Maternidade e devoção: conheça a novena em honra à gravidez de Nossa Senhora

Maternidade e devoção: conheça a novena em honra à gravidez de Nossa Senhora

No mês das mães, somos chamados  a uma reflexão – também espiritual – sobre o que é ser mãe. A maternidade é dom um concedido por Deus às mulheres. Nela a mulher encontra a definição de sua feminilidade: “ao conceber e dar à luz o filho, a mulher «se encontra por um dom sincero de si mesma». O dom da disponibilidade interior para aceitar e dar ao mundo o filho…”, explica o Papa João Paulo II (Mulieris Dignitatem, 18).

É na maternidade que a mulher se assemelha à Maria Santíssima e se encontra com sua verdadeira essência: seja a maternidade biológica, adotiva ou mesmo espiritual, como é o caso das celibatárias. O mesmo Santo Papa expõe: “As palavras de Maria na Anunciação: «Faça-se em mim segundo a tua palavra», significam a disponibilidade da mulher ao dom de si e ao acolhimento da nova vida”.

Nos desafios ordinários da maternidade, recorramos a Maria!

Maria viveu a alegria de criar e educar o Filho de Deus, mas teve seu coração traspassado por uma espada (cf. Lc 2,35) quando Cristo morreu para a redenção da humanidade. Quantas mães, apesar da alegria ímpar que a maternidade lhe traz, sofrem dores físicas e morais que essa mesma maternidade lhe causa ao ver as dores do filho!

Ao pé da Cruz, onde seu Filho se entregava ao Pai por nós, Ele mesmo deu a Maria uma missão que nunca teria fim: Jesus confiou a maternidade de Maria a todos nós quando disse ao discípulo “Eis aí tua mãe”, ao mesmo tempo em que confiou todos nós a ela afirmando:  “mulher eis aí teu filho” (Jo 19,26-27). Essa união maternal é indissolúvel.  

É pela profundidade desse elo que a vocação à maternidade deve ser consolidada em Maria. Se em algumas questões nossa mãe terrena nos inspira quanto aos cuidados e a educação de nossos filhos, sobre a educação moral e religiosa muito mais pode nos inspirar a Mãe do Céu que não fez outra coisa em sua vida senão em tudo fazer a vontade de Deus.

De forma intuitiva, muitas mães têm recorrido Àquela que gerou em seu ventre o Salvador, não apenas para crescer na amizade espiritual com ela, mas para que essa Boa Mãe lhes ajude a superar todas as questões da maternidade. Também aquelas mulheres que encontram dificuldades em sua gestação, ou para engravidar, recorrem à Maria para alcançar a graça da maternidade. Uma oração que tem se tornado cada vez mais conhecida é a “Novena em honra à gravidez de Maria”. Por meio dela muitas mães têm recorrido a Maria e alcançado os benefícios que essa Boa Mãe tem lhes conseguido de Deus.

Todas as mães se encontram diante de desafios e limites – próprios da condição humana – em que se percebem necessitadas de recorrerem à graça de Deus.  Deixamos como sugestão esta belíssima oração para as mães e para aquelas que desejam gerar filhos. Confira!

Novena em honra a gravidez da Virgem Maria

Ó Maria, Virgem Imaculada, Porta do Céu e Causa da Nossa Alegria, respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel, Vós pudestes dar curso ao plano de Deus para a minha salvação. Vós fostes, pela Providência Santíssima desde toda a eternidade, constituída morada digna do Filho de Deus Encarnado. Pelo vosso sim e fidelidade ao Pai celeste, o Espírito Santo teceu em vosso ventre Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Eis que desejando que o Filho de Deus que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me, do vosso Filho, a graça que tanto necessito…  (diga a graça que você precisa).

Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, Vós que, perante o trono da Graça, sois a Onipotência Suplicante, enquanto vou meditando, com reverência e filial afeto, todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência, que vos acompanharam em vossa bendita e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre por nove meses o Filho do Deus Altíssimo. Amém.

Reze 9 Ave-Marias, em honra de cada um dos 9 meses em que Jesus esteve no ventre de Nossa Senhora, acompanhadas da seguinte jaculatória:  Benditas sejam a Santa Gravidez e a Imaculada Conceição da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe.

