O misterioso Homem do Sudário, reconstruído em 3D: assim era Jesus?

O misterioso Homem do Sudário, reconstruído em 3D: assim era Jesus?

Arrepiante: “Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra”, diz o cientista responsável

Estaremos diante de uma reconstituição do corpo real de Jesus Cristo?

“Esta estátua é a representação tridimensional do Homem do Sudário, em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.

Quem explica é Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua e estudioso da relíquia, uma das mais enigmáticas e apaixonantes do mundo cristão (e também do mundo incrédulo). Com base em suas medições, o professor fez a reconstituição em 3D que, a seu ver, permite afirmar que essas são as reais características do Cristo crucificado.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra. A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”.

O professor concedeu à revista italiana Chi a conversa exclusiva em que afirmou:

“Segundo os nossos estudos, Jesus era um homem de extraordinária beleza. Longilíneo, mas muito robusto, tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão real e majestosa” (cf. Vatican Insider).

Mediante os estudos e a projeção tridimensional, Fanti pôde também computar as numerosas feridas no corpo do Homem do Sudário:

“No Sudário eu contei 370 feridas de açoites, sem considerar as laterais, que o pano não revela porque envolveu apenas a parte anterior e a posterior do corpo. Mas podemos supor pelo menos 600 golpes. Além disso, a reconstrução tridimensional permitiu observar que, na hora da morte, o Homem do Sudário pendeu para a direita, porque o ombro direito foi deslocado de modo tão grave que lesou os nervos” (cf. Il Mattino di Padova).

As perguntas envoltas no mistério do Sudário são desafiadoras. Mais informações científicas e históricas podem ser encontradas acessando-se este artigo.

É notório que, nesse homem torturado, vemos sinais inquestionáveis de sofrimento. Os olhos da fé enxergam nele o homem por excelência, aquele que foi apresentado pela arrepiante frase “Ecce Homo”, “Eis o homem”; aquele que foi visto manso e majestoso diante de Pilatos, mas que sofreu terrível flagelação, espancamentos, coroação de espinhos, subida ao Calvário carregando aos ombros a própria cruz, crucificação como inocente e morte pela nossa redenção.

Acreditar na autenticidade do Sudário não é obrigatório para nenhum cristão. Mas o carácter excepcional daquele pano fúnebre e seus séculos e séculos de mistério fascinante e desafiador provoca o nosso entendimento e as nossas certezas, tal como fez aquele Nazareno que desafiou as nossas certezas ao amar os seus perseguidores, a perdoá-los do alto da cruz e derrotar a morte para sempre.

 

Fonte: Aleteia

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Semana Santa: tempo de lazer ou de oração

Semana Santa: tempo de lazer ou de oração

Estamos entrando em um tempo especial para os fiéis católicos, trata-se da Semana Santa. Os sete dias mais importantes para a Igreja Católica.

Este é o tempo litúrgico que convoca os fiéis a viverem, com Cristo, os passos de sua Paixão, Morte e Ressurreição. Ela está inserida no período da Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas e se estende até a Quinta-feira Santa, com o início do Tríduo Pascal.

Viver com Cristo a sua trajetória de amor em vista da salvação de toda a humanidade é o propósito da Semana Santa, que compreende o período do Domingo de Ramos até o Domingo da Ressurreição.

Para muitas pessoas, devido ao feriadão, essa é uma semana de lazer, de visita aos familiares e de festas. Mas, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica (CIC 1095), esse é o “momento de reviver todos os acontecimentos da historia da salvação no ‘hoje’”. Para tanto, orienta que os fiéis se dediquem a “momentos fortes da prática penitencial da Igreja” (CIC 1438).

Vejamos o que a Igreja nos convida a reviver em cada dia da Semana Santa:

Domingo de Ramos

Dedicado a fazermos memória da entrada messiânica de Jesus em Jerusalém. Neste dia a liturgia apresenta Cristo entrando em Jerusalém com a multidão que o aclamava com “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor…” (Cf. Mt 21, 1-11).

Segunda-feira Santa

A liturgia deste dia nos apresenta Jesus que vai à casa de Lázaro (seu amigo, a quem Ele ressuscitara), Marta e Maria. Lá, Maria banha os pés e os cabelos do Senhor com o perfume de nardo (que era muito caro). Judas Iscariotes, ao ver o ocorrido, crítica tal atitude da mulher e diz que o dinheiro do perfume poderia ser dado aos pobres. Jesus a defende dizendo que ela ungiu seu corpo para a sepultura e que ela será lembrada nos Evangelhos (Cf. Jo 12, 1-11). Este é um dia de meditarmos sobre nossas atitudes diante da presença do Senhor e, como Maria, derramarmos nEle, o nosso melhor perfume, toda a nossa vida.

