Mês da Bíblia: O que é a Lectio Divina?

Mês da Bíblia: O que é a Lectio Divina?

A Lectio Divina vem do latim e tem como significado, “leitura divina”, “leitura espiritual” ou ainda “leitura orante da Bíblia”, é um alimento necessário para a nossa vida espiritual. A partir desta oração, conscientes do plano de Deus e a sua vontade, pode-se produzir os frutos espirituais necessários para a salvação. A Lectio Divina é deixar-se envolver pelo plano da Salvação de Deus. Os princípios da Lectio Divina foram expressos por volta do ano 220 e praticados por monges católicos, especialmente as regras monásticas dos santos: Pacômio, Agostinho, Basílio e Bento. Santa Terezinha Do Menino Jesus dizia, em período de aridez espiritual, que quando os livros espirituais não lhe diziam mais nada, ela busca no Evangelho o alimento de sua alma.

A Lectio Divina tradicionalmente é uma oração individual, porém, pode-se fazê-la em grupo. O importante é rezar com a Palavra de Deus lembrando o que dizem os bispos no Concílio Vaticano II, relembrando a mais antiga tradição católica, que conhecer a Sagrada Escritura é conhecer o próprio Cristo. Monges diziam que a Lectio Divina é a escada espiritual dos monges, mas é também de todo o cristão. O Papa Bento XVI fez a seguinte observação num discurso de 2005: “Eu gostaria, em especial recordar e recomendar a antiga tradição da Lectio Divina, a leitura assídua da Sagrada Escritura, acompanhada da oração que traz um diálogo íntimo em que a leitura, se escuta Deus que fala e, rezando, responde-lhe com confiança a abertura do coração”.

O Concílio Vaticano II, em seu decreto Dei Verbum 25, ratificou e promoveu com todo o peso de sua autoridade, a restauração da Lectio Divina, que teve um período de esquecimento por vários séculos na Igreja. O Concílio exorta igualmente, com ardor e insistência, a todos os fiéis cristãos, especialmente aos religiosos, que, pela freqüente leitura das divinas Escrituras, alcancem esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo (Fl 3,8). Porquanto “ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo” (São Jerônimo, Comm. In Is., prol).

A prática cristã ancestral de Oração Centrante tem suas raízes e é alimentada pela oração de escuta da Palavra de Deus na Sagrada Escritura, especialmente nos Evangelhos e Salmos. Por isso, faço este convite a você que ainda não faz a Lectio Divina para ter este profundo alimento espiritual e quem faz desejo os votos de perseverança. A Lectio Divina possui os seguintes passos: comece invocando o Espírito Santo fazendo esta oração: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. – Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém”. A Lectio possui quatro passos: 1- Lectio (Leitura); 2- Meditatio (Meditação); 3- Oratio (Oração) e 4- Contemplatio (Contemplação).

Quanto à leitura, Leia, com calma e atenção, um pequeno trecho da Sagrada Escritura (aconselha-se que nas primeiras vezes utilize-se os textos dos Evangelhos). Leia o texto quantas vezes forem necessárias. Procure identificar as coisas importantes desta perícope: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. É importante que identificar tudo com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. A leitura é o estudo assíduo das Escrituras, feito com aplicação de espírito. À leitura, eu escuto: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). Eis uma palavra curta, mas cheia de suaves sentidos para o repasto da alma. Ela oferece como que um cacho de uva. A alma, depois de o examinar com cuidado, diz em si mesma:Pode haver aqui algum bem, voltarei ao meu coração e tentarei, se possível, entender encontrar esta pureza. Pois é preciosa e desejável tal coisa, cujos possuidores são ditos bem-aventurados, e à qual se compromete a visão de Deus, que é a vida eterna, e que é louvada por tantos testemunhos da Sagrada Escritura. Eis uma palavra curta, mas cheia de suaves sentidos para o repasto da alma. Ela oferece como que um cacho de uva. A alma, depois de o examinar com cuidado, diz em si mesma: Pode haver aqui algum bem, voltarei ao meu coração e tentarei, se possível, entender encontrar esta pureza. Pois é preciosa e desejável tal coisa, cujos possuidores são ditos bem-aventurados, e à qual se compromete a visão de Deus, que é a vida eterna, e que é louvada por tantos testemunhos da Sagrada Escritura.

