O Bullying e a dignidade da pessoa

O Bullying e a dignidade da pessoa

O termo Bullying se popularizou como a forma de retratar uma realidade muito triste que ocorre em vários locais do mundo. Não existe ainda uma tradução em português que compreenda todo o sentido dessa palavra, mas podemos pensar nas seguintes realidades: acossamento, ameaça, assédio, intimidação, judiar ou implicar. Com isso em mente e com toda a atenção que tem tido esse tema hoje em dia, penso que já sabemos claramente ao que ele se refere, mas que é preciso aprofundar um pouco mais para se chegar a raiz da situação.

Talvez possamos ver o Bullying desde uma perspectiva mais espiritual. E aí uma das coisas que enxergamos é a afirmação de uma pessoa sobre a outra. Isso nos leva a pensar, para nós católicos, onde é que foi parar o valor de cada pessoa. Talvez aquele que pratique Bullying não saiba o valor que possui e por isso precisa se afirmar em algo externo como o ser valente, para conseguir esse sentimento de ser importante para si mesmo e para os demais.

Além disso, não conhecendo a própria dignidade, desconhece a da pessoa ao seu lado e então encontramos a pura e simples lei do mais forte. É preciso que eu me defenda, defenda a minha dignidade e o meu valor porque senão outros passarão por cima de mim. Mas isso está muito longe da realidade que a nossa fé cristã nos revela. Nela descobrimos que nossa dignidade não depende de nós, do que façamos ou do que deixemos de fazer. Ela vem do Senhor e ninguém pode tirar isso de ninguém.

É preciso resgatar o valor do ser humano, que está em Deus. 

É preciso resgatar o valor do ser humano, que está em Deus. Ele é quem confere a nossa dignidade de filhos e filhas por meio do batismo que recebemos. Cada um de nós é infinitamente valioso para Deus e como, como irmãos e irmãs, também deveríamos considerar todos como infinitamente valiosos. As diferenças que possuímos, quando são bem entendidas e dialogadas, são sempre uma riqueza para o mundo porque são reflexo da grandeza de Deus.

Mas falar isso é muito fácil, o difícil é no dia a dia conseguir colocar isso em prática por causa das falhas que encontramos por todo lado nos outros e também em nós mesmos. Somos pecadores e esse é o real problema de fundo que precisa ser levado em consideração. Os pecados são, podemos dizer, formas de afirmar-nos em nós mesmos e não em Deus. O primeiro passo então é sempre buscar que todos tenhamos uma maior intimidade com o Senhor, para que convertendo o nosso coração possamos nos encontrar com o nosso valor e consequentemente com o valor de cada ser humano.

Se o Bullying é também essa forma de afirmar-se sobre outros colocando o valor em outras realidades que não Deus, é exatamente ai que se “corta o mal pela raíz”, ensinando onde está o nosso verdadeiro valor por meio, sobretudo, de uma vida cristã autêntica e do testemunho que possamos dar os cristãos da consciência do bem infinito que é toda e qualquer vida humana.

Fonte: A12

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Campanha para Evangelização de 2017 será em sintonia com o Ano do Laicato

Campanha para Evangelização de 2017 será em sintonia com o Ano do Laicato

A Igreja no Brasil se prepara para a Campanha para a Evangelização, que acontecerá do Dia de Cristo Rei até o 3º Domingo do Advento. A iniciativa visa despertar os discípulos missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade com a sustentação das atividades pastorais no Brasil. Nesta edição, é proposto o tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), em sintonia com o Ano Nacional do Laicato, que terá início no mesmo dia da Campanha.

Outro objetivo da Campanha é favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar os católicos do Brasil para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

 

Coleta 

O gesto concreto da Campanha para a Evangelização é a Coleta do 3º Domingo do Advento. De acordo com a Comissão Episcopal responsável pela campanha, pretende-se com os recursos arrecadados neste ano apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

A colaboração na Coleta será partilhada, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.

