“Irmã, chegaram flores para você!” “De quem?” “Do Papa Francisco!”

“Irmã, chegaram flores para você!” “De quem?” “Do Papa Francisco!”

Dia Mundial da Vida Consagrada: o Papa envia flores para as religiosas que trabalham no Vaticano

OPapa Francisco presenteou com flores, na manhã de hoje, cada uma das religiosas que trabalham no Vaticano. O motivo do gesto paternal foi a Jornada Mundial da Vida Consagrada, que se comemora todo dia 2 de fevereiro, festa litúrgica da Apresentação de Jesus no templo.

A gentil lembrança do Santo Padre foi entregue por meio de Dom Konrad Krajewski, arcebispo da Esmolaria Apostólica, o departamento da Cúria Romana dedicado às obras de caridade e assistência administradas em nome do Papa.

As flores que as religiosas receberam são conhecidas como primaveras”,por serem um símbolo de vida e juventude. Em sua homilia durante a missa da festa da Apresentação do Senhor, o arcebispo observou que essa flor “distribui beleza gratuitamente” e “cresce olhando para nosso Senhor”.

Dom Konrad convidou as pessoas presentes na missa a darem a sua vida a Deus especialmente através do trabalho, da família , das alegrias e dos sofrimentos, a exemplo de Maria e José, que ofereceram ao Pai o seu tesouro mais precioso: o filho Jesus.

Dom Konrad e os trabalhadores dos serviços técnicos do Vaticano realizaram a tradicional procissão da Candelária, partindo da carpintaria e chegando à oficina mecânica, onde foi celebrada a Eucaristia. Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, também é celebrada neste dia 2 de fevereiro, em direta relação com a essência da festa principal do dia.

No final da cerimônia, o arcebispo agradeceu aos trabalhadores pela ajuda concreta que prestam às atividades do Pontífice em favor dos pobres e das pessoas sem lar.

 

Fonte: Aleteia

Papa: a Palavra de Deus é uma ajuda indispensável para não nos perdermos

Papa: a Palavra de Deus é uma ajuda indispensável para não nos perdermos

“A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós: dos ouvidos ao coração e às mãos”.

“Como poderíamos enfrentar a nossa peregrinação terrena, com as suas dificuldades e as suas provas, sem ser regularmente nutridos e iluminados pela Palavra de Deus que ressoa na liturgia?”

Ao dar continuidade a sua série de catequeses sobre a Santa Missa, o Papa Francisco falou na Audiência Geral desta quarta-feira, a 4ª de 2018 e a 213ª de seu Pontificado, sobre a Liturgia da Palavra, “que é uma parte constitutiva porque nos reunimos justamente para escutar o que Deus fez e pretende ainda fazer em nós”.

“É uma experiência que acontece “ao vivo” e não por ouvir dizer – explicou o Santo Padre aos fiéis presentes na Praça São Pedro – porque quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é Deus mesmo que fala ao seu povo e Cristo, presente na sua palavra, anuncia o Evangelho”.

O Papa alertou então, que muitas vezes enquanto se lê a Palavra de Deus, se fazem comentários sobre como o outro se veste ou se comporta. Ao invés disto, “devemos escutar, abrir o coração porque é o próprio Deus que nos fala e não pensar em outras coisas ou em falar de outras coisas. Entenderam? Não acredito que aconteça muito, mas explicarei o que acontece nesta Liturgia da Palavra”:

“As páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para tornarem-se palavra viva, pronunciada por Deus. É Deus que por meio do que se lê nos fala e interpela a nós que escutamos com fé (…). Mas para escutar a Palavra de Deus, é preciso ter também o coração aberto para receber a palavra no coração. Deus fala e nós nos colocamos em escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir. Algumas vezes não entendemos bem porque existem algumas leituras um pouco difíceis. Mas Deus nos fala o mesmo em outro modo: em silêncio e ouvir a Palavra de Deus. Não esqueçam isto. Na Missa, quando começam as leituras, ouvimos a Palavra de Deus“.

