5 coisas que você pode fazer no Dia de Finados

5 coisas que você pode fazer no Dia de Finados

O dia de Finados, 2 de novembro, é um dia para visitar os cemitérios, – um lugar de oração e de esperança – onde encontram-se as sepulturas de muitos familiares e amigos. O calendário oficial do Brasil dedica a essa data um feriado, devido a importância e tradição dos cristãos em se dirigirem aos cemitérios para rezar pelos entes queridos no decorrer desse dia.

O fato de ser um feriado, que este ano cai numa quinta-feira, abrindo a possibilidade de um “feriadão”, sugere momentos de lazer e passeios. No entanto, por ser um dia santo, a Igreja orienta que os fiéis reservem a data e destinem orar pelos fiéis defuntos. Mesmo que você escolha fazer algo para relaxar, não deixe de rezar por aqueles que tanto precisam de nossa oração.

Conheça agora cinco coisas que você pode realizar neste dia santo.

1 – Participe da missa

Em algum momento do dia, dedique-se a participar da Celebração Eucarística com muita piedade e oração pelos fiéis defuntos e pelas almas do purgatório. A missa é um momento de comunhão com Deus e com as coisas divinas. Isso se dá pela proclamação da Palavra e pela participação do banquete eucarístico. Durante o Dia de Finados, acontecem Celebrações nos cemitérios em vários horários no decorrer do dia. Àqueles que desejarem e tenham a possibilidade, incluam o nome dos seus falecidos nas intenções da celebração.

2 – Visite o cemitério e reze pelas almas

Ir ao cemitério e dedicar orações pelas almas dos falecidos além de ser um ato de amor para com eles é, também, uma obra de misericórdia. A Igreja aponta que “rogar a Deus por vivos e mortos” é uma obra de misericórdia espiritual que contribui para que as almas que se encontram no purgatório possam, o mais breve possível, gozar das alegrias do Reino dos Céus.

3 – Zele pelo túmulo dos entes queridos

A Palavra de Deus mostra-nos o quanto o zelo pela casa de Deus deve consumir o coração e a vida dos cristãos. Isso é visível no momento em que Jesus expulsa os vendedores do Templo (Cf. Mt 21, 12). No caso dos fiéis defuntos, o túmulo é o templo santo onde estão depositados seus corpos que esperam pelo dia da ressurreição dos mortos, prometida pelo Senhor. Por isso, quem se dirige ao cemitério deve zelar pelos túmulos mantendo para com eles um respeito e realizando ali uma boa limpeza, que não deve ser restrita ao Dia de Finados.

4 – Dedique devoções em favor dos mortos

As devoções são muitas. Pode iniciar com o acendimento de uma vela diante dos túmulos e culminar em orações intercedendo pelos que estão sepultados. Essa é uma prática muito comum entre os católicos, mas vale destacar que, a oração pelas almas não tem como finalidade a invocação dos mortos, e sim, a purificação de suas faltas cometidas em vida para que cheguem ao céu de forma pura e santa. Essas práticas devem ser realizadas em espírito de piedade e simplicidade.

5 – Realize obras de misericórdia

Como já foi mencionado acima, rezar pelos mortos é um ato de misericórdia. Mas esse ato não deve ser restrito apenas em favor dos parentes e amigos falecidos, deve-se estender aos desconhecidos, àqueles que foram sepultados como indigentes e que talvez nem recebam visitas, muito menos orações. Por isso, é importante que a visita ao cemitério seja também para rezar pelos indigentes e esquecidos da sociedade.

 

Aqui, colocamos também, uma breve explicação sobre as indulgências para este período na Igreja.

 

Indulgências Plenárias

As pessoas que rezarem pelos fiéis defuntos poderá receber Indulgências Plenárias. O Papa Paulo VI, na “Constituição das Indulgências”, de 1967, estabeleceu indulgências parciais e plenárias pelas almas do purgatório, e determinou a semana de 1 a 8 de novembro como a semana das almas, em que podemos lucrar indulgências plenárias a elas mediante uma visita ao cemitério para rezar por elas, tendo se confessado, comungado e rezado pelo Papa (Pai Nossa, Ave Maria, Glória ao Pai). As almas, por elas mesmas não podem conseguir sua purificação; dependem de nossas orações, missas, esmolas, penitências, etc., por elas. Tais atos demonstram a importância de rezar pelos mortos.

