Conheça a tentação da qual o Papa Francisco alerta os religiosos porque “seca o coração”

Conheça a tentação da qual o Papa Francisco alerta os religiosos porque “seca o coração”

PapaMisa2febreroNotaDanielIbanezACIPrensaNa Basílica de São Pedro, onde celebrou a Missa por ocasião da Festa da Apresentação do Senhor e do Dia Mundial da Vida Consagrada, o Papa Francisco alertou contra a “tentação da sobrevivência”, que “seca” e “esteriliza” o coração.

Na homilia que pronunciou, o Pontífice comentou as leituras da liturgia e recordou que “encontro de Deus com o seu povo desperta a alegria e renova a esperança” e falou sobre os anciãos, dos quais herdamos “este cântico de esperança”.

“Eles introduziram-nos nesta ‘dinâmica’. Nos seus rostos, nas suas vidas, na sua dedicação diária e constante, pudemos ver como este louvor se fez carne. Somos herdeiros dos sonhos dos nossos pais, herdeiros da esperança que não decepcionou as nossas mães e os nossos pais fundadores, os nossos irmãos mais velhos. Somos herdeiros dos nossos anciãos que tiveram a coragem de sonhar; e, como eles, também nós hoje queremos cantar: Deus não engana, a esperança n’Ele não decepciona. Deus vem ao encontro do seu povo”.

Francisco assegurou que “nos faz bem acolher o sonho dos nossos pais, para podermos profetizar hoje e encontrar novamente aquilo que um dia inflamou o nosso coração”.

“Sonho e profecia juntos. Memória de como sonharam os nossos anciãos, os nossos pais e mães, e coragem para levar por diante, profeticamente, este sonho”, acrescentou.

O Papa alertou os religiosos de “uma tentação que pode tornar estéril a nossa vida consagrada: a tentação da sobrevivência”. Na sua opinião, é “um mal que pode instalar-se pouco a pouco dentro de nós, no seio das nossas comunidades”.

“A atitude de sobrevivência faz-nos tornar reacionários, temerosos, faz-nos fechar lenta e silenciosamente nas nossas casas e nos nossos esquemas. Faz-nos olhar para trás, para os feitos gloriosos mas passados, o que, em vez de despertar a criatividade profética nascida dos sonhos dos nossos fundadores, procura atalhos para escapar aos desafios que hoje batem às nossas portas”.

Entre outras, “faz-nos esquecer da graça, transforma-nos em profissionais do sagrado, mas não pais, mães ou irmãos da esperança, que fomos chamados a profetizar. Este clima de sobrevivência torna árido o coração dos nossos anciãos privando-os da capacidade de sonhar e, assim, torna estéril a profecia que os mais jovens são chamados a anunciar e realizar”.

Francisco resumiu este perigo sublinhando que esta tentação “transforma em perigo, em ameaça, em tragédia aquilo que o Senhor nos dá como uma oportunidade para a missão. Esta atitude não é própria apenas da vida consagrada, mas nós em particular somos convidados a precaver-nos de cair nela”.

O Santo Padre assinalou, então, que para fazer frente a esta situação, é preciso acolher Jesus de tal maneira que “a alegria e a esperança” sejam restituídas. “Só isto tornará fecunda a nossa vida, e manterá vivo o nosso coração: colocar Jesus precisamente onde Ele deve estar, ou seja, no meio do seu povo”.

Especificamente, o Papa reconheceu a “transformação multicultural que atravessamos” e, por isso, ressaltou a importância de ser “fermento desta massa concreta”.

“Poderão certamente haver ‘farinhas’ melhores, mas o Senhor convidou-nos a levedar aqui e agora, com os desafios que nos aparecem. E não com atitude defensiva, nem movidos pelos nossos medos, mas com as mãos no arado procurando fazer crescer o trigo muitas vezes semeado no meio do joio”.

“Colocar Jesus no meio do seu povo – continuou – significa ter um coração contemplativo, capaz de discernir como é que Deus caminha pelas ruas das nossas cidades, das nossas terras, dos nossos bairros. Colocar Jesus no meio do seu povo significa ocupar-se e querer ajudar a levar a cruz dos nossos irmãos. É querer tocar as chagas de Jesus nas chagas do mundo, que está ferido e anela e pede para ressuscitar”.

O Papa também convidou a “sair de si mesmo para se unir aos outros”, algo que só é possível “se assumirmos os sonhos dos nossos anciãos e os transformarmos em profecia”.