A editora Edições CNBB já preparou os materiais para a Campanha. Foram enviados às dioceses os envelopes para a coleta e estão disponíveis um folder e o cartaz.

 

ORAÇÃO DA CAMPANHA PARA EVANGELIZAÇÃO 2017

Deus, nosso Pai, que chamastes todos os povos da Terra para a Igreja do vosso Filho, nós vos pedimos que susciteis em nós o compromisso com a Evangelização, para que todos conheçam a vida que de vós provém.
Jesus, Filho amado do Pai, nós vos pedimos por todos os cristãos leigos e leigas, a fim de que sejam sal e luz nesse mundo, transformando-o por meio do Evangelho numa realidade mais justa e fraterna.
Espírito Santo, vínculo da caridade, despertai em nossas comunidades e em toda a Igreja no Brasil o senso da partilha e que, por meio da Coleta para a Evangelização e do testemunho de comunhão, todas as comunidades recebam a força do Evangelho.
Maria, Estrela da Evangelização, mãe e seguidora de Jesus, intercedei por nós.

Amém!

 

Fonte: CNBB

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Papa Francisco canonizou 30 brasileiros neste domingo

Papa Francisco canonizou 30 brasileiros neste domingo

Em cerimônia presidida pelo Papa Francisco na manhã deste domingo, 15 de outubro, na Praça São Pedro, foram canonizados os mártires de Cunhaú e Uruaçu, os Protomártires do México – considerados os primeiros mártires do continente americano – além do sacerdote espanhol Faustino Míguez, fundador do Instituto Calasanzio, Filhas da Divina Pastora, e do Frade Menor Capuchinho italiano Angelo d’Acri.

Durante a missa de Canonização, depois da proclamação do Evangelho (Mt 22, 1-14), Papa Francisco proferiu a seguinte homilia:

A parábola, que ouvimos, fala-nos do Reino de Deus comparando-o a uma festa de núpcias (Mt 22, 1-14). Protagonista é o filho do rei, o noivo, no qual facilmente se vislumbra Jesus. Na parábola, porém, nunca se fala da noiva, mas de muitos convidados, desejados e esperados: são eles que trazem o vestido nupcial. Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súbditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo. Por outras palavras, o Senhor deseja-nos, procura-nos e convida-nos, e não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância das suas leis, mas quer uma verdadeira e própria comunhão de vida connosco, uma relação feita de diálogo, confiança e perdão.

Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã. Podemos interrogar-nos se, ao menos uma vez por dia, confessamos ao Senhor o amor que Lhe temos; se, entre tantas palavras de cada dia, nos lembramos de Lhe dizer: «Amo-Vos, Senhor. Vós sois a minha vida». Com efeito, se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê. Ao contrário, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor. No livro do Apocalipse Ele, dirigindo-Se a uma das Igrejas, faz-lhe concretamente esta censura: «Abandonaste o teu primitivo amor» (2, 4). Aqui está o perigo: uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta. Em vez disso, reavivemos a memória do primitivo amor: somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite.

Mas o Evangelho adverte-nos: o convite pode ser recusado. Muitos convidados disseram que não, porque estavam presos aos próprios interesses: «eles, sem se importarem – diz o texto –, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio» (Mt 22, 5). Uma palavra reaparece: seu; é a chave para entender o motivo da recusa. De facto, os convidados não pensavam que as núpcias fossem tristes ou chatas, mas simplesmente «não se importaram»: viviam distraídos com os seus interesses, preferiam ter qualquer coisa em vez de se comprometer, como o amor exige. Vemos aqui como se afasta do amor, não por malvadez, mas porque se prefere o seu: as seguranças, a autoafirmação, as comodidades… Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se, envelhece. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e até matar (cf. v. 6) aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam.

Assim, o Evangelho pergunta-nos de que parte estamos: da parte do próprio eu ou da parte de Deus? Pois Deus é o oposto do egoísmo, da autorreferencialidade. Como nos diz o Evangelho, perante as contínuas recusas, os fechamentos em relação aos seus convites, Ele prossegue, não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar. Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim é o amor, faz o amor; porque só assim se vence o mal. Hoje, este Deus que não perde jamais a esperança, compromete-nos a fazer como Ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso «eu» suscetível e preguiçoso.


