11 atividades que você pode fazer durante o advento com seus filhos

11 atividades que você pode fazer durante o advento com seus filhos

O Advento é um tempo de espera, é um período de expectativa pela “chegada” do Menino Deus – o prometido Salvador. Mas como podemos bem viver este período? De que maneira uma família cristã pode se preparar para acolher Jesus em sua casa? Qual a melhor preparação para o Natal? Confira agora 13 atividades que você pode fazer com sua família que vão não apenas tornar seu Advento e seu Natal ainda melhores, mas vão inclusive resgatar alguns valores deste período.

 

1.     Explique a seus filhos qual o verdadeiro sentido do Natal

É cada vez mais comum, diante do grandioso apelo comercial, as crianças acreditarem que o acontecimento se resume a ganhar presentes. Você pode, usando de criatividade, transmitir o verdadeiro valor do Natal. Por meio do recurso da contação de histórias, é possível trazer a meditação do evangelho do nascimento de Cristo. Durante o advento, a depender da idade, use gravuras de presépios, da sagrada família, de Jesus Menino para atividades de pintura, produção de maquetes. O importante é estalecer datas para as aplicações das atividades que você se propôs a fazer. E colocar isso na rotina das crianças.

 

2.     Escrevam mensagens cristãs aos vizinhos

Com seus filhos, resgate a tradição dos cartões de natal com mensagens cristãs. Você pode comprar os cartões prontos, mas, para tornar a atividade mais estimulante, pode comprar papeis coloridos e, junto com as crianças, preparar os cartões de forma manual. Não precisa ser nada extremamente elaborado. Basta que a mensagem do Natal, que é de Esperança, seja colocada. Além dos vizinhos, podem receber os cartões os familiares, pais dos amigos dos seus filhos. Faça a experiência!

 

3.     Monte a árvore de Natal e fale sobre a origem desse símbolo

Para as crianças é um momento de intensa alegria poder enfeitar a casa para o Natal. Mas antes da montagem da árvore de Natal, reúna a família para juntos pesquisarem e aprenderem sobre o significado dessa atividade de advento. Compreendendo o motivo dessa tradição cristã, esse momento pode ser ainda mais especial.

 

4.     Montem o presépio em sua casa

O presépio é um importante e significativo instrumento que nos recorda o verdadeiro protagonista do Natal: Jesus. Procure montar o presépio recordando com as crianças a leitura feita sobre o nascimento do Deus Menino, identificando cada uma das pessoas ali representadas. Caso você não tenha um presépio, aproveite para confeccionar um com seus filhos. Na internet há uma variedade de tutoriais que ensinam a fazer presépios com materiais simples que costumamos ter em casa.

 

5.     Façam uma coroa do Advento

Outro importante símbolo cristão do Natal é a coroa do Advento. Em muitas lojas de artigos católicos, é possível encontrar a coroa já montada, ou os materiais para montar conforme o seu gosto. Lembre-se: a cora deve ter quatro velas, uma para cada domingo do Advento. No momento de acender a vela em sua casa, reúna sua família, leia e medite o evangelho daquele domingo.

 

6.     Rezem a novena de Natal

Outra importante tradição que precisa ser resgata pelos cristãos é a novena de Natal. Reúna seus familiares ou seus vizinhos e rezem a novena. Esses momentos são importantes para estreitar laços de amizade e caridade entre as pessoas. Inclua as crianças nesses momentos, dando a elas alguma tarefa, por exemplo, conduzir uma leitura. No último dia da novena, se possível, que haja um momento de confraternização com todos os participantes.

 

7.     Ensine canções natalinas para as crianças

É conhecido o poder que a música exerce sobre as pessoas. Uns mais outros menos, todos curtem ouvir uma música em algum momento do dia. Aproveite então o período do Advento para ensinar a seus filhos canções natalinas: a Igreja Católica tem um repertório lindo. E com o fácil acesso à internet que temos hoje em dia nem é preciso ter um CD com essas músicas, uma pesquisa rápida te dará inúmeras opções para ouvir e aprender a cantar.

 

8.     Visitem os presépios nas Igrejas

Paróquias e Santuários costumam montar belíssimos presépios. Aproveite para visitá-los com seus filhos, sempre recordando a eles o sentido cristão do Natal.