Fonte: ACI

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Santa Inês: conheça a santa padroeira dos noivos

Santa Inês: conheça a santa padroeira dos noivos

noivos

Inês foi uma bela jovem na Roma Antiga, nascida em nobreza e criada em uma família cristã durante o tempo em que o imperador procurou extinguir a chama do Cristianismo. Mesmo assim, Inês era bem apreciada por seus colegas na idade jovem e costumava passear pela cidade com amigos, acompanhada por sua irmã adotiva Emerentiana. Foi sua aparência impressionante que atraiu a atenção de muitos pretendentes. Seus longos cabelos pretos, pele clara e olhos castanho-escuros foram comentados por homens do mais alto escalão.

Seria vantajoso para ela ter se casado com qualquer homem que se aproximou, no entanto ela recusou a todos. Pelas muitas investidas, ela reconheceu que os corações dos homens estavam cheios de luxúria. Além disso, em seus olhos, ela já estava “tomada” por Deus e desejava viver uma vida pura e casta.

Um dia, outro pretendente passou, desta vez o filho de um influente prefeito romano. Um jovem orgulhoso, que tinha certeza de que Inês iria se casar com ele, especialmente por causa de seu status elevado. Ela recusou-o duas vezes. Isso enfureceu seu pai que, rapidamente, informou as autoridades locais que Inês era uma cristã. Inicialmente impedida pela lei romana (que não permitia a execução de uma virgem), toda tentativa de prejudicar sua pureza declinou. Uma nova decisão foi feita e os funcionários condenaram-na a uma morte cruel.

A cidade ficou chocada com a notícia da execução de um cordeirinho tão precioso, e acredita-se que sua morte contribuiu para o fim da perseguição cristã.

A trágica história de Inês, uma bela jovem que foi morta por não aceitar as propostas de um homem poderoso, pode nos ensinar muito sobre a necessidade de avaliarmos nossos próprios relacionamentos. Acima de todas as coisas, Inês queria preservar suas crenças religiosas e a pureza de coração. Por isso, recusou-se a recuar quando estava sob pressão. Esses homens que se aproximaram dela foram, claramente, alimentados por suas paixões pecaminosas e ficaram pasmados quando ela não cedeu.

Em nossas próprias vidas, muitas vezes pensamos que, para encontrar o amor, devemos baixar nossos padrões. Devemos pensar que precisa haver um “dar e receber” em nossos relacionamentos quando se trata de nossa pureza. Um namorado, namorada ou noivo pode sugerir: “Vamos morar juntos”, e poderíamos responder: “Por que não? Não estamos no século XXI?”

O que Inês nos ensina é que não devemos nos curvar sob as pressões do mundo e que é possível permanecermos fortes em nossa fé, mesmo quando todos estão contra nós. Não precisamos comprar um amor superficial, mas devemos procurar algo muito maior, que nos satisfaça verdadeiramente. Ela é um grande exemplo para nós e para todos os noivos, inspirando-nos a permanecer fiéis às nossas crenças e a nos apegarmos estreitamente ao amor de Deus.

Se você está noivo ou noiva (ou está prestes a ficar), luta com pureza e tem medo de se aproximar de seu amado por causa disso, reze a Santa Inês de Roma. Ela sabe a pressão que você está sofrendo e vai interceder por você em seu nome, dando-lhe a força para fazer o que parece impossível.

Oração

Ó gloriosa Santa Inês,

Que serviu a Deus com humildade e confiança na terra

E está, agora, no gozo de Sua visão beatificada no céu,

Porque perseverou até a morte

E ganhou a coroa da vida eterna.

Lembre-se, agora, dos perigos

Que me cercam no vale de lágrimas,

E interceda por mim em minhas necessidades e problemas.

Amém.

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Programas de rádio na Arquidiocese – É hora de sintonizar!

Programas de rádio na Arquidiocese – É hora de sintonizar!

radioNeste verão, o trânsito é caótico nas cidades da Arquidiocese de Florianópolis, principalmente nos municípios praianos. O tempo que as famílias ficam paradas no trânsito torna a viagem cansativa e estressante. Para deixar essa jornada mais agradável e tranquila, a Revista de Verão 2017 anuncia alguns programas de rádio apresentados por padres arquidiocesanos.

