7 sugestões de práticas espirituais e materiais para você viver bem a Quaresma

7 sugestões de práticas espirituais e materiais para você viver bem a Quaresma

O carnaval já passou e com ele todas as festas, viagens e agitação. Entretanto, em meio a tanto barulho e eventos, muitas vezes podemos descuidar a vivência de tempo muito significativo para todos os cristãos católicos: a quaresma. Esse período de 40 dias até a Páscoa de Jesus Cristo. Como disse o papa Francisco na mensagem para a Quaresma 2018, ela “é o sinal sacramental da nossa conversão, que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida”.

Veja aqui 7 dicas práticas para viver este período da melhor maneira possível:

 

  • Busque retiros espirituais  Viver a Quaresma ou ao Semana Santa com Jesus Cristo, em um ambiente totalmente focado em temas espirituais, é uma ótima maneira de rever a própria vida e renovar o propósito de todo cristão católico: a busca pela santidade! Pesquise na sua Diocese quais serão os retiros e não perca a oportunidade.

 

 

  • Aproveite as ocasiões para rezar em família Que tal aproveitar os momentos livres para cultivar mais a vida espiritual no ambiente familiar? Seja ao fazer a oração de um terço juntos, ou ao retomar o propósito de rezar antes das refeições, e até mesmo ler a Palavra de Deus em conjunto. Use a sua criatividade!

 

 

  • Cultive a vivência dos Sacramentos Busque especialmente o sacramento da Confissão. Este é um tempo de reflexão importante para retomarmos nossa vida de graça e união mais íntima com Jesus. Já viu um fio de telefone todo estraçalhado? Fica difícil falar. Depois que o fio é encapado novamente, tudo fica melhor na comunicação. Na confissão acontece o mesmo! Nosso “fio” de contato com Deus precisa de alguns ajustes de tempos em tempos. Isso, para que nossa união com o Pai do céu seja cada vez melhor.

 

 

  • Medite a Via Sacra – Percorrer em meditação todo o itinerário que Jesus Cristo viveu por meio da Via Sacra é uma ótima maneira de viver intimamente cada celebração da Semana Santa e, com isso, conhecer ainda mais o real significado da Páscoa.

 

 

  • Cultive seu amor à Sagrada Eucaristia – Como disse a beata Teresa de Calcutá: “Quando você olha para o crucifixo, você entende então o quanto Jesus te amou. Quando você olha para a Sagrada Hóstia, você entende o quanto Jesus o ama agora”. E para crescer e experimentar este amor a Deus, vale o esforço para fazer mais visitas Eucarísticas, adorações e, porque não, ir para a missa também durante a semana.

 

 

  • Percorra este tempo de mãos dadas com Maria – Qual mãe não se alegra quando seu filho quer passar mais tempo com ela? É assim que nossa Mãe do céu fica quando nos dedicamos a conversar mais intimamente com ela, meditamos o terço ou nos esforçamos para imitar as virtudes de Jesus.

 

 

  • Faça propósitos diários – A fé para ser viva precisa ser traduzida em obras. Aproveite para fazer um calendário de atividades para a Quaresma, com atos de piedade, obras de misericórdia, ações de caridade, esmola, oração e jejum…E viva em plenitude a época mais importante do ano litúrgico!

 

 

Separamos algumas atividades diárias para você se programar. Confira!

1º dia – Fazer uma visita Eucarística para Jesus

2º dia – Dar uma palavra amiga para uma pessoa necessitada

3º dia – Rezar pela conversão daqueles que não conhecem o Amor de Deus

4º dia – Fazer doação de uma roupa que não utiliza mais

5º dia – Oferecer o terço pelas vocações da Igreja

6º dia – Ligar para uma pessoa que não falo há muito tempo

7º dia – Meditar por 15 minutos na Via Sacra

8º dia – Convidar um(a) amigo(a) para um momento de oração

9º dia – Fazer alguns minutos de adoração Eucarística

10º dia – Visitar uma pessoa doente

11º dia – Rezar um mistério do terço pelas almas do Purgatório

12º dia – Oferecer ajuda para algum familiar

13º dia – Oferecer seu trabalho/estudo pelas crianças que não têm família

14º dia – Dar algo de comer para uma pessoa que passa fome

15º dia – Em vez de falar algo negativo, falar algo positivo sobre algo ou alguém

16º dia – Oferecer o terço pela restauração e união das famílias

17º dia – Oferecer a Sagrada Comunhão por todos os que vivem no meio da guerra

18º dia – Fazer jejum de algo que você goste muito de comer

19º dia – Assistir um filme cristão sobre a Paixão de Jesus Cristo

20º dia – Preparar a sua confissão e se programar para confessar amanhã

21º dia – Confessar-se com um sacerdote

22º dia – Tirar 15 minutos para fazer uma leitura espiritual de um livro ou artigo na internet

23º dia- Doar um calçado que não utiliza mais

24º dia – Rezar o terço pelo pároco de sua Paróquia ou diretor de sua Comunidade

25º dia – Evitar o celular e substituir esse tempo oferecendo sua ajuda para alguém

26º dia – Dedicar alguns minutos para ler/ouvir uma meditação da liturgia diária

27º dia – Rezar por uma pessoa que lhe fez algum mal na vida

28º dia – Comer algo que te custe muito

29º dia – Oferecer uma visita Eucarística pelos presidiários

30º dia – Dedicar por 15 minutos para leitura sobre a vida de um santo que você não conhece

31º dia – Fazer um momento de oração com seu anjo da guarda

32º dia – Não reclamar das adversidades do seu dia

33º dia – Convidar um amigo para participar das atividades da Semana Santa da sua Paróquia ou Comunidade

34º dia – Visitar um idoso e falar do amor de Deus para ele(a)

35º dia – Levantar dez minutos mais cedo para um momento de diálogo com Jesus

36º dia – Ajudar em uma tarefa doméstica que você não gosta de fazer

37º dia – Fazer 10 minutos de diálogo com Nossa Senhora

38º dia – Ler um trecho do Catecismo da Igreja Católica sobre a Ressurreição de Jesus Cristo

39º dia – Oferecer o terço pelos injustiçados

40º dia – Fazer alguns minutos de oração agradecendo a Deus por tudo o que Ele te concedeu

 

Reflita e compartilhe as dicas com quem você puder!

 

 

Por: Dominus Comunicação

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Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”

Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”

Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”. O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

Mensagem do Papa

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Luís Fernando da Silva, leu para os presentes no evento a mensagem enviada pelo papa Francisco: “O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”.

No final da Mensagem, papa Francisco pediu: “Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim”.

Exposições

“Há alguns dados dos estudiosos que nos estarrecem”, disse Carlos Moura. Negros e jovens são as maiores vítimas da violência no Brasil, informou. A população negra corresponde à maioria dos 10% dos indivíduos expostos ao homicídio no País. “É oportuno refletir sobre o Manual da Campanha da Fraternidade”, chamou a atenção: “A violência racial no Brasil é uma situação que faz supor uma forte correlação entre três formas de violência, direta, estrutural e cultural. Os casos de violência direta parecem ser resultado mais concreto e evidente de questões socioeconômicas históricas, além de deixarem entrever representações culturalmente produzidas e já naturalizadas a respeito da população negra, do índio, dos migrantes e, mais recentemente, também do imigrante”.

Moura lembrou que outra Campanha da Fraternidade tratou da superação da violência contra a comunidade negra, a Campanha de 1988, que tinha como lema: “Ouvi o clamor desse povo”.  Nela, segundo Carlos Moura, a Igreja renovou o comprometimento da Igreja com o combate à violência.

A ministra Cármen Lúcia, agradeceu à CNBB “pelo convite ao Poder Judiciário para participar desse momento”. A presidente do STF disse que hoje, infelizmente, o outro tem sido visto com desconfiança e não como um irmão, um parceiro. “Esta campanha ajuda a ver o outro como aliado, como irmão”, reforçou. “Não basta que se faça parte da sociedade humana, mas é preciso atuar por ela para que se crie espaços de fraternidade”, acrescentou a ministra.

Deputado Alessandro Molon disse: “Nós nos acostumamos com a nossa tragédia. É como se no Brasil, a vida humana valesse muito pouco”. Ele realçou que a Campanha da Fraternidade não é de combate à violência, mas a superação dela. Chamou atenção para esse ano de discursos políticos é preciso lembrar o que diz o texto-base da Campanha que lembra que se trata de um problema complexo que não aceita soluções simplistas. “Esse carnaval nos deixou algumas lições. Quando as autoridades se omitem, por exemplo, a violência cresce”. O deputado ainda lembrou que todos têm responsabilidade, mas o Parlamento deve melhorar o Direito para proteger mais a vida que o patrimônio.

Cardeal Sergio da Rocha disse que a importância da Campanha da Fraternidade tem crescido a cada ano, repercutindo não somente dentro do âmbito da Igreja Católica, mas em toda a sociedade civil, além de outras igrejas cristãs. “Construir a Fraternidade para superar a violência” é o objetivo da Campanha da Fraternidade, lembrou. “A vida, a dignidade das pessoas, de grupos sociais mais vulneráveis têm sido atingidos frequentemente”. A realidade da violência, no entanto, “não deve levar a soluções equivocadas”, disse. Por conta disso, a Campanha da Fraternidade, disse o cardeal, quer ajudar a todos para fazer uma análise profunda diante da complexidade da realidade da violência.