 

9.     Visitem algum lar social

O sentido do Natal é o amor, por isso o cristão não pode ser indiferente às milhares de moradores de asilos e casas de repouso ou às crianças nos orfanatos que vivem a expectativa de alguém que lhes dê um pouco de atenção, carinho, amor. Leve seus filhos para visitar um desses lugares, explique para eles o que é um lar social e o quanto podemos ajudar a essas pessoas com um simples abraço e uma conversa. Essa atitude ajuda-nos, inclusive, a deixarmos um pouco de lado as conversas virtuais, para vivermos as dádivas que só um diálogo frente a frente pode nos proporcionar.

 

10.  Doem um ceia de Natal

O amor é caridade. Por isso a Igreja sempre nos convida a ajudarmos os mais necessitados. Podemos responder a esse apelo tornando o Natal de uma família carente mais feliz. Junto com seus filhos prepare uma cesta de Natal com alimentos que possam contribuir para uma ceia especial. Se possível visitem essa família para conhecerem a realidade em que vivem e entreguem os alimentos.

 

11.  Participe com seus filhos da Missa do Galo

Não permita que a celebração do Natal com a sua família se limite a ceia à meia-noite com a distribuição de presentes. Por isso, planeje o tempo para que, com a família, todos participem da missa. Uma tradição só se perpetua se for transmitida. Seus filhos precisam aprender o verdadeiro sentido do Natal para que essa celebração não seja reconhecida unicamente como a festa do papai Noel.

 

 

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Por que a Igreja cobra taxas e espórtulas para celebrar alguns sacramentos?

Por que a Igreja cobra taxas e espórtulas para celebrar alguns sacramentos?

Como meio de sustentação legítimo, a espórtula não configura o comércio com as coisas sagradas.

Espórtulas são os valores cobrados pela Igreja quando esta ministra alguns sacramentos como batismo, crisma e matrimônio, especialmente a Santa Missa por alguma intenção especial.

Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro que essa medida longe está de querer cobrar pelo sacramento ministrado. Cada um deles é impagável, porque custou o preço do Sangue precioso de Jesus para a nossa salvação. Os sete sacramentos brotaram do coração de Jesus transpassado pela lança na cruz. É por meio deles que as graças da salvação, conquistadas a nós por Cristo, chegam a nós, e isso é impagável!

Então, por que a Igreja cobra uma taxa para celebrar alguns deles?

A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento e existe durante quase dois mil anos. Essa prática tem duplo sentido:

1) para quem oferece sua dádiva, é uma forma de participar, de maneira mais íntima, da oblação Eucarística e dos frutos desta. É expressão da fé e do amor com que tem acesso ao Pai por Cristo no Espírito Santo. Assim, as espórtulas se justificam como a expressão da fé e do amor dos fiéis que desejam participar mais intimamente dos frutos da Santa Missa.

2) para a Igreja, é um meio de sustentação legítimo, baseado na tradição bíblica e que não se trata de simonia, isto é, de comércio com as coisas sagradas. Após o Concílio do Vaticano II (1962-1965), que fez um balanço da vida eclesial, considerando as suas necessidades, o Papa Paulo VI regulamentou as espórtulas da Missa, em 13/06/1974, quando publicou o Motu Próprio Firma in Traditione, em que dizia:

É tradição firmemente estabelecida na Igreja que os fiéis, movidos por seu espírito religioso e seu senso eclesial, acrescentem ao sacrifício eucarístico um certo sacrifício pessoal, a fim de participar mais estritamente daquele. Atendem assim às necessidades da Igreja e, mais particularmente, à subsistência dos seus sacerdotes. Isso está de acordo com o espírito das palavras do Senhor: ‘o trabalhador merece o seu salário’ (Lc 10,7), palavras que São Paulo lembra em sua primeira carta a Timóteo (5,18) e na primeira aos Coríntios (9,7-14)”.

O clero que, por seu trabalho, merece receber o necessário para se sustentar, deveria ter sua subsistência garantida por um sistema de financiamento independente de ofertas feitas por particulares ou pelos fiéis que peçam serviços religiosos.”

O que diz o Código de Direito Canônico?

