Papa Francisco pede o fim da violência na Síria

Papa Francisco pede o fim da violência na Síria

O papa Francisco pediu neste domingo o fim imediato da violência na Síria para para permitir a chegada de ajuda humanitária, em particular no reduto rebelde de Ghuta Oriental.

“Faço um apelo urgente para que termine imediatamente a violência, permita o acesso à ajuda humanitária, comida e medicamentos, e se retire os feridos e os enfermos”, disse o papa na Praça de São Pedro após tradicional oração do Angelus dos domingos.

O regime sírio bombardeou novamente neste domingo a região de Ghuta Oriental, apesar de uma resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU a favor de uma trégua “o mais rápido possível”. Mais de 500 civis morreram em uma semana de ataques contra o reduto rebelde cercado.

No texto, aprovado por unanimidade no sábado após longas negociações, o Conselho de Segurança exige um cessar-fogo de 30 dias na Síria para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de feridos.

“Nestes dias, penso muito na Síria, amada e atormentada, onde a guerra voltou a explodir, especialmente em Ghuta Oriental”, destacou o pontífice.

 

 

Fonte: Aleteia

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Ano do Laicato: conheça os quatro campos do apostolado do leigo na sociedade

Ano do Laicato: conheça os quatro campos do apostolado do leigo na sociedade

 ano-do-laicatoAo silenciarmos nosso interior, podemos dar voz a um chamado específico dentro de cada um de nós, isto é, um convite para irmos além e realizarmos algo que dê sentido para a nossa existência. Essa é a voz de Deus que nos move rumo a missão pessoal que recebemos neste mundo, para que o Reino Dele seja propagado.

    E aí cabe uma pergunta: corresponder a essa missão e nossa vocação específica é restrita somente aos padres e religiosos? A resposta é não, todos os leigos batizados são responsáveis pela tarefa de ser “Sal na terra e luz no mundo”, conforme o lema do Ano do Laicato, que teve início em 26 de novembro de 2017, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O desafio de ser “Sal na terra e luz no mundo”

    O compromisso de cada leigo passa pela necessidade de descobrir e inventar meios para impregnar, com as exigências da doutrina e da vida cristã, as realidades sociais, políticas e econômicas (cf. Catecismo da Igreja Católica, 899). Se pensarmos em um exército, podemos imaginar que cada leigo é a linha de frente da batalha, como verdadeiros soldados, saindo em missão.

    Assim ressaltou o papa Francisco, na saudação da abertura do Ano Nacional do Laicato, na qual ele exorta sobre a nova saída missionária: “Não podemos ficar encerrados na nossa instituição paroquial ou na nossa instituição diocesana, quando há tanta gente esperando o Evangelho!”

Como corresponder a essa responsabilidade?

    O papa também apontou caminhos para que cada leigo possa cumprir o seu papel, especialmente neste momento histórico que o Brasil vive, “onde a corrupção e a desigualdade deem lugar à justiça e solidariedade”.

   Trata-se de um apelo antigo, cujo marco histórico se deu com  o Decreto Apostolicam actuositatem (Sobre o apostolado dos leigos), proclamado pelo papa Paulo VI (1965). O documento descreve a missão do leigo na sociedade, em suas diversas formas e modalidades de apostolado na Igreja, que consiste em “atuar como verdadeiros cooperadores de Cristo”, (…) “para que a mensagem da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens da terra”.

Confira os 4 campos de apostolado dos leigos, segundo o Decreto:

Na família –
“Foi a própria família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja”;

Os jovens –
“Eles mesmos devem ser os primeiros e imediatos apóstolos da juventude e exercer por si mesmos o apostolado entre eles, tendo em conta o meio social em que vivem”;

O apostolado social
“Nesse campo do trabalho, da profissão, do estudo, da residência, do tempo livre ou da associação, são eles (os leigos) os mais aptos para ajudar os seus irmãos”

O apostolado na ordem nacional e internacional
“Os católicos sintam-se obrigados a promover o bem comum na dedicação à pátria e no fiel cumprimento dos deveres civis, e façam valer o peso da sua opinião de modo a que o poder civil se exerça com justiça e as leis correspondam aos preceitos morais e ao bem comum. (…) Lembrem-se todos aqueles que trabalham em nações estrangeiras ou lhes prestam auxílio, que as relações entre os povos devem ser um verdadeiro convívio fraterno. (..) Aqueles, porém, que viajam ou por causa de obras internacionais, ou por negócios ou por motivo de descanso, lembrem-se que são também, em toda a parte, pregoeiros itinerantes de Cristo e procedam como tais”.

