Entenda a polêmica sobre a hóstia sem glúten

Entenda a polêmica sobre a hóstia sem glúten

Todo Sacramento é constituído de matéria e forma. No Sacramento da Eucaristia a matéria é pão e vinho.

Nesta semana a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, a pedido do Papa Francisco, publicou um documento com orientações sobre a matéria usada para o Sacramento da Eucaristia, visto estar acontecendo algumas inconveniências pastorais.

A carta é dirigida aos Bispos, pois são eles os primeiros responsáveis em zelar pela Liturgia em suas respectivas dioceses, para que a Ceia do Senhor seja celebrada sempre de forma digna, e os bispos, como pastores, devem vigiar como andam a confecção do pão e do vinho para a celebração da missa.

O documento começa refletindo sobre a importância de se olhar a procedência da matéria para a Eucaristia. No passado, a hóstias e o vinho eram produzidos em espaços religiosos, hoje, as hóstias e o vinho se tornaram produtos de comércio, e às vezes são comprados até pela internet. Por isso, o documento pede a atenção dos bispos para que orientem os párocos, para a procedência do pão e do vinho, para ver se estão sendo preparados como requer as exigências para a validade do Sacramento. O documento até sugere que as conferências episcopais criem um certificado de autenticidade para as hóstias e o vinho.

“…o documento pede a atenção dos bispos para que orientem os párocos, para a procedência do pão e do vinho, para ver estão sendo preparados como requer as exigências para a validade do Sacramento”.

O pão que se utiliza para a Ceia Eucarística deve ser pão ázimo de trigo, e o vinho deve ser puro, do fruto da videira, sem introdução de outras substâncias. Pois pode acontecer de se colocarem outros elementos na confecção do pão e do vinho, que alterem a substância original destas matérias. Que o pão seja de trigo e o vinho da uva é condição indispensável para a validade do Sacramento.

Na ação pastoral da Igreja é necessário também olhar os casos de pessoas que apresentam rejeição há determinados tipos de alimentos ou substâncias. Por exemplo, há pessoas com intolerância ao glúten, outras com intolerância ao vinho normalmente fermentado. Nestes casos devem ser olhadas as possibilidades para que o fiel viva a comunhão sacramental sem afetar sua condição de saúde.

A Congregação para a Doutrina da Fé, já havia feito uma carta-circular, em 2003, sobre a confecção de pão com pouca quantidade de glúten e do mosto de uva como matéria eucarística.

Sendo assim, este documento vem fortalecer que, apenas em casos específicos, de pessoas realmente acometidas dessas impossibilidades, é que se pode fazer a comunhão com o pão com menos glúten e o suco natural da uva, sem fermentação.

Por isso, cabe aos bispos e as conferências episcopais zelarem pela autenticidade da matéria no Sacramento da Eucarística, para não acontecer de aos poucos poder mudar por completo a matéria própria do sacramento.

O que as pessoas com doença celíaca devem fazer?

Pessoas que tenham intolerâncias ao glúten, ou que possuam a doença Celíaca, na qual não pode haver nenhum contato com alimento que contenha glúten, devem conversar com seus párocos para que providenciem junto ao bispo de sua diocese um documento, para que quando estiverem em outras comunidades possa apresentar este documento e comungar apenas sob a espécie do pão ou do vinho. Vale também lembrar que, no mistério da Eucaristia, Cristo está todo no Pão e no Vinho Consagrados. Por isso, comungar apenas do Pão ou apenas no Vinho é comungar o Cristo por inteiro.

Fonte: A12

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O exemplo de Santa Ana e São Joaquim e a importância da presença dos avós em nossas vidas

O exemplo de Santa Ana e São Joaquim e a importância da presença dos avós em nossas vidas

Sabemos que São Joaquim e Santa Ana são os pais de Nossa Senhora. Eles são, portanto, como os nossos avós espirituais, já que Nossa Senhora é nossa mãe. Em um tempo no qual tudo aquilo que é antigo parece ser inútil, no qual o respeito pelos mais velhos parece ser uma virtude ultrapassada, no qual os avós muitas vezes se sentem invisíveis na família ou como um fardo a mais que talvez fosse melhor não existir, não surpreende muito que esses dois santos não sejam dos mais celebrados. Mas não será isso um sinal também de alerta? Qual a importância da presença dos avós em nossas vidas?

Vivemos em uma cultura que parece valorizar cada vez mais o descartável. Minha avó sempre disse que as coisas antigamente eram feitas para durar. De fato, no seu apartamento está um relógio que é muito antigo e que ainda funciona perfeitamente. As geladeiras facilmente duravam trinta anos sem muita necessidade de conserto. Hoje em dia, tudo se troca muito rapidamente. O novo é o melhor parece ser o slogan da cultura de hoje. Ter um celular ultrapassado equivale, mais ou menos, a ser menos digno, ser menos pessoa. É justamente aqui que precisamos voltar a valorizar os nossos avós.

