Como surgiu a festa de Corpus Christi?

Como surgiu a festa de Corpus Christi?

O único dia do ano em que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.

Nesta festa, os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.

O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.

Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

Todas as células e glóbulos continuam vivos.

A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!

Fonte: Aleteia via Prof. Felipe Aquino

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Conheça o santo do “parto feliz”: São Geraldo Magela

Conheça o santo do “parto feliz”: São Geraldo Magela

Quando pensamos em maternidade ou rezamos por um “parto feliz”, geralmente recorremos à Virgem Maria, pois a mulher que trouxe ao mundo o Salvador, a Mãe de todas as mães, parece ser a que melhor entende as aflições deste momento. Mas você sabia que o protetor das mulheres grávidas no momento do parto é um homem? Sim! E ele é um santo homem.

São Geraldo Magela recebeu esse título porque socorria as mães com suas orações durante as aflições do parto, alguns deles em condições complicadas tanto para a mãe quanto para a criança. Tudo começou quando uma jovem que, tendo esquecido seu lenço, voltou para buscá-lo. São Geraldo –que tinha muitos dons espirituais – teve um pressentimento e alertou a moça: “Guarda-o, pois te será útil um dia”. Tempos depois, no momento de dar à luz, a moça se recordou do que Geraldo havia lhe dito. Pediu que lhe trouxessem o lenço. Agarrou-se a ele com fé. Geraldo mais uma vez sentiu a agonia da jovem mãe e rezou por ela. Aquele parto complicado logo se resolveu.

Sabendo do acontecido, outras mulheres testemunharam que conseguiram dar à luz, que sobreviveram ao parto e que seus filhos nasceram saudáveis graças à intercessão de Geraldo, que as acompanhava espiritualmente com suas orações. Quando lhe era possível, o santo se fazia presente no local onde a criança estava por nascer.

A vida desse santo é mesmo muito curiosa. Por ser o mês das mães, vamos conhecer um pouco mais o que tornou esse santo um especial amigo e intercessor das mulheres nos momentos mais temidos por elas: as dores do parto.

Da alfaiataria aos altares

São Geraldo nasceu na Itália em 1726. O menino cresceu na alfaiataria de seu pai que faleceu precocemente quando o filho tinha apenas 14 anos. A família, depois disso, passou por alguns reveses. Sem dinheiro para sustentar a casa, dona Benedita, sua piedosa mãe, viu seus filhos sofrerem a fome.

Geraldo assumiu a responsabilidade de cuidar dos seus entes e, seguindo o exemplo do pai, foi trabalhar numa alfaiataria. Essa experiência, no entanto, não foi bem-sucedida. Seu patrão o maltratava, o que tornou tudo ainda mais árduo para o jovem Geraldo. Mas ele não se queixava.

Tempos depois, num desejo quase que inconsciente de servir a Deus, Geraldo se deparou com a oportunidade de trabalhar para o bispo de Lacedônia. Mesmo tendo sido alertado para que não assumisse tal trabalho, destemido ele aceitou essa missão. Ele acreditava que estava fazendo a vontade de Deus, e isso lhe bastava. Essa certeza o fez perseverante. Diferente de outros que não conseguiram passar mais do que uma semana naquele emprego, Geraldo trabalhou com afinco até a morte do bispo. Encontrava alívio e descanso nos momentos em que passava ajoelhado diante do Sacrário.

Depois do falecimento do bispo, Geraldo voltou para sua cidade natal e abriu sua própria alfaiataria. Do dinheiro que ganhava, separava o suficiente para alimentar sua mãe e seus irmãos e o resto gastava com os pobres. No seu mais íntimo, ele sabia que não era como alfaiate que seria feliz. O que ele queria era ser cada vez mais semelhante a Cristo.

Geraldo conseguiu ser admitido na Congregação dos Redentoristas, porém não foi ordenado sacerdote. Geraldo era irmão leigo. Como religioso, desempenhou as funções de alfaiate, jardineiro, enfermeiro e sacristão. Irmão Geraldo também amparava muitas jovens que desejavam entrar para um convento. Ele ajudava essas moças a conseguirem o dote necessário para a vida religiosa e as encaminhava para as congregações.