Depois disso, o assunto foi regulamentado também pelo Papa João Paulo II, em 22 de janeiro de 1991, no Decreto Sobre as Espórtulas, preparado pela Sagrada Congregação para o Clero. O Código de Direito Canônico, promulgado em 25/11/83, quando fala das espórtulas, diz entre outras coisas:

Cânon 945 – § 1. “Segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que ele aplique a Missa segundo determinada intenção. § 2. Recomenda-se vivamente aos sacerdotes que, mesmo sem receber nenhuma espórtula, celebrem a Missa segundo a intenção dos fiéis, especialmente dos pobres.

Cânon 946 – Os fiéis que oferecem espórtula para que a Missa seja aplicada segundo suas intenções concorrem, com essa oferta, para o bem da Igreja e participam de seu empenho no sustento de seus ministros e obras.

Cânon 947 – Deve-se afastar completamente das espórtulas de Missas até mesmo qualquer aparência de negócio ou comércio.

No início da Igreja, os cristãos, ao participarem da Santa Missa, levavam consigo dons naturais (pão, vinho, leite, frutas, mel etc.). Depois, passou a se fazer doações também em dinheiro por ser mais prático. A Igreja, como uma sociedade também humana e inserida neste mundo, precisa de dinheiro para exercer a missão de pregar o Evangelho, confiada a ela pelo próprio Cristo, desde os tempos d’Ele. Os doze apóstolos tinham uma caixa comum (cf. Jo 12,6). Jesus aceitava que algumas mulheres os ajudassem com seus bens, entre elas, Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza; Susana e várias outras (cf. Lc 8,1-3).

A primeira comunidade cristã em Jerusalém praticava a voluntária partilha de bens (cf. At 2,44; 5,1-6). Jesus elogiou a oblação da viúva no Tesouro do Templo: “Em verdade eu vos digo que esta viúva, que é pobre, lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver” (Mc 12,42-44).

E aqueles que não têm dinheiro para mandar celebrar a Santa Missa?

A Igreja reza diariamente por todas as grandes intenções e necessidades da humanidade (os doentes, os moribundos, os encarcerados, os falecidos etc.), também pelas almas do Purgatório em todas as Celebrações Eucarísticas. Assim, não há almas abandonadas no Purgatório por falta de dinheiro da parte dos familiares.

Quando todos os católicos pagarem o dízimo que a Igreja não obriga que seja 10% do que a pessoa ganha, embora isso seja bom, então, certamente, não será mais preciso cobrar taxas para a celebração dos sacramentos, como o batismo, o crisma e o matrimônio. Mas isso ainda não é comum; por isso a Igreja precisa das taxas para suas necessidades materiais.

O Código de Direito Canônico afirma:

Cânon 222 § 1. “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros.”

O que o Catecismo da Igreja Católica diz no §2043: “Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, as necessidades materiais da Igreja”.

Publicado originalmente no site da Canção Nova.

Fonte: churchpop.com

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Lições que podemos aprender com Santa Cecília sobre a evangelização através da música

Lições que podemos aprender com Santa Cecília sobre a evangelização através da música

Filha de um Senador Romano nobre, rico e influente, Santa Cecilia nasceu em Roma por volta do ano 150. Embora tenha nascido em uma família pagã, Cecília foi muito religiosa desde a infância. Na juventude, decidiu afastar-se dos prazeres da vida, e no mais íntimo segredo fez o voto de castidade para, então, viver o amor unicamente a Jesus Cristo. Gostava muito de estudar, principalmente filosofia e música sacra.

Sua vida transcorria normalmente até ela receber a notícia de que havia sido prometida em casamento a Valeriano, um jovem nobre romano. Sua reação foi rezar pedindo a proteção da Virgem Maria, de Deus e dos anjos para que não precisasse quebrar seu voto de castidade. No dia do casamento, profundamente triste, ela contou ao noivo sobre sua fé e começou a falar-lhe das glórias de Deus e sobre Jesus Cristo. Falou-lhe também sobre seu voto.

Uma vida de evangelização e missão

A história narra que Valeriano ouviu tudo estarrecido. Sua noiva falara de Deus com tanta convicção que de pagão converteu-se ao cristianismo. Na mesma noite, o jovem recebeu o batismo. Extasiado, Valeriano contou ao seu irmão, Tibúrcio, o que havia lhe acontecido. Também ele foi mais um pagão que se converteu ao catolicismo por meio do testemunho de vida da jovem Cecília.