E aí, vai encarar o desafio? Busque orientação espiritual e coloque seus dons a serviço de Deus!

Por Dominus Comunicação

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Homens “invadem” o Santuário de Aparecida

Homens “invadem” o Santuário de Aparecida

Romaria do Terço dos Homens reuniu mais de 70 mil pessoas

Foi mais um dia histórico para o Santuário Nacional de Aparecida, que mais parecia um mar de homens. Por todos os cantos deste lugar sagrado, era possível ver jovens, senhores, padres, religiosos e pais de família com terços nas mãos (ou no pescoço) e muita fé no coração. Todos participaram da Romaria da 10.ª Romaria do Terço dos Homens. Segundo os organizadores, o evento reuniu mais de 70 mil pessoas no dia 17 de fevereiro de 2018. O evento já se tornou a maior romaria recebida pelo Santuário, reflexo de um movimento de oração que cresce a cada dia no Brasil.

O arcebispo de Juiz de Fora, MG, Dom Antônio Moreira, bispo referencial do movimento, disse ao portal A12 que esse crescimento mostra a força da fé e da ação dos leigos. “Na primeira romaria nós tínhamos seiscentos homens e agora, depois de dez anos, nós temos essa multidão que não cabe mais dentro do Santuário. É uma multidão incalculável. Então, esse crescimento é uma grande bênção para a Igreja no Brasil. É um movimento que nasceu no meio dos leigos com o apoio da Igreja”, assinalou.

A programação da Romaria começou com uma Missa Campal, que lotou a área em frente à Tribuna Bento XVI. No meio da multidão, gente como Erado de Souza, que segurava um grande terço. Ele viajou mais de 2 mil quilômetros de uma cidade no interior do Piauí até Aparecida, no interior de São Paulo. E não veio sozinho: a excursão tinha mais de 140 homens. “Eu entrei no Terço dos Homens por meio de um amigo. Quando eu cheguei no grupo eu achei tão maravilhoso que fiquei, e agora já faz cinco anos que venho aqui em Aparecida”, disse Souza ao A12.

A romaria seguiu no período da tarde com a oração do Santo Terço no Altar Central. Os mais de 70 mil homens lotaram o Santuário para fazer um gesto que se repete sempre nos grupos, mas dessa vez de uma forma toda especial: aos pés da Mãe Aparecida. Na contemplação dos mistérios gozosos, depoimentos eram dados por representantes de grupos do Terço dos Homens. Relatos de bênçãos, curas, conversão e confiança mostraram a força da oração.

 

Por que essa oração está transformando a vida dos homens?

Todo mundo já conhece o grande poder do terço. Mas o fato é que essa oração tem transformado a vida de muitos homens, tirado muitos dos vícios, pornografia, adultério e seitas secretas; devolvendo-os à companhia da família e à frequência dos sacramentos da Igreja.

Uma das explicações para isso está no livro “Terço dos Homens e a grande missão masculina”, em que Sandro Arquejada relata que “todo homem precisa ter por que lutar. O prêmio final, a vitória será a consequência do que adquirirmos durante a batalha. Portanto, a grande missão masculina é sermos acolhedores, condutores e paternos, enfrentarmos o mundo como linha de frente. A partir da oração simples, mas feita com o coração, ele pode revelar e autenticar todas essas características que Deus já depositou em nós”.

 

Fonte: Aleteia

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7 sugestões de práticas espirituais e materiais para você viver bem a Quaresma

7 sugestões de práticas espirituais e materiais para você viver bem a Quaresma

O carnaval já passou e com ele todas as festas, viagens e agitação. Entretanto, em meio a tanto barulho e eventos, muitas vezes podemos descuidar a vivência de tempo muito significativo para todos os cristãos católicos: a quaresma. Esse período de 40 dias até a Páscoa de Jesus Cristo. Como disse o papa Francisco na mensagem para a Quaresma 2018, ela “é o sinal sacramental da nossa conversão, que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida”.

