Papa no Angelus: Maria, único “oásis sempre verde” da humanidade

Papa no Angelus: Maria, único “oásis sempre verde” da humanidade

Que Maria nos ajude a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a viver uma vida bela, dizendo “sim a Deus”.
Intimidade com a Palavra de Deus, “próxima ao seu coração” e que depois “fez-se carne em seu ventre”. Este é o segredo de Maria para ter uma vida bela, apesar dos medos e preocupações, disse o Papa em sua alocução, que precedeu a oração do Angelus na Solenidade da Imaculada Conceição.

“Cheia de graça”, “criada pela graça”, uma palavra difícil de traduzir – disse Francisco – ao comentar a anunciação do anjo a Maria narrada no Evangelho de Lucas.

“Antes de chamá-la Maria, a chama cheia de graça – disse o Papa aos fiéis reunidos na grande Praça São Pedro – e assim revela o novo nome que Deus deu a ela e que se adapta melhor do que o nome dado pelos seus pais. Também nós a chamamos assim, em cada Ave Maria”.

Mas, o que quer dizer cheia de graça?

“Que Maria é repleta da presença de Deus. E se é totalmente habitada por Deus, nela não há lugar para o pecado. É uma coisa extraordinária, porque tudo no mundo, infelizmente, é contaminado pelo mal. Cada um de nós, olhando-se dentro, vê lados obscuros. Também os maiores santos eram pecadores e todas as realidades, até mesmo as mais belas, são atingidas pelo mal: todas, exceto Maria”.

Ela é o único “oásis sempre verde” da humanidade – completou o Papa – “a única incontaminada, criada imaculada para acolher plenamente, com o seu “sim”, Deus que vem ao mundo e começar assim uma história nova”.

Ao dizer a Maria “cheia de graça”, também estamos fazendo a ela de forma elegante um elogio à tenra idade que aparenta ter, pois ela “nunca envelheceu pelo pecado”, disse o Santo Padre, que acrescentou:

“Existe uma única coisa que faz realmente envelhecer: não a idade, mas o pecado. O pecado torna velhos, porque atrofia o coração. Fecha-o, torna-o inerte, o faz murchar. Mas a cheia de graça é vazia de pecado. Então é sempre jovem, é “mais jovem do que pecado”, é “a mais jovem do gênero humano”.

A Igreja hoje se regozija em Maria, chamando-a toda bela, tota pulchra:

“Como a sua juventude não está na idade, assim a sua beleza não consiste na aparência. Maria, como mostra o Evangelho de hoje, não se sobressai em aparência: de família simples, vivia humildemente em Nazaré, uma cidadezinha quase desconhecida”.

“Maria não era uma mulher famosa”, ninguém soube quando o anjo a visitou, “naquele dia não estava ali nenhum repórter”, observou Francisco. Ela teve preocupações e temor, mas sua vida era bela. E qual era o seu segredo?, pergunta-se o Papa, que explicou:

“A Palavra de Deus era o seu segredo: próxima ao seu coração, fez-se depois carne em seu ventre. Permanecendo com Deus, dialogando com Ele em toda circunstância, Maria tornou bela a sua vida. Não a aparência, não aquilo que passa, mas o coração voltado para Deus faz a vida bela”.

Ao concluir, o Papa pediu que olhássemos hoje “com alegria para a “cheia de graça”. Peçamos a ela para ajudar-nos a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a viver uma vida bela, dizendo “sim a Deus””.

Ao saudar os peregrinos presentes na Praça São Pedro, “especialmente as famílias e os grupos paroquiais”, Francisco recordou que na tarde desta sexta-feira, vai à Praça de Espanha, “para renovar o tradicional ato de homenagem e de oração aos pés do monumento à Imaculada. Peço a vocês para unirem-se espiritualmente a mim neste gesto, que expressa a devoção filial a nossa Mãe celeste”.

Fonte: RadioVaticano

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Mensagem do Pároco: Mês de Dezembro

Mensagem do Pároco: Mês de Dezembro

Caros paroquianos, venho por meio desta, dizer muito obrigado a cada um e a cada uma de vocês e aos amigos (as) da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que contemplará sua festa anual nos próximos 07, 08, 09 e 10 de Dezembro. Também por todos que colaboraram com nossos projetos e que continuam dando seu suporte para que nossa igreja possa se desenvolver cada vez mais.

Antecipadamente, manifesto meu coração agradecido por sua ajuda como voluntário para que tenhamos uma festa mais viva e eficaz neste ano.

Tenham em vista esta festa na sua agenda, não vá para sua casa de praia ou shopping, vamos celebrar juntos essa data tão importante, estará contribuindo para o desenvolvimento eclesial em nosso meio.

Teremos a missa do dia 08/12, celebrada pelo Padre Paulo Stippe Schmitt, o mais novo padre da nossa Arquidiocese. E, no dia 10/12, não teremos a presença de nosso bispo, que deixou livre para a escolha de outro celebrante, que não divulgarei o nome, posso dar uma pista… é um ex-Pároco de Angelina. Venham participar!

Aproveito a oportunidade para desejar a todos um abençoado tempo de Advento do Senhor Jesus. Natal é uma festa franciscana, foi São Francisco de Assis que teve a primeira inspiração de contemplar um Presépio. Desde já um Feliz Natal para vocês e suas famílias! Boas Festas!!!

Recebam aqui meu abraço fraterno e benção!