 

Por: Dominus Comunicação

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Papa: sem o amor, vida e fé permanecem estéreis

Papa: sem o amor, vida e fé permanecem estéreis

Sem o amor, quer a vida quer a fé permanecem estéreis”. Ao encontrar neste XXX Domingo do Tempo Comum os milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro para a Oração mariana do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho de Mateus proposto pela liturgia  do dia.

Eis a sua alocução na íntegra:

“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Neste domingo a liturgia nos apresenta uma passagem do Evangelho breve, mas muito importante (cf. Mt, 22,34-40). O evangelista Mateus conta que os fariseus se reúnem para colocar à prova Jesus.

Um deles, um doutor da Lei, lhe dirige esta pergunta: “Mestre, na Lei, qual é o maior mandamento?” (v.36). É uma pergunta insidiosa, porque na Lei de Moisés são mencionados mais de 600 preceitos. Como distinguir, entres estes, o grande mandamento?

Mas Jesus não tem nenhuma hesitação em responder: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento”. E acrescenta: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.

Esta resposta de Jesus não é algo que se deduz automaticamente, porque entre os múltiplos preceitos da lei judaica, os mais importantes eram os dez mandamentos, comunicados diretamente por Deus a Moisés, como condição do pacto de aliança com o povo. Mas Jesus quer fazer entender que sem o Amor por Deus e pelo próximo não existe verdadeira fidelidade a esta aliança com o Senhor. Tu podes fazer coisas boas, cumprir todos os preceitos, tantas coisas boas, mas se tu não tens amor, isto não serve.

Confirma isto um outro texto do Livro do Êxodo, chamado “código da aliança”, onde se diz que não se pode estar em Aliança com o Senhor e maltratar aqueles que desfrutam de sua proteção. E quem são estes que desfrutam de sua proteção? Diz a Bíblia: a viúva, o órfão, o estrangeiro, o migrante, isto é, as pessoas mais sozinhas e indefesas (cf. Ex 22,20-21).

Respondendo aos fariseus que o haviam interrogado, Jesus procura também ajudá-los a colocar ordem na sua religiosidade, a restabelecer aquilo que realmente é importante e aquilo que é menos importante. Diz: “Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos” (Mt 22,40). São os mais importantes e os outros dependem destes dois.

E Jesus viveu exatamente assim a sua vida: pregando e fazendo aquilo que realmente é importante e é essencial, isto é, o amor. O amor dá impulso e fecundidade à vida e ao caminho de fé: sem o amor, quer a vida quer a fé permanecem estéreis.

O que Jesus propõe nesta página do Evangelho é um ideal estupendo, que corresponde ao desejo mais autêntico de nosso coração. De fato, nós fomos criados para amar e ser amados. Deus, que é amor, nos criou para tornar-nos partícipes da sua vida, para sermos amados por Ele e para amá-lo, e para amar com Ele todas as outras pessoas.

Este é o “sonho” de Deus para o homem. E para realizá-lo temos necessidade da sua graça, temos necessidade de receber em nós a capacidade de amar que provém do próprio Deus. Jesus se oferece a nós na Eucaristia justamente para isto. Nela, nós recebemos o seu Corpo e o seu sangue, isto é, recebemos Jesus na expressão máxima de seu amor, quando Ele ofereceu a si mesmo ao Pai para a nossa salvação.

Que a Virgem Santa nos ajude a acolher em nossa vida “o grande mandamento” do amor de Deus e do próximo. De fato, se também o conhecemos desde quando éramos crianças, nunca iremos deixar de nos converter a ele e de colocá-lo em prática nas diversas situações em que nos encontramos”.