Terça-feira Santa

Esse é o dia em que Cristo anuncia a sua morte, deixando os discípulos entristecidos. Diz ainda, que entre eles há alguém que o trairá. Falava de Judas (Cf. Jo 13, 21-33; 36-38) que fora tomado por Satanás e foi entregar Jesus aos sumos sacerdotes. É neste dia também que Pedro diz ao Senhor que o seguirá e dará a vida por Ele e, Jesus, lhe responde que antes que o galo cante, ele o negará por três vezes. É um dia de reflexão de nossas escolhas e respostas diante das provações que vivemos.

Quarta-feira Santa

O dia da traição de Judas Iscariotes. A Quarta-feira Santa remete a memória dos passos de Judas Iscariotes até entregar o Senhor por trinta moedas de pratas (Cf. Mt 26, 14-25). A liturgia deste dia mostra os discípulos perguntando a Jesus aonde irão comer a Páscoa. Para nós, a Quarta-feira Santa reflete um pouco de nossas traições ao Mestre. Quantas vezes, também nós, traímos Jesus favorecendo mais a nossa vontade do que a do Mestre.

Quinta-feira Santa

Aqui encerra a Quaresma, precisamente, minutos antes da Missa da Ceia do Senhor, e começa o Tríduo Pascal, com a última da Ceia do Senhor. É um dia muito importante para a Igreja. É neste dia que Jesus institui o sacrifício em sua memória, a Eucaristia. É o dia em que Jesus é preso e levado a interrogatório, a ser açoitado, levando o peso da condenação por nossos pecados. Ao final da Celebração inicia uma vigília Eucaristica, que se remete ao horário que Cristo passou por todo o sofrimento. Geralmente, no período da manhã, acontece também a Missa dos Santos Óleos, onde o bispo abençoa os óleos que serão utilizados nos sacramentos do batismo e da crisma. Durante essa Missa, os sacerdotes renovam seus votos sacerdotais.

Sexta-feira Santa

Também conhecida como a Sexta-feira da Paixão do Senhor. Esse dia é marcado pelas leituras em memória a Paixão do Senhor. Dia em que Jesus sobe o monte Calvário, é crucificado e morre na cruz (Cf. Jo 18, 1-19; 42). Depois é levado ao Santo Sepulcro, onde deve ficar até o dia da ressurreição. É o único dia do ano em que não ocorre Missa nas igrejas do mundo inteiro, há apenas a distribuição da reserva eucarística, consagrada durante a Missa da Santa Ceia. Este é um dia de jejum e penitência, onde todos os fiéis são convocados a participarem do beijo da cruz (gesto de devoção e penitencia, em memória ao Cristo morto na cruz).

Sábado Santo

O dia do grande silêncio. O Senhor desceu a mansão dos mortos e a terra permanece entristecida com o grande acontecimento: a morte do Mestre que libertaria Israel. A Igreja nos convida a dedicarmos o dia para um profundo silêncio interior e nos prepararmos para recebermos a graça da ressurreição. À noite acontece a Celebração da Vigília Pascal, que proclama a Ressurreição de Cristo. Inicia com a bênção do fogo, na entrada da igreja, seguindo com a proclamação das leituras, que narram a história do povo de Deus até a Páscoa do Senhor. É o momento do júbilo, da alegria pela Ressurreição, é o Sábado de Aleluia.

Domingo de Páscoa

Maria Madalena vai ao túmulo e constata que o Senhor ressuscitou (Cf. Jo 20,1-9). A vida venceu a morte. O Bem venceu o mal. A Graça superabundou o pecado! Como diz o salmista “Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” (Cf. Sl 117).

O que fazer na Semana Santa?

Diante de toda a riqueza da Semana Maior, os cristãos devem participar ativamente de todas as Celebrações com um espírito de penitência e fervor. Por isso, não deve ser uma semana de planejamento de viagens de lazer, mas de oração, de meditação e encontro com Deus. Participar de um retiro espiritual é uma boa opção para esta semana e, viver a programação das Celebrações nas paróquias, é indispensável aos fiéis (exceto em casos de enfermidades). Participe!

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Álbum de família: São José, o homem que pegava Jesus no colo todos os dias!

Álbum de família: São José, o homem que pegava Jesus no colo todos os dias!

Pense num santo que beijava o rosto do Menino Jesus e sentia as suas mãozinhas lhe acariciando a testa, a barba, o nariz! Todos os dias!

São José, o esposo da Santíssima Virgem Maria, foi na terra o homem a quem o próprio Deus chamava “papai”!

Pense num santo que pegava o Menino Jesus no colo todos os dias!

Pense num santo que beijava o rosto do Menino Jesus e sentia as suas mãozinhas lhe acariciando a testa, a barba, o nariz! Todos os dias!

