3 coisas que podemos aprender com São José

São José foi aquele a quem Deus “confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos” – Jesus e a Virgem Maria; foi  “chamado a proteger o Redentor”, assim definiu o Papa João Paulo II. Reconhecendo a missão de São José, o Papa Pio IX o declarou Padroeiro da Igreja Universal.

No dia 19 de março a Igreja pausa a liturgia quaresmal para celebrar a Festa de São José; troca o roxo de suas vestes que simbolizam o tempo de penitência e de conversão, pelo branco que representa a pureza, a inocência e glória dos que alcançaram a vida eterna.

Foi São José o escolhido para dar nome ao Redentor. Em sonho, o Anjo lhe deu essa missão: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). O pai adotivo de Jesus viveu em plenitude o amor a Deus, sem isso não teria realizado a missão que lhe foi confiada.

João Paulo II deixou-nos como conselho: “todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir”.

Motivados por essas palavras do Santo Padre, identificamos 3 coisas que todo cristão pode aprender com o exemplo de São José.

A obediência de São José

A toda ordem dos Céus, São José foi obediente. “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado” (Mt 1,24). E para proteger Jesus, diante da ordem de Deus, expressa a si por meio de um Anjo em sonho, José “levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito” (Mt 2, 14). E quando aquele que infligia perigo ao Deus Menino havia morrido, mais uma vez São José obedeceu: “Tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Avisado divinamente em sonho, retirou-se para a província da Galileia e veio habitar na cidade de Nazaré para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas: Será chamado Nazareno” (Mt 2,21-23).

Em nenhum momento São José questionou as ordens que recebia. Aceitava-as em seu coração e se empenhava por obedecê-las.

O valor do silêncio

A vida de São José foi discreta. Na bíblia há poucos registros sobre ele e não existe registro de palavra alguma que tenha saído da boca daquele que educou Jesus no amor e na humildade.

Disso aprendemos que para servir a Deus, para compreender o que Ele quer de nós precisamos silenciar. Se não calarmos nossa voz diante do Senhor, dificilmente conseguiremos ouvir o que Deus tem a nos dizer.

A justiça

O evangelista Mateus qualifica o Esposo de Maria como “homem justo” (Mt 1,19). Diante da situação embaraçosa de encontrar aquela que lhe foi prometida em casamento grávida, São José não difamou Maria. José era justo. Na bíblia,  ser justo significa ser puro diante de Deus. O justo alcança o céu (cf. Sl 37,29).

Naquela época, a mulher que engravidasse antes do casamento poderia ser condenada a morrer por apedrejamento. No entanto, José, como homem justo “não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente” (Mt 1,19).  Nesse seu gesto expressou toda a sua pureza diante de Deus. Ele preferiu guardar o silêncio para poupar Maria. Foi, então, que, como sabemos, o Anjo apareceu-lhe em sonho para revelar-lhe que o Filho que sua amada esperava era obra do Espírito Santo – o prometido salvador – e que ele era o escolhido para ser para Jesus a presença de Deus Pai.

Que o exemplo de São José nos ajude a sermos justos, obedientes e a silenciarmos quando preciso. Atendamos ao pedido de João Paulo II, recorrendo a todo o momento a São José para alcançarmos as virtudes que necessitamos. Busquemos crescer na espiritualidade e na amizade com esse santo que além da Virgem Maria contribuiu na obra da Salvação.

 

Por Dominus Comunicação

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *