Maria e as alegrias cotidianas

Maria e as alegrias cotidianas

Nossa senhora de LourdesQuando São Lucas começa a narrar a vida pública de Cristo diz que, ao iniciar o seu ministério Jesus tinha cerca de trinta anos (Lc 3, 23).

Trinta anos! Quando Jesus começou a atrair as multidões com a sua palavra e os seus sinais milagrosos , os que o haviam conhecido antes ficavam assombrados: Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria? (Mc 6, 3); não é ele o filho do carpinteiro? (Mt 13, 55).

Você percebe o que isso significa? Durante pelo menos trinta anos, a vida de Jesus teve – com exceção de uns meses de exílio no Egito – a normalidade da vida diária de relacionamento familiar e de trabalho própria de um lar modesto. Vê-se que José, ao iniciar-se a vida pública, já tinha falecido, porque só é mencionado indiretamente, ao passo que a mãe é designada como pessoa conhecida, Maria.

Dirijamos agora o nosso olhar para a Virgem Mãe. Passados os acontecimentos extraordinários dos primeiros dois anos depois da Anunciação (cf. Lc,1, 39 a 2, 52), a vida dela entra na “rotina” de mãe de uma pequena família em Nazaré (Mt 2, 23). Maria, juntamente com Jesus e José, vê transcorrer os dias com a aparente monotonia de um calendário e um relógio que nunca marcam eventos extraordinários (se excetuarmos apenas dois dias e pouco de agonia, quando Jesus, aos doze anos de idade, ficou no Templo).

De onde tirava Maria as suas alegrias, nessa sequência de dias quase sempre iguais ao longo de quase trinta anos? Da mesma fonte de onde tirava todas as outras alegrias: do amor!

Vale a pena meditar nisto, porque é frequentíssimo que hoje as pessoas, alucinadas atrás de alegrias de fantasia, fora do comum, percam pelo ralo do tempo as verdadeiras alegrias do dia a dia.

A “rotina” dos dias

A rotina dos dias pode ser, para qualquer um, uma colheita de cinzas ou de ouro. Depende de nós. Para Maria, cada dia era uma arrecadação do ouro fino, um tesouro de gozo que, ao adormecer, lhe deixava um sorriso estampado nos lábios.

Não custa nada pensar nas pequenas alegrias cotidianas de Nossa Senhora: o convívio amável com Jesus e José, o cuidado do seu Menino, o encantamento com o filho que crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens  (Lc 2, 52); as conversas íntimas no final do dia, o riso cristalino das brincadeiras puras; e as canções que animavam o trabalho: e a procura da água no poço, o fabrico doméstico do pão, o preparo de alimentos no fogão de chão, a tarefa de fiar, de tecer e costurar … Com que carinho Maria deve ter tecido a túnica sem costura, que os soldados sortearam ao pé do filho crucificado! (Jo 19, 23-24).

A rotina dos dias era para ela, como para nós, é «um tecido de pequenas insignificâncias que, conforme a intenção com que se fazem, podem formar uma tapeçaria esplêndida de heroísmo ou de baixeza, de virtudes ou de pecados» (Caminho, n. 826).

A “rotina” de Maria só tinha uma intenção: o amor. Era, assim, uma tapeçaria de virtudes. Como dizia O Card. Luciani, poucos dias antes de se tornar o Papa João Paulo I, num artigo sobre os ensinamentos de Mons. Escrivá, a “tragédia cotidiana” (quase diária nas rusgas, brigas e discussões de tantos lares) pode ser transformada pelo amor no “sorriso cotidiano”.

Com seu exemplo, Maria nos diz: «Na simplicidade do teu trabalho habitual, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo – para tantos escondido – da grandeza e da novidade: o Amor» (Sulco, n. 489).

Aprender com a Virgem as alegrias cotidianas

O amor ao dever

Um adolescente imaturo dizia: “O dever… são todas aquelas obrigações chatas que a gente detesta fazer”.

Maria nos diria exatamente o contrário: “O dever é a Vontade de Deus, que eu escuto em cada momento, e que me pede responder-lhe de novo:Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. Cada detalhe do dever é como um anjo Gabriel, que diz que Deus me espera ali, e isso me enche de alegria”.

São Josemaria fazia sobre isso um belo comentário: «É isso o que explica a vida de Maria: o seu amor. Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, feliz de estar onde Deus a quer, cumprindo com esmero a Vontade divina. Isso é o que faz com que o menor de seus gestos não seja nunca banal, mas cheio de conteúdo» (É Cristo que passa, n. 148).

Assim, o dever, em vez de ser uma obrigação enfadonha, é um cântico da alma que vive de amor.

Alegria de caprichar no dever

O poeta francês Charles Péguy dizia: «A minha mãe (uma camponesa simples)

empalhava o vime das cadeiras com o mesmo amor e o mesmo entusiasmo com que os nossos antepassados construíam as catedrais – “du même amour e du même coeur”».

Lembrávamos antes o capricho com que Maria teceu, de uma só peça, a túnica inconsútil de Jesus. É o exemplo de uma atitude constante nela, pois ela tudo fazia – por amor a Deus, a Jesus e a José – com o mesmo carinho e idêntico capricho, cuidando dos mínimos pormenores.

Penso que a Madre Teresa de Calcutá era como um eco do coração de Nossa Senhora, quando escreveu ao arcebispo vietnamita F. Xavier Van Thuân, assim que ele foi libertado do cárcere, após 13 anos de cativeiro: «O que conta não é a quantidade das nossas ações, mas a intensidade do amor que colocamos em cada uma delas».

D. Van Thuân, citou essas palavras no retiro que pregou ao Papa João Paulo II em março de 2000,  e comentou: «Cada palavra, cada gesto, cada decisão, tem que ser o momento mais belo da nossa vida. É preciso amar… sem perder um único segundo».

A alegria de contemplar

Já imaginou a felicidade com que Maria deve ter contemplado seu filho Jesus nas palhas do presépio, adormecido em seu colo, e depois, no lar de Nazaré, enquanto engatinhava, dava passos incertos e se atirava aos braços protetores dela? E ao observá-lo se esmerando como aprendiz de José, trabalhando com arte a madeira…; em todos os momentos.

Ela vivia de olhos e coração postos, com inefável felicidade, naquele que os profetas chamaram o mais belo dos filhos dos homens (Sl 45,3).

Como nos faz falta pedir-lhe: “Mãe, ensina-nos a contemplar! Porque hoje o mundo parece ter perdido essa capacidade: pouco meditamos na intimidade, no silêncio orante do coração (cf. Lc 2, 19)… Parece que perdemos a capacidade de nos concentrarmos na contemplação agradecida das coisas belas, das palavras de Deus e dos dons que ele nos dá…

Até a religiosidade, para alguns, tende a manifestar-se apenas como agitação, barulho, algazarra, balbúrdia teatral…  Como precisaríamos aprender a contemplar, na paz de uma igreja, nuns dias de retiro em silêncio, ou sozinhos em casa (Mt 6, 6) – com os olhos e a imaginação cheios de fé –, as cenas da vida de Jesus (o Evangelho, a Via Sacra…); e as passagens da vida de Maria (os mistérios do Rosário), com o coração aberto à intimidade divina, para ver, escutar, orar, amar…

A alegria do “sacrifício escondido e silencioso”

Essa expressão de São Josemaria – «sacrifício escondido e silencioso» – define bem uma atitude fundamental da vida de Maria Santíssima.

Comentava esse santo a cena evangélica da mulher do povo que louvou a mãe de Jesus, e a resposta esclarecedora que Jesus lhe deu: Felizes, na verdade, os que escutam a palavra de Deus e a põem em prática (Lc 11, 27-28).

Essa frase – escrevia São Josemaria – «era o elogio de sua Mãe, do seufiat…, que não se manifestou em ações aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia». E acrescentava que, ao meditarmos nisso, «compreendemos que o valor sobrenatural da nossa vida não depende de que se tornem realidade as grandes façanhas que às vezes forjamos com a imaginação, mas da aceitação fiel da vontade divina, de uma disposição generosa em face dos pequenos sacrifícios diários» (É Cristo que passa, n. 172).

Você poderia imaginar Nossa Senhora reclamando dos pequenos sacrifícios diários? Das renúncias, dos imprevistos, das contrariedades, das canseiras? Ou cobrando dos outros agradecimento e retorno? É claro que não. Seu sacrifício era puro. Ela bem sabia o que Jesus nos ensinou: que as alegrias mais belas crescem sobre a “boa terra” da mortificação – da cruz –, sobre a doação praticada sem interesse, sobre a renúncia voluntária movida pelo amor.