Quanto à Meditatio, começa, então, diligente meditação. Ela não se detém no exterior, não pára na superfície, apóia o pé mais profundamente, penetra no interior, perscruta cada aspecto. Considera atenta que não se disse: Bem-aventurados os puros de corpo, mas, sim, “os puros de coração”. Pois não basta ter as mãos inocentes de más obras, se não estivermos, no espírito, purificados de pensamentos depravados. Isso o profeta confirma por sua autoridade, ao dizer: Quem subirá o monte do Senhor? Ou quem estará de pé no seu santuário? Aquele que for inocente nas mãos e de coração puro (Sl 24,3-4). Depois de ter refletido sobre esses pontos e outros semelhantes no que toca à pureza do coração, a meditação começa a pensar no prêmio: Como seria glorioso e deleitável ver a face desejada do Senhor, mais bela do que a de todos os homens (Sl 45,3), não mais tendo a aparência como que o revestiu sua mão, mas envergando a estola da imortalidade, e coroado com o diadema que seu Pai lhe deu no dia da ressurreição e de glória, o dia que o Senhor fez (Sl 118,24).

Quanto à Oratio, toda boa meditação desemboca naturalmente na oração. É o momento de responder a Deus após havê-lo escutado. Esta oração é um momento muito pessoal que diz respeito apenas à pessoa e Deus. Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai no coração depois da meditação: se for louvor, louve; se for pedido de perdão, peça perdão; se for necessidade de maior clareza, peça a luz divina; se for cansaço e aridez, peça os dons da fé e esperança. Enfim, os momentos anteriores, se feitos com atenção e vontade, determinarão esta oração da qual nasce o compromisso de estar com Deus e fazer a sua vontade. Vendo, pois, a alma que não pode por si mesma atingir a desejada doçura de conhecimento e da experiência, e que quanto mais se aproxima do fundo do coração (Sl 64,7), tanto mais distante é Deus (cf. Sl 64,8), ela se humilha e se refugia na oração. E diz: Senhor, que não és contemplado senão pelos corações puros, eu procuro, pela leitura e pela meditação, qual é, e como poder ser adquirida a verdadeira doçura do coração, a fim de por ela conhecer-te, ao menos um pouco.

Quanto ao último passo à Contemplatio, Desta etapa a pessoa não é dona. É um momento que pertence a Deus e sua presença misteriosa, sim, mas sempre presença. É um momento no qual se permanece em silêncio diante de Deus. Se ele o conduzirá à contemplação, louvado seja Deus! Se ele lhe dará apenas a tranqüilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você será um momento de esforço para ficar na presença de Deus, louvado seja Deus!

Portanto, diante deste patrimônio da nossa Igreja que é este método de Oração da Lectio Divina, desejo a todos que ao lerem este artigo comecem a tomar gosto pela Leitura Orante da Palavra de Deus, pois, nós sabemos que a oração é um dos alimentos da alma que obtemos forças para enfrentar tantas adversidades em nossa caminhada. Que Deus os abençõe nesta nova etapa espiritual.
Fonte:
Pe. Jair Cardoso Alves Neto (Arquidiocese de Cuiabá).

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Estação da Igreja destes últimos anos é uma grande primavera

Estação da Igreja destes últimos anos é uma grande primavera

A Igreja de hoje é cada vez mais a “Igreja do discernimento”: foi o que disse o pesquisador da Fundação para as ciências religiosas João XXIII de Bolonha – norte da Itália –, Riccardo Saccenti, no segundo dia da Semana Teológica do Meic (Movimento Eclesial de Empenho Cultural), em andamento na localidade italiana de Camaldoli.
Segundo o pesquisador, “a estação da Igreja destes últimos anos é, certamente, uma grande ‘primavera’, e nessa primavera o discernimento da comunidade eclesial em seu conjunto voltou a ter um valor central”.
Isso é testemunhado pelo “dúplice Sínodo sobre a família e o Jubileu extraordinário da Misericórdia”, os quais “foram pensados como verdadeiras ocasiões de discernimento para a Igreja, com um envolvimento concreto do povo de Deus e, consequentemente, com um impacto direto sobre a própria forma da Igreja”.
De fato, segundo Saccenti “no centro do Sínodo está, de modo claro, a vontade de tratar da questão do anúncio do Evangelho aos homens do nosso tempo e de investir na sinodalidade como traço distintivo da Igreja contemporânea, ao passo que o Jubileu será o espaço para fazer discernimento sobre o tema da misericórdia e de sua relação com a Igreja e com a história”.
Essa renovada atenção à dimensão do discernimento, explicou ainda o pesquisador, se insere “no sulco da grande tradição da Igreja, a partir da Escritura” até o “Séc. XX, quando com o Concílio o discernimento se tornou um dos eixos do modo como a Igreja pensa a si mesma e vive a sua dimensão missionária”.
Ainda hoje, concluiu o estudioso, “essa permanece sendo a dimensão na qual a Igreja realiza a sua capacidade de anunciar a verdade do Evangelho, seja para dar cumprimento à própria missão, seja para receber dos homens e das culturas uma riqueza que a torna sempre mais filha de seu Senhor e sempre mais consciente da capacidade própria do Evangelho de inculturar-se e de falar as línguas dos homens do nosso tempo”.
A Semana Teológica do “Movimento Eclesial de Empenho Cultural” continua seus trabalhos de aprofundamento sobre o tema do discernimento, sobretudo na ótica da elaboração de uma contribuição própria em vista, proximamente, do Simpósio Eclesial de Florença.
Na tarde do primeiro dia coube ao camaldolense Emmanuele Bordello evidenciar o valor do discernimento na grande tradição monástica. Nesta quinta e na sexta-feira cabe ao biblista Michele Marcato e ao magistrado Vito D’Ambrosio tratarem da questão, respectivamente, no campo bíblico e no campo do engajamento sócio-político. (RL)