Veja aqui 7 dicas práticas para viver este período da melhor maneira possível:

 

  • Busque retiros espirituais  Viver a Quaresma ou ao Semana Santa com Jesus Cristo, em um ambiente totalmente focado em temas espirituais, é uma ótima maneira de rever a própria vida e renovar o propósito de todo cristão católico: a busca pela santidade! Pesquise na sua Diocese quais serão os retiros e não perca a oportunidade.

 

 

  • Aproveite as ocasiões para rezar em família Que tal aproveitar os momentos livres para cultivar mais a vida espiritual no ambiente familiar? Seja ao fazer a oração de um terço juntos, ou ao retomar o propósito de rezar antes das refeições, e até mesmo ler a Palavra de Deus em conjunto. Use a sua criatividade!

 

 

  • Cultive a vivência dos Sacramentos Busque especialmente o sacramento da Confissão. Este é um tempo de reflexão importante para retomarmos nossa vida de graça e união mais íntima com Jesus. Já viu um fio de telefone todo estraçalhado? Fica difícil falar. Depois que o fio é encapado novamente, tudo fica melhor na comunicação. Na confissão acontece o mesmo! Nosso “fio” de contato com Deus precisa de alguns ajustes de tempos em tempos. Isso, para que nossa união com o Pai do céu seja cada vez melhor.

 

 

  • Medite a Via Sacra – Percorrer em meditação todo o itinerário que Jesus Cristo viveu por meio da Via Sacra é uma ótima maneira de viver intimamente cada celebração da Semana Santa e, com isso, conhecer ainda mais o real significado da Páscoa.

 

 

  • Cultive seu amor à Sagrada Eucaristia – Como disse a beata Teresa de Calcutá: “Quando você olha para o crucifixo, você entende então o quanto Jesus te amou. Quando você olha para a Sagrada Hóstia, você entende o quanto Jesus o ama agora”. E para crescer e experimentar este amor a Deus, vale o esforço para fazer mais visitas Eucarísticas, adorações e, porque não, ir para a missa também durante a semana.

 

 

  • Percorra este tempo de mãos dadas com Maria – Qual mãe não se alegra quando seu filho quer passar mais tempo com ela? É assim que nossa Mãe do céu fica quando nos dedicamos a conversar mais intimamente com ela, meditamos o terço ou nos esforçamos para imitar as virtudes de Jesus.

 

 

  • Faça propósitos diários – A fé para ser viva precisa ser traduzida em obras. Aproveite para fazer um calendário de atividades para a Quaresma, com atos de piedade, obras de misericórdia, ações de caridade, esmola, oração e jejum…E viva em plenitude a época mais importante do ano litúrgico!

 

 

Separamos algumas atividades diárias para você se programar. Confira!

1º dia – Fazer uma visita Eucarística para Jesus

2º dia – Dar uma palavra amiga para uma pessoa necessitada

3º dia – Rezar pela conversão daqueles que não conhecem o Amor de Deus

4º dia – Fazer doação de uma roupa que não utiliza mais

5º dia – Oferecer o terço pelas vocações da Igreja

6º dia – Ligar para uma pessoa que não falo há muito tempo

7º dia – Meditar por 15 minutos na Via Sacra

8º dia – Convidar um(a) amigo(a) para um momento de oração

9º dia – Fazer alguns minutos de adoração Eucarística

10º dia – Visitar uma pessoa doente

11º dia – Rezar um mistério do terço pelas almas do Purgatório

12º dia – Oferecer ajuda para algum familiar

13º dia – Oferecer seu trabalho/estudo pelas crianças que não têm família

14º dia – Dar algo de comer para uma pessoa que passa fome

15º dia – Em vez de falar algo negativo, falar algo positivo sobre algo ou alguém

16º dia – Oferecer o terço pela restauração e união das famílias

17º dia – Oferecer a Sagrada Comunhão por todos os que vivem no meio da guerra

18º dia – Fazer jejum de algo que você goste muito de comer

19º dia – Assistir um filme cristão sobre a Paixão de Jesus Cristo

20º dia – Preparar a sua confissão e se programar para confessar amanhã

21º dia – Confessar-se com um sacerdote

22º dia – Tirar 15 minutos para fazer uma leitura espiritual de um livro ou artigo na internet