(A Novena em honra à gravidez de Nossa Senhora pode ser rezada a qualquer tempo.)

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Lançada versão em português do Hino da JMJ Panamá 2019

Lançada versão em português do Hino da JMJ Panamá 2019

Foi lançada na segunda-feira, 14 de maio, a versão em português do Hino da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Panamá 2019 e o clipe, intitulado “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra”.

Os trabalhos estiveram sob coordenação da cantora Ziza Fernandes, que foi convidada pela direção artística do Comitê de Organização Local (COL) da JMJ Panamá 2019 para escrever a versão em português, e da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Veja o clipe oficial do Hino da JMJ 2019 em Português:

Em declarações a Vatican News, Ziza Fernandes ressaltou que o hino em português é “uma versão fiel, direta e feita com muita honestidade, respeito e também com um espírito humilde, querendo que, mais do que uma versão bem feita, seja realmente uma palavra de Deus vivida em forma de hino”.

“Todos nós podemos ter uma experiência linda de ânimo, de força através do hino da Jornada. Esse em especial, que leva o tema ‘Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim a tua palavra’, é um convite à vida missionária, à vida real de serviço e de amor a Deus através da Igreja”, declarou a cantora católica que, em 2013, foi diretora musical dos Atos Centrais da JMJ no Rio de Janeiro.

Segundo ela, esta canção é, “especialmente, um convite aos jovens de tantos continentes, de tantos lugares do mundo, que estarão como peregrinos, buscando a Palavra de Deus”.

“O hino traz essa história do jovem que vai à Jornada em busca do Deus verdadeiro, através do nosso pastor, desse encontro mundial da Igreja com seu pastor”, o Papa, referiu-se.

Além disso, Ziza indicou que o hino da JMJ Panamá 2019 “traz um convite à juventude a ser como Maria, a Mãe de Deus, que disse ‘sim’ e que foi chamada a um projeto de vida, fiel, entregue, completamente devoto e voltado ao desejo de Deus”.

“Então, é um convite a viver essa mesma alegria, essa mesma exultação que houve no céu pelo ‘sim’ de Maria, que possa existir essa exultação, essa alegria imensa por todo jovem que vá a Jornada e que possa ter essa experiência de entrega e de vida missionária por amor, conhecendo a sua vocação, dizendo ‘sim’ de uma maneira livre, alegre, criativa e cheia de vida”, completou.

A gravação em português do hino da JMJ aconteceu nos dias 26 e 27 de março, reunindo 25 cantores católicos do Brasil: Adriana Arydes, Aline Venturi, Aline Souza, Ana Lúcia, Davidson Silva, Débora Pires, Diego Contiero, Diego Fernandes, Eliana Ribeiro, Fátima Souza, Gil Monteiro, Larissa Viana, Olívia Ferreira, Padre Fábio de Melo, Pitter di Laura, Thiago Brado, Polyana Demori, Aline Souza, Colo de Deus (Hugo e Mayara), Missionário Shalom, Polyana Demori, André Leite, Raquel Carpejani e Walmir Alencar.

“Eu fiquei muito feliz em ter a oportunidade de cantar agora o hino da Jornada do Panamá, com muitos amigos. É uma honra e também uma alegria participar de um projeto tão bonito, onde a gente conhece muitos jeitos diferentes de ser igreja”, disse o cantor Diego Fernandes ao site ‘Jovens Conectados’, da Comissão para a Juventude da CNBB.

A seguir, a letra da versão em português do Hino da JMJ Panamá 2019:

Faça-se em mim a Tua Palavra
Ziza Fernandes

Somos peregrinos que chegamos hoje aqui,
De tantos continentes e cidades
Queremos ser missionários do Senhor
Levar sua palavra e mensagem

Ser como Maria, que um dia disse: SIM.
Quando foi chamada a Seu projeto
Todo céu se alegra e canta de alegria.
E toda terra louva ao Deus Eterno

Eis aqui a serva do Senhor,
faça-se em mim a tua palavra.

Tua serva eu sou.
Tua filha, eu sou.
Teu filho, eu sou.

