Hoje celebramos Nossa Senhora do Carmo, a mais bela flor do jardim de Deus

Hoje celebramos Nossa Senhora do Carmo, a mais bela flor do jardim de Deus

Segundo a tradição, no dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock, superior dos Carmelitas, encontrava-se em profunda oração rogando por seus religiosos perseguidos quando a Virgem lhe apareceu com o hábito da Ordem na mão e entregou-lhe o escapulário.

Tempos depois, a devoção a Nossa Senhora do Carmo foi florescendo e a espiritualidade carmelita se estendeu por vários lugares do mundo.

A festa de Nossa Senhora do Carmo, que se celebra a cada 16 de julho, é ainda símbolo do encontro entre a Antiga e a Nova Aliança, porque foi no monte Carmelo (vocábulo hebreu que significa jardim) onde o profeta Elias defendeu a fé do povo escolhido contra os pagãos.

Por volta de 1205, Santo Alberto, patriarca de Jerusalém, entregou aos eremitas do Carmelo uma regra de vida, que foi aprovada pelo Papa Honório III em 1226. Eles tinham a missão de viver na forma de Elias e de Maria Santíssima, a quem veneravam como a Virgem do Carmo.

No século XIII, o Papa Inocêncio IV concedeu aos carmelitas o privilégio de ser incluídos entre as ordens mendicantes junto com os franciscanos e dominicanos. Os carmelitas passaram por algumas reformas, sendo a maior delas a realizada por Santa Teresa d´Ávila (Santa Teresa de Jesus) e São João da Cruz. Através dos séculos, esta espiritualidade deu muitos santos à Igreja.

Oração à Nossa Senhora do Carmo

Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto de vossa fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade.

Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório. Amém!

Fonte: ACI Digital

Julho: mês dedicado à devoção ao precioso Sangue de Jesus

Julho: mês dedicado à devoção ao precioso Sangue de Jesus

No mês de julho, a piedade cristã nos motiva a refletirmos mais morosamente sobre o preço de nossa salvação, que se deu, por meio do Sangue de Jesus. “Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo diz: …Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Heb 10,5.7).

Jesus veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai. “Porque é Deus que, em Cristo, reconciliava consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens, e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação” (2Cor 5,9). O apóstolo Paulo explica: “Por Seu Sangue, Cristo nos reconciliou com Deus: ‘Por seu intermédio, reconciliou consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que – ao preço do próprio sangue na cruz –  restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus’” (Cl 1,20).

O Sangue de Jesus nos santifica

 

Foi  no cumprimento da vontade de Deus, se entregando, derramando seu Sangue e morrendo na cruz que Jesus evidencia sua vida humana e divina. Por meio da Paixão de Cristo “é que nós fomos santificados, pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre” (Heb 10, 5-10). “Porque vós sabeis, que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo” (1Pd1, 28).

O Catecismo da Igreja Católica aponta: “A redenção vem-nos, antes de mais, pelo sangue da cruz” (CIC 517). Pelo Sangue de Jesus fomos libertos do pecado, da morte eterna, da escravidão do demônio. “Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,9).

A devoção ao Preciosíssimo Sangue do Senhor

 

São Padre Pio nos convida: “Contemplemos com devoção o sangue de Jesus derramado até a última gota por nós na cruz pela redenção da humanidade”.

Foi o Papa Bento XIV (1740-1748) o precursor a inserir na igreja a devoção ao santíssimo Sangue de Jesus com uma missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus. Mais tarde, o Papa Pio IX (1846-1878) incluiu a celebração no calendário litúrgico da Igreja e assim em todo o mundo, os católicos passaram a venerar o sangue de Jesus.

Gaspar de Búfalo foi um dos santos que mais propagou esta devoção entre os fiéis. Seu amor ao Sangue de Jesus era tão intenso que, ao fundar uma Congregação dedicou-a ao Preciosíssimo Sangue.

A espiritualidade dedicada ao Sangue de Cristo

 

Há diversas maneiras de venerarmos o sangue de Jesus e expressarmos nosso respeito e devoção.