Surpresa por ver a ação de Deus se manifestando por meio de sua vida, conta-se que naquela noite Cecilia agradeceu a Deus cantando: “Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”.  Cecília mostra, com a vida, que tinha consciência sobre sua missão. Evangelizar, para ela, era uma questão urgente e brotava de uma experiência.

 

Sacrifício e martírio: Santa Cecília não negociou sua pertença a Jesus Cristo

Tempos depois, o prefeito de Roma quis o tesouro dos dois irmãos que haviam se convertido. Porém, os dois já haviam distribuído seus bens aos pobres. O prefeito, então, exigiu que eles abandonassem a fé cristã, sob pena de morte. Mas os dois não renegaram. Foram condenados à morte e decapitados.

Depois disso Cecília foi chamada ao conselho romano e exigiu que ela revelasse onde estaria o tesouro dos dois irmãos. Ela confirmou a informação de que tudo havia sido distribuído aos pobres.  Enraivecido, o prefeito exigiu que ela renunciasse a fé cristã e adorasse aos deuses romanos a fim de poupar sua vida. Com coragem e serenidade, ela se e acabou condena à tortura.  Aos soldados romanos, encarregados de massacrá-la, Santa Cecilia começou a falar sobre as maravilhas de Deus, sobre a verdadeira religião, sobre o sentido da vida e sobre Jesus Cristo. Também os soldados se converteram ao cristianismo e pouparam a vida da jovem.

Indignado, o prefeito de Roma mais uma vez deu ordens para que outros soldados trancassem Cecília no balneário de águas quentes, logo na entrada dos vapores, do seu próprio castelo. Ali ela deveria morrer por asfixia devido aos vapores ferventes que aqueciam as águas. Ninguém dali sairia vivo.  Mas Cecilia saiu. Milagrosamente ela foi protegida da morte.  Ainda mais alarmado, o prefeito mandou que ela fosse morta com três golpes de machado em seu pescoço. O algoz obedeceu, mas não conseguiu arrancar sua cabeça, coisa que ele estava acostumado a fazer com apenas uma machadada. Ele deixou a mártir em dolorosa agonia.

Todos estavam impressionados com a fé daquela jovem que enfrentava a morte sem receios. Cecília permaneceu viva por mais três dias. Conversava com aqueles que lhe cercavam, dava-lhes concelhos. Percebendo que sua morte se aproximava, ela pediu ao Papa que entregasse todos os bens que deixava para os pobres e que no local de sua casa fosse construída uma igreja – o que aconteceu mais tarde. Nessa Igreja, que recebeu o nome de Santa Cecília, já no século VI costumou-se celebrar sua memória no dia 22 de novembro.

Nos seus últimos instantes de vida, Cecilia começou a cantar as maravilhas de Deus e, por fim, entregou sua alma ao seu Amado Senhor. Seu corpo foi sepultado na catacumba de São Calisto e desde então passou a ser venerada como mártir.

Tempos depois, devido às sucessivas invasões ocorridas em Roma, as relíquias de vários mártires foram trasladadas para algumas igrejas. No entanto, as de Cecília permaneceram perdidas por muitos séculos, até que a Santa apareceu em sonho ao Papa Pascoal (817-824) revelando-lhe onde estavam seus restos mortais. Seu caixão foi, finalmente, localizado. Ao abrirem, verificou-se que seu corpo permanecia incorrupto. Suas relíquias foram, então, colocadas numa urna de mármore sob o altar da igreja que outrora foi construída no local onde antes era a sua casa.

Séculos se passaram e em 1559, o cardeal Sfondrati ordenou que a urna fosse novamente aberta. Mais uma vez constatou-se que seu corpo permanecia intacto.

Santa Cecília expressava na música sua intimidade com Deus

Santa Cecília expressava sua profunda intimidade com Deus pelo canto. É por essa sua forma tão genuína de demonstrar fidelidade a Igreja, amor e bondade ao próximo, que a Igreja tem Santa Cecília por padroeira dos músicos e do canto sacro. Ela viveu em plenitude o versículo bíblico que todos somos chamados a cantar com nossas vidas: “Em todas as circunstâncias, dai glória ao Senhor” (1Ts 5,18).  Essa é a primeira lição que aprendemos com essa santa: não importa o que acontece em nossas vidas, importa é termos Deus em primeiro lugar.