“Embora que seja importante a ação de cada um de nós, mas é preciso de ações comunitárias”, disse o presidente da CNBB. A Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas que aborda, mas o valor da fé e do amor que mostra que o semelhante não é um adversário, mas um irmão a ser amado, disse o Cardeal.

Cobertura

Todas as emissoras de TV de inspiração católica no Brasil, cinco grandes redes e duas TVs regionais, estiveram comprometidas com a transmissão do lançamento da Campanha da Fraternidade graças ao trabalho coordenado pela Signis Brasil, entidade católica que se ocupa com os meios de comunicação da Igreja. A Rede Católica de Rádio (RCR) também se fez presente oferecendo sinal de áudio para todas as emissoras interessadas no evento. A Assessoria de Imprensa da CNBB também ofereceu transmissão pelo Facebook e o vídeo já está disponível para ser visto na página @CNBBNacional.

 

Fonte: CNBB.net

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De novo? Mais dois bebês obrigados pela “justiça” a morrer?

De novo? Mais dois bebês obrigados pela “justiça” a morrer?

Assim como no dilacerante caso de Charlie Gard, outros dois meninos, de 11 e 20 meses, sofrem proibição judicial de tentarem continuar vivos

Mais dois casos controversos sobre bebês gravemente doentes no Reino Unido vêm repercutindo esta semana na mídia.

Os casos lembram, em certa medida, o de Charlie Gard, o bebezinho cujos pais lutaram pelo direito de submetê-lo a um tratamento experimental nos Estados Unidos enquanto a “justiça” britânica lhes negava reiteradamente a mera chance de tentar. Devido ao longo calvário judicial, o prazo viável para iniciar o tratamento se esgotou. Na dolorosa culminação do caso, os pais de Charlie afirmaram, arrasados, que, se não tivessem sido proibidos pela justiça de começar o tratamento antes, o filhinho poderia ter tido chances de cura. Dito de outra forma: Charlie foi privado não só do direito de viver, mas também do direito de tentar viver. O caso é um marco histórico de intromissão perversa da justiça no direito de um pai e uma mãe de lutarem com seus próprios recursos pela vida do próprio filho.

Alfie Evans

A situação do bebê Alfie Evans é diferente, do ponto de vista médico. Mas, embora as doenças não sejam iguais, os princípios éticos que estão em jogo são semelhantes, de acordo com uma das mais destacadas organizações de bioética do Reino Unido e da Irlanda, o Centro de Bioética Anscombe.

Alfie, de 20 meses, é filho de Tom Evans e Kate James, de Bootle, no condado inglês de Merseyside. Ele sofre de uma enfermidade neurológica degenerativa que ainda não foi diagnosticada com precisão, segundo a rede televisiva BBC. Ainda assim, os médicos do hospital infantil Alder Hey Children’s Hospital declararam ao Supremo Tribunal que continuar o tratamento seria “em vão”.

Nesta semana, o tribunal britânico foi informado de que uma nova ressonância magnética demonstraria piora nas condições cerebrais do menino. Um dos médicos que atendem Alfie afirmou que ele estava “em coma profundo e não era consciente de nada”, mas o pai do bebê insiste em afirmar que o filho é consciente e mostra melhoras. Tom Evans quer levar o filho a um hospital pediátrico especializado em Roma, o Bambino Gesù, instituição católica ligada ao Vaticano e que é reconhecida como uma das mais avançadas entidades do mundo em várias áreas da pediatria.

A pedido dos pais, três especialistas do Hospital Bambino Gesù foram de Roma ao Reino Unido para visitar Alfie. No entanto, segundo a BBC, eles teriam chegado às mesmas conclusões sobre a “completa inutilidade” de tentar a cura ou um alívio para as convulsões do bebê. Na verdade, os médicos italianos aconselharam operações para ajudar Alfie a respirar, alimentar-se e manter-se em vida durante um “período não definido”. O doutor britânico Martin Samuels, porém, considerou que essas operações seriam “inadequadas”.

O debate se concentra não em decidir se vale ou não vale a pena tentar tratamentos que visem a cura, porque as possibilidades de cura já foram praticamente descartadas por todas as partes. O verdadeiro debate é sobre retirar ou não o suporte vital e, principalmente, sobre o “direito” da justiça de obrigar os pais a retirá-lo contra a sua vontade.