  • Devotamos o sangue de Jesus no sacramento da confissão: Foi o sangue de Jesus que remiu a humanidade do pecado. A todo tempo encontramos esta remissão na confissão. Por meio do sacerdote, é Cristo quem perdoa nossos pecados e lava-nos com seu precioso Sangue, curando as feridas de nossa alma.
  • Tomamos parte do Sangue de Jesus na Comunhão: Também no sacramento da Eucaristia, Corpo e Sangue de Jesus, encontramos nossa libertação. Portanto, quando comungamos renovamos nossa aliança com Deus que, por amor, enviou seu filho para resgatar.
  • Veneramos o Sangue de Jesus por meio de orações: há uma infinidade de orações dedicadas ao Preciosíssimo Sangue, além do Terço do Sangue de Jesus e a Ladainha ao Preciosíssimo Sangue.

Neste mês de julho, como nos convida a Igreja, procure manifestar a Jesus sua gratidão pela salvação que ele nos trouxe por meio de seu Sangue derramado na cruz.

Faça a devoção ao preciosíssimo Sangue de Jesus ainda mais conhecida! Compartilhe nas suas redes sociais.

Manto de Nossa Senhora dos Navegantes coloca Brasil no livro dos recordes

Manto de Nossa Senhora dos Navegantes coloca Brasil no livro dos recordes

O Brasil entrou para o Guinness World Records, o livro dos recordes, com o maior manto de Nossa Senhora do mundo, o qual foi usado neste ano na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes e tinha 1.059,80 metros quadrados.

O manto gigante foi abençoado e utilizado na procissão da 122.ª Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, na cidade de Navegantes (SC), em 2 de fevereiro.

Na tradicional procissão, o manto da Virgem foi carregado por cerca de 5 mil devotos e outros 5 mil acompanharam com orações. Depois da procissão, a peça foi dividida em 16 mil pedaços, que foram entregues aos fiéis.

A medição foi realizada na presença de um topógrafo, engenheiros, bombeiros, policiais, fotógrafos, além de moradores da cidade.

O resultado do Guinness, que coloca o Brasil como o primeiro país do mundo a confeccionar um manto gigante, foi publicado em junho. Porém, foi só em 8 de julho, que o anúncio foi feito oficialmente no Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.

Em sua página no Facebook, o Santuário explicou que o manto gigante “foi pensado com muito carinho para a procissão terrestre” de Nossa Senhora dos Navegantes, “para que os devotos pudessem carregar e se sentirem mais próximos do aconchego de Maria”.

A iniciativa, porém, não se encerrou neste ano. A partir de agora, o Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes terá um manto gigante todos os anos, para que os devotos possam seguir em procissão cobertos pela Virgem Maria.

Fonte: Aleteia via ACI Digital

Hoje é celebrada Santa Maria Goretti, a doce mártir da pureza

Hoje é celebrada Santa Maria Goretti, a doce mártir da pureza

Neste dia 6 de julho é celebrada a festa de Santa Maria Goretti, a menina de onze anos que foi morta com 14 facadas por resistir a um estupro e que, antes de sua morte, perdoou seu assassino. O Papa Pio XII a definiu como “pequena e doce mártir da pureza”.

Maria nasceu em 1890, em Corinaldo, província de Ancona, Itália. Era filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini, sendo a terceira de sete filhos. No dia seguinte ao seu nascimento, foi batizada e consagrada à Virgem.

Sua família era pobre em bens materiais, mas rica de fé e virtudes que cultivavam com a oração comum, a recitação diária do Santo Rosário, a comunhão e a Missa dominical.

Quando tinha apenas 11 anos, foi apunhalada por Alessandro Serenelli ao resistir a ser violentada. Ela foi levada para o hospital e antes de morrer conseguiu receber a comunhão e unção dos enfermos. Partiu para a Casa do Pai em 6 de julho de 1902.

Quando Alessandro saiu da prisão, foi procurar a mãe de Maria, a menina que o tinha perdoado.

São João Paulo II, em 2003, ressaltou que “Marietta, assim era chamada familiarmente, recorda à juventude do terceiro milênio que a verdadeira felicidade exige coragem e espírito de sacrifício, rejeição de todo compromisso com o mal e disposição para pagar com a própria vida, mesmo com a morte, a fidelidade a Deus e aos seus Mandamentos”.

“Hoje exaltam-se, muitas vezes, o prazer, o egoísmo ou até a imoralidade, em nome de falsos ideais de liberdade e de felicidade. É preciso reafirmar com clareza que a pureza do coração e do corpo deve ser defendida, porque a castidade ‘guarda’ o amor autêntico”, acrescentou.