A Igreja tem a música sacra como um dos elementos mais significativos na evangelização, como um “tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene” (Sacrosanctum Concilium,112).  Também a Palavra de Deus evidencia a capacidade da evangelização pela música e a importância do canto na vida espiritual do cristão. Por isso indica: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” (Ef 5,19).

A partir do testemunho de vida de Santa Cecília compreendemos que a confiança nos torna serenos. Ela confiou em Deus e foi fiel mesmo diante da ameaça de morte. Preferiu ser martirizada a perder a vida eterna. Não se abalou. Manteve-se firme mesmo em agonia e cantou a Deus. Saibamos nós confiar no Senhor com tanta veemência a ponto de não demostrarmos em nossa face a agonia que carregamos no peito, e que nossa voz declame “de todo coração” louvores ao Senhor.

 

Dia 22 de novembro, além de ser o dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Cecília, é também o dia do músico cristão.

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Arcebispo aprova oração para pedir graças por intercessão da jovem Maria Amida Kammers

Arcebispo aprova oração para pedir graças por intercessão da jovem Maria Amida Kammers

Após meses de articulação junto à Arquidiocese de Florianópolis e às Paróquias de Angelina e de Santo Amaro da Imperatriz, está aprovada pelo Arcebispo Metropolitano, a Oração Oficial para pedir graças, por intercessão de Maria Amida Kammers. A aprovação da Oração se deu em 25 de novembro do ano passado, mas somente agora está sendo oficialmente divulgada.

A oração será colocada sobre o túmulo de Maria Amida, no dia 25 de novembro, após a Missa em Ação de Graças, e também se fará constar em santinhos devocionais que serão amplamente distribuídos entre os devotos.

A Celebração Eucarística ocorre no dia em que, há 56 anos, Maria Amida foi barbaramente assassinada por defender sua castidade, pureza e honra: 25 de novembro de 2017, às 09h30, em Taquaras, Rancho Queimado (SC).

Será um grande momento de fé e devoção.

Histórico

A jovem Maria Amida Kammers nasceu em Santa Filomena, município de São Pedro de Alcântara (SC), e era membro da Pia União das Filhas de Maria. Foi assassinada em 25 de novembro de 1961, em Santo Amaro da Imperatriz (SC), aos 20 anos e 10 meses de idade.

Está sepultada no cemitério da Igreja Católica de Taquaras, em Rancho Queimado. Seu túmulo está repleto de placas agradecendo as graças alcançadas.

Maria Amida Kammers, assim como santa Maria Goretti – virgem e mártir, representa para seus devotos, um exemplo de jovem virtuosa que abraçou a morte para não ter sua pureza maculada. Deu sua vida pelo que acreditava. Viveu seu batismo e, sobretudo, testemunhou sua fé.

Mais informações: Devotos de Maria Amida Kammers

MARIA AMIDA, INTERCEDEI POR NÓS!

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“República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época”, diz dom Leonardo Steiner

“República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época”, diz dom Leonardo Steiner

Nesta quarta-feira, 15 de novembro, celebra-se os 128 anos de proclamação da República. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, concedeu entrevista à equipe de assessoria de imprensa sobre o significado da data.

A República Brasileira foi proclamada como resultado de um levante político-militar que deu ao Brasil a forma republicana federativa presidencialista do governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por causa disso, colocou um final no comando político do imperador D. Pedro II.

Confira entrevista.

Celebra-se o dia da Proclamação da República em meio a uma grave crise geral no Brasil. Na opinião do senhor, em que pé está a prática republicana no Brasil?

Nossa compreensão sobre a República é tirada do mundo dos gregos antigos e tem significado muito simples e acessível a qualquer pessoa que queira fazer uma séria reflexão sobre a vida pública no Brasil: é republicano tudo o que favorece o bem comum e não a interesses de grupos ou de pessoas. A palavra republica diz: res-publica, a coisa pública, o que é da responsabilidade de todos, o que está a serviço de todos. Percebemos que valores do público, do comum como a ética, foram deixados de lado. Os antigos diziam que governar é a maior de todas as artes. Maior porque está no cuidado de todos e de tudo e não de grupos ou do mercado. Nesse sentido temos uma responsabilidade com a res-publica. Percebemos como a crise é do descuidado para com a República.