Ser como Maria, disponíveis a sair
Igreja peregrina do Amor
Jovens testemunhas e discípulos
Com alegria, fé e vocação

Eis aqui a serva do Senhor,
faça-se em mim a tua palavra

Não tenham medo, não
Não tenham medo
De levar o amor de Deus
Comprometidos, sim, como Maria
Que soube ser a serva do Senhor

Eis aqui a serva do Senhor,
faça-se em mim a tua palavra

 

Fonte: ACI Digital

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MENSAGEM DO PÁROCO (MAIO)

MENSAGEM DO PÁROCO (MAIO)

Maio: mês dedicado a Maria

 

O tempo passa tão rápido, quando damos conta já notamos que estamos às portas de Maio, onde somos convidados a contemplar o rosto materno de Deus.

Quero Aproveitar e fazer um especial agradecimento a todos voluntários do nosso Santuário, pessoas de fé que evangelizam no silêncio, recebam meu fraterno abraço por tudo que vem fazendo para que nossa vida em Angelina seja mais viva e eficaz na vivência do Santo Evangelho.

Outro fato importante, por ocasião da XIV Missa dos Motociclistas que ocorreu aqui no dia 01, sentimos que o nosso campo missionário é grande e o Santuário está atingindo sua meta, a de levar a todos a ´Boa Nova´ de Cristo. Também, lançamos a rifa paroquial: A Campanha dos devotos e benfeitores de Angelina, a partir de agora, todos são convidados a fazer parte da família do santuário, com sua contribuição mensal, poderemos melhorar cada vez mais nossa realidade eclesial nesse torrão Angelinense.

Realmente, é um tempo de Graças, para nós que a temos como nossa advogada e intercessora fiel diante de Deus, numa Gruta dedicada à Nossa senhora de Lourdes.

Beato João Paulo II, afirmou: “Se não sabeis como rezar, pedi-Lhe para vos ensinar e pedi à Mãe do Céu para rezar convosco e por vós. A oração do Rosário pode ajudar-vos a aprender a arte de rezar com a simplicidade e profundidade de Maria”.

Neste mês, também iremos celebrar a vinda do Espírito Santo sobre a comunidade cristã e renovar em nós Sua força para continuarmos nossa caminhada: a festa de Pentecostes. Santo Agostinho nos ensinou que: ¨O Espírito Santo é a alma da Igreja¨. E em seguida a festa de Corpus Christi, que será nossa manifestação pública do nosso amor à Eucaristia, centro e ápice de nossa fé cristã, presença viva de Jesus Cristo, sacramento de amor e vida.

E assim, caminhamos na fé, que Deus na sua infinita misericórdia abençoe a todos (as) vocês. Despeço-me com minha bênção sacerdotal a você e sua família +

Frei Paulo Cézar Magalhães Borges, ofm

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Vidente de Fátima: O Rosário é a arma dos últimos tempos

Vidente de Fátima: O Rosário é a arma dos últimos tempos

A mensagem de Nossa Senhora de Fátima sobre o poder do Santo Rosário foi revelado no primeiro dia das aparições, em 13 de maio de 1917.

Naquela ocasião, Lúcia perguntou se ela e Jacinta iriam ao céu e a Virgem confirmou que sim, mas quando perguntou por Francisco, a Mãe de Deus respondeu: “Também irá, mas tem que rezar antes muitos rosários”.

A Virgem de Fátima, naquela ocasião, abriu suas mãos e comunicou aos três uma luz divina muito intensa. As crianças caíram de joelhos e adoraram a Santíssima Trindade e o Santíssimo Sacramento. Depois, a Virgem assinalou: “Rezem o Rosário todos os dias para alcançar a paz no mundo e o fim da guerra”.

Na segunda aparição, a Virgem Maria apareceu depois que eles rezaram o Santo Rosário. E na terceira ocasião, Nossa Senhora lhes disse: “Quando rezarem o Rosário, digam depois de cada mistério: ‘Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, especialmente as mais necessitadas’”.