Pe. Carlos André Paixão

Pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos, em Porto Belo

PROGRAMA

Meditação do Evangelho Diário

De segunda a sexta, 06h45, na Rádio Litoral 104,1 FM, de Itapema

 

Pe. Celso Antunes Duarte

Pároco  do Santuário da Imaculada  Conceição da  Lagoa, em Florianópolis

PROGRAMA

A Igreja no Rádio

3ª quarta-feira do mês, à 00h20, na Rádio Cultura AM 1110

 

Pe. Domingos Volney Nandi

Vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e

São Luiz Gonzaga, em Florianópolis

PROGRAMA

Mesa da Palavra

Sexta, às 17h, na Rádio Cultura AM 1110, de Florianópolis Sexta, às 15h, na Rádio Conceição 105,9 FM, de Itajaí Sexta, às 12h05, na Rádio Católica AM 1500, de Balneário Camboriú

 

Pe. Márcio Alexandre Vignoli

Pároco da Paróquia Divino Espírito Santo, de Camboriú

PROGRAMA

Mais Feliz com Jesus

De segunda a sexta, às 11h30, na Rádio Cultura AM 1110, de Florianópolis; na Rádio Católica AM 1500, de Balneário Camboriú, e na Rádio Conceição 105,9 FM, de Itajaí.

 

Pe. Magnos José Barn Caneppele

Pároco da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Brusque

PROGRAMA

A Palavra

Segunda, quarta, quinta e sexta, às 18h,

 

Pe. Napoleão Lauriano dos Santos

Reitor do Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento

Pe. Nelson Tachini

Capelão do Santuário de Santa Paulina

PROGRAMA

A voz do Santuário

Todos os dias, às 12h, na 102,3 FM, de Nova Trento.

De segunda a sábado, às 06h, na Super 99,9 FM, de São João Batista

Todos os dias, às 12h30, na Rádio Conceição 105,9 FM, de

Itajaí

Domingo, às 11h, na Rádio Cultura AM 1110, de Florianópolis, e Católica AM 1500, de Camboriú

 

Pe. Pedro José Koehler

Capelão da Igreja do Senhor Jesus dos Passos, em Florianópolis

PROGRAMA

O Instante da Prece

Todos os dias, às 18h, na Rádio Guarujá AM 1420, de Florianópolis

PROGRAMA

Mensagem de Vida e Esperança

De segunda a sexta, às 06h30, e sábado, às 08h30, na Rádio Guarujá AM 1420 , de Florianópolis

Matéria publicada na edição da Revista de Verão 2017, da Arquidiocese de Florianópolis, página 14.

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CONGRESSO CONTINENTAL DA MISERICÓRDIA NAS AMÉRICAS

accom-folder-a3-port-212x300O Congresso Continental da Misericórdia nasce a partir dos Congressos Mundiais da Misericórdia, o WACOM, apresentado pelo Vaticano em 2-6 de abril de 2008 em Roma, Itália. A primeira vez que o WACOM foi realizado coincidiu com o terceiro aniversário de morte de São João Paulo II e teve sua edição mais recente no ano de 2014, na cidade de Bogotá.

Desde o início, os Congressos da Misericórdia têm sido continuamente mantidos em toda a Igreja universal e sustentados regularmente, de modo que cada Congresso Mundial é seguido por um Congresso Continental e por um Congresso Nacional e, então, de volta a outro Congresso Mundial.

O projeto foi apresentado pelo Cardeal Schönborn a Sua Santidade, o Papa Bento XVI em fevereiro de 2006 e recebeu seu encorajamento e bênção e em dezembro de 2006, p. Patrice Chocholski, Secretário Geral do Congresso, se reuniu com o Cardeal Stanislaws Dziwisz, Arcebispo de Cracóvia, ex-secretário particular do Papa João Paulo II, que acolhe com entusiasmo o projeto e declara seu “total empenho” e “total apoio” ao Congresso.

O ACCOM – Congresso Continental da Misericórdia nas Américas – é o primeiro que acontecerá no Continente Americano e será realizado no Brasil em 2017, na cidade de Aparecida – SP, como um dos eventos que marcam os 300 anos do encontro da venerada imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. O ACCOM 2017, que tem como anfitrião D. Raymundo Damascenos Assis, Arcebispo de Aparecida, e como animador D. Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, marca também os 10 anos do encontro dos Bispos do CELAM na cidade sede.

O I ACCOM acontecerá entre os dias 22 e 25 de junho com o lema “Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o temem” (Lc 1, 5) e tem por objetivo refletir o “Misericordiae Vultus”, o rosto Misericordioso de Deus, como um estilo de ser Igreja para favorecer o caminho da Nova Evangelização no Continente Americano e no mundo.