E nós? Numa sociedade como a nossa, dominada pelos tentáculos do consumismo e do prazer, vai se perdendo a capacidade de saborear as pequenas alegrias cotidianas. Cada vez há menos pessoas que experimentem o que dizia Santo Agostinho: «Quando há amor, ou o sacrifício não custa, ou amamos o próprio sacrifício que custa». Neste mesmo sentido, São Josemaria observava: «Não reparaste que as almas mortificadas, pela sua simplicidade, até neste mundo saboreiam mais as coisas boas?» (Sulco, n. 982).

Maria nos ensina a maravilha das pequenas alegrias cotidianas, dessas que estão ao alcance de todos, mas que a nossa vida agitada torna invisíveis. Talvez já as tenhamos vivido na infância, talvez já sentimos certa nostalgia das que não experimentamos, ao “vê-las” nos bons romances de tempos passados ou nas lembranças que os avós nos contam… São tesouros que o ritmo frenético da vida atual quer nos roubar, e que é preciso resgatar.

A alegria de dar alegrias

Vamos fazer agora uma reflexão simples sobre o episódio das Bodas de Caná (Jo2, 1-11).

Era um casamento rural. Muita festa e muita gente. Muitos parentes, amigos e vizinhos convidados.  A mãe de Jesus estava lá. Também Jesus e seus discípulos foram convidados.

Avançada a celebração, Nossa Senhora sussurra ao ouvido de Jesus: Eles não têm vinho.  Só ela, entre a multidão, tinha percebido que a família dos noivos calculara mal as bebidas, e podiam ter um vexame. Jesus respondeu-lhe: Mulher, que temos nós com isso? A minha hora ainda não chegou. Ela não insiste, mas não desanima. Conhece o filho! Por isso avisa os que serviam: Fazei tudo o que ele vos disser.

Pouco depois Jesus chama esses serventes: “Enchei as talhas de água”(eram seis recipientes de pedra, muito grandes). Eles as encheram até a borda. Então disse: “Agora tirai e levai ao encarregado da festa”. Assombro! O mestre-sala fica pasmado com a qualidade daquele vinho e censura o noivo: “Todo o mundo serve primeiro o vinho bom… Tu guardaste o vinho bom até agora!”

Este foi o primeiro milagre de Jesus, frisa o Evangelho. Não parece um pouco estranho? Nós acharíamos lógico que o primeiro milagre tivesse sido a cura de uma cegueira, a ressurreição de um morto, uma tempestade acalmada… Não. Por solicitação da Mãe, Deus feito Homem inicia os milagres com um detalhe “doméstico”: dar alegria a uns noivos, não permitir que um descuido prejudique a festa.

Penso que nessa atitude de Cristo há três ensinamentos:

─ Primeiro: as pequenas alegrias da vida simples têm muita importância aos olhos de Deus. Tomara que a tenham aos nossos olhos.

─ Segundo: Jesus quer ajudar-nos a compreender que as almas que, como Maria,  sabem “garimpar” alegria dos deveres cotidianos vivem contentes, e sentem o impulso de transmitir alegria aos demais.

─ Terceiro: com esse milagre Cristo quer deixar patente o poder de intercessão de Nossa Senhora junto de seu Filho Jesus. Ele a escuta sempre.

Agora, você, leitor, medite nisso tudo e tire as suas consequências.

 

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8 dicas infalíveis para viver um Advento inesquecível

8 dicas infalíveis para viver um Advento inesquecível

 

giovannibattistatiepolo_nativityO Advento chegou silenciosamente, em meio à correria da nossa sociedade. Se não lhe dermos a atenção devida, o Natal também chegará e passará, e não sentiremos nosso coração transformado.

O Advento merece nossa atenção e dedicação! Se você quiser realmente se preparar para a chegada de Jesus, se quiser viver um Natal inesquecível e transformador, sugerimos que siga cada uma destas valiosas dicas:

1. Faça suas compras no começo de dezembro

Eu sei, isso parece impossível. Mas se você fizer suas compras na primeira semana de dezembro, terá mais tempo depois para se dedicar ao que é essencial no Advento: oração, estar presente, preparar-se para a grande festa do Natal.

2. Escolha, no máximo, 3 tradições do Advento para viver este ano

É uma tentação querer fazer tudo, e isso pode nos levar a não fazer nada direito no final. Decida quais são as melhores tradições para você, neste momento, e comprometa-se com elas. Não adianta sair correndo depois para comprar a coroa do advento, ou deixar para a última semana aquela oração especial de preparação. Escolha agora e comece a viver já.