Eles são, antes de qualquer coisa, pessoas humanas. São Filhos de Deus. E essa é a sua dignidade. Assim como essa é a dignidade de todas as outras pessoas marginalizadas em nossa sociedade que parecem não encaixar no modelo que hoje se tem de aceitável. E no fundo, essa mesma é a dignidade também daqueles que se encaixam na sociedade e que muitas vezes colocam seu valor e sua esperança em outras coisas que não lhes dão muito mais do que um status social diferenciado e que passa muito rapidamente. É preciso resgatar o valor da pessoa humana, um bem em si mesmo, desde a concepção até o fim de sua vida.

Por outro lado, existe ainda uma outra razão importante para olharmos com carinho por nossos avós. Eles são o poço de sabedoria que encarnam em suas vidas aquilo que nós somos, nossa identidade. Nós somos filhos de um local específico, de um modo de pensar, de hábitos sociais, de maneiras de conviver que não nasceram comigo, mas que eu herdo dos mais velhos. E isso está expresso em sua maturidade nos nossos avós. Inclusive se não concordamos com muitas coisas que vivemos hoje, é preciso sentar ao lado dos avós e beber de sua sabedoria de vida para poder entender de onde vêm essas coisas e como podemos ser mais autenticamente aquilo que somos e que estamos perdendo.

Falar pouco de Santa Ana e de São Joaquim pode ser a manifestação de que também nós estamos inseridos nessa cultura do descartável que apenas olha para o novo sem perceber que por baixo dele muitas outras coisas aconteceram para que ele fosse possível. É não perceber também que se não nos apoiamos naquilo que somos, que herdamos dos avós, da Tradição da Igreja por exemplo, ficamos sem saber para onde ir e podemos acabar destruindo muita coisa boa que foi feita porque não conseguimos mais discernir o que é bom e o que é ruim. Por tudo isso, vale a pena passar um café e ir, com paciência, sentar ao lado do vovô e da vovó para bater aquele papo demorado e muito importante.

 

Por: Ir. João Antônio Johas Leão, via A12.com

Fonte: Aleteia

 

 

 

 

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Devoção Mariana: entenda o que é

Devoção Mariana: entenda o que é

 

Para falar de devoção, seja ela a Nossa Senhora ou a qualquer outro santo, precisamos antes compreender um pouco mais sobre o dom da piedade. Este dom do Espírito Santo nos faz reverenciar tudo que vem de Deus, a nos aproximarmos da oração, dos mistérios da nossa salvação, dos sacramentais e da própria Palavra de Deus com confiança, respeito e amor.

É o dom da piedade que forma o coração para a virtude da devoção Mariana. No caso de Nossa Senhora, um devoto é aquele que assume que ela é mãe e nos acolhe como filhos, cuida, ouve nossas orações e está atenta às nossas necessidades.

Se formos pensar onde se deu a origem da devoção mariana, facilmente encontraremos essa referência, pois as palavras do anjo Gabriel foram categóricas na reverência e no respeito. Ele estava diante da mulher que havia sido escolhida para gerar o Salvador. A mulher portadora do “sim” que elevaria a condição humana à filiação divina. Deus a preservou e a escolheu para tal missão e ela, com humildade e prontidão, disse sim. Temos ali, na Bíblia, o relato da primeira saudação devocional a Maria: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28).

Maria é cheia da graça de Deus

Uma devoção jamais esvazia o sentido verdadeiro das coisas ou tira Deus do lugar que é devido a Ele. Um devoto, se é autêntico, jamais poderá ser confundido com um idólatra. São Luis Grignon de Monfort, apóstolo fiel da Virgem Maria e propagador da devoção mariana, nos lembra que se procurarmos Nossa Senhora, inevitavelmente encontraremos a Jesus: “Sendo Maria a criatura mais conforme a Jesus Cristo, tem-se como resultado que, entre todas as devoções, a que consagra e conforma mais uma alma a nosso Senhor é a devoção a Maria, sua Mãe santa” (São Luis Maria Grignion de Monfort).

Nossa Senhora é cheia de graça,uma graça que não deriva dela mesma, mas de Deus. E foi a ela que Deus escolheu para administrar as graças que Ele deseja derramar sobre a humanidade. Por que duvidar, então, que uma mãe enxergaria as necessidades dos seus filhos?

A devoção é a virtude dos corações simples

Existe uma belíssima canção do Pe. Zezinho – Maria de Minha Infância – que conta um pouco do itinerário que a maior parte das pessoas vive. Quando crianças, aprendem a chamar Maria de “Mamãe do Céu”, logo sabem juntar as pequenas mãos e, num ímpeto enérgico, que é próprio das crianças, rezar uma Ave-Maria. O que acontece é que o tempo passa e a intimidade com Nossa Senhora vai se perdendo, vai dando lugar a outras coisas, outros pensamentos e ocupações. Diz a letra da música: “Andei duvidando, eu me lembro / Das coisas mais puras que me ensinaram / Perdi o costume da criança inocente / Minhas mãos quase não se juntavam” (Pe. Zezinho, scj).