“Temos necessidade de escutá-lo!”, enfatizou o Papa. “É de fato uma questão de vida, como bem recorda a incisiva expressão «nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus»”.

Neste sentido, “falamos da  Liturgia da Palavra como da “mesa” que o Senhor prepara para alimentar a nossa vida espiritual”.

A mesa litúrgica é abundante, “abre mais largamente os tesouros da Bíblia”, do Antigo e do Novo Testamento, porque neles é anunciado pela Igreja o único e idêntico mistério de Cristo:

Pensemos na riqueza das leituras bíblicas oferecidas pelos três ciclos dominicais que, à luz do Evangelhos Sinóticos, nos acompanham no decorrer do ano litúrgico, uma grande riqueza”.

O Papa chamou a atenção para a importância do Salmo responsorial, “cuja função é favorecer a meditação do que foi escutado na leitura que o precede”.

É bom que o Salmo seja valorizado com o canto, ao menos  do refrão”, observou Francisco, acrescentando que também as leituras dos dias feriais constituem “um grande nutrimento para a vida cristã”.

O Santo Padre explicou então que “as leituras da Missa, variadamente ordenadas segundo as diferentes tradições do Oriente e Ocidente, estão contidas nos Lecionários”:

A proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial, acompanhando o caminho de todos e de cada um”.

Neste sentido – explica – “se entende porque escolhas subjetivas, como a omissão de leituras e a sua substituição com textos não bíblicos, são proibidas”:

“Isto de fato empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração. Pelo contrário, a dignidade do ambão e o uso do lecionário, a disponibilidade de bons leitores e salmistas. Mas procurem bons leitores, eh!, aqueles que saibam ler, não aqueles que leem e não se entende nada, eh! é assim, eh! Bons leitores, eh! Devem se preparar e ensaiar antes da Missa para ler bem. E isto cria um clima de silêncio receptivo”.

A Palavra do Senhor é uma ajuda indispensável para não nos perdermos, nos nutre e nos ilumina, nos ajudando assim a enfrentarmos as dificuldades e as provas de nossa peregrinação terrena.

Mas “não basta ouvir com os ouvidos, sem acolher no coração a semente da divina Palavra, permitindo a ela dar fruto”:

A ação do Espírito, que torna eficaz a resposta, tem necessidade de corações que se deixem trabalhar e cultivar, de modo que aquilo que é ouvido na Missa passe para a vida cotidiana, segundo a advertência do apóstolo Tiago:«Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos».”

A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. A escutamos com os ouvidos, passa pelo coração, não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos estas coisas. Obrigado.”

Fonte: comshalom

O que diz a Bíblia sobre os refugiados?

O que diz a Bíblia sobre os refugiados?

O jesuíta Alberto Ares recorre à noção de hospitalidade na tradição cristã

Já são mais de 232 milhões de migrantes no mundo (o que poderia ser o quinto pais mais povoado do planeta). Mais de 65 milhões são pessoas que foram forçadas a abandonar seus lares por causa de conflitos armados, pela violência generalizada ou por desastres naturais. Deste número, 21 milhões são refugiados, 38 milhões são migrantes internos e 3,2 milhões são pessoas que solicitam asilo em outros países.

O Mediterrâneo virou o maior cemitério mundial, onde somente em 2016 mais de 5 mil migrantes perderam a vida. A Síria é o país que gera o maior número de refugiados, seguida por: Afeganistão, Somália e Sudão do Sul.

No caderno especial em espanhol Hijos e hijas de un peregrino – Hacia una teología das migraciones” (“Filhos e filhas de um peregrino, uma teologia das migrações”), Alberto Ares aprofunda as raízes bíblicas para iluminar a realidade dos refugiados.