Nesse sentido podemos lembrar o Beato Paulo VI, que na Encíclica Populorum Progressio, publicada há cinquenta anos, recordava o propósito inspirador de formas de governo: “Trata-se de construir um mundo em que todos os homens, sem exceção de raça, religião ou nacionalidade, possam viver uma vida plenamente humana, livre de servidões que lhe vêm dos homens e de uma natureza mal domada; um mundo em que a liberdade não seja uma palavra vã”. A prática republicana, se quisermos nos expressar assim, necessita dessas características fundamentais para permanentemente dinamizar e maturar a República. República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época. Teríamos, então a República como como expressão viva das pessoas livres que são ouvidas, representadas e respeitadas, isto é, democraticamente ativas.

Em comentários de domínio público entre personagens da política que passaram por situações suspeitas existe a presença da expressão de que a conversa entre eles foi “republicana”. Para o senhor, o que é um diálogo republicano?

É republicano um diálogo que respeite, com rigor, os princípios da honestidade, da ética pública e da fidelidade aos interesses da sociedade. Um diálogo profundamente marcado pela integridade pessoal e pela disposição em buscar soluções para os problemas postos na lida correta da política. Não é republicana nenhuma conversa que trate de vantagens pessoais ou para grupos familiares ou partidários em relação ao trato do dinheiro do contribuinte, ou seja, o que costumam chamar de recurso público. Quando o diálogo republicano dá lugar aos acordos para garantir interesses que não sejam aqueles defendidos pelo conjunto da população, estabelece-se a corrupção seja ela econômica ou moral. Quando pessoas ou grupos se permitem o direito de intervir em instâncias do poder público para retirar delas qualquer tipo de vantagem está aberto o caminho da corrupção ativa e passiva e ganha protagonismo corruptores e os corrompidos.

Papa Francisco falou sobre corrupção a parlamentares italianos que se mobilizam contra a máfia afirmando que ela tem uma natureza contagiosa e parasitária, porque não se nutre do que de bom produz, mas do que subtrai e rouba. O que o senhor pensa ser possível aplicar dessa palavra do Papa na situação vivida atualmente na república brasileira?

Papa Francisco falava de uma circunstância bem precisa dentro do universo da república italiana e não se pode, pura e simplesmente, aplicar a situações diferentes, mas é claro que suas palavras têm um alcance maior por se tratar de um fenômeno que, infelizmente, se encontra em muitos países do mundo.

Quando ele fala da natureza contagiosa da corrupção, por exemplo, pode-se notar que é um fato que se verifica na realidade brasileira. Na verdade, o sistema político brasileiro está contaminado pela corrupção. E isso transcende o tempo republicano para alcança os primórdios da nossa sociedade. Uma pena é que essa contaminação atravessou os séculos e insiste em ir dominando governos, legislaturas e tantas outras instâncias de poder retirando do povo brasileiro seus recursos mais essenciais. A corrupção no Brasil, como diz o Papa, também tem seu caráter parasitário porque se alimenta do que os corruptos roubam do povo. Desse modo, a corrupção humilha o povo brasileiro que precisa de habitação, alimentação, saúde, segurança e educação.

A corrupção solapa tudo o que de possível poderia ser realizado com os recursos que saem do bolso do povo, especialmente do povo mais pobre. Já passou da hora de deixarmo-nos atrair pela ética e debater as raízes da corrupção para ser enfrentada no nosso país. A CNBB tem insistido em seus pronunciamentos oficiais em três caminhos para cuidar da res-publica e, por isso, enfrentar a corrupção generalizada: o resgate da ética para garantir lisura no modo de lidar com os valores religiosos e morais, como também com os recursos que são do povo e devem ser aplicados em serviços para a população; uma reforma política abrangente que envolva as eleições, o dinâmica democrática da Legislativo, Executivo e Judiciário; a participação da sociedade inteira nos debates e nas decisões sobre os principais temas nacionais.