Pense num santo que ensinou o próprio Deus, feito menino, a rezar!

Pense num santo que acordava ouvindo o “bom dia” de Nossa Senhora em pessoa e se deitava ouvindo-a dizer “boa noite”!

Pense num santo que olhava nos olhos e segurava entre as mãos as mãos carinhosas de Maria Santíssima, a mais pura de todas as criaturas, sua esposa e Mãe do Filho Unigênito de Deus!

Pense num santo que protegia pessoalmente, com humildade e firmeza, o próprio Deus e a Sua Mãe Santíssima!

Pense em São José!

Muito pouco é dito nas Escrituras sobre o homem a quem o próprio Deus chamava de pai. Conhecemos a sua prova de fé quando o Arcanjo Gabriel anunciou a Maria e ela concebeu do Espírito Santo; sabemos que ele superou a prova com plena confiança em Deus e em Maria; conhecemos a sua fiel proteção à Santíssima Virgem e ao Menino Jesus, a ponto de largar tudo e fugir com eles até um país estranho, o Egito, a fim de salvar a vida deles; sabemos que o carpinteiro José sustentava a Deus e a Mãe de Deus com seu trabalho honesto e dedicado.

E sabemos que ele foi o mais privilegiado de todos os homens de todos os tempos, porque foi escolhido para ser o esposo de Maria, o pai adotivo do Menino Jesus e um dos mais poderosos intercessores com que sequer poderíamos sonhar! Santa Teresa de Ávila, por exemplo, que é Doutora da Igreja e uma das mais admiradas santas e místicas de toda a história do cristianismo, declara com toda a ênfase:

“Este meu pai e protetor me ajudou na necessidade em que me achava e em muitas outras mais graves, em que estava em jogo a minha honra e a salvação da minha alma. Vi claramente que a ajuda de São José me foi sempre maior do que eu pudesse esperar. Não me lembro de ter jamais lhe rogado uma graça sem a ter imediatamente obtido. A outros santos parece que Deus concedeu socorrer-nos nesta ou naquela precisão, mas experimentei que a todas o glorioso São José estende o seu patrocínio. O Senhor quer assim nos mostrar que, tal como esteve sujeito a ele na terra, onde ele podia comandá-lo como pai adotivo, assim também no céu atende tudo o que ele pede. E assim reconheceram, por experiência, ainda outras pessoas que a meu conselho se recomendaram ao seu patrocínio. Muitos outros se tornaram recentemente seus devotos por terem experimentado esta verdade” (Vida de Santa Teresa, VI, 5-8).

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O incansável trabalho da Igreja Católica em 7 anos de guerra na Síria

O incansável trabalho da Igreja Católica em 7 anos de guerra na Síria

Saiba como a a Igreja tem lutado para manter viva a fé dos cristãos no país e para oferecer ajuda material às vítimas da guerra

Em sete anos, a guerra na Síria deixou mais de 511 mil mortos e mais de seis milhões de deslocados.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados revelou, em um relatório, que, atualmente, existem 13,1 milhões de pessoas necessitadas na Síria, das quais 5,3 milhões são crianças. Além disso, mais de 5 milhões e meio de sírios fugiram para o exterior.

Segundo informou a Cáritas italiana, cerca de três milhões de crianças não vão à escola devido à guerra.

O Cardeal Mario Zenari, Núncio Apostólico na Síria, expressou recentemente que, devido à guerra naquele país, vive-se “o inferno” na terra, “especialmente para crianças vulneráveis”.

Durante todo esse tempo, a Igreja tem lutado para manter viva a fé dos cristãos deste país, que são perseguidos pelos extremistas ou que foram afetados pelo conflito, e para oferecer ajuda material a todos os que sofrem.

Além disso, em diversas ocasiões, o Papa Francisco fez um apelo à paz na Síria e pediu a proteção dos inocentes, especialmente das crianças.

Durante esses anos, também conhecemos o testemunho de religiosos que acompanharam a população e os missionários estrangeiros, aos quais foi oferecida a oportunidade de voltar para os seus países quando começou o conflito, mas preferiram ficar.

Em uma entrevista concedida ao Grupo ACI, disse que os cristãos são os “mártires de nossos tempos”, que “estão dispostos entregar a própria vida e a dar suas vidas e a que suas cabeças sejam cortadas para testemunhar Jesus Cristo”.

O IVE tem duas casas em Aleppo, cidade que foi libertada do controle dos terroristas em dezembro de 2016 e é uma das mais atingidas pelo conflito. Em ambas, são acolhidas dezenas de estudantes de diferentes lugares do país. Também receberam famílias, cujas casas foram destruídas pelos bombardeios.