Fonte: ACI Digital

Como na Copa, na sociedade é preciso ter fidelidade nos objetivos, afirma Bispo

Como na Copa, na sociedade é preciso ter fidelidade nos objetivos, afirma Bispo

Em época de Copa do Mundo, quando muitos param para acompanhar a competição, o Arcebispo de Uberaba (MG), Dom Paulo Mendes Peixoto, recordou que assim como no Mundial é preciso ter fidelidade nos objetivos na sociedade, sobretudo nas eleições.

Dom Paulo observou como, “para ver o Brasil jogar tudo para, as pessoas torcem, vibram, às vezes ficam decepcionadas, falam mal, mas tudo é festa”. E, nesse contexto, “até os problemas e os políticos do país ficam de lado”.

Entretanto, questiona-se: “o futebol vai mudar o Brasil, alguma coisa nova deverá acontecer?”. “Pelo que vemos tudo não passa de competição, de euforia sem melhorar as condições de vida das pessoas”.

Em relação ao Brasil, o Prelado indicou que “o brasileiro vive incomodado com o estado das coisas no país”. “Existem muitas formas de infidelidade, de práticas imorais na administração pública causando prejuízo para a coletividade, legando um mundo que dificulta a vivência das pessoas”, assinalou.

“Mas – ressaltou – tudo pode ser diferente a partir da retomada de objetivos na construção do Estado Brasileiro”.

Segundo Dom Paulo, “no entender das Palavras de Jesus Cristo, vence quem joga com determinação e com esperança de conseguir vencer”. Nesse sentido, recordou que no “itinerário do Reino de Deus” uma “Boa Nova” é construída “com compromisso de fidelidade voltada para os seus objetivos”.

“É um caminho de libertação onde a alegria da vitória não é superficial e sem consequências positivas para a estabilidade da comunidade”, acrescentou.

No entanto, lembrou que “não é possível conseguir vitória sem sacrifício, seja no jogo de futebol, como também em qualquer outro tipo de enfrentamento”.

Além disso, indicou ser “interessante” que “as grandes conquistas podem vir de ‘fracos’ pequenos e simples”, como mostra Jesus, “Filho de Carpinteiro, da classe pobre, sem influência, mas dotado de postura, de determinação e consciente de sua missão”.

“Isso pode ser importante na vida de um jogador da Copa, porque joga com garra, mas também sabe sofrer numa possível derrota”, assinalou.

Por fim, o Arcebispo expressou que “é possível conquistar a vitória”. Porém, no Brasil, “muita coisa está por ser feita”.

“Podemos construir um país melhor, sem tanta pobreza e menos violência. Mas temos que atuar nos momentos de decisão. Um deles é o voto consciente, com nossas mentes fixadas na esperança. Nem tudo está perdido e muito progresso ainda pode acontecer”, completou.

Fonte: ACI Digital

O poderoso significado da medalha de São Bento

O poderoso significado da medalha de São Bento

O significado da medalha, as graças que você pode alcançar e uma poderosa oração a São Bento

 

A medalha de São Bento não é um “amuleto da sorte”. Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.

 

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, como conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja ; provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos: Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.

Numerosos são os benefícios atribuídos ao crucifixo de São Bento; de fato, se usado com fé e com o Patrocínio do Santo; protege:

Das epidemias;
Dos venenos;
De alguns tipos de doenças especiais;
Dos malefícios;
Dos perigos espirituais e materiais que possam causar o Demônio;
A Santa Sé a enriqueceu com numerosas indulgências: indulgência plenária em ponto de morte; indulgência parcial.

Significado da medalha

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Na frente da medalha são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti – “Cruz do Santo Pai Bento”.

Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux – “A cruz sagrada seja minha luz”.

Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux – “Não seja o dragão meu guia”.

No alto da cruz está gravada a palavra PAX (“Paz”), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.

A partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas – “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS – IN – OBITU – NRO – PRAESENTIA – MUNIAMUR – “Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte”.

É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.

Oração para alcançar alguma graça

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça … que vos suplicamos, finalmente, vos pedimos que ao término de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém.

 

Fonte: Aleteia via Mosteiro de São Bento e São Miguel Arcanjo

Dia do papa: como celebrar

Dia do papa: como celebrar

O líder da Igreja Católica é o Papa. Segundo a tradição bíblica, o primeiro a exercer essa função foi instituído pelo próprio Jesus, quando disse ao apóstolo Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). O pescador ancião aceitou o desígnio de Deus, e tornou-se chefe da Igreja de Cristo. É certamente por esse motivo que a Igreja escolheu o dia da memória litúrgica de São Pedro, 29 de junho, para celebrar o dia do Papa. Juntamente comemora-se a memória de são Paulo, sendo a celebração, a solenidade das duas colunas da Igreja primitiva: Pedro e Paulo.