Pedir a Deus que renove em nós o dom da piedade é o primeiro passo para fazer crescer em nós a devoção mariana. Este precioso dom nos fará crescer na virtude e, certamente, resgatar aquele coração de criança. Que sabe ter uma mãe no céu.

 

E voltar a cantar assim…

“O teu amor cresce com a gente

A mãe nunca esquece o filho ausente

Eu chego lá em casa chateado e cansado

Mas eu rezo como antigamente

Nas Ave – Marias que hoje eu rezo

Esqueço as palavras e adormeço

E embora cansado, sem rezar como eu devo

Eu de Ti Maria, não me esqueço.”

 

 

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Charlie Gard: Outorgam cidadania permanente nos Estados Unidos a ele e a sua família

Charlie Gard: Outorgam cidadania permanente nos Estados Unidos a ele e a sua família

A Câmara dos Representantes aprovou outorgar a cidadania permanente ao bebê Charlie Gard e a sua família nos Estados Unidos, para prosseguir o tratamento experimental à doença que sofre e que atraiu a atenção do mundo inteiro.

“Acabamos de aprovar uma lei que outorga a cidadania permanente a #CharlieGard e sua família para que Charlie possa receber o tratamento médico que requer”, tuitou em sua conta o congressista Jeff Fortenberry no dia 8 de julho.

Charlie foi diagnosticado com síndrome de esgotamento mitocondrial, uma doença genética rara que se acredita que afeta apenas 16 crianças em todo o mundo. A doença causa fraqueza muscular progressiva e pode causar a morte durante o primeiro ano de vida.

Os pais de Charlie, Chris Gard e Connie Yates, inicialmente buscaram levar seu filho aos Estados Unidos para o tratamento experimental e arrecadaram mais de um milhão de dólares para cobrir os custos médicos e da viagem.

Entretanto, o hospital buscou bloquear seu pedido, alegando a pouca qualidade de vida do bebê. O Tribunal Superior da Grã-Bretanha se expressou a favor do centro médico, indicando que a terapia experimental poderia causar sofrimento e apenas prolongaria o processo da morte.

Os pais apelaram a decisão diante do Tribunal europeu de Direitos Humanos e, após o rechaço da medida, o hospital pediátrico do Vaticano, como o Papa Francisco, expressaram seu apoio a Charlie.

“O Santo Padre acompanha com afeto e emoção o caso do pequeno Charlie Gard e manifesta a sua proximidade aos seus pais”, lê-se em um comunicado de 2 de julho, publicado pelo porta-voz do Vaticano, Greg Burke.

“Ele reza por eles, fazendo votos de que não seja negligenciado o seu desejo de acompanhar e cuidar do próprio filho até o fim”, assinalou.

Em 30 de junho, dia que estava programado para que o suporte vital de Charlie fosse retirado, o Papa usou seu conta no Twitter para enviar uma clara mensagem pró-vida a favor do bebê: “Defender a vida humana, sobretudo quando está ferida pela doença, é um dever de amor que Deus confia a todos”.

Depois de um pedido assinado por mais de 500 mil pessoas na plataforma internacional pró-vida CitizenGo, Michio Hirano, o médico norte-americano cujo tratamento experimental foi buscado pelos pais de Charlie Gard, viajou no dia 17 de julho a Londres, Reino Unido, após um juiz determinar que poderia examinar o bebê e conversar com os médico britânicos responsáveis pela saúde do pequeno.

Em 14 de julho, o especialista em doenças mitocondriais e miopatias genéticas aceitou viajar para examinar Charlie pessoalmente, no hospital Great Ormond Street.

Fonte: ACIdigital

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Papa: superar todas as formas de racismo e de intolerância

Papa: superar todas as formas de racismo e de intolerância

“É preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a celebração neste 18 de julho do Dia Internacional Nelson Mandela.

Se estivesse vivo, hoje Madiba – como era conhecido – completaria 99 anos. Considerado uma das personalidades mais ilustres do século XX, Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos. Naquela ocasião, o Papa Francisco enalteceu o firme compromisso demonstrado por Mandela para “promover a dignidade humana de todos os cidadãos do país e forjar uma nova África do Sul construída sobre os pilares da não-violência, da reconciliação e da verdade.

“Rezo para que o exemplo do ex-presidente inspire gerações de sul-africanos, para que coloquem a justiça e o bem comum à frente de suas aspirações políticas”, disse o Papa Francisco em telegrama.

