Inferno, Purgatório e Céu: as mais fascinantes e controvertidas crenças da Igreja Católica

Inferno, Purgatório e Céu: as mais fascinantes e controvertidas crenças da Igreja Católica

Reflexões do bispo auxiliar de Los Angeles, Robert Barron

É difícil entender a existência de um Deus infinitamente bom e um inferno também eterno. O bispo auxiliar de Los Angeles, Robert Barron, um dos líderes mais tecnológicos que a Igreja tem, conhecido por sua forte presença nas redes sociais, admite que “muitos cristãos que aceitam com agrado as doutrinas sobre o céu e o inferno acham os ensinamentos sobre o purgatório extravagantes e arbitrários, sem fundamento bíblico”.

“Deus não envia ninguém ao inferno, mas as pessoas escolhem ir para lá livremente. As portas do inferno estão sempre fechadas a chaves e por dentro”, disse o escritor Lewis. “Se há seres humanos no inferno, é porque eles insistiram claramente nisso”, escreve Barron, no livro Catolicismo(recentemente lançado em espanhol). O autor é doutor em Teologia, mestre em Filosofia e bispo auxiliar desde 2015.

Monsenhor Barron considera que “não podemos declarar com total certeza que alguém – nem sequer Judas ou Hitler – tenha escolhido trancar definitivamente a porta ao amor divino”. E prossegue: “A liturgia nos motiva a rezar por todos os mortos e, como a lei da oração é a lei da fé, precisamos nos agarrar à esperança da salvação”.

Purgatório

Para muitos cristãos, o purgatório aparece como um resíduo da Idade Média, um ensinamento supersticioso e supérfluo, sem claro suporte bíblico. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, mesmo conhecendo sua eterna salvação, depois da morte passam por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu. A Igreja chama de ‘purgatório’ esta purificação final dos eleitos” (CIC 1030-1031).

Sem dúvida, a palavra purgatório não está na escritura, “mas também não estão Encarnação e Trindade”, declara Barron. No entanto, pode-se argumentar que as sementes da ideia do purgatório estão sim no livro de Macabeus (II Macabeus 12, 44-46).

O Céu

O Céu nunca teve boa fama entre os pensadores. Marx e Freud apontam a existência do céu como “sinal de ingenuidade”.

O bispo Barron acredita que “parte da inteligência da tradição católica reside no fato de não  rejeitar nada”. Tudo o que se trata em um compêndio sobre Catolicismo (Deus, Jesus, Igreja, Sacramentos, Liturgia…) “está aí para nos levar para o Céu”, recorda o bispo norte-americano.

O Céu é, portanto, o destino e o sentido que alimenta tantos crentes. Ele tem sido imaginado de muitas maneiras: vida, luz, paz, banquete de núpcias, vinho do Reino, casa do Pai, Jerusalém celeste, paraíso (CIC 1027).

“Muitos cristãos são mais platônicos do que bíblicos ao conceber o fim da vida espiritual com a saída deste mundo e a partida para o céu”, aponta Barron. Ele ainda sugere “pensar no céu como uma espécie de jogo”, com muitos participantes em torno de um objetivo comum e com todas as suas capacidades e energias totalmente empenhadas.

 

Fonte: Aleteia

Share
5 curiosidades sobre o presépio: origem, significado e devoção

5 curiosidades sobre o presépio: origem, significado e devoção

No tempo do Natal é comum, por onde andamos, encontramos lindos presépios. Lojas, shoppings, igrejas e também nas casas é comum que os católicos – e até quem não é cristão – preparem um lugar especial para montar a cena no nascimento do Menino Jesus. No entanto, apesar de ser uma tradição tão forte, são poucos os que conhecem como foi que ela surgiu, qual seu significado e devoção. Por isso, vamos olhar um pouco para o passado para contar essa história que é cheia de curiosidades.