 INSCRIÇÕES:

www.accom2017.org/br

Equipe de Comunicação – ACCOM 2017

Maitê Gabriela Ferreira

+55 21 96574-7710

comunicacao@accom2017.org

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Planejamento|Criação e Site

Eugênio Telles – Genius Design

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Jean Ricardo Severino – Dominus Agência Comunicação

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Assessoria de Imprensa

Marina Venuto

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marinavenuto@gmail.com

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“Bença, Mãe”, começar 2017 com Maria!

“Bença, Mãe”, começar 2017 com Maria!

Iniciar qualquer empreitada com a bênção de Mãe é sempre motivo de força e estímulo. Muito salutar a tradição da Igreja em celebrar no primeiro dia do ano a Solenidade da Santa Mãe de Deus. É como se Maria dissesse a cada um de seus filhos: “Que 2017 seja repleto de bênçãos em sua vida meu Filho, conte comigo e com minha intercessão em todos os momentos deste ano que se inicia. Não se esqueça de ouvir a voz do meu Filho e caminhe sem medo, pois sempre estarei com você”. Neste dia, recebemos, por intercessão da Mãe, a mesma bênção que Moisés ofereceu a Abraão: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6,24-26).

No dia 1º de Janeiro celebra-se também o Dia Mundial da Paz e, na Mensagem deste ano, o Papa Francisco faz um convite à não-violência e nos escreve: “A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação em todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça” (Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, 6).

Com as bênçãos da Mãe e estimulados por nosso querido Papa Francisco, vamos nos esforçar para juntos construirmos um mundo mais pacífico. Feliz 2017.

Frei Gustavo Medella

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Por um mundo mais “natalizado”

Por um mundo mais “natalizado”

“Em uma cidade devastada pela guerra, crianças que perderam seus pais para os ataques aéreos em Aleppo gravaram um vídeo para fazer um apelo desesperado. Um grupo de meninos e meninas órfãos pede que organizações internacionais os ajudem a sair do epicentro dos confrontos na Síria” (O Globo, 15/12/2016).

Apenas dias antes do Natal, a notícia que se lê, infelizmente, não apresenta um fato isolado, mas expressa um cenário desumanizado e desumanizador, sintoma de um mundo doente, que precisa urgentemente se “natalizar”. O Menino de Belém, que desde antes de nascer já foi forjado para ser um forte diante de sofrimentos e dores, é expressão de Deus que compreende o sofrimento de seus Filhos e Filhas, ou mais, que sofre junto com eles.

Ao celebrarmos mais uma vez este pacto de amor entre Deus e a humanidade, não podemos perder de vista os grandes dramas que povoam milhões de vidas humanas que sofrem mundo a fora. Que meios teríamos para anunciar a nossos irmãos e irmãs mais sofridos que realmente é Natal, que de verdade Jesus nasceu e que Deus nos ama infinitamente? Da parte de Deus, o recado está dado, afinal “de sua plenitude recebemos graça sobre graça” (Jo 1,18). Agora, de nossa parte… Como precisamos ainda caminhar! No clima desta festa que toca e comove os corações mais endurecidos, algumas pistas do que poderia significar a “natalização” de nossas vidas.

1) Perceber que a graça é um presente para ser distribuído. É muito pertinente o simbolismo de se dar e receber presentes no Natal. É um exercício de atenção ao outro, de perceber seus gostos e necessidades, de treinar a empatia. Que a disposição e a energia empregadas para acertar no presente que desejamos oferecer a quem amamos seja uma constante em nossa vida, também em relação àqueles a quem ainda não amamos o bastante. Que o sofrimento dos irmãos não nos seja indiferente.

2) Reencontrar-nos com a criança que vive em nós. Significa sermos mais transparentes, menos complicados, mais espontâneos em nossas relações. Olhando o menino Jesus, ou qualquer outra criança recém-nascida deitada num berço, certamente poderíamos dizer: “Como é engraçadinho!” (Olha mais uma vez a graça aí). A criança transparece a graça que recebe de Deus porque é imagem da ternura e da inocência que todos nós possuímos e que, por motivos diversos, podem estar adormecidas em nosso ser.