Em Aleppo, os salesianos têm um oratório, onde atendem cerca de 750 crianças. Sacerdote salesiano,  Pe. Pier Jabloyan explicou ao Grupo ACI que o objetivo é ajudar as crianças em sua educação e “gerar um ambiente pacífico”, a fim de que conheçam Cristo.

“Esta é a missão dos salesianos com as pessoas em Aleppo. Somos tantos religiosos que decidimos permanecer como os franciscanos, jesuítas, as missionárias da caridade e tantas congregações que estão empenhadas em socorrer o maior número possível de pessoas que não podem viver sem ajuda”, expressou Pe. Jabloyan.

Outro sacerdote salesiano que decidiu permanecer na Síria é o Pe. Alejandro León, originário da Venezuela. O presbítero contou ao Grupo ACI que se dedica a trabalhar com jovens, ajuda-os na formação para que possam ajudar a reconstruir o seu país.

Outra religiosa que trabalhou em favor dos cristãos é a Madre Agnes, originária do Líbano. Depois que a guerra começou, a religiosa de 66 anos salvou o patrimônio cultural dos cristãos da destruição. Retirou os ícones, manuscritos e pinturas do mosteiro de São Tiago, o Mutilado, localizado a 60 quilômetros ao norte de Damasco.

Ela também foi intermediária na libertação dos cristãos sequestrados. Em 2014, negociou por telefone com o líder do Al Qaeda na fronteira com o Líbano a libertação de nove religiosas greco- ortodoxas sequestradas.

Durante o ano de 2017, também ficou conhecido o trabalho das organizações humanitárias, como o SOS Chrétiens d’Orient e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), que colaborou na reconstrução das igrejas destruídas durante os confrontos ou ataques terroristas.

Alguns templos são a Catedral Católica Grego Melquita de Nossa Senhora da Paz, na cidade de Homs, e a Igreja greco-ortodoxa de Santo Elias, em Maalula.

Na cidade de Aleppo, os franciscanos da Custódia da Terra Santa, que administram a Igreja Latina de São Francisco de Assis, assistiram dezenas de famílias que voltaram do exterior para a cidade e vários casais de noivos que decidiram se casar.

Pe. Ibrahim Alsabagh, pároco da igreja de São Francisco de Assis, explicou ao Grupo ACI que a crise econômica no país é tão grave que, “embora a mãe e o pai trabalhem, é impossível seguir em frente sem a ajuda da Igreja. São muitos os necessitados e nós confiamos na providência divina”.

Outro projeto dos franciscanos é a reconstrução das casas dos cristãos destruídas durante os bombardeios e ajuda para pagar as hipotecas das famílias mais pobres. Desde 2016, mais de 470 casas foram reconstruídas.

Também entre junho e julho organizaram oficinas recreativas para 860 crianças e atualmente desenvolvem uma iniciativa educacional em benefício das 150 crianças mais atingidas pela guerra.

Em março de 2017, a vice-diretora da Sala de imprensa da Santa Sé, Paloma García Ovejero, informou que o Papa Francisco enviou 100 mil euros para ajudar os pobres de Aleppo, na Síria.

No país também é desenvolvido o projeto “Hospitais abertos”, idealizado pela organização AVSI em 2016, junto com a Fundação Gemelli e o Pontifício Conselho Cor Unum. O objetivo é oferecer assistência médica às pessoas que vivem na pobreza e apoiar as atividades de quatro hospitais sem fins lucrativos no país.

Por sua parte, este ano a ACN doou novos pares de sapatos a 450 idosos pobres que vivem em Aleppo, bens que não podiam conseguir devido à inflação. A Irmã Annie Demerjian, que participou do projeto, disse que “dependem de Deus e da ajuda de emergência que lhes dão. Seus filhos foram embora da cidade ou permaneceram nela, mas são tão pobres que não podem ajudá-los”.

Além disso, a Cáritas italiana destacou, em um relatório, qu,e durante a guerra na Síria, as organizações eclesiásticas, as congregações e as dioceses conseguiram cerca de 5 mil voluntários para distribuir ajuda humanitária.

 

(ACI Digital)

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10 conselhos de São Francisco Sales para amar a Deus

10 conselhos de São Francisco Sales para amar a Deus

Nascido em 1567 numa nobre família de barões, Francisco de Sales recebeu de seus pais uma educação cristã. O seu nome lhe foi atribuído pela devoção, nutrida pelo pai e pela mãe, a São Francisco de Assis. Quando foi para a universidade, estudou teologia, filosofia e retórica com os padres Jesuítas. Aos 24 anos, após concluir seus estudos, conseguiu trabalho como senador e sua família lhe arrumou uma bela e rica noiva para contrair as núpcias.
Francisco tinha uma carreira brilhante pela frente e uma vida confortável. Mas não era às coisas do mundo que ele queria se dedicar. Como sacerdote, ele trabalhou com afinco para converter almas para Deus. Distribuía folhetos combatendo heresias e apresentando as verdades sobre a Igreja. Foi um incansável diretor espiritual de muitos que queriam crescer na amizade com Deus.