O primeiro presépio

Conta-se que o primeiro presépio foi montado em 1223, na Itália. E aqui revelamos a primeira curiosidade: seu autor foi São Francisco de Assis. O Santo utilizou peças confeccionadas em argila para representar os personagens. Além disso, segunda curiosidade, ele ilustrou a cena com animais vivos: um boi e um jumento.

Significado do presépio

Mas como foi que São Francisco teve essa ideia tão significativa para os cristãos? A história narra que ele queria encontrar uma forma mais simples de explicar aos camponeses de sua região como foi o nascimento de Jesus, visto que eles não conseguiam compreender a narrativa bíblica. Foi então que ele decidiu que a celebração do nascimento, naquele ano, não aconteceria na Igreja, mas sim – terceira curiosidade – num bosque. São Francisco pensou cuidadosamente em cada personagem, de maneira que até mesmo a participação dos animais na cena tem uma explicação.

Os personagens do presépio

Além de São José, pai adotivo de Jesus, da Virgem Maria, a mãe santíssima, do Menino Jesus, cuja imagem deve ser coloca no presépio apenas na noite de Natal – essa é a quarta curiosidade – e dos três Reis Magos, que presenteiam o menino com ouro, incenso e mirra, São Francisco incluiu no presépio mais alguns personagem. São eles: os pastores, que simbolizam a simplicidade do povo e os Anjos, que anunciam e atraem os pastores para o local no nascimento do Menino Jesus.

Entre os animais que compõem a cena do presépio, São Francisco também escolheu ovelhas e um galo. Por que? A quinta curiosidade que revelamos, então, é o significado de cada um dos animais: o jumento simboliza a humildade dos pagãos; o boi representa a bondade, a força pacífica e o povo hebreu; o galo anuncia a boa nova da chegada de Jesus; e as ovelhas querem nos dizer que Jesus veio a este mundo para sacrificar-se por nossa salvação.

Aquele Natal foi como São Francisco queria: inesquecível. Marcou tanto a história que até hoje não há Natal sem presépio.

Já montou o seu?

 

 

Dominus Comunicação

Share
Papa festeja aniversário de 81 anos com pizza

Papa festeja aniversário de 81 anos com pizza

“Uma alma alegre é como uma terra boa que faz crescer bem a vida”

O Papa Francisco completou 81 anos este domingo. E a festa, com pizza, foi na parte da manhã, na Sala Paulo VI, com as crianças assistidas no Dispensário Pediátrico Santa Marta.

“A alegria das crianças… A alegria das crianças é um tesouro. As crianças alegres”, exclamou o Papa, falando de improviso aos voluntários, pais e crianças presentes.

“E devemos fazer de tudo para que elas continuem a ser alegres, porque a alegria é como uma terra boa. Uma alma alegre é como uma terra boa que faz crescer bem a vida, com bons frutos. E por isto se faz festa: se busca sempre a proximidade do Natal para nos reunirmos, para fazer esta festa para eles”.

O Papa deu alguns “conselhos aos pais, pedindo inicialmente para que a alegria das crianças fosse protegida:

“Não entristeçam as crianças. Quando as crianças veem que existem problemas em casa, que os pais brigam, sofrem.  Não entristeçam as crianças. Elas devem crescer com alegria”.

O segundo conselho, para que as crianças possam crescer bem, é fazer com que falem com os avós, “porque eles têm memória, têm raiz e serão os avós a dar as raízes às crianças”:

“Por favor – pediu – que não sejam crianças sem raízes, sem memória de um povo, sem memória da fé, sem memória de tantas coisas que fizeram a história, sem memória de valores. E quem ajudará as crianças a fazer isto? Os avós”.

Por fim, o terceiro conselho: ensinar as crianças a falar com Deus. “Que aprendam a rezar, a dizer aquilo que sentem no coração”.

“Alegria, falar com os avós, com os idosos, e falar com Deus. De acordo? Todos de acordo? Desejo a vocês um lindo dia, com muita festa. E comam 4 metros de pizza: comam bem, que vos fará bem, faz crescer. E, avante! Obrigado! Obrigado!”