Como Francisco gostaria que celebrássemos esse dia?

O atual sucessor de Pedro, o Papa Francisco, iniciou seu pontificado em 2013. Por sua vez, desde então, tem se revelado ao mundo como um líder humilde, predisposto à caridade e de muita espiritualidade.
Se tivéssemos a oportunidade de perguntar diretamente a Francisco – “Santidade, como devemos celebrar o dia do Papa?” – não é difícil de imaginar sua resposta: “Celebre esse dia com oração por vosso Papa e com a prática de obras de misericórdia”. Podemos concluir essa resposta por dois motivos.

Primeiramente, porque já na sua primeira aparição pública ao ser eleito chefe da Igreja, o Papa Francisco fez um apelo a todos que lhe ouviam. Antes de proferir a Bênção Apostólica Urbi Et Orbi, a bênção para a cidade de Roma e para o mundo, ele pediu que todos rezassem por ele. E seguidamente ao longo do seu pontificado, sempre que encontra uma oportunidade, pede que rezemos por ele.

Depois, por seu testemunho de humildade e caridade fraterna para com os necessitados. São frequentes as notícias de que o Papa se encontrou com os mais pobres ou motivou alguma obra caritativa. Certa vez, abriu as portas da Capela Sistina aos pobres da região. Ao completar 80 anos de vida, foi junto de um grupo de moradores de rua que se reuniu para comemorar seu aniversário, e assim ofereceu um dia especial para aquelas pessoas. E em Roma ele mandou instalar chuveiros, alguns banheiros, uma barbearia e até uma lavanderia para os mais carentes. A distribuição de alimentos também é uma prática constante do pontífice argentino.

O que podemos fazer concretamente?

Você pode organizar na sua paróquia um momento especial de oração pelo Papa Francisco. Pode ser a oração do terço, celebrar esta solenidade em ação de graças pelo seu pontificado, ou convidar os fiéis para um momento de adoração diante do Santíssimo Sacramento, pedindo que o Papa seja sempre a luz de Deus para a sua Igreja.
Para a prática de obras de misericórdia, a comunidade pode arrecadar alimentos ou roupas que podem ser destinados a entidades beneficentes ou às famílias mais carentes da paróquia. No momento da distribuição dos donativos, instrua aos que farão esta tarefa a pedirem àqueles que agradecerem por esse gesto que rezarem uma prece pelo Papa.

Diante das atitudes do Papa Francisco certamente o presente mais valiosos que podemos oferecer a ele neste dia é a nossa oração. E a homenagem que mais lhe agrada, sem dúvida, é a realização de uma obra de misericórdia em favor dos necessitados.

Que tal motivar ainda mais pessoas a celebrar esse dia tão especial?
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7 chaves para entender por que São Pedro e São Paulo são celebrados juntos

7 chaves para entender por que São Pedro e São Paulo são celebrados juntos

Hoje, 29 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, entretanto, há algumas dúvidas sobre as verdadeiras razões do motivo da festa de ambos os apóstolos ser celebrada no mesmo dia.

A seguir, 7 chaves que permitem entender isso:

1. Santo Agostinho de Hipona expressou que eram “um só”

Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.

2. Ambos padeceram em Roma

Foram detidos na prisão Mamertina, também chamada Tullianum, localizada no foro romano na Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero.

São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo Extramuros.

3. São fundadores da Igreja de Roma

Na homilia de 2012 na Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rómulo e Remo, o par de irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.

4. São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho

Na mesma homilia, o Santo Padre chamou esses dois apóstolos de “padroeiros principais da Igreja de Roma”.

“Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou.

5. São a versão contrária de Caim e Abel

O Santo Padre também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel.

“Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”, relatou o Santo Padre Bento XVI.

6. Porque Pedro é a “rocha”

Esta celebração recorda que São Pedro foi escolhido por Cristo – “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” – e humildemente aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas.

Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascenção de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé.

Como explicou em sua homilia o Sumo Pontífice Bento XVI, “na passagem do Evangelho de São Mateus (…), Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a ‘pedra’, a ‘rocha’, o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja”.

7. São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja

São Paulo foi o apóstolo dos gentios. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, continuou seguindo para Damasco, onde foi batizado e recuperou a visão. Adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.

“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia.

Fonte: ACI Digital