 

Frei Paulo Cézar M. Borges, OFM

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3 físicos mundialmente reconhecidos afirmam: “Existe uma Lógica Superior”

3 físicos mundialmente reconhecidos afirmam: “Existe uma Lógica Superior”

“A ideia de que tudo é resultado do acaso e da diversidade estatística é inaceitável. Existe uma inteligência em um nível superior, que vai além da existência do próprio universo”

É instigante uma recente reflexão do físico italiano Antonino Zichichi, cuja autoridade científica, durante bastante tempo, sofreu uma campanha de descrédito promovida por expoentes do mundo anticlerical. Motivo? Zichichi afirmou, muitas vezes, que acredita em Deus graças à ciência.

Apesar das tentativas de alguns militantes ateístas de diminuí-lo por causa da sua crença em Deus, Zichichi continua muito bem avaliado no H-Index, uma espécie de escala que mede o impacto de indivíduos no mundo científico: o índice dele é 62, igual ao de Stephen Hawking e bastante superior, por exemplo, ao de Sheldon Lee Glashow (52), que é ganhador do Prêmio Nobel.

Zichichi é professor emérito de Física na Universidade de Bolonha, vencedor do Prêmio Fermi e ex-presidente da European Physical Society (EPS) e do Instituto Nacional de Física Nuclear, da Itália. Com esses atributos nada desprezíveis, ele escreveu:

“As descobertas científicas são a prova de que não somos filhos do caos, mas sim de uma lógica rigorosa. Se há uma lógica, deve haver um Autor”.
O físico afirma que a ciência não pode explicar ou reproduzir milagres. Isto equivaleria a “iludir-se com a ideia de descobrir a existência científica de Deus“, o que, para ele, é impossível:

“Se a ciência O descobrisse, Deus só poderia ser um fato da ciência e ponto final. Se a matemática chegasse ao ‘Teorema de Deus’, o Criador do mundo só poderia ser um fato da matemática e ponto final. Seria pouca coisa. Para nós, crentes, Deus é tudo, não apenas uma parte do todo”.
Dito de outra forma: se Deus pudesse ser destrinchado pela ciência (a famosa “prova científica” tão pedida pelos antiteístas), então Ele não seria mais o Criador, mas apenas uma criatura.

Zichichi descreve duas realidades da existência: a transcendente e a imanente. Esta última, diz ele, é estudada pelas descobertas científicas, enquanto a primeira é de competência da teologia.

“É um erro pretender que a esfera transcendente deva ser como a que estudamos em nossos laboratórios. Se as duas lógicas fossem idênticas, não poderia haver milagres, mas somente descobertas científicas. Se fosse assim, as duas esferas, a do imanente e a do transcendente, seriam a mesma coisa. É isto o que reivindicam os que negam a existência do transcendente, como faz a cultura ateia. Não é um detalhe. Os milagres são a prova de que a nossa existência não é exaurida no imanente. Existe algo além”.
O Autor de tudo aquilo que a ciência descobre

“…é uma inteligência muito superior à nossa. É por isso que as grandes descobertas não vieram da melhora dos cálculos e das medidas, mas do totalmente inesperado. O maior dos milagres, como dizia Eugene Wigner, um gigante da ciência, é que a ciência existe”.
As palavras de Zichichi se conectam claramente às reflexões de Albert Einstein, que escreveu:

“Você acha surpreendente que eu pense na compreensibilidade do mundo como um milagre ou um eterno mistério? Afinal, poderíamos esperar, a priori, um mundo caótico, totalmente impenetrável pelo pensamento. No entanto, o tipo de ordem que, por exemplo, foi criada pela teoria da gravitação de Newton é de caráter completamente diferente: embora os axiomas da teoria tenham sido postos pelo homem, o seu sucesso pressupõe um alto grau de ordem no mundo objetivo, que não tinha qualquer justificativa para ser previsto a priori. É aqui que surge o sentimento do ‘milagroso’, que cresce cada vez mais à medida que o nosso conhecimento se desenvolve. E aqui reside o ponto fraco dos positivistas e dos ateus de profissão, que se sentem pagos pela consciência por terem não apenas liberado com sucesso o mundo de Deus, mas até mesmo por tê-lo privado dos milagres” (cf. A. Einstein, carta a Maurice Solovine, GauthierVillars, Paris, 1956).
Único Nobel italiano ainda vivo, o físico Carlo Rubbia também se deixou questionar pelo porquê de a ciência poder ser tão eficaz:

“Se contamos as galáxias do mundo ou demonstramos a existência das partículas elementares, de forma análoga provavelmente não podemos ter provas de Deus. Mas, como pesquisador, eu sou profundamente impactado pela ordem e beleza que encontro no cosmos, bem como dentro das coisas materiais. E, como observador da natureza, não posso deixar de pensar que existe uma ordem superior. A ideia de que tudo isso é resultado do acaso ou da pura diversidade estatística é, para mim, completamente inaceitável. Existe uma inteligência em um nível superior, que vai além da existência do próprio universo” (C. Rubbia, Neue Zürcher Zeitung, março de 1993).

 

Fonte: Aleteia

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Por que não se canta o Glória durante o Advento?

Por que não se canta o Glória durante o Advento?

Respostas para essa e outras dúvidas sobre o tempo de preparação para o Natal

Muitos fiéis têm uma compreensão intuitiva e baseada na experiência do Advento, mas o que dizem os documentos da Igreja sobre este tempo de preparação para o Natal?

Estas são algumas das perguntas e respostas mais comuns acerca do Advento, que neste ano começa no dia 3 de dezembro.

1. Qual é o propósito do Advento?

O Advento é um tempo no calendário litúrgico da Igreja, especificamente, do calendário da Igreja Latina, que é a maior em comunhão com o Papa. Outras igrejas católicas – assim como muitas não católicas – têm a sua própria celebração do Advento.