Fonte: Rádio Vaticano

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8 características para se aproximar de Nossa Senhora Aparecida

8 características para se aproximar de Nossa Senhora Aparecida

A Igreja viveu em 2017 o Ano Mariano. Um dos motivos desse tempo especial de graça para o cristão é o jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida – a Santa Mãe de Jesus – cuja imagem foi encontrada por dois humildes pescadores no Rio Paraíba do Sul, em 1717.

Atualmente, Nossa Senhora da Conceição Aparecida é honrada pelos brasileiros que a têm por Padroeira do Brasil. Além disso, em Aparecida (SP) está o maior santuário no mundo dedicado a Ela.

Passado a data comemorativa do Jubileu – 12 de outubro – seguimos pela via da confiança buscando em Maria o amparo que necessitamos para a nossa vida. E para continuar vivendo este tempo de graça, listamos oito características para ajudar você se aproximar ainda mais da Virgem Aparecida.

Mãe Amável

Nossa Senhora Aparecida é nossa mãe amável. Atrai nosso afeto enquanto que também somos atraídos por sua bondade, por seu amor maternal que cuida e que zela pelos seus filhos. Busquemos ser amáveis como Maria para que saibamos tratar com amabilidade aqueles que nos cercam.

Mãe admirável

Como serva humilde de Deus, Maria nunca se colocou à frente de Jesus, à frente da graça. Quando no episódio do primeiro milagre de Jesus, em Cannã, Maria, sabendo que aquele era o momento, disse: “façam tudo o que Ele vos disser”. Mas ela não tomou à frente, apenas intercedeu para que Jesus resolvesse a situação. Ela esteve ao seu lado como Mãe, dando o seu apoio em oração e a graça da providência agiu ali. Sejamos como Maria, que não toma à frente dos problemas e situações que nos atormentam, mas, como ela, permaneçamos em oração. Sejamos intercessores que suplicam a graça de Deus com confiança. Admiremos Maria como nosso modelo de fidelidade a Deus.

Mãe da Divina Graça

Foi por meio de Maria que Jesus – a graça divina – nos foi dado e é por meio de Cristo que obtemos a graça do amor e da Misericórdia Divina. É por intermédio de Nossa Senhora que nos aproximamos cada vez mais do Coração de Jesus. E, por sua intercessão, podemos ser fiéis ao Senhor.

Mãe do bom conselho

Maria é a “Sede da Sabedoria” pois abrigou em seu ventre a própria Sabedoria Divina: Jesus. Ela Cuidou, educou e orientou Jesus no decorrer de sua vida terrena. Que Nossa Senhora Aparecida seja aquela a quem recorremos num momento de especial decisão a fim de que, por Ela, obtenhamos a graça do bom êxito.

Mãe da Igreja

Como mãe de Cristo, Maria é mãe da Igreja. No seu papel de mãe, Ela quer quer nos proteger. Peçamos sempre a intercessão de Nossa Senhora para que Ela venha em nosso auxílio, para que saibamos viver a Palavra de Deus e para que o cristão seja fiel à vontade do Senhor.

Nossa Senhora é o refúgio dos pecadores

A santa Igreja nos aconselha a recorrermos a Maria sob o título de Refúgio dos Pecadores. Debaixo do manto de Maria, todos encontram abrigo, seja qual for o pecado cometido, desde que a Ela recorra implorando por misericórdia, a fim de arrancá-lo dessa condição. Nossa Senhora Aparecida é Mãe de misericórdia, amável, admirável e benigna.

Consoladora dos aflitos

Cada um de nós já sentiu, sente ou ainda há de sentir o peso da própria cruz – que, às vezes, lhe parece demasiado para suas forças. É um período em que a esperança desaba sob nossos pés e não temos forças para seguir adiante, não enxergamos solução. Assim como um dia Maria esteve aos pés da cruz vendo a aflição de seu filho, ela também vem ao nosso auxílio, nos momentos de dor, trazendo a nós o consolo, basta que a Ela nos entreguemos com confiança.

Maria é a Porta do Céu

As graças do Céu têm por finalidade nos levar um dia para a Glória de Deus. E, sendo Maria nossa Mãe, nosso refúgio, nossa intercessora e consoladora, Ela é também a porta pela qual entraremos no Céu. Por isso busquemos hoje e sempre uma íntima união com a Virgem Maria – por meio da oração que nos purifica e santifica – para que assim sejamos íntimos do nosso Deus.