23º dia- Doar um calçado que não utiliza mais

24º dia – Rezar o terço pelo pároco de sua Paróquia ou diretor de sua Comunidade

25º dia – Evitar o celular e substituir esse tempo oferecendo sua ajuda para alguém

26º dia – Dedicar alguns minutos para ler/ouvir uma meditação da liturgia diária

27º dia – Rezar por uma pessoa que lhe fez algum mal na vida

28º dia – Comer algo que te custe muito

29º dia – Oferecer uma visita Eucarística pelos presidiários

30º dia – Dedicar por 15 minutos para leitura sobre a vida de um santo que você não conhece

31º dia – Fazer um momento de oração com seu anjo da guarda

32º dia – Não reclamar das adversidades do seu dia

33º dia – Convidar um amigo para participar das atividades da Semana Santa da sua Paróquia ou Comunidade

34º dia – Visitar um idoso e falar do amor de Deus para ele(a)

35º dia – Levantar dez minutos mais cedo para um momento de diálogo com Jesus

36º dia – Ajudar em uma tarefa doméstica que você não gosta de fazer

37º dia – Fazer 10 minutos de diálogo com Nossa Senhora

38º dia – Ler um trecho do Catecismo da Igreja Católica sobre a Ressurreição de Jesus Cristo

39º dia – Oferecer o terço pelos injustiçados

40º dia – Fazer alguns minutos de oração agradecendo a Deus por tudo o que Ele te concedeu

 

Reflita e compartilhe as dicas com quem você puder!

 

 

Por: Dominus Comunicação

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Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”

Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”

Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”. O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

Mensagem do Papa

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Luís Fernando da Silva, leu para os presentes no evento a mensagem enviada pelo papa Francisco: “O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”.

No final da Mensagem, papa Francisco pediu: “Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim”.

Exposições

“Há alguns dados dos estudiosos que nos estarrecem”, disse Carlos Moura. Negros e jovens são as maiores vítimas da violência no Brasil, informou. A população negra corresponde à maioria dos 10% dos indivíduos expostos ao homicídio no País. “É oportuno refletir sobre o Manual da Campanha da Fraternidade”, chamou a atenção: “A violência racial no Brasil é uma situação que faz supor uma forte correlação entre três formas de violência, direta, estrutural e cultural. Os casos de violência direta parecem ser resultado mais concreto e evidente de questões socioeconômicas históricas, além de deixarem entrever representações culturalmente produzidas e já naturalizadas a respeito da população negra, do índio, dos migrantes e, mais recentemente, também do imigrante”.

Moura lembrou que outra Campanha da Fraternidade tratou da superação da violência contra a comunidade negra, a Campanha de 1988, que tinha como lema: “Ouvi o clamor desse povo”.  Nela, segundo Carlos Moura, a Igreja renovou o comprometimento da Igreja com o combate à violência.

A ministra Cármen Lúcia, agradeceu à CNBB “pelo convite ao Poder Judiciário para participar desse momento”. A presidente do STF disse que hoje, infelizmente, o outro tem sido visto com desconfiança e não como um irmão, um parceiro. “Esta campanha ajuda a ver o outro como aliado, como irmão”, reforçou. “Não basta que se faça parte da sociedade humana, mas é preciso atuar por ela para que se crie espaços de fraternidade”, acrescentou a ministra.

Deputado Alessandro Molon disse: “Nós nos acostumamos com a nossa tragédia. É como se no Brasil, a vida humana valesse muito pouco”. Ele realçou que a Campanha da Fraternidade não é de combate à violência, mas a superação dela. Chamou atenção para esse ano de discursos políticos é preciso lembrar o que diz o texto-base da Campanha que lembra que se trata de um problema complexo que não aceita soluções simplistas. “Esse carnaval nos deixou algumas lições. Quando as autoridades se omitem, por exemplo, a violência cresce”. O deputado ainda lembrou que todos têm responsabilidade, mas o Parlamento deve melhorar o Direito para proteger mais a vida que o patrimônio.

Cardeal Sergio da Rocha disse que a importância da Campanha da Fraternidade tem crescido a cada ano, repercutindo não somente dentro do âmbito da Igreja Católica, mas em toda a sociedade civil, além de outras igrejas cristãs. “Construir a Fraternidade para superar a violência” é o objetivo da Campanha da Fraternidade, lembrou. “A vida, a dignidade das pessoas, de grupos sociais mais vulneráveis têm sido atingidos frequentemente”. A realidade da violência, no entanto, “não deve levar a soluções equivocadas”, disse. Por conta disso, a Campanha da Fraternidade, disse o cardeal, quer ajudar a todos para fazer uma análise profunda diante da complexidade da realidade da violência.