Alberto Ares é um jesuíta espanhol pesquisador das migrações. Ele acompanha comunidades migrantes em várias partes do mundo. Atualmente, é delegado do Departamento Social dos jesuítas na Espanha e pesquisador associado ao Instituto de Estudos sobre Migrações da Universidade Pontifícia de Comillas, em Madri.

A Bíblia e os refugiados

Na Bíblia, é possível encontrar realidades de movimentos, experiências migratórias, de exílio, de acolhida e hospitalidade, em que se inserem as experiências fundadoras do povo eleito. Ares começa citando: “meu pai era um arameu prestes a morrer, que desceu ao Egito com um punhado de gente para ali viverem como forasteiros” (Deuteronômio 26,5).

O Novo Testamento, em que o próprio Jesus se apresenta como um migrante, “dá um destaque especial na acolhida e na fraternidade, no universalismo e na vida apostólica em movimento, que desbrava fronteiras”.

Ares lembra como o Antigo Testamento une doutrina e práxis sobre as migrações e as pessoas em movimento. Por um lado, juntamente com os órfãos e as viúvas, os migrantes constituem a trilogia típica do mundo dos marginalizados em Israel. Deus pede um tratamento digno e respeito e atenção especiais a essas pessoas. O autor relembra algumas citações bíblicas sobre os movimentos migratórios:

– “Meu pai era um arameu prestes a morrer, que desceu ao Egito com um punhado de gente para ali viverem como forasteiros” (Deuteronômio, 26);

– “Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Êxodo 23:9);

– Não os oprimireis” (Levítico 19, 34);

– “Não os explorareis” (Deuteronômio 23,16);

– “Não violarás o direito do estrangeiro” (Deuteronômio 24,17);

– “Maldito o que viola o direito do estrangeiro” (Deuteronômio 27, 19);

– “Esteja ele entre vós como um compatriota, e tu o amarás como a ti mesmo” (Levítico 19,34);

Novo Testamento: Jesus, o imigrante

Um dos elementos centrais do Novo Testamento, sob o ponto de vista da realidade migratória, é o fato de o próprio Jesus se apresentar como um migrante. Mateus mostra a infância de Jesus e a Sagrada Família sob uma primeira e cruel experiência de imigração forçada. Por outro lado, o Evangelho de Lucas narra o nascimento de Jesus fora da cidade, “pois não havia lugar para eles na hospedaria”. Veja as citações lembradas pelo jesuíta Ares:

– “E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas, 2);

– “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João, 1);

– “Era peregrino e me acolhestes” (Mateus, 25);

– “O bom samaritano” (Lucas, 10);

– “Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas, 3).
 

Fonte: Aleteia

Mensagem do Papa para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Mensagem do Papa para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Tema: «”A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32).

Queridos irmãos e irmãs!

No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: «Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade»). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.

1. Que há de falso nas «notícias falsas»?

A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos.

A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.

A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao facto de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.

2. Como podemos reconhecê-las?

Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. Não é tarefa fácil, porque a desinformação se baseia muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados. Por isso, são louváveis as iniciativas educativas que permitem apreender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. Igualmente louváveis são as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenómeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idóneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais.

