Chega dar medo pensar o quanto somos frágeis!

Chega dar medo pensar o quanto somos frágeis!

Fragilidade. Talvez seja este um dos substantivos mais apropriados para definir a condição humana. Talvez seja a dificuldade de aceitação de tal verdade a fonte maior da soberba e da impiedade de quem se engana e teima em se considerar forte. Não adianta! Ser gente significa necessariamente ser frágil, exposto a perigos, doenças, decepções, frustrações. Da fragilidade humana fala a Profecia de Malaquias (Ml 3,19-20a), ao garantir que, dos ímpios e soberbos, nada sobrará. Nada sobra mesmo, pois, ao confiar apenas em si, julgando-se acima de tudo e de todos, o orgulhoso escolhe apostar todas as suas fichas na própria finitude e, quando se dá conta, dói-lhe muito saber que “é pó e ao pó há de voltar” (Cf. Gn 3,19) e que de sua prepotência não “ficará pedra sobre pedra” (Lc 21,6).

Para aquele que teme o Senhor, no entanto, a certeza da finitude não se torna tão decepcionante, mas passa a ser integrada como parte da vida que não se esgota nesta fragilidade imediata, mas está revestida de uma vocação ao repouso eterno em Deus. A diferença entre o ímpio e aquele que teme a Deus está justamente na graça de sentir-se amado e amparado da qual este segundo é participante.

A autoconsciência de ser uma “fragilidade com vocação ao eterno”, no entanto, não exime o ser humano de assumir a própria responsabilidade. Afinal, Deus quer contar com o esforço e a colaboração daqueles que o temem na construção do Reino. Neste contexto se pode compreender a exortação de São Paulo quando escreve na 2ª Carta aos Tessalonicenses: “Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão” (2Ts 3,7-12).

Desafios não faltam para quem decide trilhar este caminho. Jesus mesmo adverte: “Sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome” (Lc 21,12). Ainda bem que esta hercúlea tarefa não depende apenas da débil condição humana, mas tem como fundamento a força do próprio Deus.

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Fechamento da Porta Santa no Santuário de Angelina será terça, 15

Fechamento da Porta Santa no Santuário de Angelina será terça, 15

As 11 Portas Santas da Arquidiocese de Florianópolis serão fechadas nos próximos dias, já em preparação para o grande encerramento do Jubileu Extraordinário da Misericórdia em todo mundo.

As Portas Santas nas Basílicas de Roma também se encerram neste mesmo domingo e uma semana depois, o encerramento da Porta da Misericórdia da Basílica de São Pedro, que marca a conclusão do 29º Jubileu da história da Igreja Católica, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Se você ainda não passou por uma das 11 Portas Santas locais, tem esta semana até domingo para fazer e receber a Indulgência Plenária, como propõe o Papa.

Na síntese elaborada da Bula de Proclamação do Jubileu, o vigário geral da Arquidiocese, Pe. Vitor Feller, cita que o Papa Francisco sugere diversos meios de vivência do Jubileu da Misericórdia. A peregrinação à Porta Santa é uma das vivências. A vida é uma peregrinação e o ser humano é viajante, é peregrino rumo à eternidade. A peregrinação à Porta Santa, tanto em Roma como em cada um dos lugares escolhidos por cada diocese, é sinal de que a misericórdia é uma meta a alcançar através de renúncias e sacrifícios (nº 14 da Bula).

Encerramento Ano Santo

No dia 20 de novembro, as 72 paróquias da Arquidiocese, as foranias, pastorais, movimentos, serviços, novas comunidades, o clero e as religiosas vão se encontrar para o encerramento do Ano Santo da Misericórdia, no Estádio Orlando Scarpelli, no Estreito, em Florianópolis.

A programação começa às 08h. Após a animação inicial, ocorre uma apresentação teatral das obras de misericórdia corporais e espirituais presentes na Arquidiocese, feita por instituições sociais.

Depois, o Arcebispo preside a missa solene de encerramento do Ano Santo. “Convido a todos para se fazerem presentes neste singular momento da nossa Igreja. Organizem suas caravanas. Faremos, com certeza, uma grande festa para o encerramento do Ano Santo da Misericórdia”, ressaltou Dom Wilson Tadeu Jönck.

