Mochileiro leva mãe cadeirante para conhecer o Brasil

“Não existe limitação onde existe fé”. Com esta frase que Matheus Almeida, 30 anos, tem levado a mãe a inúmeros cartões postais pelo país. A dificuldade motora de dona Zilda, 62 anos, não é empecilho para que os dois vivam experiências únicas. Com o desejo no coração de viajarem juntos, fizeram as malas sem pensar nas limitações que encontrariam e embarcaram para a primeira viagem, a 600 quilômetros de distância. Daí pra frente não pararam mais.

Hoje, as fotos relembram a passagem por diversas cidades mineiras, pelo litoral de São Paulo e até mesmo pelos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E foi na Cidade Maravilhosa a viagem mais marcante. Depois de se inscreverem em uma promoção, tiveram o privilégio de participar da abertura do evento esportivo.

Devotos de Nossa Senhora, também incluíram nos roteiros o Santuário Nacional de Aparecida. Aos pés da Imagem, pediu a intercessão para que Maria os ajudassem e os dessem força para seguir com este projeto. “Foi o primeiro lugar que visitamos juntos depois que começamos a viajar, foi um momento lindo e uma energia muito boa, realmente emocionante”, recorda.

Matheus lembra que por toda vida foram apenas os dois. Em 2010 a mãe foi diagnosticada com câncer e, tempos depois, foi vítima de um atropelamento. Agravando a situação, dona Zilda foi vítima de um AVC isquêmico, paralisando os movimentos do lado esquerdo.

Diante da superação, o sentimento de fazer tudo isso pela mãe se resume a uma única palavra: “gratidão”. Ele conta que não há melhor coisa do que fazer com que uma pessoa se sinta feliz, ainda mais sendo a própria mãe.

O exemplo dos dois tem incentivado muitas pessoas a repetir o gesto. E quem se vê diante de uma situação semelhante e semeia o mesmo desejo do Matheus, ele deixa um recado. “Nunca deixe de fazer o bem as pessoas que ama. Muitas pessoas dirão que não é possível, outras tentarão te desanimar, mas tenha fé e siga em frente. Cuide de seus pais pois eles formaram o caráter e o ser humano que você é hoje e não há dinheiro no mundo que pague isso”.

Fonte: A12

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