Mas a prevenção e identificação dos mecanismos da desinformação requerem também um discernimento profundo e cuidadoso. Com efeito, é preciso desmascarar uma lógica, que se poderia definir como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar. Trata-se da estratégia utilizada pela serpente – «o mais astuto de todos os animais», como diz o livro do Génesis (cf. 3, 1-15) – a qual se tornou, nos primórdios da humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado, concretizadas depois no primeiro fratricídio (cf. Gn 4) e em inúmeras outras formas de mal contra Deus, o próximo, a sociedade e a criação. A estratégia deste habilidoso «pai da mentira» (Jo 8, 44) é precisamente a mimese, uma rastejante e perigosa sedução que abre caminho no coração do homem com argumentações falsas e aliciantes. De facto, na narração do pecado original, o tentador aproxima-se da mulher, fingindo ser seu amigo e interessar-se pelo seu bem. Começa o diálogo com uma afirmação verdadeira, mas só em parte: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?» (Gn 3, 1). Na realidade, o que Deus dissera a Adão não foi que não comesse de nenhuma árvore, mas apenas de uma árvore: «Não comas o [fruto] da árvore do conhecimento do bem e do mal» (Gn 2, 17). Retorquindo, a mulher explica isso mesmo à serpente, mas deixa-se atrair pela sua provocação: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis”» (Gn 3, 2-3). Esta resposta tem sabor a legalismo e pessimismo: dando crédito ao falsário e deixando-se atrair pela sua apresentação dos factos, a mulher extravia-se. Em primeiro lugar, dá ouvidos à sua réplica tranquilizadora: «Não, não morrereis»(3, 4). Depois a argumentação do tentador assume uma aparência credível: «Deus sabe que, no dia em que comerdes [desse fruto], abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal»(3, 5). Enfim, ela chega a desconfiar da recomendação paterna de Deus, que tinha em vista o seu bem, para seguir o aliciamento sedutor do inimigo: «Vendo a mulher que o fruto devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto (…) agarrou do fruto, comeu»(3, 6). Este episódio bíblico revela assim um facto essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos.

De facto, está em jogo a nossa avidez. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem «mordendo a isca» em cada tentação.

3. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)

De facto, a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa. Dostoevskij deixou escrito algo de notável neste sentido: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2).

E então como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego: aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres»(Jo 8, 32).

Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De facto, uma argumentação impecável pode basear-se em factos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polémica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade.

4. A paz é a verdadeira notícia

O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.

Por isso desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal.

Por isso, inspirando-nos numa conhecida oração franciscana, poderemos dirigir-nos, à Verdade em pessoa, nestes termos:

Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz.
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não
cria comunhão.
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.
Vós sois fiel e digno de confiança;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos
verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.
Amen.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2018.

Franciscus

Fonte: comshalom

3 dicas de como planejar para evangelizar

3 dicas de como planejar para evangelizar

3 dicas de como planejar para evangelizar

Saiba como planejar, preparar e executar um evento com algumas dicas essenciais

Criar e planejar um bom evento não é tarefa fácil. Exige empenho, dedicação e atenção com os detalhes e desejos do cliente, mas essa é também uma ótima forma de aproximar pessoas que possam se interessar pelo produto ou serviço que você oferece e um eficaz meio de evangelização. Afinal, é por meio dos eventos que desenvolvemos, que as pessoas podem conhecer melhor e mais de perto o nosso Carisma e a mensagem que desejamos transmitir.Pensando nisso, e em como ajudar a Missão de Santo André a organizar e planejar melhor os seus eventos, convidamos a professora de Marketing e Eventos do Senac, Valdívia Oliveira, a dar algumas dicas para nós entre os dias 8 a 10 de setembro, na Mitra Diocesana em Santo André.

De acordo com Valdívia, “quem deseja atuar na área de eventos deve buscar formação sobre o tema e além disso ter algumas competências essenciais tais como: dinamismo, energia, disposição física e mental, criatividade, capacidade de lidar e trabalhar sobre pressão, lidar com conflitos, trabalhar em equipe, ter foco e senso de organização.”

Quer aprender também como se planejar e se organizar melhor para seus futuros eventos? Selecionamos três dicas especiais para te ajudar. Confira:

Planeje seu evento

Nessa fase é importante que você tenha a definição clara dos objetivos.  Saiba quem é o público-alvo (idade, gênero, escolaridade), local de realização, data, programação, alimentos e bebidas, serviços a serem oferecidos. Tenha em mente também o valor que você terá disponível para organizar o evento, conhecido também como budget, ele vai te ajudar a evitar imprevistos e saber o que pode ser oferecido ao seu público. Basicamente, você ajuda o cliente a deixar de sonhar muito alto e ter metas mais concretas e próximas daquilo que ele pode realizar.