Há um último aspeto que o Evangelho destaca: o vestido dos convidados, que é indispensável. Com efeito, não basta responder uma vez ao convite, dizer «sim» e… chega! Mas é preciso vestir o costume próprio, é preciso o hábito do amor vivido cada dia. Porque não se pode dizer «Senhor, Senhor», sem viver e praticar a vontade de Deus (cf. Mt 7, 21). Precisamos de nos revestir cada dia do seu amor, de renovar cada dia a opção de Deus. Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus. Peçamos a Ele, pela intercessão destes nossos irmãos e irmãs santos, a graça de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca. Como consegui-lo? Antes de mais nada, indo sem medo receber o perdão do Senhor: é o passo decisivo para entrar na sala das núpcias e celebrar a festa do amor com Ele.

 

Fonte:CNBB

 

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Mochileiro leva mãe cadeirante para conhecer o Brasil

Mochileiro leva mãe cadeirante para conhecer o Brasil

“Não existe limitação onde existe fé”. Com esta frase que Matheus Almeida, 30 anos, tem levado a mãe a inúmeros cartões postais pelo país. A dificuldade motora de dona Zilda, 62 anos, não é empecilho para que os dois vivam experiências únicas. Com o desejo no coração de viajarem juntos, fizeram as malas sem pensar nas limitações que encontrariam e embarcaram para a primeira viagem, a 600 quilômetros de distância. Daí pra frente não pararam mais.

Hoje, as fotos relembram a passagem por diversas cidades mineiras, pelo litoral de São Paulo e até mesmo pelos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E foi na Cidade Maravilhosa a viagem mais marcante. Depois de se inscreverem em uma promoção, tiveram o privilégio de participar da abertura do evento esportivo.

Devotos de Nossa Senhora, também incluíram nos roteiros o Santuário Nacional de Aparecida. Aos pés da Imagem, pediu a intercessão para que Maria os ajudassem e os dessem força para seguir com este projeto. “Foi o primeiro lugar que visitamos juntos depois que começamos a viajar, foi um momento lindo e uma energia muito boa, realmente emocionante”, recorda.

Matheus lembra que por toda vida foram apenas os dois. Em 2010 a mãe foi diagnosticada com câncer e, tempos depois, foi vítima de um atropelamento. Agravando a situação, dona Zilda foi vítima de um AVC isquêmico, paralisando os movimentos do lado esquerdo.

Diante da superação, o sentimento de fazer tudo isso pela mãe se resume a uma única palavra: “gratidão”. Ele conta que não há melhor coisa do que fazer com que uma pessoa se sinta feliz, ainda mais sendo a própria mãe.

O exemplo dos dois tem incentivado muitas pessoas a repetir o gesto. E quem se vê diante de uma situação semelhante e semeia o mesmo desejo do Matheus, ele deixa um recado. “Nunca deixe de fazer o bem as pessoas que ama. Muitas pessoas dirão que não é possível, outras tentarão te desanimar, mas tenha fé e siga em frente. Cuide de seus pais pois eles formaram o caráter e o ser humano que você é hoje e não há dinheiro no mundo que pague isso”.

Fonte: A12

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Papa: quanto mais escura a noite, mais próxima a aurora

Papa: quanto mais escura a noite, mais próxima a aurora

 

“Cada manhã é uma página branca que o cristão começa a escrever com as obras de bem” e “nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora”, “ a certeza de que no final de nossa história está Jesus Misericordioso, é suficiente para ter confiança e não amaldiçoar a vida”.

O Papa dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (11/10) ao tema da “espera vigilante”.  Um tema – explicou – que “ é um dos fios condutores do Novo Testamento”.