Sua bondade e seu amor a Deus e aos necessitados eram puros. No entanto, Irmão Geraldo se deparou com uma provação que o fez perceber que nem todos à sua volta eram como ele. Uma das moças que tentou ajudar a tornar-se freira, descontente da vida que levava, decidiu abandonar o convento. Como deveria apresentar uma justificativa para isso, resolveu mentir sobre a vida dentro do convento, acusando a irmãs de depravações. Logo desconfiaram que a moça mentia e ela, para se defender acusou Geraldo de pecados de impureza. A ex-religiosa escreveu uma carta dizendo que o religioso havia engravidado uma jovem. Tempos depois a moça ficou doente e escreveu outra carta demonstrando arrependimento e confessando que sua acusação era falsa. Geraldo morreu ainda jovem, aos 29 anos. Foi canonizado em 1904.

O santo do “parto feliz”

Mesmo depois de sua morte, por toda a Itália cada vez mais mulheres pediam a intercessão de Geraldo para que no momento do parto corresse tudo bem. As mães tornaram o religioso seu padroeiro, e algo que na sua beatificação foi revelado tem se perpetuado: São Geraldo Magela é o santo do “parto feliz”.

Ao longo dos séculos, em sua homenagem, maternidades carregam seu nome pelo mundo afora. E tantos meninos foram batizados com o seu nome porque no momento do nascimento seus pais recorreram à intercessão do santo.

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“Fake Pope”: as falsas notícias sobre Papa Francisco

“Fake Pope”: as falsas notícias sobre Papa Francisco

Na sexta-feira (25/05) foi lançado um livro que reúne todas as mentiras sobre a figura do Papa. Os autores são dois jornalistas, Nello Scavo e Roberto Beretta.

Já foram escritos livros e mais livros sobre as fake news. Muitos textos explicam como reconhecer e desmantelar as mentiras que proliferam na internet. Mas até agora ninguém tinha escrito um livro sobre as fake news referentes ao Papa. Como se sabe, o mundo das falsas notícias já atingiu o Santo Padre. Nas realidade os “boatos” sempre existiram, mas nunca como hoje estiveram no centro de um debate mundial. Cúmplices desta explosão são os social networks e a internet em geral que permite uma expansão sem precedentes.

O objetivo do livro

A ideia – explica um dos autores, Nello Scavo – nasceu alguns anos atrás depois do lançamento do livro “Os inimigos de Francisco” que investiga quais são as resistências e os obstáculos que o Papa encontra. Com este trabalho, ao invés, quisemos documentar e tentar desmentir muitos boatos sobre o Papa que circulam na internet e em outros meios de comunicação.

Um texto acessível a todos

O livro, como explica um dos seus autores, “não é dirigido apenas aos comunicadores, mas é acessível a todos. Qualquer curiosidade sobre fake news pode ser encontrada com explicações e modos para aprofundar o tema”.

O fact checking

Os autores selecionaram 80 acusações principais ao Papa, realizando um aprofundado trabalho de debunking. “Escolhemos – explica Scavo – as notícias que nos pareciam mais interessantes que partem do período da ditadura argentina até os nossos dias. Selecionamos uma a uma e fizemos uma verificação por meio de desmentidas e confrontos. Enfim – conclui – procuramos um fio lógico entre as notícias para entender que alguns boatos nascem de maneira espontânea e outros, ao invés, são frutos de uma estratégia bem precisa para desacreditar o Pontífice”.

 

Fonte: Vatican News

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As palavras da Virgem Maria na Bíblia que questionam o mundo hoje

As palavras da Virgem Maria na Bíblia que questionam o mundo hoje

Nos Evangelhos, encontra-se pouco do que a Virgem Maria falou, porém, quando aparecem citações de suas palavras, é possível apreciar que essas não geram apenas uma reação do Senhor, mas também questionam ao mundo de hoje. São João Paulo II nos ofereceu uma profunda reflexão sobre cada uma delas.

A Anunciação (Lc 1,26-38)

As primeiras palavras da Virgem são contadas por São Lucas quando o Anjo Gabriel visitou Maria e lhe revelou que conceberia Jesus. Ela perguntou: “Como se fará isso, pois não conheço homem?”. E o mensageiro divino, com paciência, explicou a ação do Espírito Santo. “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”, respondeu Maria.

