Os pobres são os primeiros a sentir os efeitos da corrupção, diz Papa

Os pobres são os primeiros a sentir os efeitos da corrupção, diz Papa

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“Sei que muitos países trabalham e lutam para realizar uma sociedade mais justa, promovendo uma cultura da legalidade”

O Papa Francisco afirmou que os pobres são os primeiros a perceber a corrupção que existe nos vários estratos sociais.

O Papa falava aos cerca de 200 membros da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana, recebidos em audiência esta sexta-feira (30/06) na Sala Clementina, no Vaticano, por ocasião do 50º aniversário da organização.

“Encorajo-os no compromisso de vocês em favor do bem comum em nosso continente americano, e a colaboração entre todos possa favorecer a construção de um mundo sempre mais humano e mais justo”, disse.

No discurso que dirigiu aos presentes, o Santo Padre destacou, entre as finalidades da organização, promover o desenvolvimento e a coordenação, bem como identificar as possibilidades de assistência recíproca e de ação comum entre os países membros.

Atendo-se a este fim, o Pontífice articulou seu discurso em três aspectos que considera importantes para o momento atual: identificar as potencialidades, coordenar e promover.

Discorrendo sobre o primeiro aspecto, Francisco destacou que os países da América Latina são ricos de história, cultura e recursos naturais; ademais, têm um povo “bom” e solidário com os outros povos, como “foi comprovado por ocasião das recentes calamidades naturais, como se ajudaram reciprocamente, dando exemplo a toda a comunidade internacional”.

O Santo Padre observou que todos esses valores sociais estão presentes, mas devem ser apreciados e reforçados:

Apesar desses bens do continente, a atual crise econômica e social atingiu a população e produziu o aumento da pobreza, do desemprego, da desigualdade social, bem como a exploração e o abuso da nossa casa comum. Diante dessa situação é preciso uma análise que leve em consideração a realidade das pessoas concretas, a realidade do nosso povo.”

Destacando o segundo aspecto, o Papa frisou que é preciso coordenar os esforços para dar respostas concretas e para fazer frente às instâncias e às necessidades dos filhos e das filhas dos nossos países.

“Coordenar não significa deixar que os outros façam e no final aprovar, ao invés, comporta muito tempo e muito esforço; é um trabalho que não aparece e é pouco apreciado, mas necessário”, observou ainda, atendo-se em seguida ao fenômeno da emigração na América Latina:

“Diante de um mundo globalizado e sempre mais complexo, a América Latina deve unir os esforços para fazer frente ao fenômeno da emigração; e grande parte de suas causas já deveriam ter sido enfrentadas há muito tempo, mas nunca é tarde demais.”

Após recordar que a emigração sempre existiu, frisou que esta nos últimos anos teve um incremento jamais visto antes. “Nosso povo, impelido pela necessidade, vai em busca de ‘novos oásis’, onde possa encontrar maiores estabilidades e um trabalho que assegure maior dignidade à vida”.

Mas nessa busca, acrescentou o Pontífice, muitas pessoas sofrem a violação de seus direitos”; muitas crianças e jovens são vítimas do tráfico de seres humanos e são exploradas, “ou caem nas redes da criminalidade e da violência organizada.

“A emigração é um drama de divisão: dividem-se as famílias, os filhos se separam dos pais, distanciam-se da terra de origem, e os próprios governos e os países se dividem diante dessa realidade. É preciso uma política conjunta de cooperação para enfrentar esse fenômeno. Não se trata de buscar culpados e de esquivar-se de responsabilidades, mas todos somos chamados a trabalhar de maneira coordenada e conjunta.”

Por fim, atendo-se ao terceiro aspecto, Francisco observou que entre as muitas ações que se poderiam realizar, considera emergir por importância “a promoção de uma cultura do diálogo.

Em seguida, o Santo Padre reconheceu que alguns países da América Latina estão passando por momentos difíceis em nível político, social e econômico:

“Os cidadãos que dispõem de menos recursos são os primeiros a perceber a corrupção que existe nos vários estratos sociais e a má distribuição das riquezas. Sei que muitos países trabalham e lutam para realizar uma sociedade mais justa, promovendo uma cultura da legalidade”, reconheceu Francisco.

O Papa prosseguiu destacando que “a promoção do diálogo político é essencial, tanto entre os vários membros desta Associação, quanto com os países de outros continentes, de modo especial com os da Europa, por laços que os unem”.