O jovem padre logo chegou a Bispo de Genebra. Fundou escolas, catequizou adultos e crianças e fundou uma Congregação Religiosa – a Ordem da Visitação – num trabalho em conjunto com outra importante santa, Madre Joana de Chantal.
São Francisco de Sales sabia proferir palavras que tocavam profundamente os corações, inclusive de pessoas da alta nobreza. Ele se dedicou com profusão a escrever livros que marcam a história da evangelização e o tornaram Doutor da Igreja. Entre suas obras, destacamos “Tratado do Amor a Deus” onde ele propõe que “a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida”; e “Filoteia – introdução à vida devota”, um livro dedicado àqueles que querem crescer na amizade com Deus. E é dessa obra que transborda em graças que coletamos 10 conselhos de São Francisco de Sales para melhor amarmos a Deus. Abra seu coração e permita-se ao amor.

Busque sempre purificar teu coração
“Nenhum outro motivo devemos ter em nossas intenções e ações além do de agradar a Deus (…). Aparecem as flores em nossa terra – diz o Esposo sagrado –  chegou o tempo da poda – Que flores são estas para nós, senão os bons desejos? Logo que eles despertam em nossos corações, é preciso envidar todo o esforço para purificá-los de todas as obras mortais e supérfluas. (…)  Ninguém seguiu ainda tão bem o conselho de purificar o coração, como aquele santo penitente que, embora já fosse lavado de suas iniquidades, pedia sempre de novo a Deus, durante a sua vida, que o lavasse sempre mais desses pecados”.

Procure ter o acompanhamento de um diretor espiritual
O diretor espiritual “será para nós um tesouro de sabedoria para evitar o mal e praticar o bem de uma maneira mais perfeita; ele nos dará conforto para aliviar-nos em nossas quedas e nos dará o remédio mais necessário para a cura perfeita de nossas enfermidades espirituais. (…) Suplica a Deus um diretor espiritual e, quando o achares, agradece à Divina Majestade; persevera então em tua escolha, sem ir procurando outros; caminha para Deus com toda a simplicidade, humildade e confiança”.

Combata com coragem tuas imperfeições
“Por isso não nos devemos perturbar à vista de nossas imperfeições, porque a luta contra elas não pode nem deve acabar antes de nossa morte. A nossa perfeição consiste em combatê-las; mas não as podemos combater e vencer sem que as sintamos e conheçamos; a própria vitória que esperamos conseguir sobre elas, de modo algum consiste em não as sentir, mas exclusivamente em não consentir nelas. Demais, sentir as suas imperfeições não é dar o próprio consentimento; (…) entretanto, só seremos vencidos se perdemos a vida ou a coragem. Ora, as imperfeições e faltas veniais não nos podem tirar a vida espiritual da graça de que só o pecado mortal nos priva; portanto, o que temos que temer aí é a perda da coragem; mas digamos com Davi, a Nosso Senhor: Salvai-me, Senhor, da pusilanimidade e do desânimo. (…) Poderemos vencer sempre, uma vez que queiramos combater.

Pratique a oração para conformar tua vida com a de Cristo
“A oração, fazendo o nosso espírito penetrar na plena luz da divindade e expondo a nossa vontade abertamente aos ardores do amor divino, é o meio mais eficaz de dissipar as trevas dos erros e ignorância que obscurecem a nossa mente e de purificar o nosso coração de todos os seus afetos desordenados. É ela a água da graça, que lava a nossa alma de suas iniquidades, alivia os nossos corações, opressos pela sede das paixões, e nutre as primeiras raízes que a virtude vai lançando, que são os bons desejos. Mas o que muito em particular te aconselho é a oração de espírito e de coração e, sobretudo, a que se ocupa da vida e paixão de Nosso Senhor: contemplando-o, sempre de novo, pela meditação assídua, tua alma há de por fim encher-se dele e tu conformarás a tua vida interior e exterior com a sua”.

Conviva com os Anjos
“Sendo pelo ministério dos anjos que muitas vezes recebemos as inspirações de Deus, é também por meio deles que lhe devemos apresentar as nossas aspirações (…). Procura uma familiar convivência de tua alma com os anjos, lembrando-te muitas vezes de sua presença; ama e venera, sobretudo, o anjo da diocese onde estás, os das pessoas com quem vives e em especial o teu próprio. Reza a eles de vez em quando, bendize a Deus por eles, implora-lhes a proteção em todos os negócios espirituais e temporais, para que auxiliem as tuas intenções”.