Nesse momento de crise, no entanto, percebemos um movimento quase silencioso de diversos grupos na sociedade que busca debater e refletir o momento da nossa República. São pessoas que percebem a natureza “contagiosa e parasitária” da corrupção nos diversos âmbitos da sociedade e assumem a responsabilidade como cidadãos de buscar caminhos para a Republica. Se debate e reflete a ética, a democracia, a economia, a educação, a segurança, a saúde. Acontece diálogo! São pessoas que fazem da crise uma possibilidade de maturação da República, guiadas pela esperança. Desejo que esse movimento cresça, se fortaleça e como afluentes caminhem para um grande rio que é a vida à República do Brasil. Que esse movimento atinja nossas universidades e as pequenas comunidades do nosso interior.

 

Fonte: CNBB

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Participe da Semana da Solidariedade no Brasil

Participe da Semana da Solidariedade no Brasil

Em vista do Dia Mundial dos Pobres, em 19 de novembro, convocado pelo Papa Francisco, a Cáritas Brasileira promove em todo o Brasil a Semana da Solidariedade.

A Semana já é uma iniciativa tradicional da Cáritas, mas pela primeira vez ela coincidirá com a proposta do Pontífice.

O tema do Dia Mundial dos Pobres é “Não amemos com palavras, mas com obras”, e a data foi incluída no calendário no final do Ano Santo da Misericórdia, em 2016.

“Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. Este dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade”, diz o Papa Francisco em um trecho da mensagem.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confiou o processo de animação do Dia à Cáritas Brasileira. O Diretor-Executivo, Luiz Cláudio Lopes, fala de duas propostas para a Semana da Solidariedade, que teve início no dia 12 de novembro: As Ruas Solidárias e as Rodas de Conversa.

 

Fonte: Radio Vaticano

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Saiba diferença entre Judas Tadeu e Judas Iscariotes

Saiba diferença entre Judas Tadeu e Judas Iscariotes

Ao falar destes dois apóstolos de Cristo, vale a pena ressaltar que Jesus chamou a ambos com o mesmo amor. Confiou a eles uma mesma missão. Dirigiu ao coração de ambos as mesmas palavras e dedicou a eles o mesmo carinho e atenção. A questão é como cada um acolheu a proposta de Jesus e como responderam a este chamado.

De fato o nome Judas, citado para estes dois apóstolos, acaba criando certa confusão. Mas olhando com atenção para os Evangelhos vamos perceber com clareza a diferença entre ambos.

Na lista dos apóstolos o nome de Judas Iscariotes aparece por último, isso mostra a má fama daquele que acabou traindo Jesus. Em Jo (12,5), o Evangelista vai mencionar quando Judas Iscariotes reclamou com Jesus do desperdício do dinheiro do perfume que Maria usou para ungir os pés de Jesus. “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres”. Mas já no versículo seguinte, João vai falar da índole deste apóstolo: “disse isso, não porque tivesse cuidado para com os pobres, mas porque era ladrão” (Jo 12,6).

Judas Tadeu vai aparecer no Evangelho de (Jo 14,22) questionando a Jesus: “Senhor, porque te manifestarás a nós e não ao mundo”. Judas era filho de Alfeu e de Maria de Cléofas e irmão do apóstolo Tiago, chamado o menor. Importante também ressaltar que no Novo Testamento há uma carta que traz como autoria Judas, chamado o irmão do Senhor. Esta carta é pequena, ocupa apenas duas páginas, e se encontra antes do livro do Apocalipse.

Judas Iscariotes, no momento da última ceia, assume ser o traidor de Cristo (Jo 13,27), e entrega Jesus por trinta moedas de prata. Depois se arrepende, joga as moedas no chão do templo, mas acaba não acreditando na misericórdia e se enforca (Mt 27,5).

Então compreendemos que Judas Tadeu e Judas Iscariotes, ambos foram discípulos de Cristo, porém um respondeu com fidelidade ao chamado do Mestre, outro traiu Jesus preferindo a proposta dos homens ao Reino que Jesus ofereceu para todos que perseverassem até o fim. Judas Iscariotes traiu o amor de Jesus, mas Judas Tadeu teve a coragem de entregar a vida por amor a Cristo e pela causa do Evangelho, e sua fidelidade foi o caminho para sua santidade.

 

Fonte: A12

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Aborto, um direito? Candidata a Miss Peru dá resposta retumbante em favor da vida!

Aborto, um direito? Candidata a Miss Peru dá resposta retumbante em favor da vida!