Por Agência Dominus Comunicação

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Reflexões do Papa sobre o Pai Nosso na TV dos bispos italianos

Reflexões do Papa sobre o Pai Nosso na TV dos bispos italianos

“Pai Nosso” é o nome do programa que vai ao ar no canal dos bispos italianos entre este 25 de outubro e 21 de novembro.

Trata-se de conversas entre o Capelão da Prisão de Pádua, Padre Marco Pozzo e diversos convidados  que falam sobre a Oração do Pai Nosso. A novidade, é a presença do Papa Francisco.

“É preciso coragem para rezar o Pai Nosso, é preciso coragem!” – começa dizendo o Pontífice – “acreditar que há um Pai que me acompanha, que me perdoa, que me dá o Pão, que está atento a tudo o que eu peço, que me veste melhor ainda do que as flores do campo”.

E para acreditar nisto, é preciso “ousar, mas todos juntos”,  por isto a importância de “rezar todos juntos, pois um ajuda o outro e ousamos”.

“Dizemos ser cristãos, dizemos ter um Pai, mas vivemos como… – não digo como animais – mas como incrédulos, sem fé e vivemos também fazendo o mal. Não no amor, mas no ódio, na competição, ou nas guerras”.

O Papa pergunta se o nome de Deus é santificado “nas jovens sequestradas pelo Boko Haram, se é santificado nos cristãos que lutam entre eles pelo poder, é santificado na vida daqueles que contratam um matador de aluguel para resolver uma situação? É santificado na vida daqueles que não cuidam dos próprios filhos? Não, Deus não é santificado ali”.

Francisco recorda os tempos de sua infância em que o pão jamais era colocado fora, pois o pão “é o símbolo desta unidade da humanidade, é símbolo do amor de Deus”. As mães, as avós, reaproveitavam de alguma forma ou outra o pão, mas jamais era jogado fora.

O Papa também conta que quando era Bispo em Buenos Aires, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima visitou a capital argentina e foi celebrada uma Missa para os doentes em um grande estádio.

Ele atendia às confissões, quando ao final chegou uma senhora pequenina, portuguesa, muito simples, com “os olhos esplêndidos”. Ele disse a ela que ela que não tinha pecados e ela respondeu que todos pecamos, e que “Deus perdoa tudo”.

“E como a senhora sabe isto?”, perguntou Bergoglio. “Se Deus não perdoasse, o mundo não existiria!”, respondeu ela.

“Naquele momento tive vontade de dizer: “Mas a senhora estudou na Gregoriana?””.

Um presente inesperado!

“Quando falamos sobre isto a primeira vez – conta o Diretor da TV2000, Paolo Ruffini – ficamos fascinados com a ideia, e assustados. Fazer um programa sobre o Pai Nosso, sobre a oração com a qual Jesus respondeu aos discípulos que pediam a ele para “ensinar-nos a rezar””.

“Procurar restituir àquelas palavras, que conhecemos todos, o valor original. Tentar pela televisão refletir sobre esta oração, e redescobrir a beleza escondida, a profundidade, a atualidade. Buscar, por meio de uma série de encontros, de narrativas e histórias, os traços perdidos do Pai Nosso. Um caminho difícil. Mas sobre esta estrada temos encontros surpreendentes. E o mais surpreendente de todos foi aquele com o Santo Padre. Inesperado! Um verdadeiro presente”, disse por sua vez Padre Marco Pozza.

 

Fonte: Radio vaticano

 

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O Bullying e a dignidade da pessoa

O Bullying e a dignidade da pessoa

O termo Bullying se popularizou como a forma de retratar uma realidade muito triste que ocorre em vários locais do mundo. Não existe ainda uma tradução em português que compreenda todo o sentido dessa palavra, mas podemos pensar nas seguintes realidades: acossamento, ameaça, assédio, intimidação, judiar ou implicar. Com isso em mente e com toda a atenção que tem tido esse tema hoje em dia, penso que já sabemos claramente ao que ele se refere, mas que é preciso aprofundar um pouco mais para se chegar a raiz da situação.