3. Comprometa-se com a leitura espiritual neste Advento

Procure reservar 10 minutinhos do seu dia à leitura de uma passagem Bíblica ou de algum bom livro de espiritualidade (se for sobre o Natal, melhor ainda). Você pode também ler as leituras da liturgia do dia e algum comentário sobre elas, procurando em sites de liturgia diária.

4. Crie um espaço de oração na sua casa

Esta época merece um espaço especial para orar. Pode ser um canto do quarto, um aparador na sala ou até a prateleira de um armário. O importante é criar um espaço físico que ajude a direcionar a mente e o coração aos temas do Advento. Nesse espaço, você pode colocar a Bíblia, imagens sacras, folhetos com orações, vela, terço ou os objetos que mais o ajudem a se preparar para o Natal.

5. Saiba dizer “não”

Esta época é cheia de compromissos sociais, encontros de confraternização, amigo secreto etc. Agende tudo isso com responsabilidade, sem deixar de participar, claro. Mas saiba dizer “não” a todos os “extras” que possam distrair você da vivência de um Advento com mais sentido. É difícil rejeitar coisas boas, mas cada “não” aqui significa um “sim” ao que realmente importa.

6. Acrescente à sua agenda uma boa confissão

Decida desde já quando e onde você receberá o sacramento da confissão neste Advento. Se você programar isso desde já, não terá motivos para se lamentar depois. Ofereça a Jesus e a todas as pessoas a quem você ama um lindo presente neste Natal: você renovado. Clique aqui para ver um guia completo para preparar sua confissão.

7. Prepare músicas de Advento

A música ajuda a preparar a alma. Faça a sua seleção, com as músicas e cânticos que mais o ajudem a encontrar-se com Deus e viver o clima de preparação para o Natal. Você pode ouvir no carro, na academia, em casa, onde quiser.

8. Escolha um jeito especial de se doar

Durante o Advento, somos convidados a prestar mais atenção às pessoas ao nosso redor e a ser generosos. Há muitas formas de fazer isso. Você já pensou em reunir seus filhos e preparar docinhos para os bombeiros da sua cidade? Ou reunir as economias da família inteira e fazer uma pequena doação a um instituto de caridade? Seja criativo no amor e na doação!

Viver um Advento com mais sentido começa com a preparação e o planejamento antecipados. As próximas semanas certamente serão agitadas, mas seu coração estará agradecido por ter se preparado para o Natal.

Fonte: Aleteia

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Dia de Santa Catarina marca encerramento dos encontros de formação da liturgia

Dia de Santa Catarina marca encerramento dos encontros de formação da liturgia

O Santuário de Angelina celebrou o dia de Santa Catarina, na última quarta-feira (25), numa Missa solene às 19h na Matriz, com a participação de vários fiéis e também representantes da sociedade civil.

No dia 25, dia de Santa Catarina, aconteceu também o encerramento dos encontros de formação das equipes de liturgia do Santuário. O encontro foi dinamizado pela coordenadora Neizete May Koerich, que após uma dinâmica da partilha agradeceu os trabalhos e a dedicação de todos os liturgistas durante o ano e os animou para as celebrações de Natal e fim de ano que estão por vir, para que sejam preparadas com muita alegria, acolhida e envolvimento de todos.

Deixamos aqui nosso agradecimento a coordenadora Neizete, pela dedicação e amor que conduziu todas as liturgias.

Seu trabalho foi incansável, mas temos certeza que tudo foi para o louvor e glória do Senhor.

Muito obrigado!

Coordenação da Pastoral Paroquial

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Santuário encerra Tríduo em preparação para a Festa da Padroeira

Santuário encerra Tríduo em preparação para a Festa da Padroeira

O 1º domingo do Advento, tempo de preparação para o Natal, marcou o 3º e último dia de Tríduo em preparação a Festa da Padroeira Nossa Senhora da Imaculado Conceição, no Santuário de Angelina.

As comunidades responsáveis foram as do setor Matriz, que se envolveram na liturgia e com os anjos que conduziram a entronização da imagem de Nossa Senhora.

A coordenação paroquial agradece todas as comunidades e lideranças que durante estes três domingos se mobilizaram para que o tríduo acontecesse na melhor forma de prece, louvor e agradecimento a Nossa Senhora por tantas graças e bençãos recebidas durante todo o ano.

“Que subam nossos cantos a Santa Mãe de Deus! Maria é nossa mãe, merece o nosso amor!”