O Centro de Bioética Anscombe se manifestou em nota a respeito do caso:

“Sem dúvida, os pacientes têm direito a uma segunda opinião médica e a procurar tratamento alternativo. No caso de crianças, são os pais quem tem a responsabilidade principal sobre o próprio filho e esta responsabilidade implica o direito de protegerem os interesses do filho como eles considerarem mais oportuno.

Os direitos dos pais, que existem para o bem do filho em primeiro lugar, não deveriam ser suprimidos a não ser que eles tivessem demonstrado atuação irracional e colocado o filho em risco significativo. Os médicos não são infalíveis ao proporem tratamentos ou cuidados apropriados, e, quando os pais perderam a fé no cuidado proporcionado pelos médicos, podem buscar tratamento e cuidados para o filho em outro lugar. Se o filho pode ser transferido sem risco ou danos excessivos, os pais deveriam normalmente ter a permissão de transferir os cuidados a outros médicos devidamente qualificados, seja no mesmo país, seja no exterior.

(…) Nenhuma vida humana é inútil. O tratamento só pode ser retirado pelos motivos corretos, como a efetiva falta de recursos da medicina ou o sofrimento excessivo em relação aos benefícios”.

Isaiah Haastrup

O caso de Alfie não é o único do momento. Outro casal britânico, nestes mesmos dias, está enfrentando a sentença de um tribunal superior que deu sinal verde aos médicos para cancelarem o suporte vital a Isaiah Haastrup, um bebê de 11 meses cujo cérebro também apresenta graves danos. Os médicos consideraram que o suporte vital continuado “não é do melhor interesse” de Isaiah. Por isso, o hospital quer prestar somente cuidados paliativos ao menino.

O que realmente está em jogo?

Os dois casos semelhantes, no mesmo país e noticiados na mesma semana, reativam o debate suscitado pelo pequeno Charlie Gard no ano passado: não há somente uma questão em jogo, mas sim duas – e a segunda questão, surpreendentemente, parece teimar em não ser compreendida pela maior parte dos opinadores.

Fonte: Aleteia

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“Irmã, chegaram flores para você!” “De quem?” “Do Papa Francisco!”

“Irmã, chegaram flores para você!” “De quem?” “Do Papa Francisco!”

Dia Mundial da Vida Consagrada: o Papa envia flores para as religiosas que trabalham no Vaticano

OPapa Francisco presenteou com flores, na manhã de hoje, cada uma das religiosas que trabalham no Vaticano. O motivo do gesto paternal foi a Jornada Mundial da Vida Consagrada, que se comemora todo dia 2 de fevereiro, festa litúrgica da Apresentação de Jesus no templo.

A gentil lembrança do Santo Padre foi entregue por meio de Dom Konrad Krajewski, arcebispo da Esmolaria Apostólica, o departamento da Cúria Romana dedicado às obras de caridade e assistência administradas em nome do Papa.

As flores que as religiosas receberam são conhecidas como primaveras”,por serem um símbolo de vida e juventude. Em sua homilia durante a missa da festa da Apresentação do Senhor, o arcebispo observou que essa flor “distribui beleza gratuitamente” e “cresce olhando para nosso Senhor”.

Dom Konrad convidou as pessoas presentes na missa a darem a sua vida a Deus especialmente através do trabalho, da família , das alegrias e dos sofrimentos, a exemplo de Maria e José, que ofereceram ao Pai o seu tesouro mais precioso: o filho Jesus.

Dom Konrad e os trabalhadores dos serviços técnicos do Vaticano realizaram a tradicional procissão da Candelária, partindo da carpintaria e chegando à oficina mecânica, onde foi celebrada a Eucaristia. Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, também é celebrada neste dia 2 de fevereiro, em direta relação com a essência da festa principal do dia.

No final da cerimônia, o arcebispo agradeceu aos trabalhadores pela ajuda concreta que prestam às atividades do Pontífice em favor dos pobres e das pessoas sem lar.

 

Fonte: Aleteia

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Papa: a Palavra de Deus é uma ajuda indispensável para não nos perdermos

Papa: a Palavra de Deus é uma ajuda indispensável para não nos perdermos

“A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós: dos ouvidos ao coração e às mãos”.

“Como poderíamos enfrentar a nossa peregrinação terrena, com as suas dificuldades e as suas provas, sem ser regularmente nutridos e iluminados pela Palavra de Deus que ressoa na liturgia?”

Ao dar continuidade a sua série de catequeses sobre a Santa Missa, o Papa Francisco falou na Audiência Geral desta quarta-feira, a 4ª de 2018 e a 213ª de seu Pontificado, sobre a Liturgia da Palavra, “que é uma parte constitutiva porque nos reunimos justamente para escutar o que Deus fez e pretende ainda fazer em nós”.