Talvez possamos ver o Bullying desde uma perspectiva mais espiritual. E aí uma das coisas que enxergamos é a afirmação de uma pessoa sobre a outra. Isso nos leva a pensar, para nós católicos, onde é que foi parar o valor de cada pessoa. Talvez aquele que pratique Bullying não saiba o valor que possui e por isso precisa se afirmar em algo externo como o ser valente, para conseguir esse sentimento de ser importante para si mesmo e para os demais.

Além disso, não conhecendo a própria dignidade, desconhece a da pessoa ao seu lado e então encontramos a pura e simples lei do mais forte. É preciso que eu me defenda, defenda a minha dignidade e o meu valor porque senão outros passarão por cima de mim. Mas isso está muito longe da realidade que a nossa fé cristã nos revela. Nela descobrimos que nossa dignidade não depende de nós, do que façamos ou do que deixemos de fazer. Ela vem do Senhor e ninguém pode tirar isso de ninguém.

É preciso resgatar o valor do ser humano, que está em Deus. 

É preciso resgatar o valor do ser humano, que está em Deus. Ele é quem confere a nossa dignidade de filhos e filhas por meio do batismo que recebemos. Cada um de nós é infinitamente valioso para Deus e como, como irmãos e irmãs, também deveríamos considerar todos como infinitamente valiosos. As diferenças que possuímos, quando são bem entendidas e dialogadas, são sempre uma riqueza para o mundo porque são reflexo da grandeza de Deus.

Mas falar isso é muito fácil, o difícil é no dia a dia conseguir colocar isso em prática por causa das falhas que encontramos por todo lado nos outros e também em nós mesmos. Somos pecadores e esse é o real problema de fundo que precisa ser levado em consideração. Os pecados são, podemos dizer, formas de afirmar-nos em nós mesmos e não em Deus. O primeiro passo então é sempre buscar que todos tenhamos uma maior intimidade com o Senhor, para que convertendo o nosso coração possamos nos encontrar com o nosso valor e consequentemente com o valor de cada ser humano.

Se o Bullying é também essa forma de afirmar-se sobre outros colocando o valor em outras realidades que não Deus, é exatamente ai que se “corta o mal pela raíz”, ensinando onde está o nosso verdadeiro valor por meio, sobretudo, de uma vida cristã autêntica e do testemunho que possamos dar os cristãos da consciência do bem infinito que é toda e qualquer vida humana.

Fonte: A12

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Campanha para Evangelização de 2017 será em sintonia com o Ano do Laicato

Campanha para Evangelização de 2017 será em sintonia com o Ano do Laicato

A Igreja no Brasil se prepara para a Campanha para a Evangelização, que acontecerá do Dia de Cristo Rei até o 3º Domingo do Advento. A iniciativa visa despertar os discípulos missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade com a sustentação das atividades pastorais no Brasil. Nesta edição, é proposto o tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), em sintonia com o Ano Nacional do Laicato, que terá início no mesmo dia da Campanha.

Outro objetivo da Campanha é favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar os católicos do Brasil para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

 

Coleta 

O gesto concreto da Campanha para a Evangelização é a Coleta do 3º Domingo do Advento. De acordo com a Comissão Episcopal responsável pela campanha, pretende-se com os recursos arrecadados neste ano apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

A colaboração na Coleta será partilhada, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.

A editora Edições CNBB já preparou os materiais para a Campanha. Foram enviados às dioceses os envelopes para a coleta e estão disponíveis um folder e o cartaz.

 

ORAÇÃO DA CAMPANHA PARA EVANGELIZAÇÃO 2017

Deus, nosso Pai, que chamastes todos os povos da Terra para a Igreja do vosso Filho, nós vos pedimos que susciteis em nós o compromisso com a Evangelização, para que todos conheçam a vida que de vós provém.
Jesus, Filho amado do Pai, nós vos pedimos por todos os cristãos leigos e leigas, a fim de que sejam sal e luz nesse mundo, transformando-o por meio do Evangelho numa realidade mais justa e fraterna.
Espírito Santo, vínculo da caridade, despertai em nossas comunidades e em toda a Igreja no Brasil o senso da partilha e que, por meio da Coleta para a Evangelização e do testemunho de comunhão, todas as comunidades recebam a força do Evangelho.
Maria, Estrela da Evangelização, mãe e seguidora de Jesus, intercedei por nós.