Busque o auxílio dos Santos
“Devemos apresentar nossas aspirações, não menos que por meio dos santos e santas, que, como Nosso Senhor disse, sendo agora semelhante aos anjos na glória de Deus,  lhe apresentam de contínuo as suas orações e desejos em nosso favor. Escolhe um santo em cuja intercessão deponhas especial confiança e cuja vida possas ler com maior gosto para lhe imitar as virtudes”.

Ouça com proveito a Palavra de Deus
“Deves ter um gosto especial em ouvir a Palavra de Deus, mas ouve-a sempre com atenção e respeito, quer no sermão, quer em conversas edificantes dos teus amigos que gostam de falar de Deus. É a boa semente, que não se deve deixar cair em terra. Aproveita-te bem dela; recebe-a no teu coração como um bálsamo precioso, à imitação da Santíssima Virgem, que conservava no seu peito, cuidadosamente, tudo o que ouvia dizer de seu divino Filho, e lembra-te sempre que Deus não ouvirá favoravelmente as nossas palavras na oração se não tirarmos proveito das suas nos sermões.

Busque regularmente o sacramento da confissão e procure corrigir teus erros
“Nosso Senhor instituiu na sua Igreja o sacramento da penitência ou confissão para purificar as nossas almas das suas culpas, todas as vezes que se acharem manchadas. Nunca permitas que teu coração permaneça muito tempo contaminado pelo pecado, tendo um remédio tão eficaz e simples contra a sua corrupção. (…) Conserva sempre uma verdadeira dor dos pecados  confessados, por menores que sejam, e uma firme resolução de corrigires-te. Pessoas há que se confessam dos pecados veniais só por um certo hábito que lhes agrada e sem pensar em corrigir-se e por isso não se livram deles e se privam de muitas graças necessárias para o seu progresso espiritual”.

Tenha como meta a humildade e a mansidão
“A mansidão e a humildade, duas virtudes tão caras ao divino Coração de Jesus e que Ele nos recomendou expressamente, dizendo-nos: Aprendei de mim, que seu manso e humilde de coração; como se unicamente por amor destas duas virtudes quisesse consagrar o nosso coração ao seu serviço e aplicá-lo à imitação de sua vida. A humildade aperfeiçoa o homem em seus deveres para com Deus; e a mansidão, em seus deveres para com a sociedade humana. (…) A humildade verdadeira e a mansidão sincera são esplêndidos preservativos contra o orgulho e a ira que as injúrias costumam excitar em nós”.

Alcance a perfeição espiritual por meio da caridade
“A verdadeira devoção, pressupõe o amor de Deus, ou melhor, ela mesma é o mais perfeito amor a Deus. Esse amor chama-se graça, porque adereça a nossa alma e a torna bela aos olhos de Deus. Se nos dá força e vigor para praticar o bem, assume o nome de caridade. E, se nos faz praticar o bem frequentemente, pronta e cuidadosamente, chamava-se devoção e atinge então ao maior grau de perfeição. (…) A devoção não é nada mais do que uma agilidade e viveza espiritual, da qual ou a caridade opera em nós, ou nós mesmo, levados pela caridade, operamos todo o bem que somos capazes.  (…) A caridade é o fogo espiritual da alma, o qual, quando se levanta em labaredas, tem o nome de devoção, de sorte que a devoção nada acrescenta, por assim dizer, ao fogo da caridade além dessa chama, pela qual a caridade se mostra pronta, ativa e diligente na observância dos mandamentos de Deus e na prática dos conselhos e inspirações celestes”.

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Santuário acolherá ato inter-religioso nesta semana

Santuário acolherá ato inter-religioso nesta semana

Representantes de diversas confissões se encontrarão na Capital Mariana da Fé para rezar pela paz

 

Aparecida é o coração católico do Brasil. Mas na próxima quinta-feira (15), representantes de diversas religiões e filosofias visitarão o Santuário Nacional para participar de um ato inter-religioso. Intitulado de Momento de Oração Pela Paz, o encontro quer promover a cultura da paz, da reconciliação e da justiça.

A principal atividade acontecerá às 14h30 na Basílica Velha de Aparecida, quando os representantes de diversas confissões elevarão suas preces pela paz e superação da violência. Logo após, ás 16h, um café para a imprensa e convidados vai encerrar as celebrações. Neste momento, os religiosos concederão entrevistas.

Para o momento, foram convidados representantes de confissões afros, protestantes, espíritas, muçulmanas, judaicas e budistas, além de cristãos armênios e ortodoxos. A organização está sendo realizada pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, juntamente com a Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso do Regional Sul 1, da CNBB, e a Casa da Reconciliação.

