Papa Francisco envia mensagem por ocasião da Campanha da Fraternidade 2017

Papa Francisco envia mensagem por ocasião da Campanha da Fraternidade 2017

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente, nesta Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017). O tema da Campanha: “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF).

A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

O Papa Francisco enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2017. Eis a íntegra do texto:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Desejo me unir a vocês na Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2017, tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, lhes animando a ampliar a consciência de que o desafio global, pelo qual toda a humanidade passa, exige o envolvimento de cada pessoa juntamente com a actuação de cada comunidade local, como aliás enfatizei em diversos pontos na Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado de nossa casa comum.

O criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e acções, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema “Por um mundo mais humano” assumiu o lema: “Preserve o que é de todos”. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação.

O objectivo da Campanha da Fraternidade deste ano, inspirado na passagem do Livro do Génesis (cf. Gn 2,15), é cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho. Como “não podemos deixar de considerar os efeitos da degradação ambiental, do modelo actual de desenvolvimento e da cultura do descarte sobre a vida das pessoas” (LS, 43), esta Campanha convida a contemplar, admirar, agradecer e respeitar a diversidade natural que se manifesta nos diversos biomas do Brasil – um verdadeiro dom de Deus – através da promoção de relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem. Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.

Os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres.

Todos os anos, a Campanha da Fraternidade acontece no tempo forte da Quaresma. Trata-se de um convite a viver com mais consciência e determinação a espiritualidade pascal. A comunhão na Páscoa de Jesus Cristo é capaz de suscitar a conversão permanente e integral, que é, ao mesmo tempo, pessoal, comunitária, social e ecológica. Reafirmo, assim, o que recordei por ocasião do Ano santo Extraordinário: a misericórdia exige “restituir dignidade àqueles que dela se viram privados” (Misericordia vultus, 16). Uma pessoa de fé que celebra na Páscoa a vitória da vida sobre a morte, ao tomar consciência da situação de agressão à criação de Deus em cada um dos biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente.

Desejo a todos uma fecunda caminhada quaresmal e peço a Deus que a Campanha da Fraternidade 2017 atinja seus objectivos. Invocando a companhia e a protecção de Nossa Senhora Aparecida sobre todo o povo brasileiro, particularmente neste Ano mariano, concedo uma especial Bênção Apostólica e peço que não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 15 de fevereiro de 2017.

[Franciscus PP.]

Fonte: Radio Vaticana

Share
11 coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

11 coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas

cinzaNo próximo dia 1º de março, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Fonte: ACI

Share
A CAMPANHA DA FRATERNIDADE PODE TRANSFORMAR O MUNDO

A CAMPANHA DA FRATERNIDADE PODE TRANSFORMAR O MUNDO

A Campanha da Fraternidade (CF) 2017, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), apresenta reflexões com impacto direto na vida das pessoas, no meio ambiente e na relação de cada indivíduo com o mundo criado por Deus. Com o lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15) e o tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, o grande objetivo da CF, deste ano, é promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho, sob a ótica dos biomas brasileiros.

Mas, como se conquista um objetivo tão ousado? Além da perspectiva do Fundo Nacional da Solidariedade, que existe exclusivamente para financiar projetos inspirados nas necessidades que permeiam a proposta da campanha, existe uma série de iniciativas que as comunidades podem desenvolver.

Por que é importante aprofundar-se no tema?

Um dos objetivos específicos contidos no Texto-Base da CF 2017 aponta para a necessidade de conhecermos sobre cada bioma, suas belezas e significados, sua importância para a vida e para o planeta. Esse exercício ajuda as pessoas a se comprometer com ações concretas. E, obviamente, que este compromisso não se resume ao cuidado e respeito à Natureza, mas também às pessoas que estão inseridas no contexto de cada bioma brasileiro.

Você sabe o que é um bioma?

Os biomas são formados por todos os seres vivos de uma determinada região, cuja vegetação tem bastante similaridade e continuidade, um clima mais ou menos uniforme e uma história comum em sua formação. Por isso, toda sua diversidade biológica também é muito parecida.

A Amazônia constitui o maior bioma do Brasil, representando 49,29% do território brasileiro. Mais de 4.200 espécies animais foram contabilizadas, mas sabe-se que uma grande parte delas ainda não foram catalogadas.