 

Fonte: Rádio Vaticano

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Na audiência, Papa ‘candidata’ as famílias ao Prêmio Nobel

Na audiência, Papa ‘candidata’ as famílias ao Prêmio Nobel

Papa 02O Papa concedeu na manhã desta quarta-feira (26/8), a sua centésima audiência geral no Vaticano. A primeira do Pontificado de Francisco foi no dia 27 de março de 2013, duas semanas após a sua eleição.

Desde 10 de dezembro de 2014, Francisco está desenvolvendo catequeses sobre a Família, que será o tema do próximo Sínodo, em outubro. Neste mês de agosto, já dissertou sobre duas dimensões do ritmo de vida familiar: a festa e o trabalho. Hoje foi a vez do tempo da oração.

Ouvimos continuamente dizer que “o tempo é pouco; nunca chega para tudo… deveria rezar mais…, gostaria, mas não tenho tempo”, lamentam muitos cristãos, com sinceridade. Quem tem uma família, aprende a resolver uma equação que nem os grandes matemáticos conseguem: dentro das vinte e quatro horas do dia, fazem entrar o dobro. Há pais e mães que merecem o Prêmio Nobel por isso! O segredo está no carinho que têm por seus queridos”.

O Papa questionou os fiéis sobre o amor que sentem pelo Senhor: “Conseguimos pensar em Deus como uma carícia que nos dá e mantém a vida, uma carícia da qual nem a morte nos pode separar? Ou pensamos Nele apenas como num grande Ser todo-poderoso, num Juiz que tudo vê e controla nossas atitudes? Quando o afeto por Deus não acende o fogo, o espírito da oração não aquece o tempo; mas se o coração for habitado por Deus, até um pensamento sem palavras ou um beijo mandado por uma criança a Jesus se transformam em oração”.

Inserindo este conceito no âmbito da catequese nas famílias, o Pontífice acrescentou que “é belo ver as mães ensinando aos filhos pequenos a mandar um beijo a Jesus ou a Nossa Senhora. Este é o espírito da oração, que nos leva a encontrar tempo para Deus, fazendo-nos sair da obsessão de uma vida onde sempre falta tempo, para encontrar a paz das coisas necessárias”.

A este ponto, o Papa citou o episódio narrado no Evangelho de Lucas que fala da visita de Jesus às irmãs Maria e Marta, quando esta aprendeu que oferecer a hospitalidade, apesar de importante, não era tudo. Escutar o Senhor, como fazia Maria, era a coisa realmente essencial, a “parte melhor” do tempo.

“Na oração da família, em seus momentos mais fortes e nas vicissitudes mais difíceis, nos entregamos uns aos outros, para que todos sejamos protegidos pelo amor de Deus”, disse Francisco, concluindo com as seguintes palavras:

“O Evangelho, lido e meditado na Família, é como um pão bom que nutre o coração de todos de manhã até a noite. Quando formos para a mesa, aprendamos a rezar juntos, com simplicidade: é Jesus que vem à nós. Uma coisa que levo no coração e que vi nas cidades: muitas crianças ainda não aprenderam a fazer o sinal da Cruz. Mães, pais, ensinem suas crianças a rezar e a fazer o sinal da Cruz; é um dever muito bonito dos pais!”.

Depois de ser longamente aplaudido por suas palavras e gestos, o Papa saudou os presentes que lotaram a Praça e leitores traduziram sua catequese em várias línguas. Em português, os novos alunos do Colégio Pio Brasileiro de Roma mereceram uma saudação especial.