O momento se insere nas ações promovidas durante a Campanha da Fraternidade, que neste ano tem como tema a superação da violência e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). Além disso, a celebração atende ao pedido realizado diversas vezes pelo Papa Francisco, que convida os católicos a se unirem com outras confissões religiosas em orações conjuntas pela paz.

Fonte: Santuário Nacional

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7 dicas práticas para viver bem a semana santa com as crianças

7 dicas práticas para viver bem a semana santa com as crianças

A Semana Santa é o tempo mais importante para a Igreja Católica. É a semana em que vivemos a Paixão, a morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. É um tempo triste, pelos sofrimentos de Cristo, mas também de alegria, pois a vida venceu a morte.

É importante que as famílias procurem viver a Semana Santa com as crianças com toda devoção e respeito que lhe cabe. E, sim, elas podem e devem participar desses momentos para que aprendam o seu significado e a sua importância. Mas como podemos transmitir para os pequenos os ensinamentos desse tempo litúrgico? Veja 7 dicas práticas que irão te ajudar a viver a Semana Santa com as crianças.

1 – As crianças precisam também participar das celebrações litúrgicas da Semana Santa, que começa no Domingo de Ramos. Para esse dia, incentive seus filhos a também levarem um ramo para ser abençoado durante a celebração. É importante também que as crianças participem da missa de lava-pés na Quinta-Feira Santa, da celebração da Paixão na Sexta-Feira Santa e da Missa da Ressurreição no sábado à noite, além da missa do Domingo de Páscoa.

2 – Aproveite esse período para contar para as crianças como se deu a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus. Caso tenha em casa uma bíblia infantil, leiam juntos essa história. Mas, se não tiver, leiam juntos um dos evangelhos que narram essa trajetória de Cristo.

3 – Passar a semana santa com crianças sem ver TV (o que poderia ser uma penitência) é um tanto difícil. Então, porque não aproveitar um dos dias da Semana Santa para assistir em família desenhos sobre a Paixão de Cristo?

4 – Aproveite essa semana para desenvolver com as crianças algumas atividades educativas sobre a Paixão. Que tal usar a massinha de modelar para montar o cenário do Monte Calvário – onde seu deu a crucificação de Jesus, e o sepulcro no qual o seu corpo foi colocado? Lembre-se de fazerem o sepulcro vazio e aberto – sinal da Ressurreição.

5 – A partir da Sexta-Feira Santa, ensine seus filhos a fazerem genuflexão ao passarem diante de um crucifixo. Tanto na Igreja quanto em casa. Como um símbolo visível, repita o gesto que se faz nas Igrejas, de serem cobertas todas as imagens e crucifixos até a Vigília Pascal. Escolha a melhor forma de viver isso em sua casa.

6 – Na Sexta-Feira Santa, vivam juntos a abstinência de carne (de gado, porco e aves). Ensine isso a seus filhos.

7 -No almoço do Domingo de Páscoa tenha uma imagem ou ícone de Jesus Ressuscitado sobre a mesa e rezem antes da refeição agradecendo a Jesus por sua morte redentora e por sua ressurreição que nos demonstra que o amor, a paz e a verdade hão de triunfar. É um dia de festa! Prepare a casa, o almoço festivo, flores. Jesus terá ressurgido das trevas! E não deixem de ir à missa, esta deve ser a principal ocasião do dia.

Por Dominus Comunicação

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MENSAGEM DO PÁROCO (MARÇO)

MENSAGEM DO PÁROCO (MARÇO)

Caríssimos(as)

A demanda é grande e precisamos nos situar sempre em Deus, jamais perder o ¨foco¨: Deus conosco!. O Tempo Quaresmal nos convida a vivermos uma vida de Jejum, caridade e oração. Olhando para Março, vem a pessoa de São José, São Paulo Apóstolo e outros, nos incentiva a viver tudo isto rumo à Páscoa do Senhor. A Ressurreição como Caminho, Verdade e Vida. Rezemos e defendamos a família, “célula da sociedade”, “santuários da vida”. Família tão atacada e desvalorizada… A Palavra de Deus e a Igreja sempre defenderam e defendem a família. Infelizmente estamos vivendo um período de desorientação em todos os sentidos da vida. Os valores sendo invertidos e cada vez mais as pessoas se perdendo nos caminhos do mundo. Observem a programação de confissões de sua comunidade. Também, não deixam de participar da via-sacra de sua igreja. Na Matriz de Angelina, todas as Quintas, Terço das Mãos ensanguentadas de Cristo juntamente com a adoração ao Santíssimo e nas primeiras Quintas com Benção.

Novamente, venho lembrar a todos que o Dízimo (e, não centésimo) deve ser entendido como uma graça e não como uma dívida para com a paróquia, dízimo e consciência. Como afirma o Documento da CNBB 106: ¨O dízimo é uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume corresponsavelmente sua sustentação e a da Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização¨. Peço que todos contribuem mensalmente e não anualmente. Sei que é difícil superar essa mentalidade , com o desejo de melhorar em todos os níveis nossa vida cristã, peço que escutem esse meu pedido,temos despesas mensais e não anual somente.