Crie um cronograma

A professora dá a dica: “A organização e realização de um evento exige a definição clara de objetivos e planejamento das ações necessárias para que esse objetivo seja alcançado.” Portanto, é importante se programar bem! Crie um cronograma de ações com prazos pré-estabelecidos para o desenvolvimento dessas atividades, faça um check list, ele irá te ajudar a manter o registro de cada passo até o dia do evento em si.

Foque no resultado e escolha bem os seus parceiros

Desde a concepção do projeto até a execução do evento, deve-se focar no resultado e no retorno que o cliente espera. Seu foco é a evangelização? Trace estratégias, atividades que atraiam o seu público e que despertem a atenção e interesse para a mensagem que você quer divulgar. Lembre-se, talvez a pessoa que for até o seu evento pense que irá encontrar um “ mais do mesmo”, venha com uma imagem preconcebida em sua mente, e se mostre até mesmo um pouco resistente para viver a experiência que você e sua equipe desejam proporcionar. Mas se essa mesma ideia for apresentada de uma maneira atrativa e inovadora para ela, ela poderá deixar suas pré-impressões de lado e dar uma chance para ouvir com calma e muito mais atenção aquilo que você tem para falar.

Busque boas parcerias, patrocinadores e fornecedores que acreditam num mesmo ideal que você e vão te ajudar a concretizar os teus planos. Encontrar bons patrocinadores para o seu evento pode ser a melhor saída para conseguir o capital necessário para investir na estrutura, contratação de artistas e em todas as áreas da organização.

*Redação, Jéssica Maia

Fonte: comshalom

Ladrões desistem de roubar ônibus com romeiros de Aparecida

Ladrões desistem de roubar ônibus com romeiros de Aparecida

O motorista chegou a ser rendido e o ônibus foi desviado para um matagal em plena madrugada

Um ônibus que seguia de Aparecida (SP) para Cascavel (PR) sofreu uma tentativa de assalto na madrugada de segunda-feira, 15 de janeiro, mas os ladrões desistiram da ação após descobrir que os passageiros eram romeiros que voltavam do Santuário da padroeira do Brasil.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo seguia pela BR-369, no Paraná, quando foi abordado por cinco assaltantes, por volta das 4h, próximo a um trevo de acesso à cidade de Mamborê.

Os ladrões obrigaram o motorista a conduzir o ônibus por uma estrada rural, onde o veículo ficou atolado.

Logo após, a polícia foi acionada e se dirigiu ao local para ajudar o motorista a retirar o veículo do atoleiro. Além disso, as vítimas foram orientadas a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Mamborê.

Para a PRF, provavelmente os ladrões tinham como alvo algum ônibus que levasse passageiros que iriam fazer compras no Paraguai.

 

Fonte: Aleteia

ACI Digital

Pep Guardiola: “O mais importante na vida é a família”

Pep Guardiola: “O mais importante na vida é a família”

O técnico do Manchester City incentivou um dos jogadores mais importantes do time a dar um tempo no futebol para cuidar do filho prematuro

A vida de uma pessoa é mais importante que uma partida de futebol. Quem está por trás desta linda lição é um dos melhores técnicos do mundo: Pep Guardiola.

O meia espanhol David Silva, um dos jogadores mais importantes do Manchester City – time que lidera o campeonato inglês – acaba de se tornar pai de Mateo, um menino nascido de forma prematura. O bebê está entre a vida e a morte.

O anúncio de Pep

Desde que foi informado sobre o estado de saúde do filho do jogador, Pep Guardiola quis tornar pública, em uma coletiva de imprensa, uma atitude radical tomada no começo de janeiro: “David Silva deixará de jogar por tempo indeterminado devido a assuntos pessoais. Não sei quando ele se reintegrará à equipe. A vida pessoal é mais importante que qualquer coisa”, disse o técnico, que não entrou em detalhes sobre a vida particular do atleta e o sofrimento que ele está enfrentando.