Fonte:Rádio Vaticano

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É justo publicar as obras de Deus

É justo publicar as obras de Deus

irma dulce 2Na quinta-feira passada, dia 13 de agosto, tivemos a alegria de celebrar a festa da Bem-aventurada Dulce dos Pobres. Pudemos, assim, mais uma vez, reavaliar a sua missão e reapreciar o legado que nos deixou.

Uma passagem do livro de Tobias (12,6-13) nos ajuda a compreender a dinâmica da vida desta soteropolitana. Um anjo disse a Tobias e a seus filhos: “É justo revelar e publicar as obras de Deus”. Não tenho dúvidas em afirmar que a Bem-aventurada Dulce dos Pobres é uma dessas “obras de Deus”.

De uma forma profunda, ela viveu segundo uma frase de Jesus Cristo que é como uma síntese de tudo o que ele nos ensinou: “Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. Estamos aqui diante de uma proposta que nos leva ao coração do Evangelho, de um caminho que é marcado pelo amor e pelo serviço. Irmã Dulce aprendeu desde criança que fazer alguma coisa pelo próximo e, especialmente, pelos mais necessitados, é fazer para o próprio Jesus Cristo.

Como Arcebispo desta Sede Primaz, sou particularmente grato a essa mulher corajosa, que deixou marcas indeléveis nesta Arquidiocese, na Bahia e no Brasil. Sabemos que nem a falta de recursos, nem as incompreensões ou as limitações físicas conseguiam fazê-la parar. Ela proclamava o Evangelho com uma vida inteiramente doada aos necessitados mas, ao mesmo tempo, com um trabalho envolvido pela oração. Nos momentos de comunhão com Deus, Irmã Dulce renovava as suas forças e tomava novas iniciativas.

Nos momentos de dor – e quanto sofreu fisicamente! –, ela entendeu que era chamada a completar em sua carne o que falta à paixão de Cristo por seu corpo, que é a Igreja (cf. Cl 1,24). Entendeu, também, que não se trata de procurarmos o sofrimento, pois esse deve ser sempre evitado. Mas sabia que quando uma cruz está diante de nós e a abraçamos, acabamos descobrindo que no outro lado dela está Jesus.

Irmã Dulce deixou-nos como herança não tanto uma obra – grandiosa, por sinal –, mas sobretudo um exemplo. Por mais que alguém se sinta orgulhoso por essa religiosa – por exemplo, por ter sido seu contemporâneo, conterrâneo ou admirador –, isso não basta. Pela oração de outros podemos receber a graça de dar um novo sentido à nossa vida. Mas, quando se trata das obras de Deus, jamais estamos dispensados de fazer a nossa parte.

Esse “fazer a nossa parte” pode ser traduzido de muitas formas. Uma delas consiste em nos descentralizarmos. Não podemos viver em função de nós mesmos; afinal, precisamos dos outros para nos completar e enriquecer. Outra forma é descobrir o que significa a palavra misericórdia. Uma antiga oração da Igreja pede: “Senhor, mostrai-nos a vossa onipotência no perdão e na misericórdia”. A misericórdia é a expressão mais alta da onipotência divina, a maneira mais elevada de Deus mostrar o seu poder. Numa época como a nossa, em que a palavra “poder” significa ter muitos bens à própria disposição, conseguir influenciar no mercado, ter condições de ameaçar ou de destruir, parece ser ingênuo falar em misericórdia. Contudo, é justamente em momentos assim que necessitamos voltar o nosso olhar para o Senhor, rico em misericórdia, que demonstra Seu poder perdoando-nos e enviando-nos o Seu Filho Jesus.

Perto de nós há rios de mal, de violência e de corrupção (de quanta corrupção!), mas há também um oceano de bondade e de amor, formado pela generosidade que o Espírito Santo faz nascer em inúmeros corações. Esse oceano é maior do que todo o mal que possa existir. A Bem-aventurada Dulce dos Pobres é uma prova disso.