Fonte: Aleteia

Share
Retiro da Boa Morte: renovação espiritual por meio da confissão e do desapego material

Retiro da Boa Morte: renovação espiritual por meio da confissão e do desapego material

Falta pouco para 2017 chegar ao fim, e este é um bom momento para rever tudo o que foi feito durante o ano e começar a planejar 2018. O novo ano chega com aquele sentido de recomeço e traz no peito a expectativa da renovação de planos, desejos e metas. Por isso, muitas pessoas escolhem esta época do ano para fazer uma renovação pessoal e material – período propício para organizar a vida e desapegar de tudo aquilo que não serve mais ou que precisa de uma nova destinação.

No campo da fé, muitos leigos e leigas têm aderido ao ‘Retiro da Boa Morte’. Uma prática espiritual de preparação para a confissão, onde se faz um exame de consciência, uma boa revisão da vida e recebe do sacerdote o sacramento da confissão.

Já na parte prática da vida – exterior –, a pessoa é convidada a olhar as gavetas, armários, caixas, guarda-roupas e retirar tudo aquilo que não tem mais utilidade. Depois separar o que pode ser doado e o restante jogar no lixo.

“Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7).

Essa prática não é somente jogar fora objetos e materiais que não tem mais utilidade mas, sim, fazer uma verdadeira “limpeza” na alma, deixando assim o interior e exterior em ordem para o dia da morte. Esse método é baseado na pedagogia de Dom Bosco que dizia: “Temos de estar preparados, a todo instante, pois não sabemos o momento de nossa morte. E quando morrermos, como as pessoas vão encontrar nossas coisas? Vão achar tudo bagunçado? Encontrarão coisas vergonhosas?”.

A motivação em realizar a prática do Retiro da Boa Morte é que para viver bem é preciso estar preparado para “morrer bem”. A dica é: aproveite este tempo e faça uma arrumação total nas suas coisas, retire tudo o que não lhe serve mais. Organize as gavetas, os armários, a mesa de trabalho e se desfaça, principalmente, daquilo que você guarda para usar “um dia” “, que nunca chega.

Faça um teste, olhe para o objeto – seja ele qual for, e se pergunte: qual foi a última vez que eu usei? Se ficar difícil de responder é hora de passar para a frente. O ‘retiro da boa morte’ é uma prática necessária desenvolver para que a morte, quando bater à porta, não pegue de surpresa, mas com o coração limpo e purificado, para nos encontrarmos com o Senhor.

“No entanto, não sabeis nem mesmo o que será da vossa vida amanhã! De fato, não passais de uma neblina que se vê por um instante e logo desaparece”(Tg 4,14)”.

Aos apegados e desorganizados com a vida o ‘Retiro da boa morte’ ensina o desapego e valoriza a necessidade de constantemente fazer uma revisão de vida. É preciso perceber as coisas que foram permitidas entrar no nosso coração e na alma para, assim, fazer uma faxina e deixar o “ambiente” agradável e habitável; a final, o exterior de uma pessoa reflete seu interior.

Fonte: CNBB

Share
Mesmo em clausura, carmelitas integram história do Santuário

Mesmo em clausura, carmelitas integram história do Santuário

Um lugar de silêncio, oração e contemplação. Assim é o Carmelo de Aparecida (SP). Localizado próximo ao Seminário Bom Jesus, o lugar abriga 24 irmãs, que formam a comunidade local. Desde o dia 7 de dezembro de 1952, as religiosas realizam seu trabalho sob o olhar da Padroeira do Brasil. Nesta data, as carmelitas que viviam em Mogi das Cruzes (SP) há vinte anos chegaram à Aparecida. O primeiro local a ser visitado foi a Matriz-Basílica, que na época abrigava a Imagem de Nossa Senhora.

O Carmelo e o Santuário – Comemorando 65 anos de inauguração em 2017, o local possui estreita ligação com o Santuário Nacional. Isso pode não ficar claro quando se chega no local, já que as religiosas vivem atrás das grades, exigência papal da clausura, e só saem de lá para consultas médicas. Porém, a história demonstra a forte presença da Congregação junto a história moderna da devoção à Nossa Senhora Aparecida.