S. João Paulo II 

Ao longo de sua vida, Nelson Mandela encontrou um único Pontífice: João Paulo II. A primeira vez foi em junho de 1990, pouco depois que deixou a prisão, onde transcorreu 27 anos de sua vida.

Em setembro de 1995, o Papa polonês visitou a África do Sul, sendo acolhido justamente por Nelson Mandela. Eis as palavras de João Paulo II na cerimônia de boas-vindas, em 16 de setembro: hoje a minha viagem me traz à África do Sul, à nova África do Sul, uma nação que se colocou firmemente no caminho da reconciliação e da harmonia entre todos os seus habitantes. No início da minha visita, desejo homenagear o Senhor, Presidente, que, depois de ter sido uma “testemunha” silenciosa e partícipe do anseio do seu povo à verdadeira libertação, agora assumiu a responsabilidade de inspirar e de desafiar cada um a ter êxito na tarefa de reconciliação e de reconstrução nacional.

Apartheid

Mais uma menção a Mandela foi feita ao regressar desta viagem, no Angelus de 24 de setembro de 1995 no Vaticano: “Infelizmente, mais uma vez pude tocar com as mãos os problemas deste Continente. A África carrega os sinais da sua longa história de humilhações. Muito se olhou para este Continente somente em nome de interesses egoístas. Hoje, a África pede para ser estimada e amada por aquilo que é. Não pede compaixão, pede solidariedade. Esta mensagem colhi em todos os lugares e, em especial, no encontro com Nelson Mandela, o homem que guiou a superação do apartheid, interpretando o desejo do seu povo, e de toda a África, de renascer na pacificação e na colaboração entre todos os seus filhos”.

Bento XVI

Bento XVI falou de Mandela ao se dirigir ao novo embaixador da África do Sul junto à Santa Sé, em 29 de maio de 2009.

“Ninguém pode duvidar que muitos méritos pelos progressos realizados devem ser atribuídos à extraordinária maturidade política e às qualidades humanas do ex-presidente Nelson Mandela. Ele foi promotor de perdão e de reconciliação e goza de grande respeito no seu país e junto à comunidade internacional.”

Maior nome da política sul-africana, Nobel da Paz, Nelson Mandela deixou um legado não só de convivência, mas também de luta e resistência. Primeiro presidente negro eleito da África do Sul, entre 1994 e 1999, cumpriu um só mandato – feito raro na política mundial.

Fonte : Radio Vaticano

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Papa no Angelus: Jesus não se impõe, mas se propõe doando-se

Papa no Angelus: Jesus não se impõe, mas se propõe doando-se

 

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, neste domingo (16/07), com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice disse que “quando Jesus falava usava uma linguagem simples e usava também imagens que eram exemplo de vida cotidiana a fim de ser compreendido facilmente por todos. Por isso, as pessoas o ouviam com boa vontade e apreciavam a sua mensagem que chegava diretamente ao coração”.

Não era uma linguagem complicada de entender como as dos doutores da lei daquele tempo, que não se entendia muito bem, pois “era cheia de rigidez e distanciava as pessoas”. “Com essa linguagem, Jesus faz entender o mistério do Reino de Deus. Não era uma teologia complicada e o exemplo disso nos é apresentado no Evangelho de hoje.”

Generosidade

“O semeador é Jesus. Observamos que com essa imagem, Ele se  apresenta com um que não se impõe, mas se propõe. Não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se. Ele propaga com paciência e generosidade a sua Palavra, que não é uma gaiola ou uma emboscada, mas uma semente que pode dar fruto”, disse Francisco, se estivermos dispostos a acolhê-la.

“Portanto, a parábola diz respeito sobretudo a nós. De fato, fala mais do terreno que do semeador. Jesus faz, por assim dizer, uma radiografia espiritual do nosso coração, que é o terreno sobre o qual cai a semente da Palavra. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e então a Palavra dá fruto, mas pode ser também duro, impermeável. Isso acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela bate com força sobre nós, como numa estrada.”

Coração superficial

Entre o terreno bom e a estrada existem dois terrenos intermédios que, de várias medidas, podem existir em nós.

“O primeiro é o pedregoso. Vamos imaginá-lo! Um terreno pedregoso é um terreno onde não há muita terra. A semente germina, mas não consegue se enraizar profundamente. Assim, é o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera, se cansa e nunca decola. É um coração sem consistência onde as pedras da preguiça prevalecem sobre a terra boa, onde o amor é inconstante e passageiro. Quem acolhe o Senhor somente quando quer, não dá fruto.”

Vícios

Depois, há o último terreno, o espinhoso, cheio de sarças que sufocam as plantas boas.

“O que essas sarças representam? «A preocupação do mundo e a sedução da riqueza», diz Jesus. As sarças são os vícios que lutam com Deus, que sufocam a presença: sobretudo os ídolos da riqueza mundana, o viver com avidez, para si mesmo, para o ter e o poder. Se cultivamos essas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas pequenas ou grandes sarças que não agradam a Deus e impedem ter um coração limpo. É preciso arrancá-las, caso contrário a Palavra não dá fruto.”