O diálogo é indispensável, concluiu Francisco, “mas não o ‘diálogo entre surdos’! Requer uma atitude receptiva que acolha sugestões e partilhe aspirações”.

A Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana é um organismo criado em Roma em 1966, cujos países membros são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Itália, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

(Rádio Vaticano)

 

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A cidade brasileira onde São Pedro não é padroeiro só dos pescadores

A cidade brasileira onde São Pedro não é padroeiro só dos pescadores

Em Salvador, a devoção a São Pedro tem vários significadosweb-pope-francis-general-audience-c2a9-antoine-mekary-aleteia-dsc8357

São Pedro é muito conhecido pelos fiéis católicos por ser o santo padroeiro dos papas e dos pescadores (já que ele era pescador e também foi o primeiro papa da Igreja).

Mas em uma cidade do Brasil, a festa de São Pedro ganha outros significados. Estamos falando de Salvador, BA, onde o santo também é padroeiro:

– dos viúvos e viúvas, porque era viúvo;

– dos porteiros, porque Jesus lhe confiou as chaves do Reino dos Céus;

– dos comerciantes, porque na capital baiana, a paróquia de São Pedro está localizada no centro da cidade, numa área comercial.

A Festa de São Pedro e São Paulo é uma das celebrações mais importantes e antigas do calendário litúrgico, introduzida na liturgia no século II para lembrar o martírio dos dois santos. Foi colocada pela Igreja em 29 de junho para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Remo, os mitos considerados fundadores da cidade de Roma. São Pedro e São Paulo foram os fundadores da Roma cristã. Pedro morreu provavelmente no ano de 64, crucificado de cabeça para baixo. Paulo morreu decapitado no ano de 67.

Em Salvador

Os vários significados da devoção a São Pedro fez da festa em homenagem ao santo uma das mais tradicionais dos devotos soteropolitanos. Em 2017, o tema das celebrações será A Igreja de Cristo sob a proteção de Pedro e Maria e estão programados tríduos, Missas e procissão.

 Oração a São Pedro – Guardião das Chaves do Céu

Gloriosíssimo São Pedro,creio que vós sois o fundamento da igreja, o pastor universal de todos os fiéis, o depositário das chaves do céu, o verdadeiro vigário de Jesus Cristo; e eu me glorio de ser vossa ovelha, vosso súdito e filho. Uma graça vos peço com toda a minha alma; guardai-me sempre unido a vós e fazei que antes me seja arrancado do peito o coração do que o amor e plena submissão que vos devo nos vossos sucessores, os Pontífices Romanos. Viva e morra como filho vosso e filho da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana. Amém!

 

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Papa: cristão não precisa de horóscopo

Papa: cristão não precisa de horóscopo

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Pontífice reforçou que os cristãos precisam estar abertos às surpresas de Deus

O Papa Francisco celebrou a missa, nesta segunda-feira (26/06), na capela da Casa Santa Marta.

“O cristão verdadeiro não é aquele que se instala e fica parado, mas aquele que confia em Deus e se deixa guiar num caminho aberto às surpresas do Senhor”, frisou o Pontífice em sua homilia.

Citando a Primeira Leitura, extraída do Livro do Gêneses, Francisco refletiu sobre Abraão, pois nele “há o estilo da vida cristã, o estilo nosso como povo”, baseado em três dimensões: o despojamento, a promessa e a bênção. “O Senhor exorta Abraão a sair de seu país, de sua pátria, da casa de seu pai”, recordou o Papa:

“O ser cristão tem sempre esta dimensão do despojamento que encontra a sua plenitude no despojamento de Jesus na Cruz. Sempre há um vai, um deixa, para dar o primeiro passo: ‘Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai’. Se fizermos memória veremos que nos Evangelhos a vocação dos discípulos é um ‘vai’, ‘deixa’ e ‘vem’. Também nos profetas, não é? Pensemos a Eliseu, trabalhando a terra: ‘Deixa e vem’.”