Para a quarta aparição, muitos já sabiam das aparições da Virgem aos pastorinhos. Então, Jacinta perguntou à Mãe de Deus o que queria que se fizesse com o dinheiro que as pessoas deixavam na Cova de Iria. A Virgem lhes indicou que o dinheiro era para a Festa de Nossa Senhora do Rosário e que o restante era para uma capela que se devia construir.

Mais adiante, tomando um aspecto muito triste, a Virgem lhes manifestou: “Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores, porque muitas almas vão ao inferno por não ter quem se sacrifique e reze por elas”.

Ao chegar o dia da quinta aparição, as crianças conseguiram chegar à Cova de Iria com dificuldade, devido às milhares de pessoas que lhes pediam que apresentassem suas necessidades para Nossa Senhora. Os pastorinhos rezaram o Rosário com as pessoas e a Virgem, ao aparecer-lhes, incentivou novamente as crianças a continuar rezando o Santo Rosário para alcançar o fim da guerra.

Na última aparição, antes de produzir o famoso milagre do sol, no qual o astro pareceu se desprender do céu e cair sobre a multidão, a Mãe de Deus pediu que fizessem naquele lugar uma capela em sua honra e apresentou-se como a “Senhora do Rosário”.

Posteriormente, tomando um aspecto mais triste, disse: “Que não se ofenda mais a Deus Nosso Senhor, que já é muito ofendido”. Isto aconteceu em 13 de outubro de 1917.

Fonte: REDAÇÃO CENTRAL da ACI Digital

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Papa: o amor é a atitude fundamental do coração

Papa: o amor é a atitude fundamental do coração

“É importante tomar consciência de que o amor de Cristo não é um sentimento superficial”

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Regina Coeli, neste domingo (06/05), com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice ressaltou que “neste tempo pascal a Palavra de Deus continua nos indicando estilos de vida coerentes para ser a comunidade do Senhor Ressuscitado”.

Dentre esses estilos, “Evangelho de hoje apresenta a entrega de Jesus: «Permaneçam no meu amor», permanecer no amor de Jesus.”

“Viver na corrente do amor de Deus, estabelecer a morada, é a condição para que o nosso amor não perca pelas ruas o seu ardor e a audácia. Nós também, como Jesus e Nele, devemos acolher com gratidão o amor que vem do Pai e permanecer neste amor, tentando não nos separar dele com o egoísmo e o pecado. É um programa exigente mas não impossível.”

Segundo o Papa, “primeiramente, é importante tomar consciência de que o amor de Cristo não é um sentimento superficial, mas uma atitude fundamental do coração, que se manifesta no viver como Ele quer. De fato, Jesus afirma: «Se vocês obedecem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu obedeci aos mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.»

“O amor se realiza na vida cotidiana, nos comportamentos, nas ações; caso contrário é apenas algo ilusório. São palavras, palavras, palavras: isso não é amor. O amor é concreto todos os dias. Jesus nos pede para observar os seus mandamentos, que se resumem nisso: “Amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês.”

E Francisco perguntou: “Como fazer para que esse amor que o Senhor Ressuscitado nos doa possa ser partilhado pelos outros? Muitas vezes, Jesus indicou quem é o outro a amar, não com palavras, mas com fatos. É aquele que encontro em meu caminho e  me interpela com o seu rosto e sua história; é aquele que, com a sua presença, me impulsiona a sair de meus interesses e minhas seguranças; é aquele que espera a minha disponibilidade de acolher e caminhar juntos na mesma estrada.”

“Disponibilidade a todo irmão e irmã, quem quer que seja e em qualquer situação se encontre, começando com aquele que está próximo a mim na família, na comunidade, no trabalho, na escola. Desta forma, se eu permaneço unido a Jesus, o seu amor pode alcançar o outro e atraí-lo a si, para sua amizade”, sublinhou o Santo Padre.

Para Francisco, “esse amor pelos outros não pode ser reservado a momentos excepcionais, mas deve se tornar a constante de nossa existência. É por isso que somos chamados, por exemplo, a proteger os idosos como um tesouro precioso e com amor, mesmo que criem problemas econômicos e inconvenientes, devemos protegê-los. É por isso que aos doentes, mesmo no último estágio, devemos prestar toda a assistência possível. É por isso que os nascituros devem ser sempre acolhidos. É por isso que, em última análise, a vida deve ser sempre protegida e amada desde a concepção até a morte natural. Isso é amor.”