O tuíte de Silva

No dia seguinte, o jogador explicou as verdadeiras razões de seu afastamento em uma publicação no Twitter que deixava entrever a dor de um homem dividido entre a felicidade de ser pai e a impotência diante do estado de saúde do filho:

“Quero agradecer a todos pelas demonstrações de carinho recebidas nestes dias, em especial aos meus companheiros, por compreenderem a situação. Também compartilhar com vocês o nascimento de meu filho Mateo, de forma prematura extrema e que está superando seus primeiro dias, graças à atenção da equipe médica”.

Primeiro, a família

Em 2012, Pep Guardiola decidiu se afastar durante um ano do mundo do futebol para se dedicar à mulher e aos filhos.

Por isso, provavelmente não seja por acaso que, em 2 de janeiro, depois da vitória de 3 a 1 do Manchester City sobre o Watford, declarasse – pressionado pelos jornalistas que queriam entender o que estava por trás das ausências de Silva nos últimos jogos – estas palavras simples, mas sinceras: “Que David saiba que o mais importante nesta vida é a família”.

A lembrança do pequeno Bradley

A história do pequeno Mateo recebeu um grande destaque na mídia não só pelo fato de David Silva ser quem é: vencedor de um mundial de futebol e duas Eurocopas com a seleção espanhola. Outro motivo que chama a atenção para o caso é a lembrança do pequeno Bradley, o torcedor do Sunderland de seis anos, que morreu no ano passado por causa de um neuroblastoma.

A história do pequeno torcedor e a amizade dele com Jermaine Defoe (ex-atacante do Sunderland e atualmente no Bournemouth), que permaneceu ao lado do menino até o fim, comoveu a Inglaterra e o mundo inteiro.

Fonte: Aleteia

7 dicas para elaborar e alcançar suas metas em 2018

7 dicas para elaborar e alcançar suas metas em 2018

Na virada de ano a conversa é sempre a mesma: metas para o ano novo.  Uns se lamentam porque não conseguiram cumprir as metas do ano que terminou, e, com isso estão desmotivados a traçar novos objetivos para o ano que começa; outros dizem que traçar metas é desnecessário, pois não ajuda em nada e que é uma perca de tempo; e há aqueles que conseguiram realizar alguns dos seus objetivos e que estão pensando em como manter o sucesso com suas novas metas.

Independentemente de qual grupo você hoje se encaixe hoje, uma coisa é preciso saber: a meta é o primeiro passo para transformar um sonho em realidade. E quem não tem um sonho para realizar?! Mas, há quem pense ser um pouco complicado fazer um planejamento, por isso nós queremos te ajudar.. Acompanhe aqui sete dicas para você elaborar e alcançar suas metas em 2018.

1. Faça uma leitura da sua vida

Pense em tudo o que você já realizou na sua vida e no que gostaria de realizar. Pense na pessoa que você se tornou, nos amigos que conquistou. Reflita: Estou satisfeito com quem sou para mim mesmo e para os outros? Tenho um bom relacionamento com minha família, meus amigos e colegas de trabalho? Há algum hábito que preciso mudar? Tenho cuidado da minha saúde? Tenho dedicado um tempo para Deus?

Refletir essas questões é importante para você descobrir ou determinar as mudanças que precisa realizar em sua vida.

2. Determine suas metas para 2018

Seguindo essa linha de reflexão que você fez sobre a sua vida, peça o auxílio da graça de Deus e procure fazer uma lista do que você pretende mudar ou alcançar no ano novo. Separar por categorias pode lhe ajudar a organizar melhor, por exemplo: metas pessoais, metas profissionais e metas espirituais.

Nas metas pessoais, pense no que você pode melhorar pessoalmente e em seus sonhos (viagem, formar uma família, estudar). Nas metas profissionais, questione-se: estou satisfeito com meu trabalho? Se não estiver, mudança de emprego ou redirecionamento de carreira pode ser uma de suas metas em 2018. Mas, se a sua resposta for “gosto da empresa onde trabalho, porém não estou satisfeito com a atividade que lá exerço”, então sua meta pode ser: mudar minha função na empresa. E, sobre as metas espirituais, responda para si mesmo: o que tenho feito em minha vida agrada a Deus? Tenho sido um autêntico cristão, que evangeliza e que pratica a caridade? Uma meta para o ano novo pode ser, por exemplo, dedicar um tempo para obras de caridade e participar mais ativamente da Igreja.