“A partir da nossa chegada, a Imagem original passou a usar mantos fabricados por nós. Essa tradição seguiu até 2013. Na época, as irmãs Bernadete e Marta Maria bordavam o manto para Nossa Senhora. Já as fac-símiles passaram a ganhar um manto especial para a Novena em 2009, quando presenteamos pela primeira vez nossa Padroeira. De lá para cá se tornou tradição”, destaca a religiosa.

Em 2012, mais uma vez as Carmelitas integraram a história do Santuário Nacional, mais precisamente no projeto da Cúpula Central. Em março daquele ano, as religiosas iniciaram a confecção das parcelas dos mantos distribuídos aos participantes da Campanha dos Devotos que auxiliaram na obra do baldaquino e do domo sobre o Altar Central.

“Dom Darci, que na época era padre Darci, nos confiou a missão de fazer as relíquias do manto. Cortávamos e colávamos um por um, fazendo um trabalho que só se encerrou o ano passado”. A atividade, embora feita de forma simples, ganhava uma motivação especial. “Nós fazíamos com muita oração, pois aquela peça tocou nela em um momento especial. Já rezávamos por todos os que iam receber o mantinho em suas casas”, recorda a madre.

Para a peregrinação da Imagem Jubilar nas capitais dos estados brasileiros, mais uma vez as habilidosas mãos das Carmelitas entraram em ação. Elas foram responsáveis por confeccionar entre 2014 e 2017 os mantos utilizados na peregrinação que celebrou os 300 anos de devoção dos brasileiros à sua Padroeira. Os artefatos estão expostos no circuito de visitação á Cúpula e podem ser vistos de perto pelo público.

Além das contribuições físicas, as ligações espirituais também estão presentes na história do Mosteiro. A obra, por exemplo, foi arquitetada por Benedito Calixto, que também projetou a Basílica de Aparecida. Na estrutura, também foram utilizados tijolinhos a vista, mesmo material usado na construção do maior templo mariano do mundo. “A gente vê nisso a Providência de Deus. Não foi algo combinado, mas acabou acontecendo”, afirma madre Maria.

Outro ponto alto para as monjas acontece durante a Novena e Festa da Padroeira. No mosteiro, longe da tecnologia, os aparelhos eletrônicos são utilizados raras vezes. “A Novena de Nossa Senhora Aparecida é o único momento em que assistimos a televisão. Acompanhamos a Novena da noite cantando e rezando”. Ainda em outubro, as irmãs aproveitaram o período da tarde para adornar o altar da sala em que se reúnem para rezar.

De Aparecida para o Brasil – A religiosa também afirma que Nossa Senhora Aparecida inspirou outros três conventos carmelitas. “É como se Nossa Senhora enviasse essas nossas irmãs para irem em missão. Sem dúvida Ela inspirou esse envio das irmãs na fundação destes outros mosteiros”, comenta.

As fundações saídas de Aparecida aconteceram em dois estados diferentes. Um convento foi instalado no estado de São Paulo, em Cotia e outros dois em Minas Gerais, nas cidades de Passos e Três Pontas. Este último é bastante conhecido por ter sido fundado pela Serva de Deus Madre Tereza Margarida.

Uma história de santidade 
Conhecida como “Nossa Mãe”, a religiosa morreu com fama de santidade e atualmente encontra-se em processo de beatificação. Seu exemplo até hoje inspira as Carmelitas de Três Pontas (MG), conforme conta a irmã Maria Elisabeth da Trindade, do Carmelo mineiro. “A vocação da Serva de Deus nasceu na Casa de Nossa Senhora Aparecida, quando ela veio visitar a Imagem com sua família. Ela nutria uma devoção muito grande e esta devoção foi passada para nós, suas filhas espirituais”, ressalta.