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger

Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

Fonte: CNBB

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Arcebispo Auza: voz de Francisco cada vez mais ouvida na Onu

Arcebispo Auza: voz de Francisco cada vez mais ouvida na Onu

Papa ONU 02Falta pouco mais de um mês para a visita do Papa Francisco à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Um evento que se tornou ainda mais significativo com o grande impacto que a Encíclica “Laudato si” tem tido na comunidade internacional. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o observador permanente da Santa Sé na Onu, Dom Bernardito Auza, parte justamente desse fato em sua reflexão:

Dom Bernardito Auza:- “Fiquei bastante contente com as reações muito positivas em relação à Encíclica: todos falavam sobre ela já antes de sua publicação e, sobretudo, depois. Como dizia o diplomata de um grande país durante as negociações sobre o desenvolvimento sustentável: “Estamos aqui negociando duramente e dedicamos tanto tempo sobre o documento quadro para o desenvolvimento sustentável e, no entanto, parece que somente poucos se interessam realmente, mas todos, ou quase todos, sabem alguma coisa sobre a Encíclica!” Penso que isso resume um pouco o interesse que a Encíclica suscitou, inclusive no âmbito da Onu. Posso dizer que estou muito contente porque também durante essas recentes negociações intergovernamentais sobre a “Agenda pós-2015 sobre o desenvolvimento sustentável” muitas delegações citaram a “Laudato si”. Portanto, posso dizer que, no âmbito da Onu, a Encíclica foi muito bem acolhida.”

RV: A Encíclica pede um novo modelo de desenvolvimento econômico, mais atento aos pobres e à defesa do ambiente: une as duas coisas. Houve quem criticasse esse pedido do Papa…

Dom Bernardito Auza:- “No âmbito de meu trabalho junto às Nações Unidas, ouvindo os pronunciamentos oficiais dos países membros da organização – sobretudo dos países em desenvolvimento – e os das grandes organizações internacionais que lidam com a economia e com o comércio, creio ter entendido e percebido uma crescente tomada de consciência sobre a importância da compreensão de uma economia mais integral, como, propriamente, disse o Papa. Esse apelo a distanciar-se da obsessão de um desenvolvimento econômico baseado somente no Pib – essa não é uma economia que defende um desenvolvimento sustentável –, eis a força desse apelo por uma economia mais atenta aos pobres, mais atenta à ecologia, é justamente esse o espírito que a Onu quer colocar no centro da Agenda sobre o desenvolvimento sustentável até 2030.”

RV: Em novembro próximo se realizará, em Paris, a Conferência sobre o clima: o senhor acredita que a palavra do Papa Francisco possa desempenhar um papel nas decisões que serão tomadas nesse importante evento?

Dom Bernardito Auza:- “Diria que sim. A meu ver, a influência inspiradora da Encíclica é muito evidente já nas negociações para o desenvolvimento. A Conferência de Paris de novembro-dezembro próximos será, certamente, sobretudo técnica. Mas creio, inclusive falando com as delegações, que a inspiração e – até mesmo, diria – a filosofia, a teologia moral que impele os Estados, homens e mulheres a alcançar um acordo, o Papa já as tenha dado nessa Encíclica.”

RV: Daqui a pouco mais de um mês o Papa Francisco falará na sede das Nações Unidas: qual a expectativa que se respira, quais são as expectativas para esse grande evento?

Dom Bernardito Auza:- “O primeiro indicador dessa grande expectativa para a visita do Papa são os milhares de pedidos de ingressos que, infelizmente, não poderemos dar! Na Onu falamos todos os dias sobre isso e já tive encontros com o Protocolo para ver como responder da melhor maneira possível às muitas expectativas e pedidos para poder ver o Santo Padre, mesmo de longe. Com certeza, esperamos viver essa experiência, um grande vento, inclusive para a Onu.”

Fonte: Rádio Vaticano

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Papa institui na Igreja Católica “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”

Papa institui na Igreja Católica “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”

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O Papa Francisco enviou uma carta ao Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e ao Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na qual afirma que, compartilhando com o amado irmão o Patriarca Ecumênico Bartolomeu as preocupações pelo futuro da criação e, acolhendo a sugestão de seu representante, o Metropolita Ioannis de Pérgamo, que se pronunciou na apresentação da Encíclica Laudato Si sobre o cuidado da casa comum, decidiu instituir também na Igreja Católica o “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação” que, a partir do ano corrente será celebrado em 1° de setembro – assim como já ocorre há tempos na Igreja Ortodoxa.

Motivação

Como cristãos, – escreve o Papa – queremos oferecer a nossa contribuição à superação da crise ecológica que a humanidade está vivendo. Por isto devemos, antes de tudo, buscar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, recordando sempre que para os que creem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós, «a espiritualidade não está desligada do próprio corpo nem da natureza ou das realidades deste mundo, mas vive com elas e nelas, em comunhão com tudo o que nos rodeia» (ibid., 216).

A crise ecológica – reafirma Francisco – nos chama, portanto, a uma profunda conversão espiritual: os cristãos são chamados a uma «conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus» (ibid., 217). De fato «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (ibid).