“Embora que seja importante a ação de cada um de nós, mas é preciso de ações comunitárias”, disse o presidente da CNBB. A Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas que aborda, mas o valor da fé e do amor que mostra que o semelhante não é um adversário, mas um irmão a ser amado, disse o Cardeal.

Cobertura

Todas as emissoras de TV de inspiração católica no Brasil, cinco grandes redes e duas TVs regionais, estiveram comprometidas com a transmissão do lançamento da Campanha da Fraternidade graças ao trabalho coordenado pela Signis Brasil, entidade católica que se ocupa com os meios de comunicação da Igreja. A Rede Católica de Rádio (RCR) também se fez presente oferecendo sinal de áudio para todas as emissoras interessadas no evento. A Assessoria de Imprensa da CNBB também ofereceu transmissão pelo Facebook e o vídeo já está disponível para ser visto na página @CNBBNacional.

 

Fonte: CNBB.net

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De novo? Mais dois bebês obrigados pela “justiça” a morrer?

De novo? Mais dois bebês obrigados pela “justiça” a morrer?

Assim como no dilacerante caso de Charlie Gard, outros dois meninos, de 11 e 20 meses, sofrem proibição judicial de tentarem continuar vivos

Mais dois casos controversos sobre bebês gravemente doentes no Reino Unido vêm repercutindo esta semana na mídia.

Os casos lembram, em certa medida, o de Charlie Gard, o bebezinho cujos pais lutaram pelo direito de submetê-lo a um tratamento experimental nos Estados Unidos enquanto a “justiça” britânica lhes negava reiteradamente a mera chance de tentar. Devido ao longo calvário judicial, o prazo viável para iniciar o tratamento se esgotou. Na dolorosa culminação do caso, os pais de Charlie afirmaram, arrasados, que, se não tivessem sido proibidos pela justiça de começar o tratamento antes, o filhinho poderia ter tido chances de cura. Dito de outra forma: Charlie foi privado não só do direito de viver, mas também do direito de tentar viver. O caso é um marco histórico de intromissão perversa da justiça no direito de um pai e uma mãe de lutarem com seus próprios recursos pela vida do próprio filho.

Alfie Evans

A situação do bebê Alfie Evans é diferente, do ponto de vista médico. Mas, embora as doenças não sejam iguais, os princípios éticos que estão em jogo são semelhantes, de acordo com uma das mais destacadas organizações de bioética do Reino Unido e da Irlanda, o Centro de Bioética Anscombe.

Alfie, de 20 meses, é filho de Tom Evans e Kate James, de Bootle, no condado inglês de Merseyside. Ele sofre de uma enfermidade neurológica degenerativa que ainda não foi diagnosticada com precisão, segundo a rede televisiva BBC. Ainda assim, os médicos do hospital infantil Alder Hey Children’s Hospital declararam ao Supremo Tribunal que continuar o tratamento seria “em vão”.

Nesta semana, o tribunal britânico foi informado de que uma nova ressonância magnética demonstraria piora nas condições cerebrais do menino. Um dos médicos que atendem Alfie afirmou que ele estava “em coma profundo e não era consciente de nada”, mas o pai do bebê insiste em afirmar que o filho é consciente e mostra melhoras. Tom Evans quer levar o filho a um hospital pediátrico especializado em Roma, o Bambino Gesù, instituição católica ligada ao Vaticano e que é reconhecida como uma das mais avançadas entidades do mundo em várias áreas da pediatria.

A pedido dos pais, três especialistas do Hospital Bambino Gesù foram de Roma ao Reino Unido para visitar Alfie. No entanto, segundo a BBC, eles teriam chegado às mesmas conclusões sobre a “completa inutilidade” de tentar a cura ou um alívio para as convulsões do bebê. Na verdade, os médicos italianos aconselharam operações para ajudar Alfie a respirar, alimentar-se e manter-se em vida durante um “período não definido”. O doutor britânico Martin Samuels, porém, considerou que essas operações seriam “inadequadas”.