Em seguida, vem o Cerrado, com 23,92%, a Mata Atlântica, com 13,04%, a Caatinga, com 9,92%, o bioma Pampa representando 2,07% do território nacional, e o Pantanal, com 1,76%.

São muitos os conflitos e sofrimentos que marcam esses biomas: desde disputas políticas, econômicas e sociais à falta de acesso, a não preservação dos ecossistemas, a ausência de saneamento básico. Cada vez mais, há a necessidade da presença atuante da Igreja e de seus missionários, além de um maior comprometimento das autoridades.

Juntos, podemos fazer mais pela criação

A Campanha da Fraternidade também é uma iniciativa de cunho ecumênico, ou seja, embora sendo promovida pela Igreja Católica, também conta com a participação e empenho de outras Igrejas cristãs. A preocupação em envolver outras comunidades também faz parte dos objetivos específicos da CF 2017. Compreende-se, cada vez mais, que o compromisso de assumir a criação divina como um dom que precisa ser acolhido e cuidado, é uma missão de todos nós.

Conversão ecológica

O Papa Francisco, na Encíclica Laudato Si’ – na qual aborda questões ecológicas e a necessidade do cuidado com o mundo, nossa “casa comum” – convida a cada pessoa a assumir uma postura de “conversão ecológica”. Dentre muitas coisas, trata-se de acolher o cuidado com os dons de Deus, das coisas mais simples às mais complexas. Junto com a experiência quaresmal, a conversão ecológica certamente é o fio condutor da Campanha da Fraternidade 2017.

“Esta nossa ‘casa’ está sendo arruinada e isso prejudica a todos, especialmente os mais pobres. Portanto, o meu apelo é à responsabilidade, com base na tarefa que Deus deu ao ser humano na criação: ‘cultivar e preservar’ o ‘jardim’ em que ele o colocou. Convido todos a acolher com ânimo aberto este Documento, que está em sintonia com a Doutrina Social da Igreja” – Papa Francisco, Audiência Geral, 17 de junho de 2015.

 

Se você gostou do texto e acha que pode ser útil para outras pessoas, compartilhe-o.

Fonte: Edições CNBB 

Share
Papa condena o escândalo da vida dupla: Vão à Missa, mas não vivem como cristãos

Papa condena o escândalo da vida dupla: Vão à Missa, mas não vivem como cristãos

“O escândalo destrói”, advertiu o Papa Francisco durante a Missa na Casa Santa Marta na manhã de hoje, também disse que se os católicos que tem uma “vida dupla”, não se converterem, quando se apresentarem diante do Senhor no céu Ele dirá “não te conheço”.

PapaSantaMarta090616“Mas o que é o escândalo? O escândalo é dizer uma coisa e fazer outra; é ter vida dupla. Vida dupla em tudo: sou muito católico, vou sempre à Missa, pertenço a esta e aquela associação; mas a minha vida não é cristã. Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, reciclo dinheiro, vida dupla. Muitos católicos são assim. Eles escandalizam”, advertiu o Pontífice.

Durante a homilia, o Papa recordou que a Bíblia diz: “Cortar a mão”, “arrancar o olho”, mas “não escandalizar os pequeninos”, ou seja, os justos, “os que confiam no Senhor, que simplesmente creem no Senhor”.

“Quantas vezes ouvimos dizer, nos bairros e outras partes: ‘Ser católico como aquele, melhor ser ateu’. O escândalo é isso. Destrói. Joga você no chão. Isso acontece todos os dias, basta ver os telejornais e ler os jornais. Os jornais noticiam vários escândalos e fazem publicidade de escândalos. Com os escândalos se destrói”, denunciou.

Francisco citou o exemplo de uma empresa importante que estava à beira da falência. As autoridades queriam evitar uma greve justa, mas que não faria bem e queriam conversar com os chefes da empresa. As pessoas não tinham dinheiro para arcar com as despesas cotidianas, pois não recebiam o salário. O responsável, um católico, estava de férias em uma praia no Oriente Médio e as pessoas souberam disso mesmo que a notícia não tenha saído nos jornais. “Estes são escândalos”, advertiu.

“No Evangelho, Jesus fala daqueles que escandalizam, sem dizer a palavra escândalo, mas se entende: ‘Você chegará ao Céu, baterá à porta e: Sou eu, Senhor! Não se lembra? Eu ia à Igreja, estava sempre com você, pertencia a associação tal, fazia muitas coisas. Não se lembra de todas as ofertas que eu fiz? Sim, lembro-me! As ofertas! Lembro-me bem: todas sujas, roubadas aos pobres. Não o conheço. Esta será a resposta de Jesus aos escandalosos que fazem vida dupla”, afirmou.