Falando aos mais de 20 mil peregrinos presentes na Praça São Pedro, Francisco recordou que o Evangelho nos recomenda a ser “como servos que nunca dormem, até que o seu patrão volte. Este mundo exige a nossa responsabilidade e nós a assumimos inteiramente, com amor. Jesus quer que a nossa existência seja laboriosa, que nunca baixemos a guarda, para colher com gratidão e estupor cada novo dia a nós doado por Deus. Cada manhã é uma página branca que o cristão começa a escrever com as obras de bem”.

Nós já fomos salvos pela redenção de Jesus – reiterou o Papa – mas agora “esperamos a plena manifestação de seu senhorio”, “e quando este dia chegar, nós cristãos queremos ser como aqueles servos que passaram a noite com as cinturas cingidas e as lâmpadas acesas: é necessário estar prontos para a salvação que chega, prontos para o encontro”:

O cristão não é feito para o tédio, mas para a paciência. Sabe que também na monotonia de certos dias sempre iguais, está escondido um mistério de graça. Existem pessoas que com a perseverança de seu amor se tornam como poços que irrigam o deserto. Nada acontece em vão, e nenhuma situação em que o cristão se encontra mergulhado é completamente refratária ao amor. Nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora. E quanto mais escura é a noite, mais próxima é a aurora. Se nos mantivermos unidos a Jesus, o frio dos momentos difíceis não nos paralisa; e mesmo se o mundo inteiro pregasse contra a esperança, se dissesse que o futuro trará somente nuvens escuras, o cristão sabe que neste mesmo futuro está a volta de Cristo”.

Ninguém sabe quando isto acontecerá – recordou o Papa –  “mas a certeza de que no final de nossa história está Jesus Misericordioso, é suficiente para ter confiança e não amaldiçoar a vida”.

O fato de termos conhecido Jesus – sublinhou – nos faz “perscrutar a história com confiança e esperança”:

Jesus é como uma casa, e nós estamos dentro, e das janelas desta casa nós olhamos o mundo. Por isto, não nos fechemos em nós mesmos, não lamentemos com melancolia um passado que se presume dourado, mas olhemos sempre em frente, para um futuro que não é somente obras de nossas mãos, mas que antes de tudo é uma preocupação constante da providência de Deus. Tudo isto que é opaco, um dia se tornará luz”.

“Deus não desmente a si mesmo”, frisou o Santo Padre. “A sua vontade em relação a nós não é nebulosa, mas é um projeto de salvação bem delineado, Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”:

Por este motivo, não nos abandonemos ao fluir dos eventos com pessimismo, como se a história fosse um trem do qual se perdeu o controle. A resignação não é uma virtude cristã. Como não é cristão erguer as costas ou baixar a cabeça diante de um destino que nos parece inelutável”.

Quem traz esperança ao mundo nunca é uma pessoa remissiva, assim como “não existe construtor de paz, que no final das contas, não tenha comprometido a sua paz pessoal, assumindo os problemas dos outros”.

“A pessoa remissiva – observou o Papa – não é um construtor de paz, mas um preguiçoso, alguém acomodado. Já o cristão, é construtor de paz quando se arrisca, quando tem a coragem de se arriscar para levar o bem, o bem que Jesus nos deu, nos deu como um tesouro”.

Ao concluir, o Papa convidou a todos para repetir a invocação que os primeiros discípulos, em aramaico, exprimiam com as palavras Marana tha e que encontramos no último versículo da Bíblia: “Vem Senhor Jesus”, “um refrão – observou – de cada existência cristã: no mundo não temos necessidade de outra coisa, senão de um carinho de Cristo”.

 

Fonte: Radio Vaticano

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Mensagem do Pároco mês de Outubro

Mensagem do Pároco mês de Outubro

Iniciamos o mês de outubro com a festa da Padroeira das Missões, Santa Teresinha do Menino Jesus.

 

Destes, 1 e 5 meses a frente da paróquia, tenho notado o desejo de todos para que possamos viver uma Igreja sempre viva e eficaz, fazendo de tudo para vivermos no seguimento de Jesus.