“Somos amados por Deus em Jesus Cristo, que nos pede para amar uns aos outros como Ele nos ama. Mas nós não podemos fazer isso se não tivermos o seu próprio coração em nós.”

“A Eucaristia, à qual somos chamados a participar todos os domingos, tem como objetivo formar em nós o Coração de Cristo, de modo que toda a nossa vida seja guiada por suas atitudes generosas.”

“Que a Virgem Maria nos ajude a permanecer no amor de Jesus e a crescer no amor por todos, especialmente os mais vulneráveis, a fim de corresponder plenamente à nossa vocação cristã”, concluiu o Papa.

Fonte: Aleteia/Vatican News

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6 coisas que Santa Gianna Beretta Molla ensina sobre a família

6 coisas que Santa Gianna Beretta Molla ensina sobre a família

Para quem está acostumado apenas com santos que vestem hábitos e véus, o exemplo de Santa Gianna Beretta Molla, uma das poucas mulheres casadas proclamadas santas pela Igreja, é de chamar atenção. Ela, que tinha amor pela vida, pelas coisas simples e, principalmente por Deus e sua família, viveu intensamente o mandado de Jesus: dar a vida para que outros tenham vida!

Outro ponto que chamava atenção era o amor apaixonado que nutriu pelo esposo, Pietro Molla, com quem teve quatro filhos, durante os anos em que estiveram juntos. Foram dezenas de cartas de amor escritas e enviadas durante as viagens que ele fazia a trabalho.

Santa Gianna Beretta Molla nasceu em 4 de outubro de 1922 na cidade de Magenta, na Itália, em uma família composta por treze filhos. Vivia em um lar cristão desde os primeiros anos de vida. Mais tarde, Gianna – que tinha gosto por moda e esportes – formou-se em medicina e especializou-se em pediatria com a finalidade de ser missionária no Brasil.

Gianna faleceu em 28 de abril de 1962, dias após o nascimento de Gianna Emanuela, sua última filha. Confira o que ela nos ensina sobre a vida familiar em direção à santidade.

1 – Harmonia entre a missão profissional e familiar

Em tudo harmonizava a vida profissional com a familiar. Ela dedicava tempo para cada realidade de acordo com as necessidades que se apresentavam a cada tempo. Além dos compromissos de fé, adorava esquiar na neve, pintar e ouvir uma boa música. Sobre sua missão profissional relatou: “quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo”.

2 – Cultivo do romantismo, carinho e amor apaixonado pelo esposo

O relacionamento familiar era sempre alimentado com muito amor, carinho e romantismo ao esposo. Quando Pietro viajava a trabalho e ficava um tempo fora de casa, sempre se comunicavam por meio de cartas amorosas, onde expressavam o quanto se amavam. Confira um trecho: “Pietro, pense em nosso ninho, aquecido pelo nosso amor e alegrado pelas crianças que o Senhor nos dará! É certo que também passaremos por dificuldades, mas se nos amarmos sempre como nos amamos agora, com o auxílio de Deus, saberemos juntos suportá-los. Não é?

 

3 – Vida espiritual intensa e priorizada

Santa Gianna priorizava a vida espiritual de toda a família. Ela possuía o hábito da vida cristã que consistia em oração, missa, eucaristia e participação de retiros espirituais. Era tudo com a devida intensidade. Não abria mão da vida cristã.

4 – Martírio pela vida

Como já foi dito, Santa Gianna abriu mão da própria vida para que sua filha nascesse. Estando grávida do quarto filho, descobriu que tinha um fibroma no útero e que precisaria retirar o órgão, mas caso isso acontecesse provocaria o aborto da criança, fato que em nenhuma hipótese quis submeter-se. Mesmo contrária a opinião de outras pessoas da família, levou a gestação até o final. Passados alguns dias, após o nascimento de Gianna Emanuela, seu martírio se concretizou com sua morte.