Amém!

 

Fonte: CNBB

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Papa Francisco canonizou 30 brasileiros neste domingo

Papa Francisco canonizou 30 brasileiros neste domingo

Em cerimônia presidida pelo Papa Francisco na manhã deste domingo, 15 de outubro, na Praça São Pedro, foram canonizados os mártires de Cunhaú e Uruaçu, os Protomártires do México – considerados os primeiros mártires do continente americano – além do sacerdote espanhol Faustino Míguez, fundador do Instituto Calasanzio, Filhas da Divina Pastora, e do Frade Menor Capuchinho italiano Angelo d’Acri.

Durante a missa de Canonização, depois da proclamação do Evangelho (Mt 22, 1-14), Papa Francisco proferiu a seguinte homilia:

A parábola, que ouvimos, fala-nos do Reino de Deus comparando-o a uma festa de núpcias (Mt 22, 1-14). Protagonista é o filho do rei, o noivo, no qual facilmente se vislumbra Jesus. Na parábola, porém, nunca se fala da noiva, mas de muitos convidados, desejados e esperados: são eles que trazem o vestido nupcial. Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súbditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo. Por outras palavras, o Senhor deseja-nos, procura-nos e convida-nos, e não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância das suas leis, mas quer uma verdadeira e própria comunhão de vida connosco, uma relação feita de diálogo, confiança e perdão.

Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã. Podemos interrogar-nos se, ao menos uma vez por dia, confessamos ao Senhor o amor que Lhe temos; se, entre tantas palavras de cada dia, nos lembramos de Lhe dizer: «Amo-Vos, Senhor. Vós sois a minha vida». Com efeito, se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê. Ao contrário, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor. No livro do Apocalipse Ele, dirigindo-Se a uma das Igrejas, faz-lhe concretamente esta censura: «Abandonaste o teu primitivo amor» (2, 4). Aqui está o perigo: uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta. Em vez disso, reavivemos a memória do primitivo amor: somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite.

Mas o Evangelho adverte-nos: o convite pode ser recusado. Muitos convidados disseram que não, porque estavam presos aos próprios interesses: «eles, sem se importarem – diz o texto –, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio» (Mt 22, 5). Uma palavra reaparece: seu; é a chave para entender o motivo da recusa. De facto, os convidados não pensavam que as núpcias fossem tristes ou chatas, mas simplesmente «não se importaram»: viviam distraídos com os seus interesses, preferiam ter qualquer coisa em vez de se comprometer, como o amor exige. Vemos aqui como se afasta do amor, não por malvadez, mas porque se prefere o seu: as seguranças, a autoafirmação, as comodidades… Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se, envelhece. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e até matar (cf. v. 6) aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam.

Assim, o Evangelho pergunta-nos de que parte estamos: da parte do próprio eu ou da parte de Deus? Pois Deus é o oposto do egoísmo, da autorreferencialidade. Como nos diz o Evangelho, perante as contínuas recusas, os fechamentos em relação aos seus convites, Ele prossegue, não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar. Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim é o amor, faz o amor; porque só assim se vence o mal. Hoje, este Deus que não perde jamais a esperança, compromete-nos a fazer como Ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso «eu» suscetível e preguiçoso.


Há um último aspeto que o Evangelho destaca: o vestido dos convidados, que é indispensável. Com efeito, não basta responder uma vez ao convite, dizer «sim» e… chega! Mas é preciso vestir o costume próprio, é preciso o hábito do amor vivido cada dia. Porque não se pode dizer «Senhor, Senhor», sem viver e praticar a vontade de Deus (cf. Mt 7, 21). Precisamos de nos revestir cada dia do seu amor, de renovar cada dia a opção de Deus. Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus. Peçamos a Ele, pela intercessão destes nossos irmãos e irmãs santos, a graça de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca. Como consegui-lo? Antes de mais nada, indo sem medo receber o perdão do Senhor: é o passo decisivo para entrar na sala das núpcias e celebrar a festa do amor com Ele.

