6 títulos de Nossa Senhora que você precisa conhecer

São inúmeros os títulos de Nossa Senhora. Todos eles se referem, obviamente, à Mãe de Deus, mas estão ligados a diferentes devoções, aparições, imagens, pinturas, ícones e experiências místicas. Só na Ladainha de Nossa Senhora, são mais de 50 títulos evocados.

A tradição ensina que essa diversidade com a qual Nossa Senhora se apresenta mostra, na verdade, um grande sinal da maternidade de Maria para com a humanidade: ela fala a língua do povo, aparece para determinada cultura tornando-se uma só com aqueles que ali estão, como é o caso de Nossa Senhora de Guadalupe, que apareceu vestida de índia para o jovem indígena Juan Diego.

Aproveitamos aqui para apresentar a história de alguns dos títulos de Nossa Senhora. Confira:

 

  1. Nossa Senhora de Guadalupe

Nossa Senhora apareceu no ano 1531, vestida como uma índia grávida. Ao dirigir-se a São Juan Diego, ela fala em nauátle, a língua asteca e pede que ele vá até o bispo pedir que naquele lugar seja construído um santuário para a honra e glória de Deus. Em sua roupa está retratado o céu com a posição das estrelas do dia em que ela apareceu.  Estes sinais são facilmente reconhecidos pelos astecas e isso foi decisivo para a conversão daquele povo.

Um dos milagres realizados por Nossa Senhora de Guadalupe é a pintura no poncho do índio. Estudos revelam que a pintura não foi feita por materiais existentes na natureza e nem fabricados pelo homem. Nos olhos de Maria, dentro da íris e da pupila, vê-se a cena em que o índio abre sua tilma na sala do bispo, com todas as pessoas presentes na sala conforme foi descrito em documentos posteriores.

Richard Kuhn, prêmio Nobel de química, descobriu que a imagem não tem corantes e que após 470 anos continuam com seu brilho. O pano do poncho – normalmente – não dura mais do que 20 anos e começa a se desfazer, o que não acontece com o poncho do milagre, que já dura quase 500 anos. Concluíram que o que forma a imagem de Nossa Senhora não é pintura. A fibra do ayate, cacto, não suportaria as tintas da época. Além disso, não existe esboço ou marca de pincel.

 

  1. Nossa Senhora de Lourdes

Bernadete Soubirus – proclamada santa pela Igreja anos depois –, aos 14 anos, pobre, analfabeta e de coração humilde, testemunhou a aparição de Nossa Senhora em Lourdes, na França. Tanto a população quanto a Igreja desconfiaram que Bernadete realmente teria visto a Virgem Maria.

Mantendo-se firme e apoiada pela graça, a jovem não cedeu. Nossa Senhora, então, numa de suas últimas aparições, disse a Bernadete que fosse à gruta em determinado dia e hora e começasse a cavar o chão com as próprias mãos. Bernadete obedeceu. Do local começou a brotar água e nunca mais parou. Todos da região sabiam que ali não havia uma fonte.

Aos poucos, a novidade moveu o povo que começou a ir até lá em busca de cura. Então, começaram milagres entre os que mantinham contato com a água. Curas de pessoas com deficiências físicas e enfermidades incuráveis, confirmadas pela ciência. As curas, aliás, nunca deixaram de acontecer em Lourdes até hoje.

 

  1. A Imaculada Conceição: dogma confirmado por Nossa Senhora em Lourdes

Na última aparição, Bernadette suplicou que aquela “bela senhora” lhe dissesse seu nome. Sorrindo, a Virgem respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Esse dado histórico serviu como um sinal claro de que a pureza de Nossa Senhora era, de fato, uma verdade inquestionável. Alguns anos antes, o Papa Pio IX havia proclamado o dogma da Imaculada Conceição, em 1958, na Bula Ineffabilis Deus. Foi, sem dúvida, uma forma de confirmar este outro título, já estabelecido como devoção popular.

 

  1. Nossa Senhora do Bom Parto

Desde Adão e Eva a mulher vive a experiência do parto. Pode ser, sem dúvida, uma das experiências mais transformadoras na vida de uma mulher – e de uma família.

A representação de Nossa Senhora do Bom Parto segurando o menino Jesus no colo tem alguns significados. Primeiro: ela o segura com o braço direito, simbolizando que Jesus quis precisar de uma mãe que o sustentasse e amparasse desde o nascimento até ä sua independência natural. Maria apoia o Menino com a mão esquerda, simbolizando a ternura e o carinho da Mãe sobre Jesus e sobre todos nós, também filhos de Maria. Os três círculos na cabeça de Nossa Senhora são uma referência à Santíssima Trindade, mostrando que Nossa Senhora intercede pela humanidade por desígnio e vontade divina. Os bebês em volta da Virgem simbolizam aqueles que, precocemente, foram para o céu adorar a Deus. As meninas ajoelhadas simbolizam a atitude de adoração a Jesus – que está no colo de Maria – e as mulheres que, na vida adulta, gerarão filhos para Deus.

 

  1. Nossa Senhora do Ó

Nossa Senhora do Ó é uma invocação à Virgem Maria que se originou na Espanha. A devoção é inspirada nos últimos dias de gravidez da Mãe do Salvador, em sua expectativa de ver seu filho primogênito.

Atualmente, a devoção também é conhecida como festa da “Expectação do parto de Nossa Senhora”. Essa expectativa, porém, não se resume à mera curiosidade de uma mãe que quer muito ver o filho que carrega em seu ventre. Trata-se de uma expectativa bem mais profunda e sobrenatural, que envolve toda a missão do Salvador que vai nascer.

As antífonas do Breviário que os sacerdotes e religiosos rezam, na semana que antecede o Natal, começam sempre pela interjeição exclamativa Ó (“Ó! Sabedoria… vinde ensinar-nos o caminho da salvação”; “Ó! Rebento da Raiz de Jessé… vinde libertar-nos, não tardeis mais”; “Ó! Emanuel…, vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus”), e inspiraram o povo espanhol a formosa invocação de “Nossa Senhora do Ó”.

 

  1. Nossa Senhora das Graças

Essa invocação está relacionada à aparição da Virgem Maria a Santa Catarina Labouré, então uma noviça das Irmãs da Caridade em Paris, França, no século XIX. Na primeira aparição, Nossa Senhora falava sobre uma missão que Deus daria a ela. “Tu encontrarás oposição, mas não temas, terás a graça de poder fazer todo o necessário. Conta tudo a teu confessor”, disse a Virgem Maria na primeira vez em que apareceu a Santa Catarina.

Foi a Santa Catarina Labouré que Nossa Senhora mandou cunhar a medalha milagrosa com os dizeres: Oh, Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Segundo os relatos, a Virgem prometeu que aqueles que usarem a medalha, receberão muitas graças. Nossa Senhora das Graças também é conhecida como Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

 

 

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