6 coisas que Santa Gianna Beretta Molla ensina sobre a família

Para quem está acostumado apenas com santos que vestem hábitos e véus, o exemplo de Santa Gianna Beretta Molla, uma das poucas mulheres casadas proclamadas santas pela Igreja, é de chamar atenção. Ela, que tinha amor pela vida, pelas coisas simples e, principalmente por Deus e sua família, viveu intensamente o mandado de Jesus: dar a vida para que outros tenham vida!

Outro ponto que chamava atenção era o amor apaixonado que nutriu pelo esposo, Pietro Molla, com quem teve quatro filhos, durante os anos em que estiveram juntos. Foram dezenas de cartas de amor escritas e enviadas durante as viagens que ele fazia a trabalho.

Santa Gianna Beretta Molla nasceu em 4 de outubro de 1922 na cidade de Magenta, na Itália, em uma família composta por treze filhos. Vivia em um lar cristão desde os primeiros anos de vida. Mais tarde, Gianna – que tinha gosto por moda e esportes – formou-se em medicina e especializou-se em pediatria com a finalidade de ser missionária no Brasil.

Gianna faleceu em 28 de abril de 1962, dias após o nascimento de Gianna Emanuela, sua última filha. Confira o que ela nos ensina sobre a vida familiar em direção à santidade.

1 – Harmonia entre a missão profissional e familiar

Em tudo harmonizava a vida profissional com a familiar. Ela dedicava tempo para cada realidade de acordo com as necessidades que se apresentavam a cada tempo. Além dos compromissos de fé, adorava esquiar na neve, pintar e ouvir uma boa música. Sobre sua missão profissional relatou: “quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo”.

2 – Cultivo do romantismo, carinho e amor apaixonado pelo esposo

O relacionamento familiar era sempre alimentado com muito amor, carinho e romantismo ao esposo. Quando Pietro viajava a trabalho e ficava um tempo fora de casa, sempre se comunicavam por meio de cartas amorosas, onde expressavam o quanto se amavam. Confira um trecho: “Pietro, pense em nosso ninho, aquecido pelo nosso amor e alegrado pelas crianças que o Senhor nos dará! É certo que também passaremos por dificuldades, mas se nos amarmos sempre como nos amamos agora, com o auxílio de Deus, saberemos juntos suportá-los. Não é?

 

3 – Vida espiritual intensa e priorizada

Santa Gianna priorizava a vida espiritual de toda a família. Ela possuía o hábito da vida cristã que consistia em oração, missa, eucaristia e participação de retiros espirituais. Era tudo com a devida intensidade. Não abria mão da vida cristã.

4 – Martírio pela vida

Como já foi dito, Santa Gianna abriu mão da própria vida para que sua filha nascesse. Estando grávida do quarto filho, descobriu que tinha um fibroma no útero e que precisaria retirar o órgão, mas caso isso acontecesse provocaria o aborto da criança, fato que em nenhuma hipótese quis submeter-se. Mesmo contrária a opinião de outras pessoas da família, levou a gestação até o final. Passados alguns dias, após o nascimento de Gianna Emanuela, seu martírio se concretizou com sua morte.

5 – O espírito de sacrifício

Após a morte de Santa Gianna, o seu marido, Pietro Molla, descobriu alguns escritos que a santa fazia antes de participar dos retiros onde relatavam a unidade de seu coração com o amor, o sacrifício e  a fé inabalável. Isso demonstrava que ela estava consciente da escolha que fazia em relação à gestação de risco que trazia.

6 – Milagres brasileiros

A canonização de Santa Gianna aconteceu em 16 de maio de 2004, por São João Paulo II, no Vaticano, de quem recebeu o título de “Mãe de Família”. Os milagres para sua beatificação e canonização ocorreram no Brasil. Um em 1977, em Grajau (MA), para onde ela queria ter vindo como missionária com o seu irmão e o outro na cidade de Franca (SP), em 2000.

 

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