 

Porta da Misericórdia 

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Atendendo ao pedido do Papa Francisco, os bispos de todo o mundo escolheram entre as igrejas de suas dioceses, além da Catedral, lugares destinados à peregrinação do povo, e que possuam a Porta Santa, marca deste tempo de graça.

Ela representa Cristo, a verdadeira porta, a porta das ovelhas (cf. Jo 10,9). Ninguém tem acesso ao Pai senão por Ele.

Especificamente neste jubileu, Cristo será, como o Papa Francisco cita na Bula Misericordiae Vultus, a Porta da Misericórdia.Qualquer pessoa que nela entrar poderá experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança. Ao atravessar a porta, encontra-se com a força do Cristo Ressuscitado, que continua a sustentar nossa peregrinação.

Indulgência 

Para viver e obter indulgência, os fiéis devem realizar breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta na Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo bispo diocesano.

Esta peregrinação, que pode ser feita na celebração de abertura da Porta da Misericórdia ou em qualquer momento do Ano Santo, deve ser acompanhada dos sacramentos da Reconciliação (confissão) e da Eucaristia (comunhão), uma reflexão sobre a misericórdia divina, a profissão de fé, a oração pelo Papa e suas intenções e, por fim, uma invocação ao Senhor Jesus Misericordioso.

Pode-se também alcançar indulgência todas as vezes que se fizer alguma obra de misericórdia corporal ou espiritual.

Doentes ou idosos, impossibilitados desta peregrinação, podem alcançar a indulgência pela oferta de sua enfermidade ou sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor no mistério de sua paixão, morte e ressurreição, pela participação na oração comunitária e na Missa, e meios de comunicação.

Encarcerados podem alcançar a indulgência nas capelas da prisão, todas as vezes que passarem pela porta da cela dirigindo o pensamento e a oração a Deus-Pai, que é capaz de mudar os corações e transformar as grades em experiência de liberdade.

A indulgência jubilar pode ser obtida em favor dos falecidos recordando-os na celebração da Missa e pedindo a libertação de qualquer resíduo de culpa, abraçando-os na felicidade eterna.

 

Santuário Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Angelina (SC) 

Missas: terça e sábado às 19h; domingo às 08h e 10h;

Confissões: segunda a sexta, das 08h às 12h e das 14h às 18h; sábado das 8h às 12h.

Fone: (48) 3274-1185

Um ano jubilar

O Papa Francisco abriu o Jubileu Extraordinário da Misericórdia no dia 08 de dezembro de 2015, em Roma. Após a comunhão, o Pontífice abriu a Porta Santa, na entrada da Basílica de São Pedro. E, assim, a Igreja em todo o mundo abriu também a Porta Santa.

Na Arquidiocese, a Porta da Misericórdia foi aberta pelo Arcebispo no dia 13 de dezembro, na Catedral. Foi um período em que a igreja local viveu intensamente o Ano Santo, com jubileus dos enfermos, da vida consagrada, dos colaboradores da Mitra, das famílias, dos presbíteros, dos presos, dos diáconos e esposas, da juventude, das entidades, pastorais e ações sociais.

Neste tempo, intensificaram-se as obras de misericórdia corporais e espirituais e o Sacramento da Confissão. “O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança”, declarou o Papa Francisco na Bula de Proclamação do Jubileu.

Hino oficial do Jubileu

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No último encontro das Forças Vivas, o Arcebispo anuncia a peregrinação arquidiocesana ao Santuário da Mãe Aparecida

No último encontro das Forças Vivas, o Arcebispo anuncia a peregrinação arquidiocesana ao Santuário da Mãe Aparecida

As Forças Vivas que representam as pastorais, movimentos, institutos de vida consagrada, novas comunidades, serviços e meios de comunicação da Arquidiocese, participaram no dia 05 de novembro, no Santuário Nossa Senhora de Fátima, no Estreito, em Florianópolis, da última reunião do ano. Leia mais

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Celebrar a Solenidade de Todos o Santos

Celebrar a Solenidade de Todos o Santos

Neste dia 1° de novembro, a Igreja Católica se enche de alegria ao celebrar a Solenidade de Todos os Santos, os que foram e os que não foram canonizados, mas que, com sua vida, são exemplo de que a santidade é possível.

Diz o Catecismo da Igreja Católica: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt 5,48)”.