“A vida dupla provém do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original”, disse o Papa. Em seguida, exortou a não confiar nas riquezas, não dizer “contento-me de mim mesmo” e a não adiar a conversão.

“A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa; se há algo de vida dupla, se há uma confiança excessiva: O Senhor me perdoará tudo. Então, continuo”.

“Se há alguma coisa a dizer: ‘Irei me converter, mas hoje não! Amanhã’. Pensemos nisso. Aproveitemos da Palavra do Senhor e pensemos que o Senhor nisso é muito duro. O escândalo destrói”.

Fonte: ACI

Share
Hoje é celebrada a Festa da Cátedra de São Pedro

Hoje é celebrada a Festa da Cátedra de São Pedro

catedra-sao-pedroNeste dia 22 de fevereiro, a Igreja celebra a Festa da Cátedra de São Pedro, uma ocasião importante que remonta ao século IV e que rende comemoração ao primado e autoridade do Apóstolo Pedro, o primeiro Papa da Igreja.

Além disso, esta celebração recorda a autoridade conferida por Cristo ao Apóstolo quando lhe diz, conforme relatam os Evangelhos: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja. E as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”.

A palavra “cátedra” significa assento ou trono e é a raiz da palavra catedral, a Igreja onde um bispo tem o trono do qual prega. Sinônimo de cátedra é também “sede” (assento). A “sede” é o lugar de onde um bispo governa sua diocese. Por exemplo, a Santa Sé é a sede do Bispo de Roma, o Papa.

A cátedra ou sede que atualmente se conserva na Basílica de São Pedro em Roma foi doada por Carlos, o Calvo, ao Papa João VIII no século IX, por ocasião de sua viagem a Roma para sua coroação como imperador romano do ocidente. Este trono se conserva como uma relíquia, em uma magnífica composição barroca, obra do Gian Lorenzo Bernini construída entre 1656 e 1665.

A obra do Bernini está emoldurada por pilastras. No centro situa-se o trono de bronze dourado, em cujo interior se encontra a cadeira de madeira e que é decorada com um relevo representando a “traditio clavum” ou “entrega de chaves”.

O trono se apoia sobre quatro grandes estátuas, também em bronze, que representam quatro doutores da Igreja, em primeiro plano Santo Agostinho e Santo Ambrósio, para a Igreja latina, e Santo Atanásio e São João Crisóstomo, para a Igreja oriental.

Por cima do trono aparece um sol de alabastro decorado com estuque dourado rodeado de anjos que emolduram uma vidraça em que está representada uma pomba de 162 cm de envergadura, símbolo do Espírito Santo. É a única vidraça colorida de toda a Basílica de São Pedro.

Todos os anos nesta data, o altar monumental que acolhe a Cátedra de São Pedro permanece iluminado o dia todo com dúzias de velas e celebram-se numerosas missas da manhã até o entardecer, concluindo com a Missa do Capítulo de São Pedro.

Fonte: ACI

Share

Paróquia terá semana Missionária

As Irmãs Franciscanas de São José, presente em Angelina também, irão completar seus 150 anos de Fundação. Está agendado uma semana missionária e vocacional, onde vários leigos (as) e Irmãs, irão visitar as escolas e comunidades entre 16 a 22/06. O ápice será a Festa do jubileu das Irmãs, 23/06, Missa às 10:00 na Igreja Matriz de Angelina.

Contamos com as orações de todos (as) e sua presença nesta data tão importante para todos.

Share

Mensagem do pároco

imagem-sao_joseNo próximo dia 19 deste mês, a Igreja convida-nos a festejar a solenidade de S. José. Aparentemente, pode parecer estranho que um santo tão importante para o sucesso da nossa salvação não tenha deixado nenhuma palavra em discurso direto nas páginas do Novo Testamento, nomeadamente nos quatro Evangelhos. No entanto, é bom recordar que para ser santo é preciso vivenciar o cumprimento da vontade de Deus.