Desde que aqui cheguei, procurei fazer um planejamento, onde em todas as reuniões passando pelo CPC e CPP, foi possível compreender que precisamos fazer o esforço de o sentimento de pertença à paróquia. Sempre provoco a todos cominharem juntos e colaborar para não pesar para ninguém. Muitos foram os nossos desafios, acertos e até erros. Sempre precisamos vencer o comodismo. Agradeço e parabenizo a todos, as comunidades que abraçaram a restauração e pintura da Igreja; colaboração de 450 metros de corrimão no caminho da gruta; remodelação das lojinhas do Santuário e pintura do prédio do restaurante.

 

Despeço-me dando a benção do nosso Pai Seráfico São Francisco de Assis, que celebraremos seu dia em 04 de outubro.

 

“Que o Senhor vos abençoe, vos mostre sua face e compadeça de ti, volva o teu olhar para ti e tê conceda a paz”

 

 

Frei Paulo  Cézar Magalhães Borges, OFM.

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Bono, do U2, surpreende frequentadores de uma paróquia na Colômbia

Bono, do U2, surpreende frequentadores de uma paróquia na Colômbia

 O cantor foi à Missa em Bogotá e comungou como qualquer outro paroquiano

Imagine a cena: você está na Missa da sua paróquia e bem atrás de você, rezando em silêncio, está uma celebridade mundialmente conhecida. Você ficaria surpreso, né? E já pensou se o famoso se levantasse e se aproximasse da fila para comungar?

Foi o que aconteceu na Missa do meio-dia na paróquia do Ginásio Moderno em Bogotá, Colômbia. Os fiéis que participavam da celebração deram de cara com o vocalista da histórica banda U2, que no dia anterior tinha feito um show da  da turnê The Joshua Tree 2017 na cidade. Mesmo com a agenda apertada, o vocalista tirou um tempo para receber a Eucaristia.

De acordo com os assistentes da paróquia, Bono chegou à Missa acompanhado de algumas pessoas da sua equipe, ficou reservado na parte de trás do salão, rezou em silêncio e recebeu a comunhão. Era como se fosse mais um paroquiano na Eucaristia dominical.

Mas depois da comunhão, foi difícil deixar o cantor passar despercebido. Muitos quiseram tirar fotos, e ele atendeu todo mundo que estava ali, sem nenhum problema. Depois, Bono foi embora como chegou: sem causar barulhos ou confusão; com a única intenção de sentir a presença de Deus.

No show da noite anterior, Bono fez uma homenagem ao escritor colombiano Gabriel García Márquez e, durante a música One, pediu pela paz no país.

Agora, a banda irlandesa segue para a Argentina, Chile e desembarca no dia 19 de outubro no Brasil. Será que Bono também vai fazer uma surpresa dessa para os católicos de São Paulo?

Fonte: Aleteia

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Menino de 3 anos escolhe Nossa Senhora como tema de aniversário

Menino de 3 anos escolhe Nossa Senhora como tema de aniversário

 

“Minha Mãezinha!”. É desta forma carinhosa que o pequeno Gabriel Gonçalves Hanashiro, de 3 anos, da cidade de Aparecida (SP), se refere a Nossa Senhora Aparecida. A mãe, Luciana Mendes, conta que o pequeno devoto sempre gostou muito da Padroeira e que sua devoção acontece de maneira espontânea.

Para surpresa da família, Gabriel pediu que o aniversário de 3 anos tivesse como tema Nossa Senhora Aparecida, a Mãezinha, como ele diz.

O aniversário do Gabriel teve uma decoração feita especialmente para a ocasião, com os bonecos da Turma dos Devotos Mirins, projeto de Evangelização infantil do Santuário Nacional, e é claro, a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Gabriel, com a camisa da Mãe Aparecida, acompanha a mãe na Igreja.
“Nunca induzimos Gabriel a escolher Nossa Senhora como tema de aniversário. Ele faz isso de forma muito espontânea”, afirmou Luciana.