Segundo as Normas Gerais para o Ano Litúrgico e o calendário, esta festa tem um duplo significado: em primeiro lugar é uma temporada para nos prepararmos para o Natal, quando recordamos a primeira vinda de Cristo; e em segundo lugar, um período que apela diretamente à mente e ao coração para esperar a segunda vinda de Cristo no final dos tempos.

O Advento é, então, um período de espera devota e alegre (Norma 39) que nos recordas as duas vindas de Cristo.

2. Quando começa e termina o Advento?

O primeiro domingo de Advento é o primeiro dia do novo Ano Litúrgico, que neste ano será em 3 de dezembro. Os três domingos de Advento restantes serão os dias 10, 17 e 24 de dezembro. A duração deste tempo de preparação pode variar entre 21 e 28 dias, pois se celebram nos quatro domingos mais próximos à festa do Natal.

Durante o Advento, não se recita o Glória porque é uma das maneiras de expressar concretamente que, enquanto dura o nosso peregrinar, falta algo para que a alegria seja completa.

Quando o Senhor estiver presente no meio do seu povo, a Igreja terá chegado à sua festa completa, com a Solenidade do Natal do Senhor, quando é cantado novamente o Glória.

O Missal Romano assinala que o Glória é recitado ou cantado aos domingos, exceto nos tempos litúrgicos do Advento e da Quaresma.

As exceções desta regra durante o Advento são a Solenidade da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro, e a festa da Virgem de Guadalupe, em 12 de dezembro.

4. Qual é a cor litúrgica deste tempo?

A cor normal do Advento é o roxo. Segundo o numeral 346 da Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), “usa-se a cor roxa no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos”.

Em muitos lugares, há uma notável exceção para o terceiro domingo do Advento, conhecido como o domingo do Gaudete: “A cor de rosa pode usar-se, onde for costume, nos Domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma)” (IGMR, 346).

5. O Advento é um tempo penitencial?

Frequentemente pensamos no Advento como um tempo penitencial, porque a cor litúrgica é o roxo, como na Quaresma. Entretanto, segundo o cânon 1250 do Código de Direito Canônico: “Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”.

Embora as autoridades locais possam estabelecer dias penitenciais adicionais, esta é uma lista completa dos dias e tempos penitenciais da Igreja Latina em seu conjunto e o Advento não é um deles.

6. Como as igrejas são decoradas?

O numeral 305 da Instrução Geral do Missal Romano assinala: “No tempo do Advento ornamente-se o altar com flores com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor”.

“A ornamentação com flores deve ser sempre sóbria e, em vez de as pôr sobre a mesa do altar, disponham-se junto dele”.

7. Quais expressões de piedade popular podemos usar neste tempo?

Existem várias expressões de piedade popular que a Igreja reconheceu para serem usadas durante o Advento. Entre elas estão: a Coroa de Advento, procissões, solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro, novena de Natal, Presépio etc.

Bônus: Como deve ser a música?

O numeral 305 da Instrução Geral do Missal Romano assinala que no “Advento o uso do órgão e de outros instrumentos musicais deve ser marcado por uma moderação adequada de acordo com este tempo litúrgico do ano, sem expressar com antecipação a alegria plena do Natal do Senhor”.

 

Fonte: ACIdigital

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De São João Paulo II ao Papa Francisco, o que a Igreja ensina sobre o uso da Internet?

De São João Paulo II ao Papa Francisco, o que a Igreja ensina sobre o uso da Internet?

Desde a sua divulgação massiva na década de 90, a Internet tem sido objeto de debates sobre seu uso e repercussão como meio de comunicação; discussão que não é alheia à Igreja, que vê esta ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”.

Nesse sentido, levando em consideração que no dia 26 de novembro é recordado o Beato James Alberione, padroeiro da Internet, publicamos trechos dos ensinamentos da Igreja através dos três pontífices que a guiaram desde o surgimento da internet.

Novas formas de evangelização

Embora a idéia de uma rede interconectada de computadores tenha nascido com um propósito militar durante a Guerra Fria, após o desaparecimento da União Soviética e em boa parte dos regimes comunistas a rede começou a ser usada publicamente; tudo isso ocorreu durante o pontificado de São João Paulo II.

Nesse sentido, foi o Papa polonês viu esta nova ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”, como indicou em sua mensagem para o 36º Dia Mundial das Comunicações em 2002.

 

São João Paulo II recordou que, ao longo da história da evangelização, a Igreja “teve de ultrapassar também muitos confins culturais”, cada um dos quais exigiu renovadas energia e imaginação, como ocorreu “na época das grandes descobertas, a Renascença e a invenção da imprensa, a Revolução Industrial e o nascimento do novo mundo”.

Nesse sentido, indicou que a mesma coisa acontece com o surgimento da Internet, “um novo ‘foro’” e uma nova fronteira dos outros tempos, também esta está “cheia da ligação entre perigos e promessas”.

“Embora a Internet nunca possa substituir aquela profunda experiência de Deus, que só a vida concreta, litúrgica e sacramental da Igreja pode oferecer, ela pode certamente contribuir com um suplemento e um apoio singulares, tanto preparando para o encontro com Cristo na comunidade, como ajudando o novo crente na caminhada de fé, que então tem início”, assinalou São João Paulo II.

Um apelo à geração digital

Depois de assumir a missão de Sucessor de Pedro em 2005, Bento XVI demonstrou que não está longe da nova realidade no mundo das comunicações e em 12 de dezembro de 2012, lançou a conta oficial do Twitter @pontifex, através da qual ele colocou o papado no mundo das redes sociais.