5 – O espírito de sacrifício

Após a morte de Santa Gianna, o seu marido, Pietro Molla, descobriu alguns escritos que a santa fazia antes de participar dos retiros onde relatavam a unidade de seu coração com o amor, o sacrifício e  a fé inabalável. Isso demonstrava que ela estava consciente da escolha que fazia em relação à gestação de risco que trazia.

6 – Milagres brasileiros

A canonização de Santa Gianna aconteceu em 16 de maio de 2004, por São João Paulo II, no Vaticano, de quem recebeu o título de “Mãe de Família”. Os milagres para sua beatificação e canonização ocorreram no Brasil. Um em 1977, em Grajau (MA), para onde ela queria ter vindo como missionária com o seu irmão e o outro na cidade de Franca (SP), em 2000.

 

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Jornada de solidariedade na Alemanha contra nova onda de antissemitismo

Jornada de solidariedade na Alemanha contra nova onda de antissemitismo

O debate foi estimulado pelo avanço da extrema direita e pelas preocupações com o aumento no fluxo de refugiados

A Alemanha foi palco nesta quarta-feira (25) de ações solidárias com a comunidade judaica, depois de uma série de incidentes que reforçaram o temor de um ressurgimento do antissemitismo no país, 70 anos depois do Holocausto.

Organizou-se uma concentração sob o lema “Berlim usa kipá”, convocada pela comunidade judaica. Outras cidades, como Colônia, Potsdã, Erfurt e Madeburgo, anunciaram sua adesão ao movimento.

Para aqueles que não têm um kipá, o solidéu usado pelos judeus, o jornal berlinense TAZ publica em sua edição de hoje instruções para fazer um em casa, com um modelo em papel.

Ontem, o presidente do Conselho Central de Judeus da Alemanha, Joseph Schsuter, causou polêmica ao aconselhar os judeus a não usarem o kipá nas grandes cidades alemãs por questão de segurança.

Para a ministra da Justiça, Katarina Barley (socialdemocrata), a manifestação é um sinal importante de solidariedade.

“Os judeus não devem ter medo de mostrar que são judeus na Alemanha”, declarou hoje.

Em entrevista ao “Tagesspiegel”, o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, considerou que qualquer ataque contra um judeu é um ataque contra a sociedade alemã como um todo.

Essa mobilização acontece uma semana depois de um refugiado sírio ter agredido dois jovens que usavam kipá em um bairro nobre de Berlim. Gravado e postado nas redes sociais, o incidente causou comoção em um país atormentado por seu passado nazista.

A chanceler Angela Merkel denunciou um “incidente terrível” e prometeu “reagir”.

O episódio parece ter sido a gota d’água, depois que, alguns dias antes, os rappers Kollegah e Farid Bang, autores de letras bastante polêmicas, foram agraciados com o prestigioso prêmio musical alemão ECHO de álbum de hip hop mais vendido.

O antissemitismo tem várias facetas na Alemanha, diz o TAZ, em editorial publicado hoje.

“Pode se expressar de forma amável, teórica, ou às vezes grosseira. E, às vezes, brutalmente, como na semana passada”, acrescenta, considerando que “chegou o momento” de reagir.

O debate foi estimulado pelo avanço da extrema direita e pelas preocupações com o aumento no fluxo de refugiados, sobretudo, de árabes – mais de um milhão desde 2015 na Alemanha.

O centro Simon Wiesenthal alerta que é preciso ter cuidado, porém, para não atribuir o recente aumento do antissemitismo apenas à população muçulmana, ou árabe.

 

Fonte: Aleteia

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Sacramento da Reconciliação: como se preparar bem?

Sacramento da Reconciliação: como se preparar bem?

Para fazer uma boa confissão é necessário antes fazer uma boa preparação. Não sabe por onde começar? Calma, nós vamos te ajudar.

Mas, antes, para te motivar a se preparar bem para o sacramento da reconciliação, conheça os frutos de uma boa e sincera confissão: reconciliação com Deus e com a Igreja, paz interior, serenidade em sua consciência, consolo espiritual, cura emocional e espiritual.

A gravidade do pecado

Todo pecado é uma atitude contrária ao amor de Deus por nós. A Igreja ensina, por meio do Catecismo, que existem duas classes de pecado: os mortais e os veniais.