Sobre esta passagem, São João Paulo II escreve na Redemptoris Mater, parágrafo 13, que a Mãe de Deus “respondeu, pois, com todo o seu ‘eu’ humano e feminino. Nesta resposta de fé estava contida uma cooperação perfeita com a ‘prévia e concomitante ajuda da graça divina’ e uma disponibilidade perfeita à ação do Espírito Santo, o qual ‘aperfeiçoa continuamente a fé mediante os seus dons’”.

A visita a sua prima Isabel (Lc 1,39-56)

Maria, movida pela caridade, colocou-se a serviço de sua prima idosa Isabel. Nesse encontro familiar, Isabel a felicitou e a simples Virgem louvou a Deus e proclamou uma das orações mais excelsas do cristianismo, inspirada no Antigo Testamento: o Magnifica.

“Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva…”.

“Com sua visita a Isabel, Maria realiza o prelúdio da missão de Jesus e, colaborando desde o começo de sua maternidade na obra redentora do Filho, transforma-se no modelo de quem na Igreja se coloca em caminho para levar a luz e a alegria de Cristo aos homens de todos os lugares e de todos os tempos” (São João Paulo II, Audiência Geral, 1996).

Jesus é encontrado no Templo (Lc 2,41-52)

Quando Jesus tinha doze anos, ficou em Jerusalém e seus pais, não o achando na caravana, voltaram para busca-lo. Depois de três dias, encontraram-no no Templo dialogando com os doutores da lei e Maria lhe disse: “Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição”.

Jesus respondeu que tinha que se ocupar das coisas de seu Pai e a Virgem e São José não entenderam aquela resposta.

São João Paulo II explica que “Jesus tinha a consciência de que ‘só o Pai conhece o Filho’ (cf. Mt 11, 27); tanto assim, que até aquela a quem tinha sido revelado mais profundamente o mistério da sua filiação divina, a sua Mãe, vivia na intimidade com este mistério somente mediante a fé! Encontrando-se constantemente ao lado do Filho, sob o mesmo teto, e ‘conservando fielmente a união com o Filho’, Ela ‘avançava na peregrinação da fé’, como acentua o Concílio”.

Bodas de Caná (Jo 2,1-11)

Maria, como toda boa mãe, vivia preocupada para que não faltassem as coisas da casa e muito menos em um casamento. Foi assim que, em Caná, alertou seu Filho: “Eles já não têm vinho”. Com a confiança de saber que Jesus ajudaria, adiantou a “hora” do Senhor e deu uma mensagem aos servos e, nela, a todos os crentes: “Fazei o que ele vos disser”.

“Em Caná, graças à intercessão de Maria e à obediência dos servos, Jesus dá início à ‘sua hora’. Em Caná, Maria aparece como quem acredita em Jesus: a sua fé provoca da parte dele o primeiro ‘milagre’ e contribui para suscitar a fé dos discípulos” (São João Paulo II, Redemptoris Mater, 21).

Não há mais palavras de Maria na Bíblia, mas as que aparecem têm especial significado para cada geração e, por isso, São João Paulo II, em sua visita no ano 2000 à Basílica da Anunciação em Nazaré, expressou um de seus maiores desejos:

“Peço à Sagrada Família que inspire todos os cristãos a defender a família, a defender a família contra as numerosas ameaças que atualmente pesam sobre a sua natureza, a sua estabilidade e missão. Confio à Sagrada Família os esforços dos cristãos e de todas as pessoas de boa vontade a fim de defender a vida e promover o respeito pela dignidade de cada ser humano”.

 

Fonte: ACI Digital

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A Teologia do abraço

A Teologia do abraço

Você sabe qual é o significado do abraço no contexto bíblico?

Já parou para pensar que dificilmente uma pessoa te abraça? Há quem se contente com um “tudo bem?”, outros com um “oi” e não passa disso. Já pensou se com todas as pessoas que encontrássemos tivéssemos a bondade de cumprimentá-la com um abraço ou, se preferir, um amasso?

No contexto bíblico, o abraço significa misericórdia. Vale recordar aqui o abraço do Pai no filho pródigo. As mazelas, as decepções, os pecados, a arrogância, a precariedade, a soberba, se dissolveran no abraço do Pai misericordioso.