3. Seja realista

Trace metas baseadas na sua realidade. Liste aquilo que você sabe que é possível cumprir. As metas precisam ser mensuráveis, realizáveis e relevantes. Pergunte-se: tenho recursos financeiros para realizar essa meta? O prazo de um ano é suficiente para alcançá-la?

4. Determine objetivos específicos

Para cada meta determinada para o ano novo, você precisa também anotar quais são os objetivos específicos que te farão alcançar essas metas. Por exemplo, se você colocou na sua lista “cuidar melhor da saúde”, seus objetivos específicos podem ser, por exemplo: consulta médica preventiva ou com um especialista, praticar esporte, rever a alimentação.

É importante também você determinar um prazo para a execução de cada um desses objetivos.

5. Defina suas prioridades

Num determinado momento você poderá se deparar com vários objetivos que devem ser realizados quase que ao mesmo tempo. Para resolver isso, determine qual é o mais urgente ou o mais necessário e tente encaixar o outro objetivo num outro período mais tranquilo.  Mas lembre-se: se você colocou aquele objetivo na sua listagem é porque ele é necessário, portanto não deixe de fazê-lo.

6. Leia suas metas diariamente

Determine um horário para que todos os dias você leia suas metas. Assim estará sempre ciente do que precisa realizar em sua vida. Essa leitura pode ser pela manhã, ao acordar, ou à noite, antes de dormir. Faça seu momento de oração, leia suas metas e aproveite para pedir a Deus que lhe ajude a fazer tudo o que é necessário para realizá-las.  A leitura diária das metas e dos seus objetivos específicos te ajuda a organizar melhor o seu dia, ou o dia seguinte caso faça a leitura à noite.

7. Acompanhe seu progresso

É muito comum as pessoas se desmotivarem ao longo do ano por não perceberem seus avanços. Para evitar isso, anote tudo numa agenda ou caderno. Cada objetivo que você alcançou, anote. Isso serve de estímulo para continuar prosseguindo. E se ainda assim você se sentir desmotivado, peça a Deus a graça de se manter firme em seus propósitos.

 

Por: Dominus Comunicação

Papa Francisco fez visita-surpresa, hoje, a hospital infantil em Roma

Papa Francisco fez visita-surpresa, hoje, a hospital infantil em Roma

O Hospital Pediátrico Bambino Gesù é conhecido como o “hospital do Papa”

OPapa Francisco fez uma visita-surpresa nesta sexta-feira, 5 de janeiro, ao Hospital Pediátrico Bambino Gesù, popularmente conhecido como o “hospital do Papa“, em Torre di Palidoro, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Roma.

A Santa Sé informou que esta visita foi uma concretização da iniciativa Sextas-Feiras da Misericórdia, lançada por Francisco durante o recente Jubileu da Misericórdia.

O Papa visitou diversos departamentos do hospital, conversou com crianças internadas, pais, médicos e funcionários.

Sobre o “hospital do Papa”

O Hospital Bambino Gesù existe desde 1869 e tem 4 sedes em Roma e nos seus arredores. Dispõe de 600 leitos e conta com cerca de 2.600 médicos, pesquisadores, enfermeiros, técnicos e funcionários. Mais de 1,5 milhão de crianças passam pelas suas dependências anualmente. Trata-se, nada menos, que do maior hospital e centro de pesquisa pediátrica da Europa.

unidade em Torre di Palidoro, visitada hoje por Francisco, foi criada em 1978 por iniciativa do Papa Paulo VI, visando expandir os atendimentos. O local se situa em Roma, em uma área extraterritorial administrada diretamente pelo Vaticano, a exemplo das outras três unidades.