O pecado mortal atenta gravemente contra o amor de Deus. O catecismo explica: “O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus” (CIC 1859). Explicando com palavras mais simples, isso quer dizer que se eu tenho conhecimento de que tal ato é um pecado, que é algo que fere a Deus, que insulta seu amor por mim, e ainda assim o cometo, estou praticando um pecado mortal.

Já o pecado venial é aquele que não nos afasta de Deus, mas que fere nossa comunhão com Ele. São os chamados pecados do cotidiano. Mas precisamos estar atentos também a estes. Uma sequência de pecados veniais podem nos impulsionar ao pecado mortal.

São João Paulo II, quando papa, nos lembrou também da dimensão devocional do sacramento da reconciliação: “o âmbito de utilização do sacramento da Reconciliação não pode reduzir-se apenas às situações de pecado grave: afora as considerações de ordem dogmática que poderiam ser feitas a este respeito, recordamos que a confissão periodicamente renovada, assim chamada «de devoção», acompanhou sempre na Igreja a ascensão à santidade.” (Carta Apostólica sobre o Sacramento da Penitência, 1997).

São muitas as graças, não é mesmo?! Saiba, então, como se preparar para a confissão.

Peça a unção do Espírito Santo

Busque um local silencioso, onde você possa permanecer a sós com Deus. Faça uma oração ao Espírito Santo e, em seguida, peça a Ele que te mostre a verdade sobre si mesmo. Busque olhar para dentro de si e examine sua consciência cuidadosamente.

Faça uma lista

Muitos reclamam que chegam diante do padre e se esquecem dos pecados que cometeram, para evitar isso, no momento em que estiver examinando sua consciência, faça uma lista com seus pecados. Mas seja objetivo, anote algumas palavras, em tópicos. A lista é para facilitar sua confissão garantindo que você não se esqueça de nenhum pecado.

Peça a Deus a graça do arrependimento

Não basta reconhecer seus pecados, é preciso arrepender-se de tê-los cometido. Sem o arrependimento a confissão não é válida. Por isso peça a Deus a graça do arrependimento.

Antes ou depois de pôr em prática esses 3 passos  – bem simples, por sinal – verifique em sua paróquia quais os horários da confissão. E não esqueça de levar sua listinha.

Antes de entrar no confessionário, mais uma vez peça o auxílio do Espírito Santo para se manter sereno. Com o coração contrito conte, de maneira objetiva e sem justificativas, os seus pecados. Ouça atentamente o que o sacerdote lhe disser – lembre-se, nesse momento é Jesus quem fala por meio dele – e pratique a penitência que ele te indicar.

 

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Bispo italiano relata o comovente encontro do Papa com Thomas, o pai de Alfie

Bispo italiano relata o comovente encontro do Papa com Thomas, o pai de Alfie

Francisco, emocionado, expressou toda a sua admiração pela coragem do jovem pai inglês de 21 anos que batalha pela vida do filho

A notícia surpreendeu e comoveu o mundo: Thomas Evans, o pai do bebê Alfie, chegou na manhã desta quarta-feira ao Vaticano para se encontrar com o Papa Francisco.

Quem organizou esse encontro emocionante foi dom Francesco Cavina, bispo da diocese de Carpi, no centro da Itália (não confundir com a ilha de Capri, que fica no sul do país).

O bispo de Carpi esteve presente no encontro e testemunhou as emoções e a intensidade do colóquio, no qual o Papa expressou toda a sua admiração pela coragem do jovem pai inglês de 21 anos.

Thomas, também chamado apenas de Tom, vem lutando bravamente, junto com a mulher, Kate, pela vida do pequeno Alfie, o bebê de quase 2 anos internado no Alder Hey Children’s Hospital de Liverpool. Alfie sofre de uma doença neurodegenerativa desconhecida e os médicos britânicos pedem a suspensão do tratamento para, segundo eles, “melhor defender o seu interesse” – o que soa perfeitamente absurdo para quem entende que ser morto não é do “melhor interesse” de ninguém.