“É uma experiência que acontece “ao vivo” e não por ouvir dizer – explicou o Santo Padre aos fiéis presentes na Praça São Pedro – porque quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é Deus mesmo que fala ao seu povo e Cristo, presente na sua palavra, anuncia o Evangelho”.

O Papa alertou então, que muitas vezes enquanto se lê a Palavra de Deus, se fazem comentários sobre como o outro se veste ou se comporta. Ao invés disto, “devemos escutar, abrir o coração porque é o próprio Deus que nos fala e não pensar em outras coisas ou em falar de outras coisas. Entenderam? Não acredito que aconteça muito, mas explicarei o que acontece nesta Liturgia da Palavra”:

“As páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para tornarem-se palavra viva, pronunciada por Deus. É Deus que por meio do que se lê nos fala e interpela a nós que escutamos com fé (…). Mas para escutar a Palavra de Deus, é preciso ter também o coração aberto para receber a palavra no coração. Deus fala e nós nos colocamos em escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir. Algumas vezes não entendemos bem porque existem algumas leituras um pouco difíceis. Mas Deus nos fala o mesmo em outro modo: em silêncio e ouvir a Palavra de Deus. Não esqueçam isto. Na Missa, quando começam as leituras, ouvimos a Palavra de Deus“.

“Temos necessidade de escutá-lo!”, enfatizou o Papa. “É de fato uma questão de vida, como bem recorda a incisiva expressão «nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus»”.

Neste sentido, “falamos da  Liturgia da Palavra como da “mesa” que o Senhor prepara para alimentar a nossa vida espiritual”.

A mesa litúrgica é abundante, “abre mais largamente os tesouros da Bíblia”, do Antigo e do Novo Testamento, porque neles é anunciado pela Igreja o único e idêntico mistério de Cristo:

Pensemos na riqueza das leituras bíblicas oferecidas pelos três ciclos dominicais que, à luz do Evangelhos Sinóticos, nos acompanham no decorrer do ano litúrgico, uma grande riqueza”.

O Papa chamou a atenção para a importância do Salmo responsorial, “cuja função é favorecer a meditação do que foi escutado na leitura que o precede”.

É bom que o Salmo seja valorizado com o canto, ao menos  do refrão”, observou Francisco, acrescentando que também as leituras dos dias feriais constituem “um grande nutrimento para a vida cristã”.

O Santo Padre explicou então que “as leituras da Missa, variadamente ordenadas segundo as diferentes tradições do Oriente e Ocidente, estão contidas nos Lecionários”:

A proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial, acompanhando o caminho de todos e de cada um”.

Neste sentido – explica – “se entende porque escolhas subjetivas, como a omissão de leituras e a sua substituição com textos não bíblicos, são proibidas”:

“Isto de fato empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração. Pelo contrário, a dignidade do ambão e o uso do lecionário, a disponibilidade de bons leitores e salmistas. Mas procurem bons leitores, eh!, aqueles que saibam ler, não aqueles que leem e não se entende nada, eh! é assim, eh! Bons leitores, eh! Devem se preparar e ensaiar antes da Missa para ler bem. E isto cria um clima de silêncio receptivo”.

A Palavra do Senhor é uma ajuda indispensável para não nos perdermos, nos nutre e nos ilumina, nos ajudando assim a enfrentarmos as dificuldades e as provas de nossa peregrinação terrena.

Mas “não basta ouvir com os ouvidos, sem acolher no coração a semente da divina Palavra, permitindo a ela dar fruto”:

A ação do Espírito, que torna eficaz a resposta, tem necessidade de corações que se deixem trabalhar e cultivar, de modo que aquilo que é ouvido na Missa passe para a vida cotidiana, segundo a advertência do apóstolo Tiago:«Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos».”

A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. A escutamos com os ouvidos, passa pelo coração, não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos estas coisas. Obrigado.”

Fonte: comshalom

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O que diz a Bíblia sobre os refugiados?

O que diz a Bíblia sobre os refugiados?

O jesuíta Alberto Ares recorre à noção de hospitalidade na tradição cristã

Já são mais de 232 milhões de migrantes no mundo (o que poderia ser o quinto pais mais povoado do planeta). Mais de 65 milhões são pessoas que foram forçadas a abandonar seus lares por causa de conflitos armados, pela violência generalizada ou por desastres naturais. Deste número, 21 milhões são refugiados, 38 milhões são migrantes internos e 3,2 milhões são pessoas que solicitam asilo em outros países.

O Mediterrâneo virou o maior cemitério mundial, onde somente em 2016 mais de 5 mil migrantes perderam a vida. A Síria é o país que gera o maior número de refugiados, seguida por: Afeganistão, Somália e Sudão do Sul.