O Papa disse ainda que “Jesus nos convida hoje a nos olhar por dentro, a agradecer pelo nosso terreno bom e a trabalhar os terrenos que ainda não são bons. Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher com fé a semente da Palavra de Deus. Perguntemo-nos se em nós as pedras da preguiça são ainda numerosas e grandes. Devemos encontrar e chamar por nome as sarças dos vícios. Encontremos a coragem de recuperar o terreno, levando ao Senhor na confissão e na oração as nossas pedras e nossas sarças”.

Purificar o coração

“Ao fazer isso”, sublinhou Francisco, “Jesus, o Bom semeador, ficará feliz de realizar um trabalho adicional: purificar os nossos corações, removendo as pedras e os espinhos que sufocam a sua Palavra”.

O Papa pediu à Virgem Maria, que hoje recordamos com o título de Nossa Senhora do Carmo, para que nos ajude a purificar o coração e conservar nele a presença do Senhor.

Saudações

Após a oração mariana do Angelus, o Santo Padre saudou todos os fiéis de Roma, os peregrinos de várias partes do mundo, famílias, grupos paroquias e associações.

Saudou de modo particular as Irmãs de Nossa Senhora das Dores que celebram 50 anos da aprovação pontifícia do instituto. Saudou também as Irmãs Franciscanas de São José que comemoram 150 anos de fundação, os diretores e hóspedes da  “Domus Croata” de Roma, no 30° aniversário de sua instituição.

O Papa dirigiu uma saudação especial à comunidade católica da Venezuela, presente na Itália, renovando sua oração por esse “amado país”.

(MJ)

Fonte: Radio Vaticano

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Oferta da vida: nova via de santidade

Oferta da vida: nova via de santidade

Foi publicado esta terça-feira (11/07) o Motu Próprio do Papa Francisco “Maiorem hac dilectionem” sobre a oferta da vida nas causas dos santos.

 Com o documento, o Pontífice abre o caminho à beatificação daqueles fiéis que, impulsionados pela caridade, ofereceram heroicamente a própria vida pelo próximo, aceitando livre e voluntariamente uma morte certa e prematura com o intuito de seguir Jesus.

Um nova via de santidade

Há séculos, as normas da Igreja Católica preveem que se possa proceder à beatificação de um Servo de Deus percorrendo uma dessas três vias: o martírio (suprema imitação de Cristo com morte violenta), as virtudes heroicas (a vivência acima do comum e constante no tempo das virtudes teologais), e os casos excepcionais (conhecida como equipolente).

Essas três vias, todavia, resultavam insuficientes para interpretar todos os casos possíveis de santidade canonizável. De fato, ultimamente, a Congregação das Causas dos Santos colocou-se a questão “se os Servos de Deus que, inspirados pelo exemplo de Cristo, tenham livre e voluntariamente oferecido e imolado a própria vida pelos irmãos num supremo ato de caridade, que tenha sido diretamente causa de morte, não mereçam a beatificação”. Trata-se, portanto, de introduzir uma quarta via, que foi chamada “oferta da vida”.

Oferta da vida: entre martírio e virtudes heroicas

Embora tenha elementos que a assemelhem seja à via do martírio, seja à via das virtudes heroicas, esta nova via pretende valorizar um tipo de testemunho cristão heroico até agora sem um procedimento específico, justamente porque não se enquadra completamente nem na categoria do martírio nem na categoria das virtudes heroicas. Não é martírio porque não há um perseguidor e não é virtude heroica porque não é expressão de um exercício prolongado das virtudes. Para delimitar este aspecto, o Motu Proprio fala de “morte num período breve de tempo”, o que não significa imediata, mas nem mesmo tão longa a ponto de transformar o ato heroico em virtude heroica.

A “oferta da vida” até então não constituía uma categoria específica, mas, se comprovada, era incorporada ou como martírio ou como virtudes heroicas – o que não fazia jus à sua verdadeira natureza. Há séculos, a Igreja não exclui das honras dos altares os fiéis que deram a vida num extremo ato de caridade, como, por exemplo, morrer contagiado com a mesma doença do enfermo assistido.

Critérios

O documento pontifício esclarece no artigo 2: “a oferta da vida, para que seja válida e eficaz para a beatificação de um Servo de Deus, deve responder aos seguintes critérios: a. oferta livre e voluntária da vida e heroica aceitação propter caritatem de uma morte certa e decorrida num breve período de tempo; b. nexo entre a oferta da vida e a morte prematura; c. exercício, pelo menos em grau ordinário, das virtudes cristãs antes da oferta da vida e, depois, até a morte; d. existência da fama de santidade pelo menos depois da morte; e. necessidade do milagre para a beatificação, ocorrida depois da morte do Servo de Deus e por sua intercessão”.