Não tenho dúvida de que aquele sujeito sem nome (pode ser eu ou você) que pegou a parte da herança e partiu para o mundo contemplou a verdade interpretada por Martha Medeiros: “Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve”. O abraço esmagante do Pai devolveu ao filho desgraçado o dom da vida, da eternidade.

O abraço, segundo alguns especialistas, faz bem para a saúde psíquica e física. Ele tem o poder de aumentar os níveis de uma substância chamada oxitocina, que tem a particularidade de reduzir os estados de stress e ansiedade, aumentando a felicidade e o bem estar das pessoas. Pessoas com um nível elevado de oxitocina têm a probabilidade de desenvolverem um comportamento maior de ligação entre as pessoas. Você sabia disto?

Mário Quintana faz questão de aludir o abraço a um laço. Diz ele: “Meu Deus! Como é engraçado! Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço”.

Penso que, nos tempos hodiernos, nossos casais precisam se abraçar. Precisam encostar um coração no outro (Rita Apoena). Já imaginou acalmar os corações atribulados por uma discussão, encostando um coração no outro? Corações atribulados se entendem e se acalmam no compasso da vida, que se renova dentro de um abraço.

Certa vez, havia um casal de idade mediana nas dependências de uma Praça. Eles viram quando ali estava uma menina, baixinha, com cabelos de fios dourados, muito pacífica. Passavam-se minutos e minutos, e ela ali persistia. Quando menos esperavam, salta de um ônibus um menino com trajes de viajante, mochilas nas costas, e apressadamente se direciona até a menina. Em fração de segundos, um atracou o outro num abraço, e os dois ficaram por um bom tempo sem trocar palavras. Certamente fazia muito tempo que o casal de namorados não se encontrava.

O normal seria que eles trocassem belas saudações, nobres palavras, ricas frases. Mas eles optaram pelo abraço. Pois o abraço permitia que eles se sentissem. Quando vemos uma sociedade (famílias, grupos, religiões) machucada, triste, sem rumo, sem esperança, nós podemos dizer que estamos vendo (e vivenciando) uma sociedade que perdeu a capacidade de se sentir. O poeta português Fernando Pessoa já dizia: “quem sente muito, cala; quem quer dizer quanto sente, fica sem alma nem fala, fica só, inteiramente”!

Já Drummond se atreve dizer que “se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis”.

Traduzindo: amar não é teoria, é sentir. Abraçar é amar. Abraçar é discursar sem palavras. Abraçar é poder entrar no outro sem pisar no seu terreno. Abraçar é ser mais gente. Abraçar é uma forma de teologar… pois até Deus quis morar no abraço!

Fonte: Aleteia via A12

 

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Mês Mariano: 3 devoções antigas que você precisa conhecer

Mês Mariano: 3 devoções antigas que você precisa conhecer

A Igreja dedica o mês de maio a Nossa Senhora. Esta dedicação é rica de sentido por tal importância que Maria exerce na vida dos cristãos. Quem ama Jesus, não pode viver sem também amar a sua Mãe, àquela que foi concebida sem o pecado original e escolhida para ser “bendita entre todas as nações” (Lc 1, 48).

Neste mês acontecem várias festas em devoção a Virgem Maria como, por exemplo, a coroação de Nossa Senhora, celebrada ao final de maio em diversas paróquias do Brasil e do mundo. Para melhor celebrar a Mãe de Deus, trazemos até você três antigas devoções que perpassaram o tempo e se mantiveram como devoção popular.

Ofício da Imaculada Conceição

Provavelmente você já rezou ou ao menos ouviu falar dele, mas é possível também que você não conheça as origens desta oração. O Ofício da Imaculada Conceição é uma devoção que perdura desde o século XV. Foi escrito pelo monge franciscano Bernardino de Bustis, com o intuito de proteger a Imaculada Conceição, que desde o século XII sofria inúmeros combates.

Em 1678, a oração foi aprovada pelo Papa Inocêncio XI e em março de 1876, o Papa Pio IX concedeu 300 dias de indulgências a todos que recitassem a oração. Com a reforma do Concílio Vaticano II, Paulo VI concedeu indulgência plenária a todos que rezarem o Ofício com fé.