 

Fonte:CNBB

 

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Mochileiro leva mãe cadeirante para conhecer o Brasil

Mochileiro leva mãe cadeirante para conhecer o Brasil

“Não existe limitação onde existe fé”. Com esta frase que Matheus Almeida, 30 anos, tem levado a mãe a inúmeros cartões postais pelo país. A dificuldade motora de dona Zilda, 62 anos, não é empecilho para que os dois vivam experiências únicas. Com o desejo no coração de viajarem juntos, fizeram as malas sem pensar nas limitações que encontrariam e embarcaram para a primeira viagem, a 600 quilômetros de distância. Daí pra frente não pararam mais.

Hoje, as fotos relembram a passagem por diversas cidades mineiras, pelo litoral de São Paulo e até mesmo pelos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E foi na Cidade Maravilhosa a viagem mais marcante. Depois de se inscreverem em uma promoção, tiveram o privilégio de participar da abertura do evento esportivo.

Devotos de Nossa Senhora, também incluíram nos roteiros o Santuário Nacional de Aparecida. Aos pés da Imagem, pediu a intercessão para que Maria os ajudassem e os dessem força para seguir com este projeto. “Foi o primeiro lugar que visitamos juntos depois que começamos a viajar, foi um momento lindo e uma energia muito boa, realmente emocionante”, recorda.

Matheus lembra que por toda vida foram apenas os dois. Em 2010 a mãe foi diagnosticada com câncer e, tempos depois, foi vítima de um atropelamento. Agravando a situação, dona Zilda foi vítima de um AVC isquêmico, paralisando os movimentos do lado esquerdo.

Diante da superação, o sentimento de fazer tudo isso pela mãe se resume a uma única palavra: “gratidão”. Ele conta que não há melhor coisa do que fazer com que uma pessoa se sinta feliz, ainda mais sendo a própria mãe.

O exemplo dos dois tem incentivado muitas pessoas a repetir o gesto. E quem se vê diante de uma situação semelhante e semeia o mesmo desejo do Matheus, ele deixa um recado. “Nunca deixe de fazer o bem as pessoas que ama. Muitas pessoas dirão que não é possível, outras tentarão te desanimar, mas tenha fé e siga em frente. Cuide de seus pais pois eles formaram o caráter e o ser humano que você é hoje e não há dinheiro no mundo que pague isso”.

Fonte: A12

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Papa: quanto mais escura a noite, mais próxima a aurora

Papa: quanto mais escura a noite, mais próxima a aurora

 

“Cada manhã é uma página branca que o cristão começa a escrever com as obras de bem” e “nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora”, “ a certeza de que no final de nossa história está Jesus Misericordioso, é suficiente para ter confiança e não amaldiçoar a vida”.

O Papa dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (11/10) ao tema da “espera vigilante”.  Um tema – explicou – que “ é um dos fios condutores do Novo Testamento”.

Falando aos mais de 20 mil peregrinos presentes na Praça São Pedro, Francisco recordou que o Evangelho nos recomenda a ser “como servos que nunca dormem, até que o seu patrão volte. Este mundo exige a nossa responsabilidade e nós a assumimos inteiramente, com amor. Jesus quer que a nossa existência seja laboriosa, que nunca baixemos a guarda, para colher com gratidão e estupor cada novo dia a nós doado por Deus. Cada manhã é uma página branca que o cristão começa a escrever com as obras de bem”.