“Os cristãos”, acrescentou o Papa, “devem ter a capacidade de serem despojados, caso contrário não são cristãos autênticos, como não são aqueles que não se deixam despojar e crucificar com Jesus. “Abraão “obedeceu pela fé”, partindo para a terra a ser recebida como herança, mas sem saber o destino preciso:

“O cristão não tem um horóscopo para ver o futuro. Não procura a necromante que tem a bola de cristal, para que leia a sua mão. Não, não. Não sabe aonde vai. Deve ser guiado. Esta é a primeira dimensão de nossa vida cristã: o despojamento. Mas, por que o despojamento? Para uma ascese parada? Não, não! Para ir em direção a uma promessa. Esta é a segunda. Somos homens e mulheres que caminham para uma promessa, para um encontro, para algo, uma terra, diz a Abraão, que devemos receber como herança.” 

No entanto, enfatizou Francisco, Abraão não edifica uma casa, mas “levanta uma tenda”, indicando que “está a caminho e confia em Deus”, portanto, constrói um altar “para adorar ao Senhor”. Então, “continuar a caminhar” é estar “sempre em caminho”:

“O caminho começa todos os dias na parte da manhã; o caminho de confiar no Senhor, o caminho aberto às surpresas do Senhor, muitas vezes não boas, muitas vezes feias – pensemos em uma doença, uma morte – mas aberto, pois eu sei que Tu me irás conduzir a um lugar seguro, a um terra que preparaste para mim; isto é, o homem em caminho, o homem que vive em uma tenda, uma tenda espiritual. Nossa alma, quando se ajeita muito, se ajeita demais, perde essa dimensão de ir em direção da promessa e em vez de caminhar em direção da promessa, carrega a promessa e possui a promessa. E não deve ser assim, isso não é realmente cristão”.

“Nesta semente de início da nossa família” cristã, observou o Papa, aparece outra característica, a da bênção: isto é, o cristão é um homem, uma mulher que “abençoa”, que “fala bem de Deus e fala bem dos outros” e que  “é abençoado por Deus e pelos outros” para ir para frente. Este é o esquema da “nossa vida cristã”, porque todo mundo, “também” os leigos, devemos “abençoar os outros, falar bem dos outros e falar bem a Deus dos outros”. Muitas vezes, acrescenta o Pontífice, estamos acostumados “a não falar bem” do próximo, quando – explica – “a língua se move um pouco como quer”, em vez de seguir o mandamento que Deus confia ao nosso pai” Abraão, como “síntese da vida”: de caminhar, deixando-se “despojar” pelo Senhor e confiando em suas promessas, para sermos irrepreensíveis. Enfim, concluiu Francisco, a vida cristã é “tão simples”

 

(Fonte: Aleteia)

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As 12 Promessas do Sagrado Coração de Jesus

As 12 Promessas do Sagrado Coração de Jesus

Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências do Seu Divino Amor sobre os que Lhe tributarem essa divina honra

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é evocada em dois significativos episódios do Evangelho:sagrado-coracao-de-jesus-2

  • o gesto de São João, discípulo amado, que encosta a cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23);
  • o momento em que o soldado abre com uma lança o lado de Jesus crucificado (cf. Jo 19,34).

No primeiro acontecimento, vemos o consolo de Cristo na véspera da Sua morte.

No outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.

Esses dois relatos do Evangelho nos preparam para o apelo que Jesus fez em 1675 a Santa Margarida Maria Alacoque:

“Eis este Coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpus Christi) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu Coração, comungando, neste dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Eu te prometo que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências do Seu Divino Amor sobre os que Lhe tributarem essa divina honra e procurarem que ela Lhe seja prestada”.

Em sua aparição a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus fez 12 promessas do Seu Sagrado Coração.

São elas:

1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;

2ª Promessa: “Eu darei aos devotos do Meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado”;

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”;

4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”;

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na sua vida e, principalmente, na hora da sua morte”;

6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;

7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão, no meu Coração, fonte inesgotável de misericórdia”;

8ª Promessa: “As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção”;

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”;

11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;

E a grande Promessa:

12ª Promessa: “A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, Eu darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

Fonte:Aleteia.org

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Papa: indicar caminho para um futuro melhor de nossas sociedades

Cidade do Vaticano (RV) – Antes da Audiência Geral desta quarta-feira (21/06), o Papa Francisco recebeu, na saleta dentro ANSA584248_Articoloda Sala Paulo VI, no Vaticano, uma delegação estadunidense da Liga Nacional de Futebol.

“Assim como vocês, eu também sou apaixonado por futebol, mas em meu país se joga de forma muito diferente”, sublinhou o Pontífice em seu discurso.