3) Treinar o amor gratuito que se encarna em serviço. Em vez de ficar procurando razões para fundamentar nossos atos de amor, tomar o amor como fundamento, independente das circunstâncias e das perspectivas de retorno. Buscar com todo entusiasmo ocasiões em que possamos ser, de fato, expressão do amor com o qual Deus nos ama. Trata-se de um exercício exigente, que passa por renúncias e mudanças de planos nem sempre fácil de serem empreendidas, mas profundamente realizadoras quando colocadas em prática.

Junto a um carinhoso abraço de boas festas, nosso desejo profundo de que, juntos, possamos sempre mais “natalizar” nossas vidas! Feliz Natal!

Frei Gustavo Medella

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Falece o cardeal Paulo Evaristo Arns

Falece o cardeal Paulo Evaristo Arns

cardeal-paulo-arnsArquidiocese de São Paulo comunicou falecimento com uma nota que recorda o lema episcopal “De esperança em esperança”

 

Faleceu nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, em São Paulo (SP), o arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Paulo Evaristo Arns. O prelado estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Catarina, na capital paulista, onde recebia os cuidados médicos. Segundo a cúria, o estado de saúde do purpurado era “delicado e inspirava preocupação”. A arquidiocese de São Paulo comunicou o falecimento com uma nota que iniciava recordando o lema episcopal do cardeal “Spe in spem (De esperança em esperança)”.

“Louvemos e agradeçamos ao ‘Altíssimo, onipotente e bom Senhor’ pelos 95 anos de vida de dom Paulo, seus 76 anos de consagração religiosa, 71 anos de sacerdócio ministerial, 50 de episcopado e 43 anos de cardinalato. Glorifiquemos a Deus pelos dons concedidos a dom Paulo, e que ele soube partilhar com os irmãos. Louvemos a Deus pelo testemunho de vida franciscana de dom Paulo e pelo seu engajamento corajoso na defesa da dignidade humana e dos direitos inalienáveis de cada pessoa”, escreveu o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer.

Dom Odilo agradeceu a Deus também “por seu exemplo de Pastor zeloso do povo de Deus e por sua atenção especial aos pequenos, pobres e aflitos”. “Dom Paulo, agora, se alegre no céu e obtenha o fruto da sua esperança junto de Deus!”, escreveu o cardeal.

No texto, o arcebispo de São Paulo convidou todos a elevarem preces de louvor e gratidão a Deus e de sufrágio em favor do falecido cardeal Paulo Evaristo Arns. O velório e os ritos fúnebres serão realizados na Catedral Metropolitana de São Paulo.

Vida dedicada aos pequenos

 

Dom Paulo nasceu no dia 14 de setembro de 1921, em uma colônia de descendentes de alemães, na cidade de Forquilhinha (SC). Filho de Gabriel Arns e Helena Steiner, tinha treze irmãos, entre eles a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann. A família preservava muito da cultura de seus antepassados no dia a dia, em especial a proximidade com a religião. Desde cedo, as crianças também aprenderam a contribuir com os trabalhos da casa e da lavoura.

Seguindo sua vocação, dom Paulo foi ordenado sacerdote no dia 30 de novembro de 1945, aos 24 anos, em Petrópolis (RJ), integrante da Ordem dos Frades Menores (OFM). No dia 7 de julho de 1966, recebeu a ordenação episcopal. Em 5 de março de 1973, foi nomeado cardeal pelo então papa Paulo VI.

Na sua trajetória episcopal do Paulo foi bispo auxiliar de São Paulo, de 1966 a 1970, período em que foi vigário episcopal da região Norte da arquidiocese. Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi encarregado do Departamento de Educação e no regional Sul 1 da entidade atuou como presidente da Comissão Episcopal do Regional. Também exerceu funções na Cúria Romana: membro da Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, do Secretariado para os não-crentes e do Secretariado do Sínodo dos Bispos.

O cardeal Paulo Evaristo Arns, que esteve à frente do governo pastoral da arquidiocese de São Paulo entre 1970 e 1998, foi ainda grão-chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América, em 1997. Arns também representou a Sociedade Civil no Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados e membro titular do Conselho da Cátedra Unesco do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

Em julho deste ano, a arquidiocese de São Paulo preparou uma cerimônia em homenagem ao cinquentenário de sua ordenação episcopal. Na ocasião, dom Paulo recebeu, inclusive, uma mensagem especial enviada pelo papa Francisco, parabenizando pelo jubileu e reconhecendo sua atuação pastoral em defesa dos direitos humanos.

Fonte: http://www.cnbb.org.br/

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