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Arquidiocese lança página com subsídios para o Jubileu da Misericórdia

Arquidiocese lança página com subsídios para o Jubileu da Misericórdia

A Arquidiocese de Florianópolis lançou na quarta-feira, 25 de novembro, a página do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Através do endereço eletrônico arquifln.org.br/jubileudamisericordia você fica por dentro de toda movimentação deste Ano Santo, proclamado pelo Papa Francisco, na Arquidiocese de Florianópolis.

Uma oportunidade para não somente celebrar a chegada deste tempo de graça, como também cantar e bendizer a Deus misericordioso.

Na página estão disponíveis os hinos que podem ser executados nas Missas, encontros, formações e no dia-a-dia das comunidades e paróquias.

Hinos disponibilizados:

  • “Exaltemos a Misericórdia”, com letra e música do consagrado Bernardo E. S. Júnior (Comunidade Abbá Pai);
  • “Misericordiosos como o Pai”, com letra e música do Pe. Ney Brasil Pereira;
  • MisericordesSicut Pater”, Hino Oficial para o Jubileu, lançado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, e traduzido para a língua portuguesa, tendo letra do Pe. Eugênio Costa, e música de Paul Inwood, com tradutor desconhecido;

 

Os hinos foram gravados no Estúdio BF Criações, têm produção musical e teclados na condução de Bruno Freitas, e como intérpretes João Augusto de Farias e Ana Caroline Decker de Freitas.

Com arranjo simplificado, o principal objetivo foi produzir algo didático e que alcance a todos os ministérios de música com mais facilidade e rapidez.

Acesse, divulgue e compartilhe! Ouça os hinos e, assim, você já entra no clima do Jubileu da Misericórdia.

“A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa”, Papa Francisco.

arquifln.org.br/jubileudamisericordia

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Santuário de Angelina em preparação para a Festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Santuário de Angelina em preparação para a Festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição

A preparação para a Festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no Santuário de Angelina, está a todo vapor. Nos dias 15 e 22 de novembro ocorreram as primeiras celebrações do tríduo, reunindo centenas de fiéis de várias cidades, sobretudo da Grande Florianópolis. A próxima celebração acontecerá no dia 29, esperando pela Grande Festa que será celebrada nos dias 05, 06 e 08 de dezembro.

O tríduo ocorre nos três domingos que antecedem a festa. Liturgistas, Ministros e coroinhas das comunidades da Paróquia atuam na celebração.

No 1º dia as Comunidades do setor de Barra Clara estiveram preparando a celebração presidida pelo vigário paroquial Frei Luis Antonio Aliberti.

No 2º dia a Santa Missa foi presidida pelo vigário paroquial Frei Cid Tadeu Passos com a participação do diácono Francisco de Assis Schwinden e animação da Associação Coral de São Pedro de Alcântara.
A liturgia ficou por conta dos fiéis do setor de Rancho Queimado.

Além da participação dos fiéis da região, vários peregrinos de Joinville, Brusque, Alfredo Wagner e Lageado celebraram Nossa Senhora no Santuário.

 

 

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Exposição de pinturas abre a comemoração em homenagem à padroeira do Estado

Exposição de pinturas abre a comemoração em homenagem à padroeira do Estado

Uma exposição de quadros da pintora Vera Sabino, abre as homenagens à Santa Catarina de Alexandria, padroeira do Estado, da Arquidiocese e co-padroeira de Florianópolis, celebrada no dia 25 de novembro.

A abertura aconteceu nesta segunda-feira, 16, às 19h45, na Catedral Metropolitana.

Programação da festa de Santa Catarina

De 16 a 24 de novembro acontece a novena em preparação para a festa. Durante estes dias, às 18h, os devotos são convidados a rezar o Ângelus e as Vésperas. Às 18h30, Celebrações Eucarísticas com diferentes paróquias da Ilha como responsáveis pela organização. O Ângelus e as Vésperas só não acontecem no sábado e domingo.

De terça a sexta-feira, 17 a 20, apresentações culturais, artísticas e folclóricas compõem a programação, às 19h45. No sábado, 21, Missa, às 17h30, e domingo, 22, às 19h30.

Para a terça-feira, 24, ficou a entrega do Prêmio de Iniciativa Solidária Dom Afonso Niehues, no Auditório da Catedral, às 20h. O prêmio é voltado para instituições que contribuíram para a cultura da solidariedade e, também, evidencia e valoriza os diversos trabalhos sociais realizados nas comunidades e municípios da Arquidiocese.