“O mundo em que vivemos e especialmente os jovens precisam de modelos, de pessoas que nos mostrem como fazer emergir o melhor de nós mesmos a fim de frutificar os dons e os talentos doados por Deus, e ao fazer isso, indicar o caminho para um futuro melhor de nossas sociedades”, disse o Papa.

“O trabalho em equipe, o jogo leal e o procurar o melhor são valores, também no sentido religioso do termo, que guiam o nosso compromisso no jogo. Todavia, há grande necessidade desses valores também fora de campo, em todas as dimensões da vida comunitária.”

“São valores que ajudam a construir uma cultura do encontro, na qual prevenimos e socorremos as necessidades de nossos irmãos e irmãs, e combatemos o individualismo exagerado, a indiferença e a injustiça que nos impedem de viver como uma só família humana. Quanto o mundo precisa dessa cultura do encontro!”

O Papa concluiu seu discurso, desejando que esta visita a Roma da Liga Nacional de Futebol estadunidense, possa aumentar a sua gratidão pelos dons recebidos e inspirar a partilha generosa em prol da construção de um mundo mais fraterno.

 

Fonte: http: br.radiovaticana.va

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Primeiro Dia Mundial dos Pobres: caridade e solidariedade

Primeiro Dia Mundial dos Pobres: caridade e solidariedade

Foi publicada, na manhã desta terça-feira (13/6), no Vaticano, a Mensagem do Papa para o Primeiro Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema: «Não amemos com palavras, mas com obras».

O Dia Mundial dos Pobres foi instituído por Francisco, na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, com uma Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e mísera”. A celebração, sinal concreto” do Ano Jubilar, se realizará no XXXIII Domingo do Tempo Comum, que este ano cai em 19 de novembro.

O Papa inicia sua Mensagem, com a citação evangélica do tema central: «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade».

Estas palavras do apóstolo São João – diz Francisco – são um imperativo do qual nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo “discípulo amado” até aos nossos dias, tem pleno sentido diante das palavras vazias que saem da nossa boca.

O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus: “Ele nos amou primeiro, a ponto de dar a sua vida por nós”.

Deste modo, a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados.

Neste sentido, o Santo Padre fez diversas referências da vida de Jesus, que ecoou, desde o início, na primeira Comunidade eclesial, que assumiu a assistência e o serviço aos pobres, com base no ensinamento do Mestre, que proclamou os pobres “bem-aventurados e herdeiros do Reino dos Céus”.

Contudo, aconteceu que alguns cristãos não deram a devida atenção a este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas, o Espírito Santo soprou sobre muitos homens e mulheres que, de várias formas, dedicaram toda a sua vida ao serviço dos pobres.

O Papa recordou que, nestes Dois mil anos, numerosas páginas da história foram escritas por cristãos que, com simplicidade e humildade, se colocaram a serviço dos seus irmãos mais pobres.

Aqui, citou alguns nomes que mais se destacaram na caridade, como São Francisco de Assis, testemunha viva de uma pobreza genuína.

O Santo Padre lembra que, para os cristãos, discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação; é seguir Jesus pobre; é o metro para avaliar o uso correto dos bens materiais.

O nosso mundo, muitas vezes, não consegue identificar a pobreza dos nosso dias, com suas trágicas consequências: sofrimento, marginalização, opressão, violência, torturas, prisão, guerra, privação da liberdade e da dignidade, ignorância, analfabetismo, enfermidades, desemprego, tráfico de pessoas, escravidão, exílio e miséria. A pobreza é fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada!

Diante deste cenário, não se pode permanecer inertes e resignados, afirmou Francisco. Todos estes pobres – como dizia o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por “direito evangélico” e a obriga à sua opção fundamental.

Por isso, o Papa conclui sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos os estendem suas mãos invocando ajuda e solidariedade.

Que este Dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres – diz por fim Francisco – não são um problema, mas “um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”. (MT)

 

(Fonte: RadioVaticana)

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Sou leigo: como posso aprender mais sobre a Misericórdia de Deus?

Sou leigo: como posso aprender mais sobre a Misericórdia de Deus?

