, construíram-se o retângulo áureo e a espiral áurea, que você pode admirar no vídeo em destaque acima, Nature by Numbers (A natureza a partir dos números). Produzido por Cristóbal Vila e pela Etérea Studios, ele apresenta a dinâmica da organização da natureza a partir da sequência de Fibonacci e do número de ouro.

É um curta postado na plataforma Vimeo, que, dependendo da velocidade da sua conexão, pode demorar um pouco mais para carregar devido à alta qualidade da resolução. Se for este o seu caso, tenha paciência porque vale a pena: o resultado é extraordinário!

Para entender melhor a matemática envolvida nesses “números mágicos”, confira ainda a explicação oferecida no vídeo seguinte pelo… Pato Donald:

Fonte: Aleteia

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Um fevereiro com agenda lotada para o papa Francisco – e nada de carnaval!

Um fevereiro com agenda lotada para o papa Francisco – e nada de carnaval!

Jubileu da Misericórdia a todo vapor, incluindo uma aguardadíssima viagem apostólica à terra da Virgem de Guadalupe.

papafrancisco

Nos dias 8 e 9, está agendada a 13ª reunião do Conselho dos 9 Cardeais, o C9, oportunidade em que se analisa a reforma dos organismos da Cúria Romana. No dia 9, de manhã, o papa preside a missa com os frades menores capuchinhos de todo o mundo no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro; à tarde, concede audiência aos Missionários da Misericórdia, na Sala Paulo VI.

Quarta-feira de Cinzas, dia 10: pela manhã, está confirmada a audiência geral, na Praça São Pedro; à tarde, Francisco preside a missa, bênção e imposição das cinzas e procede ao envio dos Missionários da Misericórdia, na Basílica Vaticana.

Quinta-feira, 11: serão recebidos os párocos de Roma. É um encontro tradicional de todos os anos.

DE 12 A 18: VIAGEM APOSTÓLICA AO MÉXICO.

Sábado, 20 de janeiro: de volta ao Vaticano, o pontífice concede audiência geral extraordinária. Dentre os participantes, estão confirmados os membros da Associação Italiana de Doadores de Sangue (Fidas). Domingo, 21, é dia de ângelus com os fiéis, como sempre, na Praça São Pedro.

Segunda, dia 22 de fevereiro: Solenidade da Cátedra de São Pedro. O papa fará uma catequese para seus colaboradores, no âmbito do Jubileu da Cúria Romana e de todas as instituições ligadas à Santa Sé. Haverá também missa, na parte da manhã, na Basílica Vaticana.

Quarta-feira, 24, é dia de audiência geral.

Sexta, 26: Francisco recebe os participantes do congresso internacional “A caridade nunca terá fim – Perspectivas da Encíclica Deus Caritas Est”, a 10 anos do documento de Bento XVI. O evento será organizado pelo Pontifício Conselho “Cor Unum”.

Domingo, 28: está confirmado o encontro com os fiéis para a oração mariana do ângelus.

Fonte:Aleteia

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O verdadeiro sentido da oração

O verdadeiro sentido da oração

oraçãoA oração é um exercício fundamental na busca pela qualidade de vida. Nas indicações que não podem faltar, especialmente para a vida cristã, estão a prática e o cultivo disciplinado da oração. É um exercício que tem força incomparável em relação às diversas abordagens de autoajuda, como livros e DVDs, muito comuns na atualidade.

A crise existencial contemporânea, em particular na cultura ocidental, precisa redescobrir o caminho da oração para uma vida de qualidade. Equivocado é o entendimento de que orar é uma prática exclusiva de devotos. A oração guarda uma dimensão essencial da vida cristã. Cultivar essa prática é um segredo fundamental para reconquistar a inteireza da própria vida e fecundar o sentido que a sustenta.

Uma alavanca com força para mover mundos

É muito oportuno incluir entre as diversificadas opiniões, junto aos variados assuntos discutidos cotidianamente, o que significa e o que se pode alcançar pelo caminho da oração. Perdê-la como força e não a adotar como prática diária é abrir mão de uma alavanca com força para mover mundos. A fé cristã, por meio da teologia, tem por tradição abordar a importância da oração ao analisar a sua estrutura fundamental, seus elementos constitutivos, suas formas e os modos de sua experiência. Trata-se de uma importante ciência e de uma prática rica para fecundar a fé.