Ainda segundo a mãe do pequeno Gabriel, o menino identifica a imagem de Nossa Senhora Aparecida por onde passa, assiste a TV Aparecida, desenha Nossa Senhora e gosta de brincar com a ‘Mãezinha’.

Gabriel faz parte do projeto de Evangelização infantil do Santuário, Devotos Mirins, e recebe mensalmente a Revista Devotos Mirins, como um presente da Casa da Mãe Aparecida para as crianças devotas de Nossa Senhora Aparecida.

Fonte: A12

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Tudo pronto para o Festival da Padroeira no Santuário

Durante as comemorações dos 300 anos no Santuário Nacional, os devotos poderão participar de uma programação especial de shows em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.

Nos dias 10 e 12 de outubro a Mãe Aparecida será presenteada com canções marianas nas vozes de diversos padres cantores e grandes nomes da música nacional no Festival da Padroeira, em shows gratuitos na Tribuna Bento XVI.

No dia 10 de outubro a apresentação será com os padres Fábio de Melo, Antonio Maria, Reginaldo Manzotti, Juarez, Omar, padre Zezinho, Joãozinho, Marcos e pe. Periquito.

No dia 12 o Festival da Padroeira reúne nomes como Daniel, Michel Teló, Fafá de Belém, Chitãozinho e Xororó, Alcione, Paula Fernandes, Renato Teixeira, Elba Ramalho, Preta Gil, Agnaldo Rayol, Joana e pe. Fábio de Melo, para fechar as festividades dos 300 anos da Mãe Aparecida com canções que irão emocionar a todos os devotos.

O arranjo para cada uma das músicas foi preparado pelo diretor artístico e musical do Festival da Padroeira, Ruriá Duprat. Duprat é de uma família de musicistas e seu trabalho é de grande referência no mercado da música, tendo conquistado muitos prêmios importantes em sua carreira musical como maestro, compositor, produtor musical, arranjador e pianista.

Para ele participar das festividades dos 300 anos do encontro da imagem de Aparecida é recordar momentos especiais da sua vida. “Um honra enorme em poder participar e eu particularmente tenho uma história muito séria com Aparecida. Meu pai é o musicólogo Régis Duprat e ele fez muitas pesquisas aqui no Vale do Paraíba de compositores dos séculos XVII e XVIII, e eu vinha em todas as minhas férias para Aparecida, quando eu tinha 9/10 anos de idade e ficava em um convento, onde hoje é um hotel. Inclusive a minha madrinha é daqui de Aparecida”, relatou.

O diretor do Festival da Padroeira também explicou como tudo foi preparado para os shows e ressaltou a participação do PEMSA (Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida), que irá acompanhar a apresentação dos cantores no dia 12 de outubro.

“Estar fazendo isso com a Orquestra do PEMSA é uma coisa linda, um projeto maravilhoso. Somos em quatro arranjadores e todos os arranjos foram pensados especialmente para essa orquestra, para essa ocasião, então tudo foi preparado para esse evento, e a gente fica muito feliz em ver que tudo funcionou maravilhosamente bem”, explicou Duprat.

Além do PEMSA, o Festival da Padroeira conta com uma banda base que será responsável por acompanhar o show com os padres cantores no dia 10 e no dia 12, participará da formação musical com o Projeto de Educação Musical do Santuário.

“Esses são músicos extremamente experientes, e para eles está sendo também uma coisa incrível, eles estão super animados.”

Essa é a segunda vez que o artista Ruriá Duprat dirige um show musical no Santuário, a sua primeira produção em Aparecida foi com o espetáculo do tenor Andrea Bocelli, em outubro de 2016.

Para os shows desse Ano Jubilar, Duprat reforça a sua expectativa e satisfação em participar pelo segundo ano consecutivo de uma celebração em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.

“A expectativa é enorme, inclusive a gente tá esperando um público grande, eu tava aqui há um ano, no show do Andrea Bocelli, então é um experiência incrível estar aqui dois anos seguidos.”

No total, 28 arranjos foram feitos para o Festival da Padroeira, sendo 14 canções em cada dia de show.

Fonte: A12

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