Vários são os modos de aprender mais sobre a misericórdia de Deus. Neste texto, citamos alguns documentos preciosos sobre essa temática. Confira:

  • Carta Encíclica “Dives in Misericórdia”, de São João Paulo II sobre a Misericórdia Divina. Karol Wojtyla durante seu pontificado falou muito sobre misericórdia, chegando a lançar essa encíclica sobre o tema. No texto disponível de forma integral no portal do Vaticano, encontramos a seguinte fala do pontífice:

“A misericórdia em si mesma, como perfeição de Deus infinito é também infinita. Infinita, portanto, e inexaurível é a prontidão do Pai em acolher os filhos pródigos que voltam à sua casa. São infinitas também a prontidão e a força do perdão que brotam continuamente do admirável valor do Sacrifício do Filho. Nenhum pecado humano prevalece sobre esta força e nem sequer a limita”.

 

  • Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, Misericordiae Vultus, do Papa Francisco. Com esse documento, o Papa Bergoglio anunciou o Ano Santo da Misericórdia e ainda nos deu pistas valiosas de como poderíamos viver aquele tempo propício de aproximação com o Pai das Misericórdias. Essas pistas sempre valerão para quem quer se encontrar com esse Oceano de Amor. No documento, Francisco ressalta:

“Na Sagrada Escritura, como se vê, a misericórdia é a palavra-chave para indicar o agir de Deus para conosco. Ele não se limita a afirmar o seu amor, mas torna-o visível e palpável. Aliás, o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata. Por sua própria natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam na atividade de todos os dias. A misericórdia de Deus é a sua responsabilidade por nós”.

 

  • Livro “O nome de Deus é Misericórdia”, do Papa Francisco. Através desse livro-entrevista, Francisco conta de forma prática a essência do Deus-Misericórdia e nos fala da ação dele na vida da Igreja. O livro é ainda, um testemunho de Bergoglio sobre o modo como foi “misericordiado” por Deus em sua vida, história, sacerdócio e ministério.

 

  • Congresso Continental da Misericórdia. O Congresso que acontece nos dias xx e xx também é uma oportunidade ímpar para se aprofundar um pouco mais sobre este que é o maior atributo de Deus. No evento será abordada a misericórdia dentro das seguintes temáticas: “O Pai das misericórdias”, “Jesus, o Rosto da Misericórdia”, “Espírito Santo, a efusão da Misericórdia” e “Maria, Mãe de Misericórdia”. Faça sua inscrição, a inscrição do seu grupo e participe!

http://www.accom2017.org/br/

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Brasil sediará I Congresso Continental da Misericórdia

Brasil sediará I Congresso Continental da Misericórdia

Cidade do Vaticano (RV) –  O Brasil será o país-sede do I Congresso Continental da Misericórdia, a ter lugar em Aparecida, de 22 a 25 de junho, com o tema “Sua misericórdia se estende de geração em geração, sobre aqueles que o temem”.

Organizado em parceria com o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização – dirigido pelo Arcebispo Rino Fisichella – o  objetivo do encontro é pensar a identidade da Igreja como Igreja de Misericórdia.

Quem nos fala sobre como surgiu a ideia desta iniciativa e como o Congresso irá se desenvolver, é Izaías de Souza Carneiro, fundador da Comunidade Coração Novo (sediada no Rio de Janeiro) e que visitou a nossa emissora:

“No ano passado o Papa convocou o Ano da Misericórdia. Mas uma grande preocupação de toda a Igreja e também do Papa, é que o Ano da Misericórdia não encerrasse na Festa de Cristo Rei, quando se fecharam as Portas da Misericórdia. Fecharam-se as Portas simbólicas, mas não se fecham nunca portas da misericórdia.

Por isto mesmo nós estamos empreendendo no Brasil, junto com o dicastério para a Nova Evangelização – presidido pelo Monsenhor Rino Fisichella – o Congresso continental da Misericórdia, que é o primeiro, o primeiro Congresso continental da Misericórdia.

Este Congresso, ele é fruto dos Congressos Mundiais da Misericórdia. Em 2008 iniciaram-se os Congressos Mundiais da Misericórdia, que foi um pedido do Papa Bento XVI a um grupo de 17 Cardeais, entre eles, o Cardeal Christoph Schönborn, de Viena, Áustria, para que a cultura da misericórdia, para que uma reflexão séria a respeito da identidade da Igreja como Igreja de misericórdia, pudesse começar a ser feita, a partir da pessoa de João Paulo II e de Santa Faustina.