Esta oração é uma das mais belas orações destinadas a Maria. Rezá-la diariamente traz ao fiel a certeza de que, por Maria, muitas graças são derramadas sobre a humanidade. Confira um pouco desta oração:

ORAÇÃO
Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai de vosso amado filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.

Reze o Ofício completo. CLIQUE AQUI.

Akathistos

O Hino do Akathistos é uma oração oriental muito conhecida no interior da Igreja. Seu significado literal é “estando de pé”, ou seja: recomenda-se rezá-la nesta posição. Seu autor é desconhecido, porém sabe-se que esta oração teve início no século V e foi escrita em grego. Foi a partir do século VI que a Igreja bizantina a introduziu como culto a Maria. É constituída de 24 estrofes dividas em duas partes (A evangélica, que compreende da Anunciação de Maria até o seu encontro com Simeão, e dogmática, que corresponde à virgindade perpetua de Maria, a maternidade divina e a medianeira de todas as graças).

O Akathistos é bastante rezado pelos irmãos ortodoxos e pelos católicos de rito bizantino. Quem o reza sempre testemunha o quão bela é esta oração e o quanto ela desperta a alegria interior. Confira um trechinho desta oração:

ANTÍFONA II:
A virtude do Altíssimo
a cobriu com sua sombra
e tornou Mãe a Virgem sem núpcias:
o seio por Deus fecundado
tornou-se campo abundante
para todos aqueles que buscam a salvação
e assim aclamam:
Aleluia!

Para acessar o Hino completo, CLIQUE AQUI.

Mater Admirabilis

De acordo com a história, o título “Mãe admirável” concedido a Nossa Senhora aconteceu por causa de uma pintura realizada pela jovem francesa Pauline Perdrau na igreja de Trinità dei Monti, em Roma. Após meses de trabalho, pintando o quadro, Pauline verifica que a tonalidade das cores ficou muito forte, desagradando assim a madre. A madre então pede que seja colocado um tecido para cobrir a imagem. Dias depois, ao retirar o tecido, a pintura estava com tonalidades admiráveis. Fato que Perdrau atribuiu a um milagre.

Outro fato marcante foi à visita do Papa Pio IX ao Mosteiro de Trinita dei Monti, local em que está situada a igreja com a pintura. Foi ele quem concedeu o título “Mater Admirabilis”, ao perguntar o que havia atrás da cortina que cobria a pintura e se surpreender com tamanha beleza.

Confira a imagem e uma das orações destinadas a Maria, Mãe Admirável:

Oração a Mater Admirabilis
Sob a pressão da atividade excessiva que às vezes nos consome, nos perturba, ou espalha nossas energias em fazer o que é visível e acidental, vamos à nossa “Mater”. Ela é a Mãe do Invisível e a Mãe do Essencial.

Peçamos que nos separe, nos liberte de tudo o que não é importante, nos conduza e fixe nosso olhar no Invisível que seus próprios olhos olham: a Presença Invisível, a Vida Invisível; a Ação Invisível: o Amor Invisível, todas aquelas coisas que são valores eternos em nós e as grandes realidades da fé.

Que ela nos mantenha ao longo de nossos dias ocupados e superlotados no esplendor de coisas que não são vistas e firmes como se as contemplássemos Invisíveis. No meio de coisas não essenciais que nos convidam e muitas vezes nos distraem, corremos o risco de sobrecarregar nossos seres e confundir nossos valores. Que Ela nos dê o entendimento correto do Essencial e uma fome por isso.

Só uma coisa é necessária – a vontade de Deus e a obra do seu amor. Que Mater nos dê a singeleza da visão para que também possamos ver o Invisível e Essencial em tudo.

Por Marie-Therese de Lescure, RSCJ

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a devoção mariana, não deixe de aproximar-se daquela que é digna de profunda admiração.

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Maria, Mãe da Igreja é celebrada pela primeira vez

Maria, Mãe da Igreja é celebrada pela primeira vez

Neste dia 21 de maio, segunda-feira após o Domingo de Pentecostes, celebramos pela primeira vez a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, data que foi estabelecida pelo Papa Francisco no início deste ano, por meio de um Decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“Esta celebração ajudará a recordar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, afirma o documento.