Protetores

O Santo Padre destaca em seguida que o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado todos os anos, oferecerá aos fieis individualmente e às comunidades a preciosa oportunidade de renovar a pessoal adesão à própria vocação de custódios da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos. A celebração do Dia, na mesma data, com a Igreja Ortodoxa, será uma ocasião profícua para testemunhar a nossa crescente comunhão com os irmãos ortodoxos.

O Papa Francisco recorda que vivemos em um tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, aos quais, para resultar mais críveis e eficazes, devemos dar respostas comuns. Por isto, é seu desejo que tal Dia possa envolver, em qualquer modo, também outras Igrejas e Comunidades eclesiais e ser celebrado em sintonia com as iniciativas que o Conselho Mundial de Igrejas promove sobre este tema.

Tarefas

Ao Cardeal Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, o Santo Padre pede para levar ao conhecimento das Comissões Justiça e Paz das Conferências Episcopais, bem como dos Organismos nacionais e internacionais comprometidos no âmbito ecológico, a instituição do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, para que, em harmonia com as exigências e as situações locais, a celebração seja devidamente organizada com a participação de todo o Povo de Deus: sacerdotes, religiosos, religiosas e fieis leigos. Para este objetivo, será de responsabilidade deste Dicastério, em colaboração com as Conferências Episcopais, implementar oportunas iniciativas de promoção e de animação, para que esta celebração anual seja um momento forte de oração, reflexão, conversão e uma oportunidade para assumir estilos de vida coerentes.

Já ao Cardeal Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, pede para realizar os contatos necessários com o Patriarcado Ecumênico e com as outras realidades ecumênicas, para que tal Dia Mundial possa tornar-se sinal de um caminho percorrido conjuntamente por todos os que creem em Cristo. Será responsabilidade, além disto, deste Dicastério, cuidar da coordenação com iniciativas similares tomadas pelo Conselho Mundial de Igrejas.

Enquanto faz votos da mais ampla colaboração para o bom início e desenvolvimento do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, o Papa Francisco invoca a intercessão da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e de São Francisco de Assis, cujo Cântico das Criaturas inspira tantos homens e mulheres de boa vontade a viver no louvor do Criador e no respeito pela criação.

Fonte:Rádio Vaticano

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Santuário celebra Festa da Assunção de Nossa Senhora

Santuário celebra Festa da Assunção de Nossa Senhora

O Santuário de Angelina estará em festa nos dias 15 e 16 de agosto. A Comunidade celebrará a Assunção de Nossa Senhora. No entanto, as orações iniciam já nos dias 12, 13 e 14, quando será celebrado o Tríduo em preparação à Festa.

Com o tema “O amor é nossa missão: a família plenamente viva”, as Missas ocorrerão nos dias 12, às 19h na Linha Chaves; dia 13, também às 19h, na Palhoçinha e no dia 14, no mesmo horário, no Centro.

Já no Sábado (15), dia da Assunção de Nossa Senhora, a manhã inicia com alvorada Mariana, às 6h, com caminhada das famílias até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e oração do terço e ladainha. Às 19h ocorre a Missa Solene da Assunção, seguida de jantar no Galpão de Festas com sorteio de brindes.

No Domingo (16) ocorrerá Missa às 8h e às 10h com presença dos festeiros e com animação do Coral Municipal.

Os festejos continuam durante o dia todo com quermesse no Santuário.

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Francisco: casais de segunda união fazem parte da Igreja

Francisco: casais de segunda união fazem parte da Igreja

O Papa repapa e famílias 02tomou nesta quarta-feira (5/8), na Sala Paulo VI, as Audiências gerais após um mês de pausa. Francisco prosseguiu com o tema da Família cujo contexto, desta vez, foi forjado a partir de uma nova questão sobre as “famílias feridas”.

O Pontífice convidou a refletir como se pode cuidar das pessoas que, diante do “irreversível fracasso” do casamento, partiram para uma segunda união. “Estas pessoas não foram absolutamente excomungadas – não foram excomungadas – e não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, disse o Papa.

Olhar de mãe

“A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, ‘pelo amor da verdade’, de ‘discernir bem as situações’”, afirmou Francisco.

Olhar dos filhos

O Papa recordou ainda que, se a questão das segundas uniões passa a ser observada a partir da percepção dos filhos – um grande número de crianças e adolescentes que são os que mais sofrem, destacou o Papa –, torna-se ainda mais urgente “desenvolver nas nossas comunidades uma verdadeira acolhida das pessoas que vivem tais situações”, exortou o Pontífice.