Afirmou São Mateus, evangelista: “Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar” (Mt. 2, 13). Com certeza, que ter de fugir apressadamente para uma terra estrangeira e desconhecida não é tarefa fácil para um homem que tem de desempenhar a missão de chefe de família. A recompensa, porém, de salvar o Menino, que é o Messias prometido por Deus ao seu povo eleito, supera todos os incómodos e aflições. Outra passagem, um pouco anterior da mesma fonte, quando José se apercebe da gravidez de Nossa Senhora: “José, (…) sendo justo, e não querendo expô-la a difamação, resolveu repudiá-la secretamente” (Mt 1,19). Sem dúvida alguma, São José é modelo de seguimento de Cristo. Aprendamos com S. José a aceitar e a querer a vontade de Deus!.

Lançamos para toda Paróquia, o desafio da ¨Restauração da nossa Igreja¨, só vai depender de cada um, cada pessoa de bom coração para finalizar este projeto que deve ser abraçado por todos em geral. Não há mais dinheiro vindo da Alemanha como nos velhos tempos missionários, precisamos arregaçar as mangas e trabalhar juntos para que tudo seja feito com sucesso. Sempre peço a todos e destaco o pensamento de Dom Helder Câmera: , ¨não deixem os Freis sonharem sozinhos, vamos sonhar juntos, e já será uma  realidade entre nós¨ .

Por fim, um Novo Tempo Litúrgico já chegou, estamos na Quaresma, tempo forte de conversão e oração, jejum e sacrifício. Desejo a todos (as) uma boa preparação para a Santa Páscoa.

Fiquem com a benção de Deus!

Share
Papa Francisco alerta sobre o perigo que começa com o ressentimento e o ciúme

Papa Francisco alerta sobre o perigo que começa com o ressentimento e o ciúme

Na homilia da Missa celebrada na manhã de hoje, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco meditou sobre a leitura do Gênesis que conta a passagem de Caim e Abel, a história “de uma fraternidade que devia crescer, ser bela e acaba destruída”.

Esta história, explica o Santo Padre, começa “com um pouco de ciúme” de Caim a Abel. E Caim preferiu o instinto, “preferiu cozinhar dentro de si este sentimento, aumentá-lo, deixá-lo crescer. Este pecado que cometerá depois, que está oculto atrás do sentimento. E cresce. Cresce”.

“Assim crescem as inimizades entre nós: começam com uma pequena coisa, um ciúme, uma inveja e depois cresce e nós vemos a vida somente daquele ponto e aquele cisco se torna para nós uma trave, mas a trave nós que temos, está lá. E a nossa vida gira em volta daquilo e destrói o elo de fraternidade, destrói a fraternidade”.

Aos poucos, continuou o Pontífice, fica-se “obcecado, perseguido” por aquele mal. “E assim cresce, cresce a inimizade e acaba mal. Sempre. Eu me distancio do meu irmão, ele não é meu irmão, é um inimigo, que deve ser destruído, expulso… e assim se destroem as pessoas, assim as inimizades destroem famílias, povos, tudo!”.

Isso aconteceu com Cain no princípio, explicou Francisco, “e acontece a todos nós, a possibilidade; mas este processo deve ser detido imediatamente, no início, na primeira amargura, detido. A amargura não é cristã. A dor sim, a amargura não. O ressentimento não é cristão. A dor sim, o ressentimento não. Quantas inimizades, quantas rupturas”.

Também concelebraram a Missa alguns párocos e Francisco lhes disse: “Também nos nossos presbitérios, nos nossos colégios episcopais: quantas rupturas começam assim! Mas por que deram a sede a ele e não a mim? E por que isso? E… pequenas coisinhas… rupturas… Destrói-se a fraternidade”.

Deus, disse o Papa, pergunta a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”.  A resposta de Caim “é irônica”: “Não sei: Acaso sou o guarda do meu irmão?”.

É possível, continuou o Santo Padre, que não tenha matado alguém, mas “se você tiver um sentimento ruim por seu irmão, você o matou; se insultar o seu irmão, você o matou no coração. O assassinato é um processo que começa com uma coisa pequena”.

Este processo, explicou o Papa Francisco, também vemos nos conflitos bélicos, “quantos poderosos da Terra podem dizer isto… ‘Tenho interesse por este território, tenho interesse por aquele pedaço de terra, por aquele outro… se a bomba cair e matar 200 crianças não é culpa minha: é culpa da bomba. Tenho interesse naquele território… ’. E tudo começa com aquele sentimento que o leva a se distanciar, a dizer ao outro: ‘Este é fulano, ele é assim, mas não irmão… ’, e acaba na guerra que mata. Mas você matou no início. Este é o processo do sangue, e o sangue hoje de tantas pessoas no mundo clama a Deus da terra”.