Enriquecimento

Com este documento, a doutrina sobre a santidade cristã  e o procedimento tradicional da Igreja para a beatificação dos Servos de Deus não somente não são alterados, mas são enriquecidos de novos horizontes e oportunidades para a edificação do povo de Deus, que nos seus Santos vê o rosto de Cristo, a presença de Deus na história e a exemplar atuação do Evangelho.

 

Fonte: Radio Vaticano

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Eutanásia, distanásia e ortotanásia: o que são e quais as diferenças?

Eutanásia, distanásia e ortotanásia: o que são e quais as diferenças?

 

E qual destes é o caso do bebê Charlie Gard?

A palavra grega “thánatos”, que quer dizer “morte”, está na raiz de três conceitos muito importantes da bioética: eutanásia, distanásia e ortotanásia.charlie

Eutanásia

São João Paulo II comenta no parágrafo 65 da sua carta encíclica “Evangelium Vitae” (“O Evangelho da Vida”): a eutanásia é “uma ação ou omissão que, pela sua natureza e nas suas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento”.

Importante observar que a eutanásia nem sempre é ativa: ela também pode ser praticada por omissão — ou seja, por deixar de fazer algo que, nas circunstâncias em questão, seria moralmente obrigatório.

A eutanásia, portanto, também é praticada quando se negam determinados cuidados médicos sem os quais se sabe que o doente vai morrer. Este foi o caso da norte-americana Terri Schiavo. Ela estava em Estado Vegetativo Permanente até que, em 2005, seu marido conseguiu na Justiça uma ordem para que o hospital interrompesse a sua hidratação e nutrição artificiais. Que se saiba, Terri não recebeu nenhuma substância que acelerasse a sua morte; mesmo assim, ela sofreu eutanásia: após uma longa agonia, morreu de fome e de sede. O caso teve grande repercussão mundial.

Além da forma (comissiva ou omissiva), a eutanásia se caracteriza também pelas intenções: o que formalmente a configura é a intenção de provocar a morte de outra pessoa com o objetivo de eliminar o sofrimento dela (cf. EV 56). O que diferencia a eutanásia dos outros casos de mortes provocadas é a intenção, aparentemente boa, de acabar com o sofrimento do paciente – mas provocar a morte de alguém é sempre uma forma de assassinato, inclusive quando se trata de um assassinato “dentro da lei”, como podem ser os casos do aborto, da pena de morte e da própria eutanásia.

Distanásia

Uma espécie de “extremo oposto” da eutanásia é a distanásia, também chamada de “obstinação terapêutica”. Ela consiste em querer manter um paciente vivo a qualquer custo, teimosamente, recorrendo a meios desproporcionados e inúteis, quando já não há mais nenhuma perspectiva viável de reversão do gravíssimo quadro do paciente. Importante: não estamos falando de um caso em que ainda existam chances, por mais remotas que sejam, mas sim dos casos em que simplesmente não há mais nada a ser feito e, mesmo assim, insiste-se em tentar manter o doente vivo a todo custo.

Ortotanásia

É o que acontece quando simplesmente se aceita, com realismo e sensatez, o estado terminal do paciente, reconhecendo-se que as capacidades humanas não são mais capazes de impedir a iminência da morte. A ortotanásia, portanto, se recusa a cair na obstinação terapêutica (distanásia), mas também se recusa a intervir por ação ou omissão a fim de acelerar a morte do paciente (eutanásia).

Tanto a distanásia (negar-se a aceitar a morte com serenidade e sensatez) quanto a eutanásia (provocar a morte propositalmente, ainda que com a alegada boa intenção de eliminar o sofrimento do doente) são pecados: a distanásia é uma forma de desespero, que é falta de confiança em Deus, e a eutanásia é uma forma de assassinato, porque causa diretamente a morte de outro. A atitude moralmente exigível do ser humano é a de defender a vida até a última chance, e, ao mesmo tempo, a de aceitar a morte com sensatez quando ela se mostra inevitável: portanto, sem causá-la e sem lutar desproporcionadamente contra ela.

E qual é o caso do bebê Charlie Gard?pais de charlie

Charlie Gard é um bebê inglês que sofre de uma miopatia mitocondrial, doença raríssima que se agrava rapidamente e para a qual não se conhece hoje a cura. Os médicos do Great Ormond Street Hospital de Londres, onde Charlie está internado, alegam que não há mais nada a ser feito: eles querem desligar os aparelhos de respiração, nutrição e hidratação artificiais que mantêm o bebê vivo.