Nós já fomos salvos pela redenção de Jesus – reiterou o Papa – mas agora “esperamos a plena manifestação de seu senhorio”, “e quando este dia chegar, nós cristãos queremos ser como aqueles servos que passaram a noite com as cinturas cingidas e as lâmpadas acesas: é necessário estar prontos para a salvação que chega, prontos para o encontro”:

O cristão não é feito para o tédio, mas para a paciência. Sabe que também na monotonia de certos dias sempre iguais, está escondido um mistério de graça. Existem pessoas que com a perseverança de seu amor se tornam como poços que irrigam o deserto. Nada acontece em vão, e nenhuma situação em que o cristão se encontra mergulhado é completamente refratária ao amor. Nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora. E quanto mais escura é a noite, mais próxima é a aurora. Se nos mantivermos unidos a Jesus, o frio dos momentos difíceis não nos paralisa; e mesmo se o mundo inteiro pregasse contra a esperança, se dissesse que o futuro trará somente nuvens escuras, o cristão sabe que neste mesmo futuro está a volta de Cristo”.

Ninguém sabe quando isto acontecerá – recordou o Papa –  “mas a certeza de que no final de nossa história está Jesus Misericordioso, é suficiente para ter confiança e não amaldiçoar a vida”.

O fato de termos conhecido Jesus – sublinhou – nos faz “perscrutar a história com confiança e esperança”:

Jesus é como uma casa, e nós estamos dentro, e das janelas desta casa nós olhamos o mundo. Por isto, não nos fechemos em nós mesmos, não lamentemos com melancolia um passado que se presume dourado, mas olhemos sempre em frente, para um futuro que não é somente obras de nossas mãos, mas que antes de tudo é uma preocupação constante da providência de Deus. Tudo isto que é opaco, um dia se tornará luz”.

“Deus não desmente a si mesmo”, frisou o Santo Padre. “A sua vontade em relação a nós não é nebulosa, mas é um projeto de salvação bem delineado, Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”:

Por este motivo, não nos abandonemos ao fluir dos eventos com pessimismo, como se a história fosse um trem do qual se perdeu o controle. A resignação não é uma virtude cristã. Como não é cristão erguer as costas ou baixar a cabeça diante de um destino que nos parece inelutável”.

Quem traz esperança ao mundo nunca é uma pessoa remissiva, assim como “não existe construtor de paz, que no final das contas, não tenha comprometido a sua paz pessoal, assumindo os problemas dos outros”.

“A pessoa remissiva – observou o Papa – não é um construtor de paz, mas um preguiçoso, alguém acomodado. Já o cristão, é construtor de paz quando se arrisca, quando tem a coragem de se arriscar para levar o bem, o bem que Jesus nos deu, nos deu como um tesouro”.

Ao concluir, o Papa convidou a todos para repetir a invocação que os primeiros discípulos, em aramaico, exprimiam com as palavras Marana tha e que encontramos no último versículo da Bíblia: “Vem Senhor Jesus”, “um refrão – observou – de cada existência cristã: no mundo não temos necessidade de outra coisa, senão de um carinho de Cristo”.

 

Fonte: Radio Vaticano

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Mensagem do Pároco mês de Outubro

Mensagem do Pároco mês de Outubro

Iniciamos o mês de outubro com a festa da Padroeira das Missões, Santa Teresinha do Menino Jesus.

 

Destes, 1 e 5 meses a frente da paróquia, tenho notado o desejo de todos para que possamos viver uma Igreja sempre viva e eficaz, fazendo de tudo para vivermos no seguimento de Jesus.

Desde que aqui cheguei, procurei fazer um planejamento, onde em todas as reuniões passando pelo CPC e CPP, foi possível compreender que precisamos fazer o esforço de o sentimento de pertença à paróquia. Sempre provoco a todos cominharem juntos e colaborar para não pesar para ninguém. Muitos foram os nossos desafios, acertos e até erros. Sempre precisamos vencer o comodismo. Agradeço e parabenizo a todos, as comunidades que abraçaram a restauração e pintura da Igreja; colaboração de 450 metros de corrimão no caminho da gruta; remodelação das lojinhas do Santuário e pintura do prédio do restaurante.

 

Despeço-me dando a benção do nosso Pai Seráfico São Francisco de Assis, que celebraremos seu dia em 04 de outubro.

 

“Que o Senhor vos abençoe, vos mostre sua face e compadeça de ti, volva o teu olhar para ti e tê conceda a paz”

 

 

Frei Paulo  Cézar Magalhães Borges, OFM.

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