E na quarta-feira, 25, a grande festa em honra a Santa Catarina de Alexandria. Tem início às 06h30, com as Laudes e a Celebração Eucarística. Às 10h30, visita e oração dos colégios católicos e, às 11h30, Hora Sexta, Ângelus e Celebração Eucarística. A tradicional novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ocorre às 15h e, logo após, continuam as visitas dos colégios católicos. Às 18h, Ângelus e Vésperas e, às 18h30, Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, preside a Missa solene. “Gostaríamos de tornar essa data um momento de festa e congraçamento do povo catarinense”, comentou o Arcebispo.

A Santa

Catarina viveu em Alexandria, cidade do Egito, no início dos anos 300. Filha de um rei pagão, era famosa por sua fortuna, educação e cultura. Foi martirizada na juventude, após resistir ao governador Maximino, homem cruel que mandou matá-la. A roda de dentes de ferro, que devia dilacerar seu corpo, foi despedaçada por intervenção divina, motivo pelo qual teve que ser decapitada. As relíquias foram levadas para o Monte Sinai, onde se situa o mosteiro que leva o seu nome.

Vera Sabino

Vera Sabino é autodidata e teve o primeiro contato com as tintas aos 08 anos de idade. Aos 14, ganhou o 1º lugar no Prêmio Desenho do Salão de Artes Plásticas para Novos, em Curitiba. A primeira exposição individual foi em Florianópolis, aos 18 anos. É reconhecida internacionalmente, com participação em mais de 60 exposições, sendo duas na França e uma nos Estados Unidos. Para Vera, a marca registrada é a técnica que utiliza, com tinta acrílica e Eucatex.

Serviço

Exposição de pinturas de Santa Catarina, por Vera Sabino

Catedral

A partir do dia 16/11

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Papa Francisco expressa solidariedade aos franceses

Papa Francisco expressa solidariedade aos franceses

Durante a oração do Angelus, neste domingo, 15 de novembro, o papa Francisco manifestou solidariedade ao presidente da França, François Hollande, e a todos os cidadãos, em particular às famílias dos que perderam a vida e aos feridos, durante os ataques ocorridos em Paris, na última sexta-feira.

Francisco reafirmou que “o caminho da violência e do ódio não resolve os problemas da humanidade”. Disse, ainda, que “usar o nome de Deus para justificar esse caminho é uma blasfêmia”.

O papa convidou todos a se unirem a sua oração, confiando as vítimas indefesas da tragédia à misericórdia de Deus, e pediu proteção a Nossa Senhora para a nação francesa, a Europa e o mundo inteiro.

Telegrama

Também por ocasião da tragédia em Paris, o papa Francisco havia enviado um telegrama, por meio do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, ao arcebispo de Paris, cardeal André Vingt Trois.

No texto, o papa expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo francês. Pediu “a Deus para que acolha as vítimas na paz da sua luz e proporcione conforto e esperança aos feridos e suas famílias”. Assegurou proximidade espiritual a todas as pessoas que participaram das operações de socorro.

Ao final, condenou “a violência que nada resolve” e concedeu a bênção apostólica às famílias que sofreram com os ataques e a todos os franceses.

Fonte: Site CNBB

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Apresentado texto-base da CF ecumênica de 2016

Apresentado texto-base da CF ecumênica de 2016

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica  (CFE) de 2016,  que será realizada em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o objetivo de debater com a sociedade questões do saneamento básico a fim de garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos.

O tema escolhido para a reflexão é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24). A proposta está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, “Laudato Si”. 

“Nesse tema e lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogos que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia”, explica a coordenação geral, representada pelo bispo da Igreja Anglicana e presidente do Conic, dom Flávio Irala, e a secretária-geral, pastora Romi Márcia Bencke. 

Ainda, na apresentação do texto-base, a organização diz que a reflexão da CEF 2016 será “a partir de um problema específico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país”. 

O texto-base está organizado em cinco partes, a partir do método ver, julgar e agir. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2016. 

Campanha cruza fronteiras

Uma das novidades da Campanha é a parceria com a Misereor – entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina. 

Desde 1958, a Misereor contribui para fortalecer a voz dos povos do Sul, que lutam e buscam caminhos que possam conduzir ao bem-viver dos homens e mulheres. A CFE está em sintonia, também, com o Conselho Mundial das Igrejas e com o papa Francisco. 

Integram a Comissão da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil, Diretoria do Conic, Misereor. 

(CM-CNBB com informações do Conic)

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