Porém, o Congresso da Misericórdia, o congresso mundial  – e eu estive no primeiro como delegado da CNBB, junto com o Padre Marcial Maçaneiro do Brasil, Padre dehoniano, na época estivemos eu e minha esposa junto com ele – e o Congresso da Misericórdia está bem longe de ser um Congresso apenas para divulgar a devoção à Divina Misericórdia, mas é um Congresso para pensar a identidade da Igreja como Igreja de Misericórdia.

Então, a partir de 2008, vários outros Congressos Mundiais acontece em – o último por sinal foi agora em janeiro, aconteceu nas Filipinas e no ano de 2014 acontece o penúltimo Congresso Mundial em Bogotá, na Colômbia.

Naquela oportunidade, nosso Arcebispo do Rio, Dom Orani, leva uma carta de Dom Damasceno, pedindo para que o Brasil pudesse sediar um desses Congressos Mundiais. E a resposta foi, que já que nós tínhamos os próximos Congressos Mundiais agendados e o Brasil é um país estratégico do ponto de vista cristão para todo o continente, então que o Brasil poderia sediar o primeiro Congresso continental.

Foi nomeado o Padre João Supinski como Secretário  Geral, eu fui nomeado como Secretário Executivo do Congresso e nós estamos então preparando este Congresso que vai acontecer entre os dias 22 e 25 de junho próximo, na cidade de Aparecida, e vai contar com a presença do Cardeal Orani, Cardeal Damasceno, Cardeal Sérgio da Rocha, Cardeal Odilo Scherer, Padre Eduardo Dougherty, Padre Zezinho estará junto conosco como um dos conferencistas.

Aliás, é muito bonito ver isto, você vai ter Padre Zezinho que vai falar sobre o rosto da misericórdia, Jesus, o rosto da misericórdia, mas você vai ter também a irmã Lina Boff, que vai falar sobre Maria, a Mãe da Misericórdia.

O contexto teológico da do Congresso, o viés teológico do Congresso quem prepara é o Padre João Carlos Almeida, o Padre Joãozinho, também dehoniano. A linha teológica do Congresso é a Trindade. Então, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, com a intercessão de Maria.

Primeira conferência: o Pai das Misericórdias; segunda Conferência: Jesus, o rosto da Misericórdia; terceira conferência, Padre Wagner Ferreira da Canção Nova: Espírito Santo, Efusão da Misericórdia; depois a Irmã Lina Boff, Maria, Mãe da Misericórdia,. Entremeado com testemunhos, de sacerdotes, de leigos, de pessoas recuperadas por obras de misericórdia – no Brasil nós temos muitas.

Nós vamos então realizar este Congresso em Aparecida e as inscrições devem sempre ser feitas pelo site.

É um Congresso aberto para todo o povo. Mas o foco principal são formadores de opinião, porque nós queremos disseminar, através do Congresso, uma cultura de misericórdia. Esta cultura da misericórdia da qual nos fala o Papa Francisco. E daí também o tema do Congresso vai falar disto. Nós escolhemos como tema, por ser no Brasil um ano mariano, nós escolhemos como tema do Congresso  Lucas 1, 50, que é o Cântico de Maria: “Sua misericórdia se estende de geração em geração, sobre aqueles que o temem”. Com este tema nós conseguimos abrir de novo as portas da misericórdia e para além do Ano Santo”.

As inscrições e maiores informações sobre o Congresso podem ser obtidas no site www.accom2017.org.

 

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Os 12 frutos do Espírito Santo

Os 12 frutos do Espírito Santo

Além dos 7 dons, o Espírito Santo também derrama sobre nós estas 12 graças

O Espírito Santo vem às nossas almas no dia do nosso Batismo derramando sobre nós as três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que recebemos o Sacramento do Crisma (ou Confirmação), quando recebemos a efusão do Espírito que derrama sobre nós os Seus 7 dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.

Mas, além de derramar os 7 dons, o Espírito Santo também concede ao cristão 12 frutos, que são a Caridade, a Alegria, a Paz, a Paciência, a Benignidade, a Bondade, a Longanimidade, a Mansidão, a Fé, a Modéstia, a Continência e a Castidade.