Madre Tereza viveu por muitos anos em Aparecida antes de partir para Três Pontas. Em suas memórias é possível encontrar a descrição do dia em que deixaram a terra da Padroeira do Brasil rumo a nova fundação. “Passamos na Basílica para despedirmo-nos de Nossa Mãe e Rainha e pedir-lhe a bênção para a viagem e para o novo Carmelo. Saindo de Aparecida, Monsenhor Mesquita entoou e nós cantamos com muito fervor ‘Viva a Mãe de Deus e nossa’!”, escreveu a Serva de Deus. Ao sair, levou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que até hoje é venerada pela comunidade do convento.

Vocações sob o manto da Mãe – Atualmente, o Carmelo de Aparecida encontra-se lotado. A comunidade conta hoje com uma licença especial para abrigar três religiosas a mais do que o normal. “Nosso Carmelo é composto em sua maioria por irmãs jovens. Estamos também acompanhando outras que desejam ingressar na vida religiosa”, conta madre Elisabeth. Apesar disso, o Mosteiro encaminha as vocações que chegam para outras unidades.

Para a responsável pelo mosteiro de Aparecida, o motivo do crescimento na procura pela vida de clausura é facilmente explicável. “Nossa Senhora Aparecida com certeza atrai essas vocações. Para nós é uma bênção vivermos sob o manto de nossa Padroeira”, finaliza.

O Carmelo de Santa Teresinha está localizado na rua João Andrade Costa, 65, em Aparecida (SP). As missas acontecem diariamente às 7h.

Fonte: A12

Share
Papa no Angelus: Maria, único “oásis sempre verde” da humanidade

Papa no Angelus: Maria, único “oásis sempre verde” da humanidade

Que Maria nos ajude a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a viver uma vida bela, dizendo “sim a Deus”.
Intimidade com a Palavra de Deus, “próxima ao seu coração” e que depois “fez-se carne em seu ventre”. Este é o segredo de Maria para ter uma vida bela, apesar dos medos e preocupações, disse o Papa em sua alocução, que precedeu a oração do Angelus na Solenidade da Imaculada Conceição.

“Cheia de graça”, “criada pela graça”, uma palavra difícil de traduzir – disse Francisco – ao comentar a anunciação do anjo a Maria narrada no Evangelho de Lucas.

“Antes de chamá-la Maria, a chama cheia de graça – disse o Papa aos fiéis reunidos na grande Praça São Pedro – e assim revela o novo nome que Deus deu a ela e que se adapta melhor do que o nome dado pelos seus pais. Também nós a chamamos assim, em cada Ave Maria”.

Mas, o que quer dizer cheia de graça?

“Que Maria é repleta da presença de Deus. E se é totalmente habitada por Deus, nela não há lugar para o pecado. É uma coisa extraordinária, porque tudo no mundo, infelizmente, é contaminado pelo mal. Cada um de nós, olhando-se dentro, vê lados obscuros. Também os maiores santos eram pecadores e todas as realidades, até mesmo as mais belas, são atingidas pelo mal: todas, exceto Maria”.

Ela é o único “oásis sempre verde” da humanidade – completou o Papa – “a única incontaminada, criada imaculada para acolher plenamente, com o seu “sim”, Deus que vem ao mundo e começar assim uma história nova”.

Ao dizer a Maria “cheia de graça”, também estamos fazendo a ela de forma elegante um elogio à tenra idade que aparenta ter, pois ela “nunca envelheceu pelo pecado”, disse o Santo Padre, que acrescentou:

“Existe uma única coisa que faz realmente envelhecer: não a idade, mas o pecado. O pecado torna velhos, porque atrofia o coração. Fecha-o, torna-o inerte, o faz murchar. Mas a cheia de graça é vazia de pecado. Então é sempre jovem, é “mais jovem do que pecado”, é “a mais jovem do gênero humano”.

A Igreja hoje se regozija em Maria, chamando-a toda bela, tota pulchra:

“Como a sua juventude não está na idade, assim a sua beleza não consiste na aparência. Maria, como mostra o Evangelho de hoje, não se sobressai em aparência: de família simples, vivia humildemente em Nazaré, uma cidadezinha quase desconhecida”.