Instagram/Charlie’s fight

Mas, embora não haja nenhuma certeza de cura, existe nos Estados Unidos um tratamento experimental. As chances de resultado positivo são mínimas – mas existem. Os pais de Charlie, Connie e Chris, conseguiram arrecadar cerca de 1,3 milhão de libras junto a doadores voluntários via internet para custear o tratamento nos EUA, mas o hospital de Londres não quer liberar a criança: os médicos ingleses consideram que, no atual estado de Charlie, quaisquer intervenções terapêuticas serão desproporcionadas.

Acontece que os pais do bebê querem tentar o tratamento experimental norte-americano. O caso foi levado ao judiciário, mas um juiz britânico decidiu que o hospital deve desligar os aparelhos. Os pais de Charlie recorreram à corte britânica de apelações, à Suprema Corte britânica e à Corte Europeia de Direitos Humanos: em todos os casos, eles perderam a batalha judicial, um fato em si mesmo extremamente preocupante por configurar o sinistro precedente de um Estado que se arroga o suposto “direito” de determinar a vida e a morte dos seus cidadãos independentemente da vontade e dos recursos próprios desses cidadãos. Uma crítica a esta postura inaceitável da autoproclamada “justiça” pode ser lida neste outro artigo:

O caso do bebê Charlie: as duas questões que precisam ser esclarecidas

A postura dos médicos envolvidos na “decisão” também é moralmente inaceitável: há uma diferença muito grande entre o médico que não deseja realizar um tratamento por julgá-lo desproporcionado e o médico que resolve não deixar mais ninguém realizar uma terapia por não concordar com ela.

Nem sequer se pode falar propriamente em “impasse”: haveria um impasse caso estivéssemos diante de duas posições igualmente razoáveis. No caso de Charlie, há um pai e uma mãe querendo levar seu próprio bebê para ser tratado e há um hospital londrino querendo obrigar uma criança a ser morta por omissão de recursos cruciais para a sua sobrevivência. Isto não é um impasse propriamente dito: é mera violência e crime, e um crime do qual a “justiça” não apenas é cúmplice consciente, mas impositora totalitária.

Não é possível afirmar que a vontade dos pais seja “desproporcionada” – e, mesmo que fosse, o Estado não deve nem pode se intrometer. O Estado, em sua obrigação básica de defender a vida dos seus cidadãos, poderia e deveria manifestar-se caso a família quisesse praticar a eutanásia; mas não deve nem pode impedir uma família de lutar pela vida de um filho nem sequer num caso de distanásia – que dirá neste caso, que não pode ser taxativamente qualificado como distanásia porque ainda existe uma chance de tratamento. Os poderes públicos são legítimos para impedir a morte dos indivíduos; jamais serão legítimos para impo-la contra a vontade expressa dos familiares do doente atingido por tal intromissão.

Então não estamos diante de um caso de distanásia?

Não.

Estamos diante de um caso em que existe um tratamento alternativo disponível, que os pais do bebê doente desejam tentar e para o qual eles já dispõem de recursos. É um caso de legítima luta pela vida de um filho. A Congregação para a Doutrina da Fé afirma explicitamente que, entre os meios terapêuticos legítimos e proporcionados, está o recurso às terapias experimentais quando não existem outros meios conhecidos de se obter a cura:

“Se não há outros remédios, é lícito recorrer aos meios de que dispõe a medicina mais avançada, mesmo que eles estejam ainda em fase experimental e a sua aplicação não seja isenta de alguns riscos. Ao aceitá-los, o doente poderá também dar provas de generosidade a serviço da humanidade” (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, “Declaração sobre a eutanásia”, Cap. IV — O uso proporcionado dos meios terapêuticos).

Se for imposta a decisão ilegítima de desligar os aparelhos de Charlie à revelia da vontade de seus pais, estaremos diante de um caso de assassinato. Poderia ser considerado um caso de eutanásia por conta da alegação de suposto interesse em eliminar o sofrimento de Charlie, mas nem sequer há consenso quanto a tal sofrimento.

E por que a decisão judicial é ilegítima? Na verdade, ela é duplamente ilegítima. Primeiro, porque, ainda que fosse um caso de distanásia, não cabe jamais ao Estado impedir os particulares de praticá-la; segundo, porque realmente não há consenso suficiente para afirmar que a manutenção dos aparelhos de Charlie configura de fato distanásia, sabendo-se, como se sabe, que existe uma alternativa de tratamento, por mais remotas que sejam as suas chances de sucesso.

Por uma cultura de vida!

Um mundo melhor é aquele onde a vida humana é reconhecida como sagrada: onde os pais têm direito de lutar pela vida de seus filhos mesmo contra as cortes do mundo inteiro; onde os hospitais são lugares em que se busca o restabelecimento do corpo e não uma morte ideologicamente imposta como “digna”.