No caderno especial em espanhol Hijos e hijas de un peregrino – Hacia una teología das migraciones” (“Filhos e filhas de um peregrino, uma teologia das migrações”), Alberto Ares aprofunda as raízes bíblicas para iluminar a realidade dos refugiados.

Alberto Ares é um jesuíta espanhol pesquisador das migrações. Ele acompanha comunidades migrantes em várias partes do mundo. Atualmente, é delegado do Departamento Social dos jesuítas na Espanha e pesquisador associado ao Instituto de Estudos sobre Migrações da Universidade Pontifícia de Comillas, em Madri.

A Bíblia e os refugiados

Na Bíblia, é possível encontrar realidades de movimentos, experiências migratórias, de exílio, de acolhida e hospitalidade, em que se inserem as experiências fundadoras do povo eleito. Ares começa citando: “meu pai era um arameu prestes a morrer, que desceu ao Egito com um punhado de gente para ali viverem como forasteiros” (Deuteronômio 26,5).

O Novo Testamento, em que o próprio Jesus se apresenta como um migrante, “dá um destaque especial na acolhida e na fraternidade, no universalismo e na vida apostólica em movimento, que desbrava fronteiras”.

Ares lembra como o Antigo Testamento une doutrina e práxis sobre as migrações e as pessoas em movimento. Por um lado, juntamente com os órfãos e as viúvas, os migrantes constituem a trilogia típica do mundo dos marginalizados em Israel. Deus pede um tratamento digno e respeito e atenção especiais a essas pessoas. O autor relembra algumas citações bíblicas sobre os movimentos migratórios:

– “Meu pai era um arameu prestes a morrer, que desceu ao Egito com um punhado de gente para ali viverem como forasteiros” (Deuteronômio, 26);

– “Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Êxodo 23:9);

– Não os oprimireis” (Levítico 19, 34);

– “Não os explorareis” (Deuteronômio 23,16);

– “Não violarás o direito do estrangeiro” (Deuteronômio 24,17);

– “Maldito o que viola o direito do estrangeiro” (Deuteronômio 27, 19);

– “Esteja ele entre vós como um compatriota, e tu o amarás como a ti mesmo” (Levítico 19,34);

Novo Testamento: Jesus, o imigrante

Um dos elementos centrais do Novo Testamento, sob o ponto de vista da realidade migratória, é o fato de o próprio Jesus se apresentar como um migrante. Mateus mostra a infância de Jesus e a Sagrada Família sob uma primeira e cruel experiência de imigração forçada. Por outro lado, o Evangelho de Lucas narra o nascimento de Jesus fora da cidade, “pois não havia lugar para eles na hospedaria”. Veja as citações lembradas pelo jesuíta Ares:

– “E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas, 2);

– “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João, 1);

– “Era peregrino e me acolhestes” (Mateus, 25);

– “O bom samaritano” (Lucas, 10);

– “Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas, 3).
 

Fonte: Aleteia

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Mensagem do Papa para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Mensagem do Papa para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Tema: «”A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32).

Queridos irmãos e irmãs!

No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: «Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade»). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.

1. Que há de falso nas «notícias falsas»?

A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos.

A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.

A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao facto de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.

2. Como podemos reconhecê-las?

Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. Não é tarefa fácil, porque a desinformação se baseia muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados. Por isso, são louváveis as iniciativas educativas que permitem apreender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. Igualmente louváveis são as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenómeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idóneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais.

Mas a prevenção e identificação dos mecanismos da desinformação requerem também um discernimento profundo e cuidadoso. Com efeito, é preciso desmascarar uma lógica, que se poderia definir como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar. Trata-se da estratégia utilizada pela serpente – «o mais astuto de todos os animais», como diz o livro do Génesis (cf. 3, 1-15) – a qual se tornou, nos primórdios da humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado, concretizadas depois no primeiro fratricídio (cf. Gn 4) e em inúmeras outras formas de mal contra Deus, o próximo, a sociedade e a criação. A estratégia deste habilidoso «pai da mentira» (Jo 8, 44) é precisamente a mimese, uma rastejante e perigosa sedução que abre caminho no coração do homem com argumentações falsas e aliciantes. De facto, na narração do pecado original, o tentador aproxima-se da mulher, fingindo ser seu amigo e interessar-se pelo seu bem. Começa o diálogo com uma afirmação verdadeira, mas só em parte: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?» (Gn 3, 1). Na realidade, o que Deus dissera a Adão não foi que não comesse de nenhuma árvore, mas apenas de uma árvore: «Não comas o [fruto] da árvore do conhecimento do bem e do mal» (Gn 2, 17). Retorquindo, a mulher explica isso mesmo à serpente, mas deixa-se atrair pela sua provocação: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis”» (Gn 3, 2-3). Esta resposta tem sabor a legalismo e pessimismo: dando crédito ao falsário e deixando-se atrair pela sua apresentação dos factos, a mulher extravia-se. Em primeiro lugar, dá ouvidos à sua réplica tranquilizadora: «Não, não morrereis»(3, 4). Depois a argumentação do tentador assume uma aparência credível: «Deus sabe que, no dia em que comerdes [desse fruto], abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal»(3, 5). Enfim, ela chega a desconfiar da recomendação paterna de Deus, que tinha em vista o seu bem, para seguir o aliciamento sedutor do inimigo: «Vendo a mulher que o fruto devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto (…) agarrou do fruto, comeu»(3, 6). Este episódio bíblico revela assim um facto essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos.