“Maria não era uma mulher famosa”, ninguém soube quando o anjo a visitou, “naquele dia não estava ali nenhum repórter”, observou Francisco. Ela teve preocupações e temor, mas sua vida era bela. E qual era o seu segredo?, pergunta-se o Papa, que explicou:

“A Palavra de Deus era o seu segredo: próxima ao seu coração, fez-se depois carne em seu ventre. Permanecendo com Deus, dialogando com Ele em toda circunstância, Maria tornou bela a sua vida. Não a aparência, não aquilo que passa, mas o coração voltado para Deus faz a vida bela”.

Ao concluir, o Papa pediu que olhássemos hoje “com alegria para a “cheia de graça”. Peçamos a ela para ajudar-nos a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a viver uma vida bela, dizendo “sim a Deus””.

Ao saudar os peregrinos presentes na Praça São Pedro, “especialmente as famílias e os grupos paroquiais”, Francisco recordou que na tarde desta sexta-feira, vai à Praça de Espanha, “para renovar o tradicional ato de homenagem e de oração aos pés do monumento à Imaculada. Peço a vocês para unirem-se espiritualmente a mim neste gesto, que expressa a devoção filial a nossa Mãe celeste”.

Fonte: RadioVaticano

Share
Mensagem do Pároco: Mês de Dezembro

Mensagem do Pároco: Mês de Dezembro

Caros paroquianos, venho por meio desta, dizer muito obrigado a cada um e a cada uma de vocês e aos amigos (as) da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que contemplará sua festa anual nos próximos 07, 08, 09 e 10 de Dezembro. Também por todos que colaboraram com nossos projetos e que continuam dando seu suporte para que nossa igreja possa se desenvolver cada vez mais.

Antecipadamente, manifesto meu coração agradecido por sua ajuda como voluntário para que tenhamos uma festa mais viva e eficaz neste ano.

Tenham em vista esta festa na sua agenda, não vá para sua casa de praia ou shopping, vamos celebrar juntos essa data tão importante, estará contribuindo para o desenvolvimento eclesial em nosso meio.

Teremos a missa do dia 08/12, celebrada pelo Padre Paulo Stippe Schmitt, o mais novo padre da nossa Arquidiocese. E, no dia 10/12, não teremos a presença de nosso bispo, que deixou livre para a escolha de outro celebrante, que não divulgarei o nome, posso dar uma pista… é um ex-Pároco de Angelina. Venham participar!

Aproveito a oportunidade para desejar a todos um abençoado tempo de Advento do Senhor Jesus. Natal é uma festa franciscana, foi São Francisco de Assis que teve a primeira inspiração de contemplar um Presépio. Desde já um Feliz Natal para vocês e suas famílias! Boas Festas!!!

Recebam aqui meu abraço fraterno e benção!

 

Frei Paulo Cézar M. Borges, OFM

Share
3 físicos mundialmente reconhecidos afirmam: “Existe uma Lógica Superior”

3 físicos mundialmente reconhecidos afirmam: “Existe uma Lógica Superior”

“A ideia de que tudo é resultado do acaso e da diversidade estatística é inaceitável. Existe uma inteligência em um nível superior, que vai além da existência do próprio universo”

É instigante uma recente reflexão do físico italiano Antonino Zichichi, cuja autoridade científica, durante bastante tempo, sofreu uma campanha de descrédito promovida por expoentes do mundo anticlerical. Motivo? Zichichi afirmou, muitas vezes, que acredita em Deus graças à ciência.

Apesar das tentativas de alguns militantes ateístas de diminuí-lo por causa da sua crença em Deus, Zichichi continua muito bem avaliado no H-Index, uma espécie de escala que mede o impacto de indivíduos no mundo científico: o índice dele é 62, igual ao de Stephen Hawking e bastante superior, por exemplo, ao de Sheldon Lee Glashow (52), que é ganhador do Prêmio Nobel.