A oração tem propriedades para qualificar a vida pessoal, familiar, social e comunitária. Muitos podem desconhecer, mas ela pode ser um laço irrenunciável com o compromisso ético. É prática dos devotos, mas também um estímulo à cidadania. Ao contrário de ser fuga das dificuldades, é clarividência e sabedoria, tão necessários no enfrentamento dos problemas. Na verdade, a prece faz brotar uma fonte interior de decisões, baseadas em valores com força qualitativa.

Banir o divino é produzir vazios

A oração, como prática e inquestionável demanda, no entanto, passa por uma crise por razões socioculturais. Aliás, uma crise numa cultura ocidental que nunca foi radicalmente orante. O secularismo e a mentalidade racionalista se confrontam com aspectos importantes da vida oracional, como a intercessão e a contemplação. Diante desse cenário, é importante sublinhar: paga-se um preço muito alto quando se configura o caminho existencial distante da dimensão transcendente. O distanciamento, o desconhecimento e a tendência de banir o divino como referencial produzem vazios que atingem frontalmente a existência.

É longo o caminho para acertar a compreensão e fazer com que todos percebam o horizonte rico e indispensável da oração. Faz falta a clareza de que existem situações e problemas que a política, a ciência e a técnica não podem oferecer soluções, como o sentido da vida e a experiência de uma felicidade duradoura. A oração é caminho singular. É, pois, indispensável aprender a orar e cultivar essa disciplina diária. Trata-se de um caminhar em direção às raízes e ao essencial. Nesse caminho está um remédio indispensável para o mundo atual, que proporciona mais fraternidade e experiências de solidariedade.

A lógica dominante da sociedade contemporânea está na contramão dessa busca. Os mecanismos que regem o consumismo e a autossuficiência humana provocam mortes. Sozinho, o progresso tecnológico, tão necessário e admirável, produz ambiguidades fatais e inúmeras contradições. Orar desperta uma consciência própria de autenticidade, impulsiona à experiência humilde do próprio limite e inspira a conversão. É recomendação cristã determinante dos rumos da vida e de sua qualidade. A Igreja Católica tem verdadeiros tesouros, na forma de tratados, estudos, reflexões e indicações para o cultivo da oração, que remetem à origem do Cristianismo, quando os próprios discípulos pediram a Jesus: “Ensina-nos a orar”. É uma tarefa missionária essencial na fé, uma aprendizagem necessária, um cultivo para novas respostas na qualificação pessoal e do tecido cultural sustentador da vida em sociedade.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte.

Fonte: Canção Nova

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Após considerar o Sínodo, Papa Francisco prepara Exortação Apostólica sobre família

Após considerar o Sínodo, Papa Francisco prepara Exortação Apostólica sobre família

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Neste ano, talvez já em março, o Papa Francisco irá publicar o seu muito esperado documento sobre a família, que vai dar uma resposta ao debate sobre o mesmo tema travado nos Sínodos dos Bispos nos meses de outubro de 2014 e 2015.

Sempre, desde 1975, os papas consideram as recomendações sinodais e, em seguida, emitem um documento chamado constituição apostólica.

Os Sínodos são encontros dos bispos, geralmente em Roma, que fazem recomendações ao papa sobre um tema em particular. Eles não têm autoridade para tomar decisões por si próprios. Somente podem fazer recomendações.

Durante o papado de João Paulo II, estas constituições apostólicas foram, em geral, elaboradas por um conselho pós-sinodal cujos membros episcopais eram eleitos pelo Sínodo e nomeados pelo papa.

Via de regra, os papas pegam as recomendações dos Padres Sinodais e a proposta textual do conselho formado e, em seguida, adaptam a proposta (ou a reescrevem) conforme julgarem necessário. Às vezes, os papas apenas fazem referência às recomendações e apresentam a sua própria visão no documento pós-sinodal.

O que o Papa Francisco irá fazer?

A julgar pelo que tem afirmado sobre a sinodalidade, podemos pensar que ele vai se manter próximo das recomendações do Sínodo. Ele considera o processo sinodal como sendo um aspecto muito importante da colegialidade. É, portanto, pouco provável que ele venha a ignorar o que os Padres Sinodais disseram.

Por outro lado, ele já deixou claro que está disposto a tomar decisões depois de ouvir os bispos e estas decisões podem nem sempre refletir a opinião da maioria.

Na verdade, o seu principal documento enquanto papa foi a constituição apostólica de 2013, Evangelii Gaudium, que ignorou, e muito, as discussões do Sínodo de 2012 sobre a evangelização. Aqui ele claramente falou por si mesmo.