Tradicionalmente especializado em poliomielite, o hospital também conta com departamentos para ortopedia, diabetes, oftalmologia, otorrinolaringologia e tratamento de doenças cardíacas, doenças endócrinas e obesidade genética, além de diversas especialidades cirúrgicas e atividades de neurorreabilitação.

As instalações da unidade possuem pronto-socorro e 122 leitos para os enfermos. Há leitos especificamente dedicados a reanimação, reabilitação e neurorreabilitação. A estrutura ainda inclui salas de cirurgia, de hemodinâmica e serviços de diagnóstico laboratorial e por imagens.

Fonte: Aleteia

Inferno, Purgatório e Céu: as mais fascinantes e controvertidas crenças da Igreja Católica

Inferno, Purgatório e Céu: as mais fascinantes e controvertidas crenças da Igreja Católica

Reflexões do bispo auxiliar de Los Angeles, Robert Barron

É difícil entender a existência de um Deus infinitamente bom e um inferno também eterno. O bispo auxiliar de Los Angeles, Robert Barron, um dos líderes mais tecnológicos que a Igreja tem, conhecido por sua forte presença nas redes sociais, admite que “muitos cristãos que aceitam com agrado as doutrinas sobre o céu e o inferno acham os ensinamentos sobre o purgatório extravagantes e arbitrários, sem fundamento bíblico”.

“Deus não envia ninguém ao inferno, mas as pessoas escolhem ir para lá livremente. As portas do inferno estão sempre fechadas a chaves e por dentro”, disse o escritor Lewis. “Se há seres humanos no inferno, é porque eles insistiram claramente nisso”, escreve Barron, no livro Catolicismo(recentemente lançado em espanhol). O autor é doutor em Teologia, mestre em Filosofia e bispo auxiliar desde 2015.

Monsenhor Barron considera que “não podemos declarar com total certeza que alguém – nem sequer Judas ou Hitler – tenha escolhido trancar definitivamente a porta ao amor divino”. E prossegue: “A liturgia nos motiva a rezar por todos os mortos e, como a lei da oração é a lei da fé, precisamos nos agarrar à esperança da salvação”.

Purgatório

Para muitos cristãos, o purgatório aparece como um resíduo da Idade Média, um ensinamento supersticioso e supérfluo, sem claro suporte bíblico. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, mesmo conhecendo sua eterna salvação, depois da morte passam por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu. A Igreja chama de ‘purgatório’ esta purificação final dos eleitos” (CIC 1030-1031).

Sem dúvida, a palavra purgatório não está na escritura, “mas também não estão Encarnação e Trindade”, declara Barron. No entanto, pode-se argumentar que as sementes da ideia do purgatório estão sim no livro de Macabeus (II Macabeus 12, 44-46).

O Céu

O Céu nunca teve boa fama entre os pensadores. Marx e Freud apontam a existência do céu como “sinal de ingenuidade”.

O bispo Barron acredita que “parte da inteligência da tradição católica reside no fato de não  rejeitar nada”. Tudo o que se trata em um compêndio sobre Catolicismo (Deus, Jesus, Igreja, Sacramentos, Liturgia…) “está aí para nos levar para o Céu”, recorda o bispo norte-americano.

O Céu é, portanto, o destino e o sentido que alimenta tantos crentes. Ele tem sido imaginado de muitas maneiras: vida, luz, paz, banquete de núpcias, vinho do Reino, casa do Pai, Jerusalém celeste, paraíso (CIC 1027).

“Muitos cristãos são mais platônicos do que bíblicos ao conceber o fim da vida espiritual com a saída deste mundo e a partida para o céu”, aponta Barron. Ele ainda sugere “pensar no céu como uma espécie de jogo”, com muitos participantes em torno de um objetivo comum e com todas as suas capacidades e energias totalmente empenhadas.

 

Fonte: Aleteia