Zichichi é professor emérito de Física na Universidade de Bolonha, vencedor do Prêmio Fermi e ex-presidente da European Physical Society (EPS) e do Instituto Nacional de Física Nuclear, da Itália. Com esses atributos nada desprezíveis, ele escreveu:

“As descobertas científicas são a prova de que não somos filhos do caos, mas sim de uma lógica rigorosa. Se há uma lógica, deve haver um Autor”.
O físico afirma que a ciência não pode explicar ou reproduzir milagres. Isto equivaleria a “iludir-se com a ideia de descobrir a existência científica de Deus“, o que, para ele, é impossível:

“Se a ciência O descobrisse, Deus só poderia ser um fato da ciência e ponto final. Se a matemática chegasse ao ‘Teorema de Deus’, o Criador do mundo só poderia ser um fato da matemática e ponto final. Seria pouca coisa. Para nós, crentes, Deus é tudo, não apenas uma parte do todo”.
Dito de outra forma: se Deus pudesse ser destrinchado pela ciência (a famosa “prova científica” tão pedida pelos antiteístas), então Ele não seria mais o Criador, mas apenas uma criatura.

Zichichi descreve duas realidades da existência: a transcendente e a imanente. Esta última, diz ele, é estudada pelas descobertas científicas, enquanto a primeira é de competência da teologia.

“É um erro pretender que a esfera transcendente deva ser como a que estudamos em nossos laboratórios. Se as duas lógicas fossem idênticas, não poderia haver milagres, mas somente descobertas científicas. Se fosse assim, as duas esferas, a do imanente e a do transcendente, seriam a mesma coisa. É isto o que reivindicam os que negam a existência do transcendente, como faz a cultura ateia. Não é um detalhe. Os milagres são a prova de que a nossa existência não é exaurida no imanente. Existe algo além”.
O Autor de tudo aquilo que a ciência descobre

“…é uma inteligência muito superior à nossa. É por isso que as grandes descobertas não vieram da melhora dos cálculos e das medidas, mas do totalmente inesperado. O maior dos milagres, como dizia Eugene Wigner, um gigante da ciência, é que a ciência existe”.
As palavras de Zichichi se conectam claramente às reflexões de Albert Einstein, que escreveu:

“Você acha surpreendente que eu pense na compreensibilidade do mundo como um milagre ou um eterno mistério? Afinal, poderíamos esperar, a priori, um mundo caótico, totalmente impenetrável pelo pensamento. No entanto, o tipo de ordem que, por exemplo, foi criada pela teoria da gravitação de Newton é de caráter completamente diferente: embora os axiomas da teoria tenham sido postos pelo homem, o seu sucesso pressupõe um alto grau de ordem no mundo objetivo, que não tinha qualquer justificativa para ser previsto a priori. É aqui que surge o sentimento do ‘milagroso’, que cresce cada vez mais à medida que o nosso conhecimento se desenvolve. E aqui reside o ponto fraco dos positivistas e dos ateus de profissão, que se sentem pagos pela consciência por terem não apenas liberado com sucesso o mundo de Deus, mas até mesmo por tê-lo privado dos milagres” (cf. A. Einstein, carta a Maurice Solovine, GauthierVillars, Paris, 1956).
Único Nobel italiano ainda vivo, o físico Carlo Rubbia também se deixou questionar pelo porquê de a ciência poder ser tão eficaz:

“Se contamos as galáxias do mundo ou demonstramos a existência das partículas elementares, de forma análoga provavelmente não podemos ter provas de Deus. Mas, como pesquisador, eu sou profundamente impactado pela ordem e beleza que encontro no cosmos, bem como dentro das coisas materiais. E, como observador da natureza, não posso deixar de pensar que existe uma ordem superior. A ideia de que tudo isso é resultado do acaso ou da pura diversidade estatística é, para mim, completamente inaceitável. Existe uma inteligência em um nível superior, que vai além da existência do próprio universo” (C. Rubbia, Neue Zürcher Zeitung, março de 1993).

 

Fonte: Aleteia

Share
Por que não se canta o Glória durante o Advento?