Tom e Kate querem transferir o filho ao Hospital Bambino Gesù, do Vaticano, que se declarou disposto a acolhê-lo para assisti-lo com humanidade e dignidade enquanto a sua vida puder durar. A transferência para Roma, no entanto, foi negada pelos médicos e pelos juízes britânicos. Está sendo aguardado agora o último pronunciamento da Corte Suprema do Reino Unido.

A entrevista com dom Francesco

Dom Francesco relatou ao site informativo oficial Vatican News os detalhes do encontro de Tom com o Papa Francisco. Eis a conversa:

Dom Francesco: O encontro foi decidido na manhã de ontem, depois que eu recebi um pedido de Liverpool questionando se era possível o Santo Padre receber o pai de Alfie, Thomas, pois havia a sentença da Corte de Apelação que reafirmou a decisão do Tribunal de Primeira Instância, de que a ventilação artificial deveria ser desligada, deixando a criança morrer. Devo dizer que, 20 minutos depois, o Santo Padre expressou o seu desejo de encontrar-se com Thomas.

Vatican News: Como foi este encontro de hoje?

Este encontrou durou cerca de 20 minutos e foi de grande emoção. O Santo Padre era consciente do que o pai de Alfie relatou e, a certo ponto, disse: “Eu o admiro pela coragem que o senhor tem, é jovem, mas tem muita coragem para defender a vida do seu filho”. E disse que, de certa forma, a coragem desse pai é semelhante ao amor de Deus, que não se resigna a nos perder. Penso que foi o momento mais comovente.

Vatican News: E as palavras de Thomas?

Ele contou a sua dor, porque este era o desejo dele, dividir com o Santo Padre essa dor. E depois explicou o que está se passando com o hospital que deveria dar os cuidados a Alfie e que não permite que a família dê um tratamento em outro hospital. E ainda relatou ao Santo Padre coisas que ele certamente já conhecia, o que dizem os juízes, ou seja, que a vida do menino seria “inútil”. Thomas rebateu dizendo que “Alfie é filho de Deus e, porque é filho de Deus, tem direitos. Se foi Deus quem lhe deu esta vida, que seja também Deus quem a tire no momento certo“. É exatamente por isso que ele está lutando e está pronto para combater até o fim.

Vatican News: Então o Papa reiterou o apoio ao pai de Alfie. Mas o que saiu desta reunião?

Desta reunião saiu que o Santo Padre me instruiu a manter relações com a Secretaria de Estado para que o Hospital Bambino Gesù faça todo o possível para acolher Alfie nos seus serviços de saúde. E é isso o que estamos tentando fazer agora. Existem grandes dificuldades do ponto de vista legislativo e jurídico. Vamos ver se é possível superá-las.

Vatican News: Quais são as esperanças do pai de Alfie?

O pai de Alfie, devo dizer, saiu muito revigorado. No final da reunião, quando estávamos sozinhos, ele ficou muito emocionado e disse: “Eu não acredito! Não acredito no que o Santo Padre me disse!“, só pela emoção que ele experimentou. Para chegar aqui, hoje, eles fizeram uma viagem absurda: tiveram que ir a Atenas e, depois, de Atenas a Roma: eles praticamente viajaram toda a noite. Estavam fisicamente cansados. Penso que nem tudo está resolvido. Temos que dizer assim.

Se não encontrarmos uma disposição por parte dos juízes e dos hospitais britânicos, tudo ficará muito mais difícil e correremos o risco de permanecer num impasse, como o que já estamos vivendo agora. Nós temos que continuar a orar. Acredito que tudo o que foi alcançado neste período, mesmo a mobilização que ocorreu envolvendo muitas pessoas, é fruto da oração. Temos que dizer, realmente, que o poder da oração é capaz de superar todos os obstáculos que podem ser colocados, para que a dignidade da pessoa seja respeitada.

Vatican News: Como o senhor vê este assunto?

Humanamente falando, é uma coisa inacreditável. Do ponto de vista do bom senso, me parece que estamos além de toda lógica humana. Dois pais estão pedindo para transferir o filho de um hospital para outro, eu não entendo por que isso deveria ser evitado: se não é na Itália, que seja em qualquer outro hospital na própria Inglaterra. É difícil entender uma coisa dessas.

Fonte: Aleteia

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