Cada cristão carrega dentro de si o dom da santidade dado por Deus, como diz a Carta de São Paulo aos Efésios: “Deus nos escolheu em Cristo, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos” (Ef 1,4).

O culto aos santos por parte dos cristãos remonta aos primeiros séculos, começando pelos mártires. Ao viver essa tradição, a Igreja convida cada um a contemplar essas pessoas, exemplos de fé, esperança e caridade, e lançar o olhar ao Alto.

Hoje estamos imersos com o nosso espírito entre esta grande multidão de santos, de salvos, os quais, a partir do ‘justo Abel’, até a quem neste momento talvez esteja a morrer em qualquer parte do mundo, nos fazem coroa, nos dão coragem, e cantam todos juntos um poderoso coro de glória Aquele a quem os Salmistas chamam justamente ‘o Deus meu Salvador’ e ‘o Deus que é a minha alegria e o meu júbilo’, afirmou São João Paulo II em uma data como esta de 1980.

A Solenidade de Todos os Santos foi instaurada como consequência da Grande Perseguição do Imperador Diocleciano, nos princípios do século IV, pela grande quantidade de mártires causados pelo poder romano.

O Papa Gregório III a fixou para 1º de novembro no século VIII, como resposta à celebração pagã do “Samhain” ou ano novo celta, que se celebra na noite de 31 de outubro. Mais adiante Gregório IV estenderia esta festividade a toda a Igreja.

A Solenidade de Todos os Santos antecede o Dia de Finados, 2 de novembro, data que recorda aqueles que já estão salvos, mas que ainda precisam ser purificados.

Ao celebrar esta data, o Papa Francisco indicou como devem ser vividos esses dois dias: com esperança, com seguindo os exemplos dos santos.

“Esta é a esperança que não cria desilusão. Hoje e amanhã são dias de esperança. A esperança é como o fermento que faz ampliar a alma. Mas também existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança, a alma vai adiante. Olha o que te espera”, disse.

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Hoje celebramos Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo brasileiro

Hoje celebramos Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo brasileiro

A Igreja celebra neste dia 25 de outubro a memória litúrgica do primeiro santo nascido no Brasil, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como São Frei Galvão. O franciscano fundador do Mosteiro da Luz, que até hoje é referência na cidade de São Paulo, também é recordado por suas pílulas.

Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em Guaratinguetá (SP), no dia 10 de maio de 1739, em uma família que tinha muitas posses. Entretanto, abriu mão de tudo para atender ao chamado de Deus e seguir a vida religiosa.

Aos 16 anos, ingressou no Convento franciscano de São Boaventura de Macacu, no Rio de Janeiro. Em 1761, fez seus votos solenes e, um ano depois, foi admitido à ordenação sacerdotal. Frei Galvão, então, foi mandado para o Convento de São Francisco, em São Paulo, a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia e exercitar-se no apostolado.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição. Atualmente o local é conhecido como Mosteiro da Luz, um patrimônio cultural da humanidade por decisão da UNESCO.

Mais tarde, 1911, atendeu ao pedido do Bispo de São Paulo e fundou também o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba (SP).

Já com a saúde debilidade, Frei Galvão recebeu autorização especial para morar no Recolhimento da Luz, onde passou os últimos dias de sua vida, aos cuidados das religiosas. Até que, em 23 de dezembro de 1822, faleceu aos 84 anos, com fama de santidade devido a toda uma vida dedicada a Cristo e às obras de caridade.

Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998 e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo Papa Bento XVI, em São Paulo.

As pílulas de Frei Galvão

Segundo consta, Frei Galvão ia às casas orar com as famílias pelas senhoras grávidas que tinham dificuldades de parto natural. Certo dia, foi procurado por um senhor aflito, porque sua esposa estava em trabalho de parto e em perigo de perder a vida.

O franciscano escreveu em três pequenos papéis um trecho do Ofício da Santíssima Virgem, enrolou-os como pílulas e entregou-os ao homem. Este, por sua vez, deu à esposa e a criança nasceu com saúde.

Em outra ocasião, um jovem o teria procurado com dores causadas por cálculos renais. O Frei fez outras pílulas e também este moço ficou curado.

Até hoje, as pílulas são produzidas pelas Irmãs Concepcionistas, conforme as orientações de Frei Galvão, e entregues a pessoas que têm fé na intercessão deste santo.

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