O debate se concentra não em decidir se vale ou não vale a pena tentar tratamentos que visem a cura, porque as possibilidades de cura já foram praticamente descartadas por todas as partes. O verdadeiro debate é sobre retirar ou não o suporte vital e, principalmente, sobre o “direito” da justiça de obrigar os pais a retirá-lo contra a sua vontade.

O Centro de Bioética Anscombe se manifestou em nota a respeito do caso:

“Sem dúvida, os pacientes têm direito a uma segunda opinião médica e a procurar tratamento alternativo. No caso de crianças, são os pais quem tem a responsabilidade principal sobre o próprio filho e esta responsabilidade implica o direito de protegerem os interesses do filho como eles considerarem mais oportuno.

Os direitos dos pais, que existem para o bem do filho em primeiro lugar, não deveriam ser suprimidos a não ser que eles tivessem demonstrado atuação irracional e colocado o filho em risco significativo. Os médicos não são infalíveis ao proporem tratamentos ou cuidados apropriados, e, quando os pais perderam a fé no cuidado proporcionado pelos médicos, podem buscar tratamento e cuidados para o filho em outro lugar. Se o filho pode ser transferido sem risco ou danos excessivos, os pais deveriam normalmente ter a permissão de transferir os cuidados a outros médicos devidamente qualificados, seja no mesmo país, seja no exterior.

(…) Nenhuma vida humana é inútil. O tratamento só pode ser retirado pelos motivos corretos, como a efetiva falta de recursos da medicina ou o sofrimento excessivo em relação aos benefícios”.

Isaiah Haastrup

O caso de Alfie não é o único do momento. Outro casal britânico, nestes mesmos dias, está enfrentando a sentença de um tribunal superior que deu sinal verde aos médicos para cancelarem o suporte vital a Isaiah Haastrup, um bebê de 11 meses cujo cérebro também apresenta graves danos. Os médicos consideraram que o suporte vital continuado “não é do melhor interesse” de Isaiah. Por isso, o hospital quer prestar somente cuidados paliativos ao menino.

O que realmente está em jogo?

Os dois casos semelhantes, no mesmo país e noticiados na mesma semana, reativam o debate suscitado pelo pequeno Charlie Gard no ano passado: não há somente uma questão em jogo, mas sim duas – e a segunda questão, surpreendentemente, parece teimar em não ser compreendida pela maior parte dos opinadores.

Fonte: Aleteia

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“Irmã, chegaram flores para você!” “De quem?” “Do Papa Francisco!”

“Irmã, chegaram flores para você!” “De quem?” “Do Papa Francisco!”

Dia Mundial da Vida Consagrada: o Papa envia flores para as religiosas que trabalham no Vaticano

OPapa Francisco presenteou com flores, na manhã de hoje, cada uma das religiosas que trabalham no Vaticano. O motivo do gesto paternal foi a Jornada Mundial da Vida Consagrada, que se comemora todo dia 2 de fevereiro, festa litúrgica da Apresentação de Jesus no templo.

A gentil lembrança do Santo Padre foi entregue por meio de Dom Konrad Krajewski, arcebispo da Esmolaria Apostólica, o departamento da Cúria Romana dedicado às obras de caridade e assistência administradas em nome do Papa.

As flores que as religiosas receberam são conhecidas como primaveras”,por serem um símbolo de vida e juventude. Em sua homilia durante a missa da festa da Apresentação do Senhor, o arcebispo observou que essa flor “distribui beleza gratuitamente” e “cresce olhando para nosso Senhor”.

Dom Konrad convidou as pessoas presentes na missa a darem a sua vida a Deus especialmente através do trabalho, da família , das alegrias e dos sofrimentos, a exemplo de Maria e José, que ofereceram ao Pai o seu tesouro mais precioso: o filho Jesus.

Dom Konrad e os trabalhadores dos serviços técnicos do Vaticano realizaram a tradicional procissão da Candelária, partindo da carpintaria e chegando à oficina mecânica, onde foi celebrada a Eucaristia. Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, também é celebrada neste dia 2 de fevereiro, em direta relação com a essência da festa principal do dia.

No final da cerimônia, o arcebispo agradeceu aos trabalhadores pela ajuda concreta que prestam às atividades do Pontífice em favor dos pobres e das pessoas sem lar.

 

Fonte: Aleteia

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