Se eu tivesse de apostar, diria que a próxima constituição apostólica vai refletir de perto as preocupações sobre a família trazidas pelos bispos do sul global, especialmente os da América Latina e da África.

Estes bispos veem suas famílias sofrendo com a pobreza, o que frequentemente associam à globalização e às ideologias. As famílias nestes lugares muitas vezes acabam se dividindo em decorrência da violência civil e das guerras, o que eles associam à corrupção política e ao extremismo religioso.

É impossível manter as famílias unidas na pobreza e no caos político. Francisco entende isso e irá se expressar incisivamente a esse respeito.

Nós também iremos ouvir Francisco denunciar o que os bispos do terceiro mundo chamam de imperialismo cultural, onde os governos ocidentais [Europa e América do Norte] e agências de cooperação internacional tentam impor os seus valores sobre os países recipientes, por exemplo, ao insistir na legalização do aborto e do casamento gay.Francisco não apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, embora se oponha a qualquer criminalização ou discriminação contra as pessoas gays.

A questão que causou mais divisão no Sínodo foi a do tratamento aos fiéis divorciados e recasados. No Sínodo de 2015, sugeriram a simplificação do processo de anulação como uma alternativa. O Papa Francisco rapidamente deu sequência à essa recomendação com procedimentos simplificados que entraram em vigor em dezembro passado.

Thomas Reese, jornalista e jesuíta, publicada por National Catholic Reporter.

Fonte: Comshalom/Blog Carmadélio

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O que significa a Apresentação de Jesus no Templo?

O que significa a Apresentação de Jesus no Templo?

apresentação_Jesus_ temploA Igreja celebra no dia 2 de fevereiro a festa da Apresentação de Jesus no Templo. O Catecismo da Igreja explica este momento importante na vida do Menino Jesus:

“A apresentação de Jesus no Templo mostra-o como o Primogênito pertencente ao Senhor. Com Simeão e Ana, é toda a espera de Israel que vem ao encontro de seu Salvador. Jesus é reconhecido como o Messias tão esperado, “Luz das nações” e “Glória de Israel”, mas também “sinal de contradição”. A espada de dor predita a Maria anuncia esta outra oblação, perfeita e única, da Cruz, que dará a salvação que Deus “preparou diante de todos os povos”. (§529)

O Papa João Paulo II  fez uma bela Catequese sobre este tema, que transcrevo aqui, retirado do jornal L’Osservatore Romano, Ed. Port. n.50, 14/12/1996, pag. 12(580)

1. “No episódio da apresentação de Jesus no Templo, São Lucas ressalta o destino messiânico de Jesus. Objetivo imediato da viagem da Sagrada Família, de Belém a Jerusalém, é, segundo o texto lucano, o cumprimento da Lei: “Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na lei de Deus: Todo o primogênito varão será consagrado ao Senhor” e para oferecerem em sacrifício, como se diz na lei do Senhor, um par de rolas ou duas pombinhas” (Lc. 2, 22-24).Com este gesto, Maria e José manifestam o propósito de obedecer fielmente à vontade de Deus, rejeitando qualquer forma de privilégio. A vinda deles ao templo de Jerusalém assume o significado de uma consagração a Deus, no lugar da Sua presença.Induzida pela sua pobreza a oferecer rolas ou pombinhas, Maria dá na realidade o verdadeiro Cordeiro, que deverá redimir a humanidade, antecipando com o seu gesto quanto era prefigurado nas ofertas rituais da Antiga Lei.

2. Enquanto a Lei requeria apenas à Mãe a purificação após o parto, Lucas fala do “tempo da suapurificação” (Lc 2, 22), querendo, talvez, indicar ao mesmo tempo as prescrições relativas à Mãe e ao Filho primogênito.A expressão “purificação” pode surpreender-nos, porque é referida a uma Mãe que obtivera, por graça singular, ser imaculada desde o primeiro instante da sua existência, e a um Menino totalmente santo. É preciso porém, recordar que não se tratava de purificar a consciência de alguma mancha de pecado, mas somente de readquirir a pureza ritual, a qual, segundo as idéias do tempo, era atingida pelo simples fato do parto, sem que houvesse alguma forma de culpa.O evangelista aproveita a ocasião para sublinhar o vínculo especial que existe entre Jesus, enquanto “primogênito” (Lc. 2, 7.23) e a santidade de Deus, bem como para indicar o Espírito de humilde oferenda que animava Maria e José (cf.Lc. 2, 24). Com efeito, o “par de rolas ou duas pombinhas” era a oferta dos pobres (Lv. 12, 8).