Além disso, três anos antes, em sua mensagem para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o então Pontífice assegurou que as novas tecnologias são “um dom” e incentivou os jovens, “a geração digital”, a fazer um bom uso dela a fim de promover uma cultura do encontro e anunciar o Senhor Jesus.

Também se dirigiu aos criadores de conteúdos. Indicou que “se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, aqueles que as usam devem evitar compartilhar palavras e imagens degradantes para o ser humano e, portanto, excluir o que causa ódio e intolerância, degrada a beleza e a intimidade da sexualidade humana, ou o que explora os fracos e indefesos”.

Bento XVI convidou os jovens católicos a “levar ao mundo digital o testemunho da sua fé”, especialmente aos seus coetâneos, porque “vocês conhecem os seus temores e as suas esperanças, seus entusiasmos e suas desilusões”.

Um dom de Deus

Assim, seguindo o caminho traçado pelos seus predecessores, o Papa Francisco mencionou a realidade da internet em sua mensagem do 48º Dia Mundial das Comunicações em 2014, ressaltando que a “a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus”.

Um ano antes, ao receber os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, Francisco explicou que é preciso aprender a discernir “entre as oportunidades e os perigos da rede” para “conduzir os homens ao rosto luminoso do Senhor”.

Nesse sentido, assegurou que a presença da Igreja na rede é indispensável, sempre com estilo evangélico, “para despertar as perguntas incessantes do coração sobre o sentido da existência e indicar o caminho que conduz Àquele que é a resposta, a Divina Misericórdia feita homem, o Senhor Jesus”.

Fonte: Acidigital

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11 atividades que você pode fazer durante o advento com seus filhos

11 atividades que você pode fazer durante o advento com seus filhos

O Advento é um tempo de espera, é um período de expectativa pela “chegada” do Menino Deus – o prometido Salvador. Mas como podemos bem viver este período? De que maneira uma família cristã pode se preparar para acolher Jesus em sua casa? Qual a melhor preparação para o Natal? Confira agora 13 atividades que você pode fazer com sua família que vão não apenas tornar seu Advento e seu Natal ainda melhores, mas vão inclusive resgatar alguns valores deste período.

 

1.     Explique a seus filhos qual o verdadeiro sentido do Natal

É cada vez mais comum, diante do grandioso apelo comercial, as crianças acreditarem que o acontecimento se resume a ganhar presentes. Você pode, usando de criatividade, transmitir o verdadeiro valor do Natal. Por meio do recurso da contação de histórias, é possível trazer a meditação do evangelho do nascimento de Cristo. Durante o advento, a depender da idade, use gravuras de presépios, da sagrada família, de Jesus Menino para atividades de pintura, produção de maquetes. O importante é estalecer datas para as aplicações das atividades que você se propôs a fazer. E colocar isso na rotina das crianças.

 

2.     Escrevam mensagens cristãs aos vizinhos

Com seus filhos, resgate a tradição dos cartões de natal com mensagens cristãs. Você pode comprar os cartões prontos, mas, para tornar a atividade mais estimulante, pode comprar papeis coloridos e, junto com as crianças, preparar os cartões de forma manual. Não precisa ser nada extremamente elaborado. Basta que a mensagem do Natal, que é de Esperança, seja colocada. Além dos vizinhos, podem receber os cartões os familiares, pais dos amigos dos seus filhos. Faça a experiência!

 

3.     Monte a árvore de Natal e fale sobre a origem desse símbolo

Para as crianças é um momento de intensa alegria poder enfeitar a casa para o Natal. Mas antes da montagem da árvore de Natal, reúna a família para juntos pesquisarem e aprenderem sobre o significado dessa atividade de advento. Compreendendo o motivo dessa tradição cristã, esse momento pode ser ainda mais especial.

 

4.     Montem o presépio em sua casa

O presépio é um importante e significativo instrumento que nos recorda o verdadeiro protagonista do Natal: Jesus. Procure montar o presépio recordando com as crianças a leitura feita sobre o nascimento do Deus Menino, identificando cada uma das pessoas ali representadas. Caso você não tenha um presépio, aproveite para confeccionar um com seus filhos. Na internet há uma variedade de tutoriais que ensinam a fazer presépios com materiais simples que costumamos ter em casa.

 

5.     Façam uma coroa do Advento

Outro importante símbolo cristão do Natal é a coroa do Advento. Em muitas lojas de artigos católicos, é possível encontrar a coroa já montada, ou os materiais para montar conforme o seu gosto. Lembre-se: a cora deve ter quatro velas, uma para cada domingo do Advento. No momento de acender a vela em sua casa, reúna sua família, leia e medite o evangelho daquele domingo.

 

6.     Rezem a novena de Natal

Outra importante tradição que precisa ser resgata pelos cristãos é a novena de Natal. Reúna seus familiares ou seus vizinhos e rezem a novena. Esses momentos são importantes para estreitar laços de amizade e caridade entre as pessoas. Inclua as crianças nesses momentos, dando a elas alguma tarefa, por exemplo, conduzir uma leitura. No último dia da novena, se possível, que haja um momento de confraternização com todos os participantes.

 

7.     Ensine canções natalinas para as crianças

É conhecido o poder que a música exerce sobre as pessoas. Uns mais outros menos, todos curtem ouvir uma música em algum momento do dia. Aproveite então o período do Advento para ensinar a seus filhos canções natalinas: a Igreja Católica tem um repertório lindo. E com o fácil acesso à internet que temos hoje em dia nem é preciso ter um CD com essas músicas, uma pesquisa rápida te dará inúmeras opções para ouvir e aprender a cantar.