“Mas está tudo ligado. Aquele sangue lá tem uma relação – talvez uma pequena gota de sangue – com a minha inveja, o meu ciúme fiz derramar, quando destrói uma fraternidade”.

Ao concluir a sua homilia, o Pontífice incentivou todos a repetir a pergunta que Deus faz a Caim, “onde está o teu irmão?”, e que nos ajude a pensar naqueles que “destruímos com a língua” e “a todos os que no mundo são tratados como coisas e não como irmãos, porque é mais importante um pedaço de terra do que o elo da fraternidade”.

Leitura meditada pelo Papa Francisco

Gênesis 4, 1-15, 25

1Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim, dizendo: “Gerei um homem com a ajuda do Senhor”. 2E deu também à luz Abel, irmão de Caim. Abel foi pastor de ovelhas e Caim, agricultor. 3Aconteceu, tempos depois, que Caim ofereceu frutos da terra como sacrifício ao Senhor, 4e Abel ofereceu primogênitos do seu rebanho, com sua gordura. O Senhor olhou para Abel e sua oferenda, 5mas para Caim e sua oferenda não olhou.

Caim encheu-se de cólera e seu rosto tornou-se abatido. 6Então o Senhor perguntou a Caim: “Por que estás cheio de cólera e andas com o rosto abatido? 7É verdade que, se fizeres o bem, andarás de cabeça erguida; mas se fizeres o mal, o pecado estará à porta, espreitando-te. Tu, porém, poderás dominá-lo”.

8Caim disse a seu irmão Abel: “Vamos ao campo”. Logo que chegaram ao campo, Caim atirou-se sobre o seu irmão Abel e matou-o. 9E o Senhor perguntou a Caim: “Onde está o teu irmão Abel?” Ele respondeu: “Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?” 10O Senhor lhe disse: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão está clamando por mim, da terra. 11Agora, pois, serás amaldiçoado pela terra que abriu a boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão! 12Quando tu a cultivares, ela te negará seus frutos. E serás um fugitivo, vagando sobre a terra”.

13Caim disse ao Senhor: “Meu castigo é grande demais para que eu o possa suportar. 14Se, hoje, me expulsas desta terra, devo esconder-me de ti, tornando-me um fugitivo a vaguear sobre a terra; qualquer um que me encontrar me matará”. 15E o Senhor lhe disse: “Não! mas aquele que matar Caim, será punido sete vezes!”

O Senhor pôs, então, um sinal em Caim, para que ninguém, ao encontrá-lo, o matasse. 25Adão conheceu de novo sua mulher. Ela deu à luz um filho, a quem chamou Set, dizendo: “O Senhor deu-me um outro descendente no lugar de Abel, que Caim matou”.

Fonte: ACI

Share
Papa Francisco: A mulher é quem dá harmonia ao mundo, não está aqui para lavar louça

Papa Francisco: A mulher é quem dá harmonia ao mundo, não está aqui para lavar louça

A mulher é quem dá harmonia e sentido ao mundo. Foi o que assinalou o Papa Francisco em sua homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta.

O Pontífice indicou que é necessário evitar se referir à mulher falando somente sobre a função que realiza na sociedade ou em uma instituição, sem levar em consideração que a mulher, na humanidade, realiza uma missão que vai além e que nenhum homem pode oferecer: “O homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.

Em sua reflexão sobre a Criação, a partir da leitura do Livro do Gênesis, o Papa Francisco se referiu ao papel da mulher na humanidade.

O Santo Padre relatou como o Gênesis explica que no princípio o homem estava só, então o Senhor lhe tirou uma costela e fez a mulher, que o homem reconheceu como carne de sua carne. “Mas antes de vê-la, sonhou com ela”.  “Quando não há mulher, falta a harmonia”, insistiu.

Papa Francisco destacou que o destino do homem e da mulher é ser “uma só carne”. Por exemplo, contou quando em uma audiência, enquanto saudava as pessoas, perguntou a um casal que celebrava 60 anos de matrimônio: “Qual de vocês teve mais paciência?”. “Eles que me olhavam, se olharam nos olhos, não me esqueço nunca daqueles olhos, hein? Depois voltaram e me disseram os dois juntos: ‘Somos apaixonados!’ Depois de 60 anos, isto significa uma só carne. Isso é o que traz a mulher: a capacidade de se apaixonar. A harmonia ao mundo”.