3. No Templo José e Maria encontram-se com Simeão, “homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel” (Lc. 2, 25).A narração lucana nada diz do seu passado e do serviço que exerce no Templo; fala de um homem profundamente religioso, que cultiva no coração desejos grandes e espera o Messias, consolador de Israel. Com efeito, “o Espírito Santo estava nele” e “tinha-lhe… revelado… que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor” (2, 26). Simeão convida-nos a contemplar a ação misericordiosa de Deus, o Qual efunde o Espírito nos seus fiéis para realizar o Seu misterioso projeto de amor.Simeão, modelo do homem que se abre à ação de Deus, “impelido pelo Espírito” (Lc. 2, 27), vai ao Templo onde encontra Jesus, José e Maria. Tomando o Menino nos braços, bendiz a Deus: “Agora, Senhor, podes deixar o Teu servo partir em paz, segundo a Tua palavra” (Lc. 2, 29).Expressão do Antigo Testamento, Simeão experimenta a alegria do encontro com o Messias e sente ter alcançado o objetivo da sua existência; pode, então, pedir ao Altíssimo que lhe conceda a paz da outra vida.No episódio da apresentação pode divisar o encontro da esperança de Israel com o Messias. Pode-se também ver nele um sinal profético do encontro do homem com Cristo. O Espírito Santo torna-o possível, suscitando no coração humano o desejo desse encontro salvífico e favorecendo a sua realização.Nem podemos transcurar o papel de Maria, que entrega o Menino ao santo varão Simeão. Por vontade divina, é a Mãe que dá Jesus aos homens.

4. Ao revelar o futuro do Salvador, Simeão faz referência à profecia do “Servo”, enviado ao Povo eleito e às nações. A Ele o Senhor diz: “Formei-Te e designei-Te como aliança do povo e luz das nações” (Is. 42, 6). E ainda: “É pouco que sejas Meu servo para restaurares as tribos de Jacó e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, a fim de que a Minha salvação chegue até aos confins da terra” (Is. 49, 6).No seu cântico Simeão inverte a perspectiva, pondo em evidência o universalismo da missão de Jesus: “Os meus olhos viram a Salvação, que preparaste em favor de todos os povos: Luz para iluminar as nações e glória de Israel, Teu povo” (Lc. 2, 30-32).Como não maravilhar-se diante de tais palavras? “O pai e a Mãe de Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele” (Lc. 2, 23). Mas José e Maria, com esta experiência, compreendem de modo mais claro a importância do seu gesto de oferta: no Templo de Jerusalém apresentam Aquele que, sendo a glória do Seu povo, é também a salvação da humanidade inteira.

Profº Felipe Aquino

Fonte: Blog Canção Nova

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Card. Braz de Aviz: “Empreender novo caminho de conversão”

Card. Braz de Aviz: “Empreender novo caminho de conversão”

Papa_CardealO Prefeito da Congregação para a Vida Consagrada, Dom João Braz de Aviz, fez um breve discurso de saudação ao Papa antes do início do encontro dos consagrados, no encerramento do Ano da Vida Consagrada. O evento se realizou segunda-feira (01/02) na Sala Paulo VI.

O cardeal brasileiro falou em nome dos participantes dos cinco continentes que vieram a Roma para esta última reunião. Foram 5 mil pessoas, pertencentes às várias ‘formas’ de consagração e representantes dos diferentes carismas difundidos pelo Espírito na Igreja.

Dom João disse que nos dias de encontro, as diversas vocações consagradas foram aprofundadas levando em conta as indicações da Carta apostólica de 23 de novembro de 2014: a alegria da consagração, a profecia para ‘despertar o mundo’, o ser ‘especialistas de comunhão’ e ir às periferias existenciais, trabalhar em favor dos refugiados, dos pobres, dos excluídos, dos doentes, das crianças, jovens e idosos.

Dom João manifestou enfim sua gratidão pela esperança e a confiança no Senhor que o Pontífice lhes transmite e afirmou que já está sendo empreendido um “novo caminho de conversão neste momento de mudanças necessárias também para os consagrados”.

Para o cardeal-Prefeito, o Papa quis falar diretamente ao coração dos consagrados.

Fonte: Rádio Vaticano

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