 

8.     Visitem os presépios nas Igrejas

Paróquias e Santuários costumam montar belíssimos presépios. Aproveite para visitá-los com seus filhos, sempre recordando a eles o sentido cristão do Natal.

 

9.     Visitem algum lar social

O sentido do Natal é o amor, por isso o cristão não pode ser indiferente às milhares de moradores de asilos e casas de repouso ou às crianças nos orfanatos que vivem a expectativa de alguém que lhes dê um pouco de atenção, carinho, amor. Leve seus filhos para visitar um desses lugares, explique para eles o que é um lar social e o quanto podemos ajudar a essas pessoas com um simples abraço e uma conversa. Essa atitude ajuda-nos, inclusive, a deixarmos um pouco de lado as conversas virtuais, para vivermos as dádivas que só um diálogo frente a frente pode nos proporcionar.

 

10.  Doem um ceia de Natal

O amor é caridade. Por isso a Igreja sempre nos convida a ajudarmos os mais necessitados. Podemos responder a esse apelo tornando o Natal de uma família carente mais feliz. Junto com seus filhos prepare uma cesta de Natal com alimentos que possam contribuir para uma ceia especial. Se possível visitem essa família para conhecerem a realidade em que vivem e entreguem os alimentos.

 

11.  Participe com seus filhos da Missa do Galo

Não permita que a celebração do Natal com a sua família se limite a ceia à meia-noite com a distribuição de presentes. Por isso, planeje o tempo para que, com a família, todos participem da missa. Uma tradição só se perpetua se for transmitida. Seus filhos precisam aprender o verdadeiro sentido do Natal para que essa celebração não seja reconhecida unicamente como a festa do papai Noel.

 

 

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Por que a Igreja cobra taxas e espórtulas para celebrar alguns sacramentos?

Por que a Igreja cobra taxas e espórtulas para celebrar alguns sacramentos?

Como meio de sustentação legítimo, a espórtula não configura o comércio com as coisas sagradas.

Espórtulas são os valores cobrados pela Igreja quando esta ministra alguns sacramentos como batismo, crisma e matrimônio, especialmente a Santa Missa por alguma intenção especial.

Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro que essa medida longe está de querer cobrar pelo sacramento ministrado. Cada um deles é impagável, porque custou o preço do Sangue precioso de Jesus para a nossa salvação. Os sete sacramentos brotaram do coração de Jesus transpassado pela lança na cruz. É por meio deles que as graças da salvação, conquistadas a nós por Cristo, chegam a nós, e isso é impagável!

Então, por que a Igreja cobra uma taxa para celebrar alguns deles?

A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento e existe durante quase dois mil anos. Essa prática tem duplo sentido:

1) para quem oferece sua dádiva, é uma forma de participar, de maneira mais íntima, da oblação Eucarística e dos frutos desta. É expressão da fé e do amor com que tem acesso ao Pai por Cristo no Espírito Santo. Assim, as espórtulas se justificam como a expressão da fé e do amor dos fiéis que desejam participar mais intimamente dos frutos da Santa Missa.

2) para a Igreja, é um meio de sustentação legítimo, baseado na tradição bíblica e que não se trata de simonia, isto é, de comércio com as coisas sagradas. Após o Concílio do Vaticano II (1962-1965), que fez um balanço da vida eclesial, considerando as suas necessidades, o Papa Paulo VI regulamentou as espórtulas da Missa, em 13/06/1974, quando publicou o Motu Próprio Firma in Traditione, em que dizia:

É tradição firmemente estabelecida na Igreja que os fiéis, movidos por seu espírito religioso e seu senso eclesial, acrescentem ao sacrifício eucarístico um certo sacrifício pessoal, a fim de participar mais estritamente daquele. Atendem assim às necessidades da Igreja e, mais particularmente, à subsistência dos seus sacerdotes. Isso está de acordo com o espírito das palavras do Senhor: ‘o trabalhador merece o seu salário’ (Lc 10,7), palavras que São Paulo lembra em sua primeira carta a Timóteo (5,18) e na primeira aos Coríntios (9,7-14)”.

O clero que, por seu trabalho, merece receber o necessário para se sustentar, deveria ter sua subsistência garantida por um sistema de financiamento independente de ofertas feitas por particulares ou pelos fiéis que peçam serviços religiosos.”

O que diz o Código de Direito Canônico?

Depois disso, o assunto foi regulamentado também pelo Papa João Paulo II, em 22 de janeiro de 1991, no Decreto Sobre as Espórtulas, preparado pela Sagrada Congregação para o Clero. O Código de Direito Canônico, promulgado em 25/11/83, quando fala das espórtulas, diz entre outras coisas:

Cânon 945 – § 1. “Segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que ele aplique a Missa segundo determinada intenção. § 2. Recomenda-se vivamente aos sacerdotes que, mesmo sem receber nenhuma espórtula, celebrem a Missa segundo a intenção dos fiéis, especialmente dos pobres.

Cânon 946 – Os fiéis que oferecem espórtula para que a Missa seja aplicada segundo suas intenções concorrem, com essa oferta, para o bem da Igreja e participam de seu empenho no sustento de seus ministros e obras.

Cânon 947 – Deve-se afastar completamente das espórtulas de Missas até mesmo qualquer aparência de negócio ou comércio.