Definimos a seguir, em poucas palavras, cada um dos 12 frutos do Espírito Santo:

 

1 – A Caridade

É o amor a Deus acima de todas as coisas e aos outros por causa de Deus. E é o maior dos dons porque não desaparece: existe para além da morte. O Céu, afinal, vive no amor: “A fé e a esperança desaparecerão, mas o amor jamais desaparecerá” (1 Cor 13,8).

 

2 – A Alegria

É caracterizada pelas emoções interiores de profunda satisfação espiritual que o Espírito Santo derrama no coração e na alma. Não há palavras que possam descrever a alegria que provém do Espírito Santo.

 

3 – A Paz

Não se trata de mera sensação externa, mas da suavidade interior que Jesus mencionou aos Seus apóstolos: “Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz; não como o mundo a dá, mas como Eu a dou” (Jo 14, 27). Jesus é a própria paz e suavidade da alma.

 

4 – A Paciência

A paciência é o fruto essencial para que o cristão persevere na fé e suporte as adversidades, as doenças, as contrariedades e as perseguições. O cristão paciente dificilmente é demovido. A alma paciente é mansa e humilde, não se revolta contra Deus, aceita os desafios sem se turbar porque sabe que até do mal pode vir o bem.

 

5 – A Bondade

É querer e fazer o bem às pessoas de modo gratuito e sincero, sem segundas intenções, sem interesses, sem esperar nada em troca. A pessoa que ama verdadeiramente faz o bem, pois o amor se derrama em atos de bondade.

 

6 – A Benignidade

Parte da bondade, mas a concretiza no fazer generoso. A benignidade vai além da obrigação, da simples justiça: é fazer ainda mais bem do que o meramente necessário.

 

7 – A Longanimidade

Relaciona-se com magnanimidade, com a grandeza de espírito. É um fruto sobrenatural que dispõe a alma a esperar sem se amargurar, mesmo nos momentos mais difíceis. É o perseverar nos caminhos de Deus apesar de quaisquer adversidades e dificuldades.

 

8 – A Mansidão

É associada à humildade e à paciência. Jesus disse: “Vinde a Mim, que Sou manso e humilde de coração, que Eu vos aliviarei. Vinde a Mim, que o meu jugo é suave e a minha carga é leve. Vinde a Mim todos vós que estais sobrecarregados porque Eu vos aliviarei” (Mt 11, 28-30). É um grande convite do Sagrado Coração de Jesus a imitá-lo! A mansidão vai contra a ira e contra o ódio.

 

9 – A Fé

Além de ser fruto do Espírito Santo, a fé é uma das virtudes teologais. É um dom fundamental: sem ela, nos desesperamos e desanimamos ao longo da jornada de altos e baixos por esta vida. Sem a fé, o cristão duvidaria, desistiria e deixaria de praticar o bem. A fé mantém o cristão firme no meio dos desafios. Ela própria, no entanto, precisa ser conservada e protegida. E é a oração, o contato com Deus, o que aumenta e protege a fé.

 

10 – A Modéstia

É o pudor que acompanha todo cristão consciente de que nele habita Deus. Consiste no respeita a nós mesmos como templos do Espírito Santo, o que inclui o respeito ao nosso próprio corpo e à sua discreta preservação de exibicionismos, vulgaridades e reducionismos a uma simples mercadoria consumível. Podemos, é claro, vestir-nos com elegância e cuidar bem da nossa aparência e forma física, mas por pudor e respeito próprio e não por futilidade e vã sensualidade.

 

11 – A Continência

Torna o ser humano equilibrado, controlando os apetites dos prazeres físicos. É saber dominar e ser senhor de si mesmo em relação aos instintos do corpo.

 

12 – A Castidade

É o fruto que leva o homem e a mulher a manterem a pureza do corpo e, consequentemente, da alma, praticando com alegria e plenitude o sexto e o nono Mandamentos: guardar castidade nas palavras e atos e também nos pensamentos e desejos. Não se trata apenas de abster-se, mas de elevar-se por sobre os instintos sexuais.

 

Fonte: Aleteia

 

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Participe da Solenidade de Corpus Christi

No próximo dia 15 de junho, quinta-feira, a Igreja celebra Corpus Christi. Confira os horários das celebrações nas comunidades do Santuário:

 
09:30 – Matriz – Frei João
9h30 – Rancho Queimado – Frei Paulo
10h00 – Betânia – Frei Luís

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes. 

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

Fonte: Canção Nova

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