O texto explica ainda que o Papa Francisco decidiu estabelecer esta memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja, “considerando atentamente quanto à promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana”.

Com referência a este episódio evangélico, o decreto assinala que a Virgem Maria “aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito”.

“Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial”.

Além disso, continua o texto, “dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo”.

Segundo o decreto, ao longo dos séculos, “a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, ‘Mãe da Igreja’, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII”.

Leia também: Oração à Maria, Mãe de Deus

Assim, recorda que “o beato papa Paulo VI, a 21 de novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria ‘Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima’ e estabeleceu que ‘com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão’”.

Além disso, a Sé Apostólica propôs uma Missa votiva em honra de Santa Maria, Mãe da Igreja, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação em 1975. “A mesma deu a possibilidade de acrescentar a invocação deste título na Ladainha Lauretana (1980), e publicou outros formulários na Coletânea de Missas da Virgem Santa Maria (1986). Para algumas nações e famílias religiosas que pediram, concedeu a possibilidade de acrescentar esta celebração no seu Calendário particular”.

Agora, o Papa Francisco “estabeleceu que esta memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na Segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada todos os anos”.

Fonte: Aleteia via ACI Digital

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Papa Francisco: não se intrometer na vida dos outros

Papa Francisco: não se intrometer na vida dos outros

Na capela da Casa Santa Marta, o Pontífice celebrou a missa comentando o trecho do Evangelho de João dedicado ao último diálogo entre o Senhor e Pedro.

“Amar, apascentar e preparar-se para a cruz”, mas sobretudo não cair na tentação de “se intrometer na vida dos outros”. Na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco traduz em comportamentos concretos o “segue-me” que Jesus dirige aos seus discípulos. O ponto de partida é o trecho do Evangelho de João, em que descreve o último diálogo entre o Senhor e Pedro. Um colóquio repleto de recordações de “Simão, filho de João”: desde que mudou o seu nome, passando por momentos de fraqueza até o “canto do galo”. Um itinerário mental que o Senhor quer para cada um de nós, para que “se faça memória do caminho realizado” com Ele.

O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor

Na homilia, o Pontífice recordou as três indicações que o Senhor dirige a Pedro: “ama-me, apascenta e prepara-te”. Antes de tudo, o amor, a gramática essencial para ser verdadeiros discípulos do Filho de Deus; e, depois, apascentar, cuidar, porque a verdadeira identidade do pastor é apascentar, “a identidade de um bispo, de um padre, é ser pastor”.

“‘Ama-me, apascenta e prepara-te. Ama-me mais do que os outros, ama-me como puder, mas me ama. É o que o Senhor pede aos pastores e também a todos nós. ‘Ama-me.’ O primeiro passo no diálogo com o Senhor é o amor”.

A bússola de um pastor

O Papa recordou que quem abraça o Senhor está destinado ao “martírio”, a “carregar a cruz”, a ser conduzido para onde não deseja. Esta é a bússola que orienta o caminho do pastor.

“Preparar-se para as provações, a deixar tudo para que venha outro e faça coisas diferentes. Prepare-se para esta aniquilação na vida. E o levarão na estrada das humilhações, talvez para a estrada do martírio. E aqueles que quando você era pastor o louvavam e falavam bem de você, agora falarão mal, porque o outro que vem parece melhor. Prepare-se. Prepare-se para a cruz quando o levarem para onde você não quer. ‘Ama-me, apascenta e prepara-te’. Esta é a rota de um pastor, a bússola”.

Não às alianças eclesiásticas

A última parte do diálogo permite a Francisco falar da última tentação, tão comum: o desejo de se intrometer na vida dos outros, sem se contentar em olhar para a própria vida.

“Coloque-se no seu lugar, não enfie o nariz na vida dos outros. O pastor ama, apascenta e se prepara para a cruz, para o despojamento e não enfia o nariz na vida dos outros, não perde tempo em alianças, em alianças eclesiásticas. Ama, apascenta e se prepara e não cai na tentação”.