Independente do que ocorra, Charlie Gard já é um herói. Em seus frágeis meses de uma vida que insiste em resistir, ele já fez mais do que milhões de pessoas que tentam há anos fazer deste mundo um lugar melhor. O pequeno grande Charlie está mobilizando multidões que querem a cultura da vida triunfando sobre a cultura do descarte. Obrigado, grande Charlie – e vamos continuar lutando juntos!

Fonte: Aleteia

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EUA corta financiamento ao Fundo de População da ONU por apoiar aborto forçado

EUA corta financiamento ao Fundo de População da ONU por apoiar aborto forçado

O governo dos Estados Unidos deixará de financiar o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por apoiar abortos forçados e esterilizações involuntárias na China.Embarazada_FlickrFui__CC_BY_NC_ND_20_050417

Com o corte, o organismo das Nações Unidas perderá 32,5 milhões de dólares em seu orçamento de 2017, que o governo destinará à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

As políticas rígidas de controle de natalidade da China causaram mais de 400 milhões de abortos em seus 37 anos de vigor. Em 2014, a China mudou a sua política do “filho único” por uma política de “somente dois filhos”.

A decisão do governo dos Estados Unidos foi comunicada ao UNFPA em um memorando da Secretária de Estado, na qual indicou que o organismo da ONU “apoia ou participa na gestão de um programa de aborto coagido ou esterilização involuntária” na China.

A USAID também não poderá destinar os fundos para organizações que promovam ou pratiquem abortos em outros países, devido a uma normativa reinstaurada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início deste ano.

Em um comunicado publicado em 4 de abril, o UNFPA lamentou a decisão do governo dos Estados Unidos e negou as acusações.

A presidente da National Right to Life dos Estados Unidos, Carol Tobias, felicitou o governo de Donald Trump “por deixar claro que os Estados Unidos não apoiarão uma agência da ONU que coopera nas políticas de controle populacional brutalmente repressivas da China”.

Por sua parte, o presidente do Population Research Institute, Steven Mosher, que durante décadas denunciou as políticas abortistas da China, assegurou em um comunicado que “cortar o financiamento a UNFPA é uma grande vitória para as mulheres da China e para todos os que respeitam a inerente dignidade de cada e toda vida humana”.

Mosher foi o primeiro americano que testemunhou a prática de abortos e esterilizações forçadas na China, como parte da política do filho único que existiu durante 35 anos nesse país.

“O UNFPA não era uma força de moderação na China, mas estava ajudando e encorajando o governo chinês para que aplicasse a política”, disse Mosher.

As pesquisas de Mosher calcularam que entre 1979 e 2014, a cada ano dez milhões de mulheres chinesas foram submetidas ao aborto forçado e à esterilização.

Fonte: acidigital.com

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Hoje é a festa de São Tomé, apóstolo que proclamou conhecida profissão de fé

Hoje é a festa de São Tomé, apóstolo que proclamou conhecida profissão de fé

Neste dia 3 de julho, é celebrado São Tomé, recordado por ter duvidado da Ressurreição de Cristo até que o Senhor apareceu a ele, mostrando-lhe as chagas e o Apóstolo fez uma profissão de fé, repetida muitas vezes até os dias de hoje. Mais tarde, veio a morrer como um grande mártir.

No Evangelho de São João (20, 19-29), Jesus ressuscitado apareceu aos seus discípulos quando as portas estavam trancadas, pôs-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”.

Nesta ocasião, Tomé não estava presente e, quando seus companheiros lhe contaram que tinham visto o Senhor, ele duvidou. “Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei”, disse.

Oito dias depois, quando todos estavam novamente no mesmo lugar, inclusive Tomé, Jesus voltou a aparecer-lhes e repetiu a saudação: “A paz esteja convosco”.

Depois disse a Tomé: “Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus disse: “Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto”.

São Tomé era judeu, natural da Galileia e um pescador. Jesus o escolheu como um dos doze Apóstolos e foi a ele quem o Senhor fez uma revelação especial na Última Ceia.

“Disse-lhe Tomé: ‘Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’ Jesus lhe respondeu: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim’” (Jo 14,5-6).

São Tomé pregou na Pérsia e região ao redor, Índia e Etiópia. A tradição diz que foi vendido como escravo para o rei indiano Gundafar, que buscava um arquiteto para construir seu palácio e sabia que o santo era conhecedor desta técnica.

O Apóstolo pregou para a filha do rei sobre as vantagens da castidade e, por isso, foi aprisionado, mas milagrosamente escapou da prisão. No entanto, morreu como mártir na costa de Coromandel (Madrás – Índia). Ali foi descoberto seu corpo com marcas de lanças.

Séculos depois, seus ossos foram levados para Edessa e atualmente encontram-se na Catedral de Ortona (Itália).

É representado com uma lança ou um cinturão, porque se diz que, depois da Assunção de Maria, foi ao sepulcro dela e pegou o cinturão da Virgem que estava lá e que hoje é venerado na Catedral de Prato (Itália).

 

Fonte: acidigital

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