No início da Igreja, os cristãos, ao participarem da Santa Missa, levavam consigo dons naturais (pão, vinho, leite, frutas, mel etc.). Depois, passou a se fazer doações também em dinheiro por ser mais prático. A Igreja, como uma sociedade também humana e inserida neste mundo, precisa de dinheiro para exercer a missão de pregar o Evangelho, confiada a ela pelo próprio Cristo, desde os tempos d’Ele. Os doze apóstolos tinham uma caixa comum (cf. Jo 12,6). Jesus aceitava que algumas mulheres os ajudassem com seus bens, entre elas, Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza; Susana e várias outras (cf. Lc 8,1-3).

A primeira comunidade cristã em Jerusalém praticava a voluntária partilha de bens (cf. At 2,44; 5,1-6). Jesus elogiou a oblação da viúva no Tesouro do Templo: “Em verdade eu vos digo que esta viúva, que é pobre, lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver” (Mc 12,42-44).

E aqueles que não têm dinheiro para mandar celebrar a Santa Missa?

A Igreja reza diariamente por todas as grandes intenções e necessidades da humanidade (os doentes, os moribundos, os encarcerados, os falecidos etc.), também pelas almas do Purgatório em todas as Celebrações Eucarísticas. Assim, não há almas abandonadas no Purgatório por falta de dinheiro da parte dos familiares.

Quando todos os católicos pagarem o dízimo que a Igreja não obriga que seja 10% do que a pessoa ganha, embora isso seja bom, então, certamente, não será mais preciso cobrar taxas para a celebração dos sacramentos, como o batismo, o crisma e o matrimônio. Mas isso ainda não é comum; por isso a Igreja precisa das taxas para suas necessidades materiais.

O Código de Direito Canônico afirma:

Cânon 222 § 1. “Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros.”

O que o Catecismo da Igreja Católica diz no §2043: “Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, as necessidades materiais da Igreja”.

Publicado originalmente no site da Canção Nova.

Fonte: churchpop.com

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Lições que podemos aprender com Santa Cecília sobre a evangelização através da música

Lições que podemos aprender com Santa Cecília sobre a evangelização através da música

Filha de um Senador Romano nobre, rico e influente, Santa Cecilia nasceu em Roma por volta do ano 150. Embora tenha nascido em uma família pagã, Cecília foi muito religiosa desde a infância. Na juventude, decidiu afastar-se dos prazeres da vida, e no mais íntimo segredo fez o voto de castidade para, então, viver o amor unicamente a Jesus Cristo. Gostava muito de estudar, principalmente filosofia e música sacra.

Sua vida transcorria normalmente até ela receber a notícia de que havia sido prometida em casamento a Valeriano, um jovem nobre romano. Sua reação foi rezar pedindo a proteção da Virgem Maria, de Deus e dos anjos para que não precisasse quebrar seu voto de castidade. No dia do casamento, profundamente triste, ela contou ao noivo sobre sua fé e começou a falar-lhe das glórias de Deus e sobre Jesus Cristo. Falou-lhe também sobre seu voto.

Uma vida de evangelização e missão

A história narra que Valeriano ouviu tudo estarrecido. Sua noiva falara de Deus com tanta convicção que de pagão converteu-se ao cristianismo. Na mesma noite, o jovem recebeu o batismo. Extasiado, Valeriano contou ao seu irmão, Tibúrcio, o que havia lhe acontecido. Também ele foi mais um pagão que se converteu ao catolicismo por meio do testemunho de vida da jovem Cecília.

Surpresa por ver a ação de Deus se manifestando por meio de sua vida, conta-se que naquela noite Cecilia agradeceu a Deus cantando: “Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”.  Cecília mostra, com a vida, que tinha consciência sobre sua missão. Evangelizar, para ela, era uma questão urgente e brotava de uma experiência.

 

Sacrifício e martírio: Santa Cecília não negociou sua pertença a Jesus Cristo

Tempos depois, o prefeito de Roma quis o tesouro dos dois irmãos que haviam se convertido. Porém, os dois já haviam distribuído seus bens aos pobres. O prefeito, então, exigiu que eles abandonassem a fé cristã, sob pena de morte. Mas os dois não renegaram. Foram condenados à morte e decapitados.

Depois disso Cecília foi chamada ao conselho romano e exigiu que ela revelasse onde estaria o tesouro dos dois irmãos. Ela confirmou a informação de que tudo havia sido distribuído aos pobres.  Enraivecido, o prefeito exigiu que ela renunciasse a fé cristã e adorasse aos deuses romanos a fim de poupar sua vida. Com coragem e serenidade, ela se e acabou condena à tortura.  Aos soldados romanos, encarregados de massacrá-la, Santa Cecilia começou a falar sobre as maravilhas de Deus, sobre a verdadeira religião, sobre o sentido da vida e sobre Jesus Cristo. Também os soldados se converteram ao cristianismo e pouparam a vida da jovem.

Indignado, o prefeito de Roma mais uma vez deu ordens para que outros soldados trancassem Cecília no balneário de águas quentes, logo na entrada dos vapores, do seu próprio castelo. Ali ela deveria morrer por asfixia devido aos vapores ferventes que aqueciam as águas. Ninguém dali sairia vivo.  Mas Cecilia saiu. Milagrosamente ela foi protegida da morte.  Ainda mais alarmado, o prefeito mandou que ela fosse morta com três golpes de machado em seu pescoço. O algoz obedeceu, mas não conseguiu arrancar sua cabeça, coisa que ele estava acostumado a fazer com apenas uma machadada. Ele deixou a mártir em dolorosa agonia.