De facto, está em jogo a nossa avidez. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem «mordendo a isca» em cada tentação.

3. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)

De facto, a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa. Dostoevskij deixou escrito algo de notável neste sentido: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2).

E então como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego: aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres»(Jo 8, 32).

Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De facto, uma argumentação impecável pode basear-se em factos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polémica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade.

4. A paz é a verdadeira notícia

O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.

Por isso desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal.

Por isso, inspirando-nos numa conhecida oração franciscana, poderemos dirigir-nos, à Verdade em pessoa, nestes termos:

Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz.
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não
cria comunhão.
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.
Vós sois fiel e digno de confiança;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos
verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.
Amen.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2018.

Franciscus

Fonte: comshalom

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3 dicas de como planejar para evangelizar

3 dicas de como planejar para evangelizar

3 dicas de como planejar para evangelizar

Saiba como planejar, preparar e executar um evento com algumas dicas essenciais

Criar e planejar um bom evento não é tarefa fácil. Exige empenho, dedicação e atenção com os detalhes e desejos do cliente, mas essa é também uma ótima forma de aproximar pessoas que possam se interessar pelo produto ou serviço que você oferece e um eficaz meio de evangelização. Afinal, é por meio dos eventos que desenvolvemos, que as pessoas podem conhecer melhor e mais de perto o nosso Carisma e a mensagem que desejamos transmitir.Pensando nisso, e em como ajudar a Missão de Santo André a organizar e planejar melhor os seus eventos, convidamos a professora de Marketing e Eventos do Senac, Valdívia Oliveira, a dar algumas dicas para nós entre os dias 8 a 10 de setembro, na Mitra Diocesana em Santo André.

De acordo com Valdívia, “quem deseja atuar na área de eventos deve buscar formação sobre o tema e além disso ter algumas competências essenciais tais como: dinamismo, energia, disposição física e mental, criatividade, capacidade de lidar e trabalhar sobre pressão, lidar com conflitos, trabalhar em equipe, ter foco e senso de organização.”

Quer aprender também como se planejar e se organizar melhor para seus futuros eventos? Selecionamos três dicas especiais para te ajudar. Confira:

Planeje seu evento

Nessa fase é importante que você tenha a definição clara dos objetivos.  Saiba quem é o público-alvo (idade, gênero, escolaridade), local de realização, data, programação, alimentos e bebidas, serviços a serem oferecidos. Tenha em mente também o valor que você terá disponível para organizar o evento, conhecido também como budget, ele vai te ajudar a evitar imprevistos e saber o que pode ser oferecido ao seu público. Basicamente, você ajuda o cliente a deixar de sonhar muito alto e ter metas mais concretas e próximas daquilo que ele pode realizar.

Crie um cronograma

A professora dá a dica: “A organização e realização de um evento exige a definição clara de objetivos e planejamento das ações necessárias para que esse objetivo seja alcançado.” Portanto, é importante se programar bem! Crie um cronograma de ações com prazos pré-estabelecidos para o desenvolvimento dessas atividades, faça um check list, ele irá te ajudar a manter o registro de cada passo até o dia do evento em si.

Foque no resultado e escolha bem os seus parceiros

Desde a concepção do projeto até a execução do evento, deve-se focar no resultado e no retorno que o cliente espera. Seu foco é a evangelização? Trace estratégias, atividades que atraiam o seu público e que despertem a atenção e interesse para a mensagem que você quer divulgar. Lembre-se, talvez a pessoa que for até o seu evento pense que irá encontrar um “ mais do mesmo”, venha com uma imagem preconcebida em sua mente, e se mostre até mesmo um pouco resistente para viver a experiência que você e sua equipe desejam proporcionar. Mas se essa mesma ideia for apresentada de uma maneira atrativa e inovadora para ela, ela poderá deixar suas pré-impressões de lado e dar uma chance para ouvir com calma e muito mais atenção aquilo que você tem para falar.