Por que não se canta o Glória durante o Advento?

Respostas para essa e outras dúvidas sobre o tempo de preparação para o Natal

Muitos fiéis têm uma compreensão intuitiva e baseada na experiência do Advento, mas o que dizem os documentos da Igreja sobre este tempo de preparação para o Natal?

Estas são algumas das perguntas e respostas mais comuns acerca do Advento, que neste ano começa no dia 3 de dezembro.

1. Qual é o propósito do Advento?

O Advento é um tempo no calendário litúrgico da Igreja, especificamente, do calendário da Igreja Latina, que é a maior em comunhão com o Papa. Outras igrejas católicas – assim como muitas não católicas – têm a sua própria celebração do Advento.

Segundo as Normas Gerais para o Ano Litúrgico e o calendário, esta festa tem um duplo significado: em primeiro lugar é uma temporada para nos prepararmos para o Natal, quando recordamos a primeira vinda de Cristo; e em segundo lugar, um período que apela diretamente à mente e ao coração para esperar a segunda vinda de Cristo no final dos tempos.

O Advento é, então, um período de espera devota e alegre (Norma 39) que nos recordas as duas vindas de Cristo.

2. Quando começa e termina o Advento?

O primeiro domingo de Advento é o primeiro dia do novo Ano Litúrgico, que neste ano será em 3 de dezembro. Os três domingos de Advento restantes serão os dias 10, 17 e 24 de dezembro. A duração deste tempo de preparação pode variar entre 21 e 28 dias, pois se celebram nos quatro domingos mais próximos à festa do Natal.

Durante o Advento, não se recita o Glória porque é uma das maneiras de expressar concretamente que, enquanto dura o nosso peregrinar, falta algo para que a alegria seja completa.

Quando o Senhor estiver presente no meio do seu povo, a Igreja terá chegado à sua festa completa, com a Solenidade do Natal do Senhor, quando é cantado novamente o Glória.

O Missal Romano assinala que o Glória é recitado ou cantado aos domingos, exceto nos tempos litúrgicos do Advento e da Quaresma.

As exceções desta regra durante o Advento são a Solenidade da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro, e a festa da Virgem de Guadalupe, em 12 de dezembro.

4. Qual é a cor litúrgica deste tempo?

A cor normal do Advento é o roxo. Segundo o numeral 346 da Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), “usa-se a cor roxa no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos”.

Em muitos lugares, há uma notável exceção para o terceiro domingo do Advento, conhecido como o domingo do Gaudete: “A cor de rosa pode usar-se, onde for costume, nos Domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma)” (IGMR, 346).

5. O Advento é um tempo penitencial?

Frequentemente pensamos no Advento como um tempo penitencial, porque a cor litúrgica é o roxo, como na Quaresma. Entretanto, segundo o cânon 1250 do Código de Direito Canônico: “Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”.

Embora as autoridades locais possam estabelecer dias penitenciais adicionais, esta é uma lista completa dos dias e tempos penitenciais da Igreja Latina em seu conjunto e o Advento não é um deles.

6. Como as igrejas são decoradas?

O numeral 305 da Instrução Geral do Missal Romano assinala: “No tempo do Advento ornamente-se o altar com flores com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor”.

“A ornamentação com flores deve ser sempre sóbria e, em vez de as pôr sobre a mesa do altar, disponham-se junto dele”.

7. Quais expressões de piedade popular podemos usar neste tempo?

Existem várias expressões de piedade popular que a Igreja reconheceu para serem usadas durante o Advento. Entre elas estão: a Coroa de Advento, procissões, solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro, novena de Natal, Presépio etc.

Bônus: Como deve ser a música?

O numeral 305 da Instrução Geral do Missal Romano assinala que no “Advento o uso do órgão e de outros instrumentos musicais deve ser marcado por uma moderação adequada de acordo com este tempo litúrgico do ano, sem expressar com antecipação a alegria plena do Natal do Senhor”.

 

Fonte: ACIdigital

Share