“Como poderíamos recomendar a estes pais que façam tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade?”, questionou Francisco.

“Não devemos adicionar outros pesos além daqueles que os filhos, nestas situações, já devem carregar” prosseguiu o Papa, afirmando ainda que “é importante que eles sintam a Igreja como mãe atenta a todos, sempre disposta a escuta e ao encontro”.

Igreja no tempo

Francisco também disse que, nas últimas décadas, a Igreja não ficou “insensível” e “preguiçosa” em relação à questão das segundas uniões graças ao aprofundamento levado adiante pelos Pastores e confirmado pelos seus predecessores.

“Cresceu muito a conscientização de que é necessária uma fraterna e atenciosa acolhida, no amor e na verdade, aos batizados que estabeleceram uma nova convivência após o fracasso do matrimônio sacramental”, destacou Francisco.

Por fim, afirmando que a Igreja deve estar com as portas sempre abertas, o Papa convidou todos os cristãos a imitar o exemplo do Bom Pastor colaborando com Ele nos cuidados às famílias feridas.

Nossa Senhora

Antes de conceder a Bênção Apostólica, o Papa rezou uma Ave Maria em homenagem a Nossa Senhora Salus Popoli Romani (Salvação do Povo Romano) celebrada hoje e venerada na Igreja de Santa Maria Maior, em Roma. Este é o primeiro templo dedicado no Ocidente a Nossa Senhora, onde o Papa constuma rezar sempre que parte e retorna de suas viagens apostólicas internacionais.

Fonte: Rádio Vaticano

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Ação Social Arquidiocesana faz parceria para realização de corridas

Ação Social Arquidiocesana faz parceria para realização de corridas

Evento acontece em Florianópolis, São José e Itajaí

reunião_corridasNo dia 30 de julho aconteceu o lançamento do SESI Corridas do Bem 2015 e a parceria entre a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o Serviço Social da Indústria (SESI) e a Ação Social Arquidiocesana (ASA) para a realização das corridas e caminhadas em Florianópolis, São José e Itajaí. “Através deste evento, parte dos recursos das inscrições serão destinados a projetos sociais que também são apoiados pela Arquidiocese de Florianópolis”, argumentou o presidente da ASA, Diácono Djalma Lemes.

O lançamento oficial foi feito na presença de representantes de colégios e instituições da sociedade civil, além de padres, leigos e membros da Igreja Católica. “Nosso objetivo com o SESI Corridas do Bem é propiciar a prática da atividade física, estimular a criação de uma cultura de hábitos saudáveis, além de ajudar a projetos que auxiliam no bem comum”, comentou Venicio Bottamedi, da área de qualidade de vida do SESI. O Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, também esteve presente na reunião, realizada na sede da Cúria Metropolitana.

Inscrições

As corridas e caminhadas acontecerão nas cidades de Florianópolis, no dia 13 de setembro, São José, 04 de outubro, e Itajaí, em 29 de novembro. As inscrições podem ser feitas no site corridasdobem.com.br no valor de R$ 50,00 para industriários e assessorias esportivas (mínimo de dez participantes) e R$ 60,00 para a comunidade. Quem deseja participar da caminhada, a inscrição é de R$ 30,00. Os inscritos no evento ganham uma camiseta, sacolinha e outros brindes.

É esperado um público de mais de três mil pessoas nas três etapas do SESI Corridas do Bem deste ano. “Mas estimamos que esse número seja maior, considerando a adesão e a solidariedade das pessoas, que pretendem colaborar com as iniciativas sociais, por meio da participação no evento”, revelou o secretário executivo da ASA, Fernando Anísio.

As premiações serão em diversas categorias, inclusive para pessoas com deficiência. Para mais informações, acesse o site oficial ou entre em contato com a Ação Social Arquidiocesana pelo telefone (48) 3224-8776.

banner_corridasServiço

SESI CORRIDAS DO BEM 2015

Florianópolis – 13/09 às 08h
Inscrições: até 07/09
Largada: Trapiche da Beira-Mar Norte

São José – 04/10 às 08h
Inscrições: até 28/09
Largada: Beira-Mar de São José

Itajaí – 29/11 às 08h
Inscrições: até 23/11
Largada: Em frente ao centro de eventos da Marejada

Inscrições e informações: www.corridasdobem.com.br

Fonte: Site arquidiocese

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CNBB divulga carta por ocasião do Dia do Padre