“Muitas vezes, ouvimos: ‘Não, é necessário que nesta sociedade, nesta instituição, que aqui tenha uma mulher para que faça isso ou aquilo… ’ Não, não! A funcionalidade não é o objetivo da mulher. É verdade que a mulher deve fazer coisas e faz coisas, como todos nós fazemos. O objetivo da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo”.

“Explorar as pessoas é um crime que lesa a humanidade: é verdade. Mas explorar uma mulher é algo ainda pior: é destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo”.

O Papa concluiu a homilia mencionando que “no Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher, hein? Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmônico. Gosto de pensar, mas isso é algo pessoal, que Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe”.

Evangelho comentado pelo Papa Francisco:

Marcos 7, 24-30

Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido.

25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27Jesus disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”.

28A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”.

29Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela.

Fonte: ACI

Share
“Samurai de Cristo” é beatificado no Japão

“Samurai de Cristo” é beatificado no Japão

JustoTakayamaUkon_090217No dia 7 fevereiro foi beatificado em Osaka (Japão), Justo Takayama Ukon, um samurai do século XVI que preferiu renunciar os seus bens, viver a pobreza e morrer no exílio a renunciar a sua fé católica.

Takayama nasceu em 1552, três anos depois que o missionário jesuíta São Francisco Xavier introduziu o cristianismo no Japão. Sua família, que era nobre, ajudava nas atividades missionárias no Japão e protegia os cristãos e missionários jesuítas.

Em 1587, quando começou a perseguição contra a Igreja em seu país, Takayama e seu pai optaram por abandonar as suas terras e os seus títulos para permanecer firmas na fé.

Mais tarde, quando o shogun Tokugawa proibiu definitivamente o cristianismo em 1614, Takayama foi ao exílio e liderou um grupo de 300 católicos japoneses que partiram com ele para as Filipinas. O agora Beato faleceu em Manila, no dia 4 de fevereiro, debilitado por causa da perseguição.

A cerimônia de beatificação foi celebrada na terça-feira, no estádio de Osaka-jo Hall e foi transmitido pela televisão japonesa. Durou três horas e mais de 10.000 pessoas estiveram presentes.

Foi presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, representando o Papa Francisco.

Durante a homilia, o Cardeal Amato disse que a Igreja do Japão foi abençoada com o grandioso testemunho de muitos mártires e que Justo Takayama Ukon era “um esplêndido testemunho de Cristo para toda a Igreja”.

“Estava fascinado por Jesus Cristo, pelo seu trabalho de caridade e seu sacrifício pela redenção. Esta convicção o converteu em um promotor da evangelização no Japão. Foi um autêntico testemunho e guerreiro de Cristo, não com armas, mas com o seu exemplo e a sua palavra. Perdeu todos os seus privilégios e preferiu uma vida pobre”, disse o Cardeal.

O Purpurado recordou que Takayama era um samurai nobre do Japão, que havia participado de várias batalhas e, além disso, era reconhecido pelo Chanceler do país, Toyotomi Hideyoshi, antes dele começar a perseguição contra os cristãos.

“Fundou diferentes comunidades cristãs e seminários em Azuchi e Takatsuki para a formação de missionários e catequistas. Seu trabalho era muito arriscado”, disse o Cardeal Amato sobre o novo Beato.

Em seguida, recordou que depois da sua chegada às Filipinas, Takayama “sabia que o Senhor o tinha preparado para o martírio, não de sangue, mas uma morte lenta e prolongada com muitos sofrimentos”.

“Justo Takayama não considerou o Evangelho como algo separado da cultura do Japão. Sempre esteve centrado no Evangelho. Estava próximos dos sacramentos, da oração em silêncio e com os missionários”, acrescentou.

Finalmente, o Cardeal Angelo Amato assegurou que “a beatificação de Justo é uma semente evangélica que a Providência lançou no Japão e no mundo”.

“O exemplo do nosso beato nos impulsa a ter uma vida de fé e de fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo”, concluiu.

O cristianismo chegou ao Japão em 1549 e foi introduzido pelo missionário jesuíta São Francisco Xavier. Durante décadas, a fé católica realizou ataques dramáticos antes de iniciar a persecução oficial no final dos séculos XVI e XVII, o que obrigou os cristãos a permanecerem na clandestinidade.

Fonte: ACI

Share