Ela recebeu muitas mensagens de apoio e gratidão via redes sociais pela coragem de defender a vida inocente

A jovem peruana Jessica McFarlane tem 26 anos de idade, é modelo, concorreu ao título de Miss Peru 2017 e deu uma resposta retumbante em favor da vida quando lhe perguntaram se uma mulher vítima de estupro teria o direito de abortar.

Quem lhe fez esta pergunta em 29 de outubro, dia do concurso no país andino, foi Débora de Souza, a Miss Peru do ano de 1993:

“No caso lamentável de uma mulher que fosse vítima de estupro, ela tem o direito de abortar?”
Jessica foi clara: não! Para ela, a primeira coisa que uma mulher deveria fazer ao engravidar em decorrência de um estupro “é procurar ajuda” e ser “muito forte”.

“Eu não acredito que o aborto seja uma solução, porque provoca traumas subsequentes, não só psicológicos, mas também físicos”.

A jovem recebeu mensagens de apoio e gratidão em seu perfil oficial do Facebook. Algumas delas:

 

“Olá Jessica, estou escrevendo para parabenizar você pela coragem de defender a vida e dizer não ao aborto. Isso mostra que você não é só bonita por fora, mas também por dentro. Continue sendo corajosa para defender a vida. Para muitos, você é a vencedora! Deus abençoe você e guie os seus passos”.

 

“Jessica, obrigado pelas suas palavras corajosas e claras (durante o Miss Peru 2017) em favor da vida numa sociedade complacente diante da ameaça aos mais indefesos. Hoje você representa milhares de nós que procuram a saúde integral do ser humano. Como diz o provérbio, a boca fala do que o coração está cheio. Você foi a melhor!”

 

Precedente

 

Em junho de 2014, a Miss Pensilvânia e candidata a Miss Estados Unidos Valerie Gatto revelou que foi concebida em um estupro.

Este episódio trágico na vida de sua mãe, no entanto, lhe deu coragem para transformar o horror em sentido de vida – para a mãe e para ela própria. Valerie declarou na época ao site Today.com:

“Eu acredito que Deus me colocou aqui por um motivo: para inspirar as pessoas, para encorajá-las, para lhes dar a esperança de que tudo é possível e que você não pode deixar que essas circunstâncias definam a sua vida”.

 

Fonte: Aleteia
A partir de matéria da ACI Digital

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VIRAL: Esta é a história do Homem-Aranha com a emocionante súplica de uma criança a Deus

VIRAL: Esta é a história do Homem-Aranha com a emocionante súplica de uma criança a Deus

Na semana passada, uma professora da escola primária em Guayaquil, Equador, encontrou um boneco do Homem-Aranha em cima do altar da capela do colégio onde ela trabalha, que tinha embaixo do braço um pedido comovente escrito por um menino que rapidamente se tornou viral. 

“Deusinho, te entrego o meu Homem-Aranha, mas cura o meu avô do câncer”, diz o bilhete encontrado na quarta-feira, 25 de outubro, pela professora de religião Sol Yturralde, que tirou uma foto do boneco e compartilhou nas redes sociais.

“Toda quarta e sexta-feira, temos Missa no colégio. Um dia entrei na capela para deixar tudo pronto para o sacerdote. Ao entrar, vi este Homem-Aranha no altar. A minha primeira reação foi dizer: ‘Essas crianças!’. Eu me aproximei e debaixo do braço tinha um papelzinho. Eu li, me comovi tanto que cheguei a chorar”, disse a professora em 2 de novembro em declarações ao Grupo ACI.

Sol assegurou que nunca imaginou que esta foto se tornaria viral. Quando começou a ler os milhares de comentários das redes sociais, ficou surpreendida ao ver quantas pessoas se comoveram com a nobreza deste menino.

“Fiquei surpreendida de ver como o Senhor pode agir através das crianças”, destacou.

Yturralde também comentou que nunca deixa de surpreender-se com a “capacidade de sacrificar-se, de entregar-se pelo outro, de entregar um tesouro por amor ao próximo”, assim como “a simplicidade do amor das crianças”.

“Quantas vezes imploramos a Deus por muitas coisas e não estamos dispostos a oferecer nada! Quando há um ato como este, vê-se a capacidade de renunciar a si mesmo, inclusive renunciar aquilo que uma pessoa mais gosta, por amor ao outro”, concluiu a professora.

 

Fonte: Acidigital

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