Todos estavam impressionados com a fé daquela jovem que enfrentava a morte sem receios. Cecília permaneceu viva por mais três dias. Conversava com aqueles que lhe cercavam, dava-lhes concelhos. Percebendo que sua morte se aproximava, ela pediu ao Papa que entregasse todos os bens que deixava para os pobres e que no local de sua casa fosse construída uma igreja – o que aconteceu mais tarde. Nessa Igreja, que recebeu o nome de Santa Cecília, já no século VI costumou-se celebrar sua memória no dia 22 de novembro.

Nos seus últimos instantes de vida, Cecilia começou a cantar as maravilhas de Deus e, por fim, entregou sua alma ao seu Amado Senhor. Seu corpo foi sepultado na catacumba de São Calisto e desde então passou a ser venerada como mártir.

Tempos depois, devido às sucessivas invasões ocorridas em Roma, as relíquias de vários mártires foram trasladadas para algumas igrejas. No entanto, as de Cecília permaneceram perdidas por muitos séculos, até que a Santa apareceu em sonho ao Papa Pascoal (817-824) revelando-lhe onde estavam seus restos mortais. Seu caixão foi, finalmente, localizado. Ao abrirem, verificou-se que seu corpo permanecia incorrupto. Suas relíquias foram, então, colocadas numa urna de mármore sob o altar da igreja que outrora foi construída no local onde antes era a sua casa.

Séculos se passaram e em 1559, o cardeal Sfondrati ordenou que a urna fosse novamente aberta. Mais uma vez constatou-se que seu corpo permanecia intacto.

Santa Cecília expressava na música sua intimidade com Deus

Santa Cecília expressava sua profunda intimidade com Deus pelo canto. É por essa sua forma tão genuína de demonstrar fidelidade a Igreja, amor e bondade ao próximo, que a Igreja tem Santa Cecília por padroeira dos músicos e do canto sacro. Ela viveu em plenitude o versículo bíblico que todos somos chamados a cantar com nossas vidas: “Em todas as circunstâncias, dai glória ao Senhor” (1Ts 5,18).  Essa é a primeira lição que aprendemos com essa santa: não importa o que acontece em nossas vidas, importa é termos Deus em primeiro lugar.

A Igreja tem a música sacra como um dos elementos mais significativos na evangelização, como um “tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene” (Sacrosanctum Concilium,112).  Também a Palavra de Deus evidencia a capacidade da evangelização pela música e a importância do canto na vida espiritual do cristão. Por isso indica: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” (Ef 5,19).

A partir do testemunho de vida de Santa Cecília compreendemos que a confiança nos torna serenos. Ela confiou em Deus e foi fiel mesmo diante da ameaça de morte. Preferiu ser martirizada a perder a vida eterna. Não se abalou. Manteve-se firme mesmo em agonia e cantou a Deus. Saibamos nós confiar no Senhor com tanta veemência a ponto de não demostrarmos em nossa face a agonia que carregamos no peito, e que nossa voz declame “de todo coração” louvores ao Senhor.

 

Dia 22 de novembro, além de ser o dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Cecília, é também o dia do músico cristão.

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Arcebispo aprova oração para pedir graças por intercessão da jovem Maria Amida Kammers

Arcebispo aprova oração para pedir graças por intercessão da jovem Maria Amida Kammers

Após meses de articulação junto à Arquidiocese de Florianópolis e às Paróquias de Angelina e de Santo Amaro da Imperatriz, está aprovada pelo Arcebispo Metropolitano, a Oração Oficial para pedir graças, por intercessão de Maria Amida Kammers. A aprovação da Oração se deu em 25 de novembro do ano passado, mas somente agora está sendo oficialmente divulgada.

A oração será colocada sobre o túmulo de Maria Amida, no dia 25 de novembro, após a Missa em Ação de Graças, e também se fará constar em santinhos devocionais que serão amplamente distribuídos entre os devotos.

A Celebração Eucarística ocorre no dia em que, há 56 anos, Maria Amida foi barbaramente assassinada por defender sua castidade, pureza e honra: 25 de novembro de 2017, às 09h30, em Taquaras, Rancho Queimado (SC).

Será um grande momento de fé e devoção.

Histórico

A jovem Maria Amida Kammers nasceu em Santa Filomena, município de São Pedro de Alcântara (SC), e era membro da Pia União das Filhas de Maria. Foi assassinada em 25 de novembro de 1961, em Santo Amaro da Imperatriz (SC), aos 20 anos e 10 meses de idade.

Está sepultada no cemitério da Igreja Católica de Taquaras, em Rancho Queimado. Seu túmulo está repleto de placas agradecendo as graças alcançadas.

Maria Amida Kammers, assim como santa Maria Goretti – virgem e mártir, representa para seus devotos, um exemplo de jovem virtuosa que abraçou a morte para não ter sua pureza maculada. Deu sua vida pelo que acreditava. Viveu seu batismo e, sobretudo, testemunhou sua fé.

Mais informações: Devotos de Maria Amida Kammers

MARIA AMIDA, INTERCEDEI POR NÓS!

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“República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época”, diz dom Leonardo Steiner

“República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época”, diz dom Leonardo Steiner

Nesta quarta-feira, 15 de novembro, celebra-se os 128 anos de proclamação da República. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, concedeu entrevista à equipe de assessoria de imprensa sobre o significado da data.

A República Brasileira foi proclamada como resultado de um levante político-militar que deu ao Brasil a forma republicana federativa presidencialista do governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por causa disso, colocou um final no comando político do imperador D. Pedro II.

Confira entrevista.