CNBB divulga carta por ocasião do Dia do Padre

A Igreja celebrou, neste domingo (02/08), o Dia do Padre.
A data comemorada, no primeiro domingo de agosto, convida a comunidade a rezar mais intensamente pelos sacerdotes. Em recordação à data, o Arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler, Presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, escreveu uma carta para presbíteros na qual manifesta reconhecimento e gratidão aos serviços realizados “nas diversas Igrejas Particulares, em comunhão com os respectivos bispos”.
No texto, o bispo recorda que os padres são chamados pelo Senhor a evangelizar. Dom Jaime retoma as palavras do Papa Francisco sobre a evangelização. “A evangelização supõe sair de si mesmo; supõe a dimensão do transcendente, da adoração de Deus, da contemplação, sempre associada ao movimento de ir ao encontro das pessoas, da gente. Sair, sair de! Para mim é este o núcleo da evangelização. Sair significa tornar-se próximo, de todos! Saída e proximidade.
Proximidade cordial, de amor, concreta, física, estar com”, repetiu.
Dom Jaime lembra ainda que “a messe é grande, os desafios enormes” e por isso pede aos padres para que rezem mais intensamente neste dia.
Confira abaixo a íntegra do texto:
Brasília – DF, 29 de julho de 2015
Caro irmão presbítero,
Estamos nos aproximando do domingo no qual celebramos o Dia do Padre. É o domingo em que todas as comunidades são convidadas a rezar mais intensamente pelos seus padres!
Nós somos homens do Evangelho! Homens chamados pelo Senhor para anunciar a todos a Boa-Nova da salvação, através do anúncio, da celebração dos mistérios e do testemunho pessoal de vida. Isso é evangelizar! Isso é evangelização!
Neste sentido vale recordar o que diz o Papa Francisco sobre a obra da evangelização: “a evangelização supõe sair de si mesmo; supõe a dimensão do transcendente, da adoração de Deus, da contemplação, sempre associada ao movimento de ir ao encontro das pessoas, da gente. Sair, sair de! Para mim é este o núcleo da evangelização. Sair significa tornar-se próximo, de todos! Saída e proximidade. Proximidade cordial, de amor, concreta, física, estar com”.
Em recordando todos os padres de nosso imenso Brasil, manifestamos reconhecimento e gratidão. Reconhecimento por todo bem realizado nas diversas Igrejas Particulares, em comunhão com os respectivos Bispos. Gratidão pela vida de cada um feita entrega, serviço, dom de amor! Quantos padres dispostos, alegres, despojados! Quantos padres prontos para curar as feridas de pessoas marcadas por dificuldades de todo tipo: materiais, psíquicas, espirituais e por situações escandalosas dentro e fora da Igreja!
Padre, tu foste amado e escolhido pelo Senhor! Ele manifestou ternura para contigo. Essa ternura tu compartilhas com o teu povo. Ternura essa que se expressa em pensamentos, palavras e ações, pois és participante da missão de Cristo, Cabeça e Pastor. Ele é fiel!
Caro irmão, no exercício da ternura e da misericórdia em favor do povo sentes cansaço, pois as solicitações são tantas! O povo não nos deixa sem trabalho! E o trabalho é para nós serviço gratuito. É serviço gratuito que exige forças, dedicação, energias, saúde, disposição, inteligência, amor! Isso cansa! No entanto é ‘um cansaço bom, cheio de frutos e de alegria’ (Papa Francisco). Isso porque o que te impulsiona – o que nos impulsiona – a evangelizar ‘é o amor de Jesus; o amor de Jesus que recebemos; é a experiência de sermos salvos por Ele, que nos incentiva e encoraja a amar sempre mais’.
Caro irmão padre, sabemos do muito que nossos coirmãos fazem nas diversas realidades que marcam a vida de nosso povo. A messe é grande, os desafios enormes! Sabemos da necessidade de ‘trabalhadores para a vinha do Senhor’. Por isso, vamos juntos nesse Dia do Padre ainda mais intensamente pedir ao Senhor da vinha que suscite no coração de muitos jovens, o desejo de abraçar o ministério ordenado!
Que juntos possamos adquirir sempre mais o ‘cheiro da ovelha’ e o ‘sorriso de padre’! Que nos conscientizemos sempre mais de nossa condição frágil sem deixar de buscar intensamente, com todas as forças, corresponder ao amor do Senhor.
Padre, que o bom Deus te abençoe, inspire e ilumine, a ti que te empenhas na obra da evangelização nestas Terras de Santa Cruz!
Abençoado dia do Padre!
Em Cristo,
Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada
Fonte: Rádio Vaticano
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