Fonte: Vatican News

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Maternidade e devoção: conheça a novena em honra à gravidez de Nossa Senhora

Maternidade e devoção: conheça a novena em honra à gravidez de Nossa Senhora

No mês das mães, somos chamados  a uma reflexão – também espiritual – sobre o que é ser mãe. A maternidade é dom um concedido por Deus às mulheres. Nela a mulher encontra a definição de sua feminilidade: “ao conceber e dar à luz o filho, a mulher «se encontra por um dom sincero de si mesma». O dom da disponibilidade interior para aceitar e dar ao mundo o filho…”, explica o Papa João Paulo II (Mulieris Dignitatem, 18).

É na maternidade que a mulher se assemelha à Maria Santíssima e se encontra com sua verdadeira essência: seja a maternidade biológica, adotiva ou mesmo espiritual, como é o caso das celibatárias. O mesmo Santo Papa expõe: “As palavras de Maria na Anunciação: «Faça-se em mim segundo a tua palavra», significam a disponibilidade da mulher ao dom de si e ao acolhimento da nova vida”.

Nos desafios ordinários da maternidade, recorramos a Maria!

Maria viveu a alegria de criar e educar o Filho de Deus, mas teve seu coração traspassado por uma espada (cf. Lc 2,35) quando Cristo morreu para a redenção da humanidade. Quantas mães, apesar da alegria ímpar que a maternidade lhe traz, sofrem dores físicas e morais que essa mesma maternidade lhe causa ao ver as dores do filho!

Ao pé da Cruz, onde seu Filho se entregava ao Pai por nós, Ele mesmo deu a Maria uma missão que nunca teria fim: Jesus confiou a maternidade de Maria a todos nós quando disse ao discípulo “Eis aí tua mãe”, ao mesmo tempo em que confiou todos nós a ela afirmando:  “mulher eis aí teu filho” (Jo 19,26-27). Essa união maternal é indissolúvel.  

É pela profundidade desse elo que a vocação à maternidade deve ser consolidada em Maria. Se em algumas questões nossa mãe terrena nos inspira quanto aos cuidados e a educação de nossos filhos, sobre a educação moral e religiosa muito mais pode nos inspirar a Mãe do Céu que não fez outra coisa em sua vida senão em tudo fazer a vontade de Deus.

De forma intuitiva, muitas mães têm recorrido Àquela que gerou em seu ventre o Salvador, não apenas para crescer na amizade espiritual com ela, mas para que essa Boa Mãe lhes ajude a superar todas as questões da maternidade. Também aquelas mulheres que encontram dificuldades em sua gestação, ou para engravidar, recorrem à Maria para alcançar a graça da maternidade. Uma oração que tem se tornado cada vez mais conhecida é a “Novena em honra à gravidez de Maria”. Por meio dela muitas mães têm recorrido a Maria e alcançado os benefícios que essa Boa Mãe tem lhes conseguido de Deus.

Todas as mães se encontram diante de desafios e limites – próprios da condição humana – em que se percebem necessitadas de recorrerem à graça de Deus.  Deixamos como sugestão esta belíssima oração para as mães e para aquelas que desejam gerar filhos. Confira!

Novena em honra a gravidez da Virgem Maria

Ó Maria, Virgem Imaculada, Porta do Céu e Causa da Nossa Alegria, respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel, Vós pudestes dar curso ao plano de Deus para a minha salvação. Vós fostes, pela Providência Santíssima desde toda a eternidade, constituída morada digna do Filho de Deus Encarnado. Pelo vosso sim e fidelidade ao Pai celeste, o Espírito Santo teceu em vosso ventre Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Eis que desejando que o Filho de Deus que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me, do vosso Filho, a graça que tanto necessito…  (diga a graça que você precisa).

Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, Vós que, perante o trono da Graça, sois a Onipotência Suplicante, enquanto vou meditando, com reverência e filial afeto, todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência, que vos acompanharam em vossa bendita e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre por nove meses o Filho do Deus Altíssimo. Amém.

Reze 9 Ave-Marias, em honra de cada um dos 9 meses em que Jesus esteve no ventre de Nossa Senhora, acompanhadas da seguinte jaculatória:  Benditas sejam a Santa Gravidez e a Imaculada Conceição da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe.

(A Novena em honra à gravidez de Nossa Senhora pode ser rezada a qualquer tempo.)

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