Busque boas parcerias, patrocinadores e fornecedores que acreditam num mesmo ideal que você e vão te ajudar a concretizar os teus planos. Encontrar bons patrocinadores para o seu evento pode ser a melhor saída para conseguir o capital necessário para investir na estrutura, contratação de artistas e em todas as áreas da organização.

*Redação, Jéssica Maia

Fonte: comshalom

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Ladrões desistem de roubar ônibus com romeiros de Aparecida

Ladrões desistem de roubar ônibus com romeiros de Aparecida

O motorista chegou a ser rendido e o ônibus foi desviado para um matagal em plena madrugada

Um ônibus que seguia de Aparecida (SP) para Cascavel (PR) sofreu uma tentativa de assalto na madrugada de segunda-feira, 15 de janeiro, mas os ladrões desistiram da ação após descobrir que os passageiros eram romeiros que voltavam do Santuário da padroeira do Brasil.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo seguia pela BR-369, no Paraná, quando foi abordado por cinco assaltantes, por volta das 4h, próximo a um trevo de acesso à cidade de Mamborê.

Os ladrões obrigaram o motorista a conduzir o ônibus por uma estrada rural, onde o veículo ficou atolado.

Logo após, a polícia foi acionada e se dirigiu ao local para ajudar o motorista a retirar o veículo do atoleiro. Além disso, as vítimas foram orientadas a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Mamborê.

Para a PRF, provavelmente os ladrões tinham como alvo algum ônibus que levasse passageiros que iriam fazer compras no Paraguai.

 

Fonte: Aleteia

ACI Digital

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Pep Guardiola: “O mais importante na vida é a família”

Pep Guardiola: “O mais importante na vida é a família”

O técnico do Manchester City incentivou um dos jogadores mais importantes do time a dar um tempo no futebol para cuidar do filho prematuro

A vida de uma pessoa é mais importante que uma partida de futebol. Quem está por trás desta linda lição é um dos melhores técnicos do mundo: Pep Guardiola.

O meia espanhol David Silva, um dos jogadores mais importantes do Manchester City – time que lidera o campeonato inglês – acaba de se tornar pai de Mateo, um menino nascido de forma prematura. O bebê está entre a vida e a morte.

O anúncio de Pep

Desde que foi informado sobre o estado de saúde do filho do jogador, Pep Guardiola quis tornar pública, em uma coletiva de imprensa, uma atitude radical tomada no começo de janeiro: “David Silva deixará de jogar por tempo indeterminado devido a assuntos pessoais. Não sei quando ele se reintegrará à equipe. A vida pessoal é mais importante que qualquer coisa”, disse o técnico, que não entrou em detalhes sobre a vida particular do atleta e o sofrimento que ele está enfrentando.

O tuíte de Silva

No dia seguinte, o jogador explicou as verdadeiras razões de seu afastamento em uma publicação no Twitter que deixava entrever a dor de um homem dividido entre a felicidade de ser pai e a impotência diante do estado de saúde do filho:

“Quero agradecer a todos pelas demonstrações de carinho recebidas nestes dias, em especial aos meus companheiros, por compreenderem a situação. Também compartilhar com vocês o nascimento de meu filho Mateo, de forma prematura extrema e que está superando seus primeiro dias, graças à atenção da equipe médica”.

Primeiro, a família

Em 2012, Pep Guardiola decidiu se afastar durante um ano do mundo do futebol para se dedicar à mulher e aos filhos.

Por isso, provavelmente não seja por acaso que, em 2 de janeiro, depois da vitória de 3 a 1 do Manchester City sobre o Watford, declarasse – pressionado pelos jornalistas que queriam entender o que estava por trás das ausências de Silva nos últimos jogos – estas palavras simples, mas sinceras: “Que David saiba que o mais importante nesta vida é a família”.

A lembrança do pequeno Bradley

A história do pequeno Mateo recebeu um grande destaque na mídia não só pelo fato de David Silva ser quem é: vencedor de um mundial de futebol e duas Eurocopas com a seleção espanhola. Outro motivo que chama a atenção para o caso é a lembrança do pequeno Bradley, o torcedor do Sunderland de seis anos, que morreu no ano passado por causa de um neuroblastoma.

A história do pequeno torcedor e a amizade dele com Jermaine Defoe (ex-atacante do Sunderland e atualmente no Bournemouth), que permaneceu ao lado do menino até o fim, comoveu a Inglaterra e o mundo inteiro.

Fonte: Aleteia

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