Celebra-se o dia da Proclamação da República em meio a uma grave crise geral no Brasil. Na opinião do senhor, em que pé está a prática republicana no Brasil?

Nossa compreensão sobre a República é tirada do mundo dos gregos antigos e tem significado muito simples e acessível a qualquer pessoa que queira fazer uma séria reflexão sobre a vida pública no Brasil: é republicano tudo o que favorece o bem comum e não a interesses de grupos ou de pessoas. A palavra republica diz: res-publica, a coisa pública, o que é da responsabilidade de todos, o que está a serviço de todos. Percebemos que valores do público, do comum como a ética, foram deixados de lado. Os antigos diziam que governar é a maior de todas as artes. Maior porque está no cuidado de todos e de tudo e não de grupos ou do mercado. Nesse sentido temos uma responsabilidade com a res-publica. Percebemos como a crise é do descuidado para com a República.

Nesse sentido podemos lembrar o Beato Paulo VI, que na Encíclica Populorum Progressio, publicada há cinquenta anos, recordava o propósito inspirador de formas de governo: “Trata-se de construir um mundo em que todos os homens, sem exceção de raça, religião ou nacionalidade, possam viver uma vida plenamente humana, livre de servidões que lhe vêm dos homens e de uma natureza mal domada; um mundo em que a liberdade não seja uma palavra vã”. A prática republicana, se quisermos nos expressar assim, necessita dessas características fundamentais para permanentemente dinamizar e maturar a República. República não é algo pronto, exige a participação e cuidado dos cidadãos em cada época. Teríamos, então a República como como expressão viva das pessoas livres que são ouvidas, representadas e respeitadas, isto é, democraticamente ativas.

Em comentários de domínio público entre personagens da política que passaram por situações suspeitas existe a presença da expressão de que a conversa entre eles foi “republicana”. Para o senhor, o que é um diálogo republicano?

É republicano um diálogo que respeite, com rigor, os princípios da honestidade, da ética pública e da fidelidade aos interesses da sociedade. Um diálogo profundamente marcado pela integridade pessoal e pela disposição em buscar soluções para os problemas postos na lida correta da política. Não é republicana nenhuma conversa que trate de vantagens pessoais ou para grupos familiares ou partidários em relação ao trato do dinheiro do contribuinte, ou seja, o que costumam chamar de recurso público. Quando o diálogo republicano dá lugar aos acordos para garantir interesses que não sejam aqueles defendidos pelo conjunto da população, estabelece-se a corrupção seja ela econômica ou moral. Quando pessoas ou grupos se permitem o direito de intervir em instâncias do poder público para retirar delas qualquer tipo de vantagem está aberto o caminho da corrupção ativa e passiva e ganha protagonismo corruptores e os corrompidos.

Papa Francisco falou sobre corrupção a parlamentares italianos que se mobilizam contra a máfia afirmando que ela tem uma natureza contagiosa e parasitária, porque não se nutre do que de bom produz, mas do que subtrai e rouba. O que o senhor pensa ser possível aplicar dessa palavra do Papa na situação vivida atualmente na república brasileira?

Papa Francisco falava de uma circunstância bem precisa dentro do universo da república italiana e não se pode, pura e simplesmente, aplicar a situações diferentes, mas é claro que suas palavras têm um alcance maior por se tratar de um fenômeno que, infelizmente, se encontra em muitos países do mundo.

Quando ele fala da natureza contagiosa da corrupção, por exemplo, pode-se notar que é um fato que se verifica na realidade brasileira. Na verdade, o sistema político brasileiro está contaminado pela corrupção. E isso transcende o tempo republicano para alcança os primórdios da nossa sociedade. Uma pena é que essa contaminação atravessou os séculos e insiste em ir dominando governos, legislaturas e tantas outras instâncias de poder retirando do povo brasileiro seus recursos mais essenciais. A corrupção no Brasil, como diz o Papa, também tem seu caráter parasitário porque se alimenta do que os corruptos roubam do povo. Desse modo, a corrupção humilha o povo brasileiro que precisa de habitação, alimentação, saúde, segurança e educação.

A corrupção solapa tudo o que de possível poderia ser realizado com os recursos que saem do bolso do povo, especialmente do povo mais pobre. Já passou da hora de deixarmo-nos atrair pela ética e debater as raízes da corrupção para ser enfrentada no nosso país. A CNBB tem insistido em seus pronunciamentos oficiais em três caminhos para cuidar da res-publica e, por isso, enfrentar a corrupção generalizada: o resgate da ética para garantir lisura no modo de lidar com os valores religiosos e morais, como também com os recursos que são do povo e devem ser aplicados em serviços para a população; uma reforma política abrangente que envolva as eleições, o dinâmica democrática da Legislativo, Executivo e Judiciário; a participação da sociedade inteira nos debates e nas decisões sobre os principais temas nacionais.

Nesse momento de crise, no entanto, percebemos um movimento quase silencioso de diversos grupos na sociedade que busca debater e refletir o momento da nossa República. São pessoas que percebem a natureza “contagiosa e parasitária” da corrupção nos diversos âmbitos da sociedade e assumem a responsabilidade como cidadãos de buscar caminhos para a Republica. Se debate e reflete a ética, a democracia, a economia, a educação, a segurança, a saúde. Acontece diálogo! São pessoas que fazem da crise uma possibilidade de maturação da República, guiadas pela esperança. Desejo que esse movimento cresça, se fortaleça e como afluentes caminhem para um grande rio que é a vida à República do Brasil. Que esse movimento atinja nossas universidades e as pequenas comunidades do nosso interior.

 

Fonte: CNBB

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