Esse ano teremos uma programação especial para Semana Santa, com a presença Frei Oswaldo Lino de Forquilhinhas,seja bem vindo Frei Oswaldo em nosso meio.

Faça uma boa preparação pessoal e comunitária. Como católicos devemos estar atentos, defender e aprender cada vez mais sobre a nossa fé e, acima de tudo, colocá-la em prática, a começar de nossas casas, dando o testemunho de Cristo e dos valores cristão. Portanto meus amigos (as), rezemos e façamos nossa parte como cristãos católicos, sejamos sinais de Deus onde quer que estejamos e assim possamos espalhar o amor de Deus e sua justiça.

Neste caminho quaresmal em que vivemos, peçamos a Deus que transforme o nosso coração e peçamos também a força e a coragem de sermos luz no mundo a partir da Sua Palavra.

Feliz Páscoa!

Despeço-me com minha bênção sacerdotal a você e sua família +.

Frei Paulo Cézar Magalhães Borges, OFM

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3 coisas que podemos aprender com São José

3 coisas que podemos aprender com São José

São José foi aquele a quem Deus “confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos” – Jesus e a Virgem Maria; foi  “chamado a proteger o Redentor”, assim definiu o Papa João Paulo II. Reconhecendo a missão de São José, o Papa Pio IX o declarou Padroeiro da Igreja Universal.

No dia 19 de março a Igreja pausa a liturgia quaresmal para celebrar a Festa de São José; troca o roxo de suas vestes que simbolizam o tempo de penitência e de conversão, pelo branco que representa a pureza, a inocência e glória dos que alcançaram a vida eterna.

Foi São José o escolhido para dar nome ao Redentor. Em sonho, o Anjo lhe deu essa missão: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). O pai adotivo de Jesus viveu em plenitude o amor a Deus, sem isso não teria realizado a missão que lhe foi confiada.

João Paulo II deixou-nos como conselho: “todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir”.

Motivados por essas palavras do Santo Padre, identificamos 3 coisas que todo cristão pode aprender com o exemplo de São José.

A obediência de São José

A toda ordem dos Céus, São José foi obediente. “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado” (Mt 1,24). E para proteger Jesus, diante da ordem de Deus, expressa a si por meio de um Anjo em sonho, José “levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito” (Mt 2, 14). E quando aquele que infligia perigo ao Deus Menino havia morrido, mais uma vez São José obedeceu: “Tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel. Ao ouvir, porém, que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai Herodes, não ousou ir para lá. Avisado divinamente em sonho, retirou-se para a província da Galileia e veio habitar na cidade de Nazaré para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas: Será chamado Nazareno” (Mt 2,21-23).

Em nenhum momento São José questionou as ordens que recebia. Aceitava-as em seu coração e se empenhava por obedecê-las.

O valor do silêncio

A vida de São José foi discreta. Na bíblia há poucos registros sobre ele e não existe registro de palavra alguma que tenha saído da boca daquele que educou Jesus no amor e na humildade.

Disso aprendemos que para servir a Deus, para compreender o que Ele quer de nós precisamos silenciar. Se não calarmos nossa voz diante do Senhor, dificilmente conseguiremos ouvir o que Deus tem a nos dizer.

A justiça

O evangelista Mateus qualifica o Esposo de Maria como “homem justo” (Mt 1,19). Diante da situação embaraçosa de encontrar aquela que lhe foi prometida em casamento grávida, São José não difamou Maria. José era justo. Na bíblia,  ser justo significa ser puro diante de Deus. O justo alcança o céu (cf. Sl 37,29).

Naquela época, a mulher que engravidasse antes do casamento poderia ser condenada a morrer por apedrejamento. No entanto, José, como homem justo “não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente” (Mt 1,19).  Nesse seu gesto expressou toda a sua pureza diante de Deus. Ele preferiu guardar o silêncio para poupar Maria. Foi, então, que, como sabemos, o Anjo apareceu-lhe em sonho para revelar-lhe que o Filho que sua amada esperava era obra do Espírito Santo – o prometido salvador – e que ele era o escolhido para ser para Jesus a presença de Deus Pai.

Que o exemplo de São José nos ajude a sermos justos, obedientes e a silenciarmos quando preciso. Atendamos ao pedido de João Paulo II, recorrendo a todo o momento a São José para alcançarmos as virtudes que necessitamos. Busquemos crescer na espiritualidade e na amizade com esse santo que além da Virgem Maria contribuiu na obra da Salvação.

 

Por Dominus Comunicação

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