Por que é necessário fazer ação de graças após a comunhão?

Por que é necessário fazer ação de graças após a comunhão?

Há quem diga não ser necessário fazer ação de graças depois de ter recebido a comunhão. Se a celebração eucarística já é, como indica a palavra grega εὐχαριστία, uma “ação de graças”, não seria essa prática repetir o que já foi feito na Missa?

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O que está em questão, na verdade, mais do que um “jogo de palavras”, são a natureza do sacramento da Eucaristia e como ele age na alma dos que o recebem. Segundo Santo Tomás de Aquino, “este sacramento produz em relação à vida espiritual o efeito que a comida e a bebida materiais produzem a respeito da vida corporal” (S. Th., III, q. 79, a. 1).

Um dos pontos defendidos pela chamada “nutrição funcional” é que as pessoas não são simplesmente o que comem, mas o que conseguem absorver dos alimentos que ingerem. Assim, de nada adianta consumir produtos nutritivos, se não se aproveitam as substâncias que eles contêm. Analogamente, há muitas pessoas participando da mesa eucarística, sem todavia aproveitar de seus frutos: embora realmente recebam Jesus – porque é Ele quem está presente na hóstia consagrada, com Seu corpo, sangue, alma e divindade –, o divino hóspede passa por suas almas sem deixar rastro, porque elas não se abrem à Sua ação. Infeliz e desgraçadamente, são muitas as comunhões, mas poucas as almas comungantes; muitos que recebem Nosso Senhor, mas poucos que verdadeiramente se unem a Ele.

A Teologia nos ensina que a presença de Cristo na Eucaristia “perdura enquanto subsistirem as espécies do pão e do vinho” [1]. Isso quer dizer que, nos poucos minutos em que as aparências do pão permanecem indigeridas, logo após a comunhão, Jesus Cristo está fisicamente unido a quem comunga, tocando todo o seu ser com a Sua divina humanidade. Essa ação acontece ex opere operato, isto é, por força do próprio sacramento: Deus verdadeiramente envia a Sua graça, bastando que nos disponhamos a recebê-la.

Não é suficiente, portanto, que a pessoa se ponha em contato com Cristo, se não reconhece, com a fé, a grandeza de quem a visita, e não trata com amor este esposo que vem chamá-la à união Consigo. Assim como eram muitos os que circundavam Jesus, mas somente a hemorroíssa foi curada, porque tocou com confiança na fímbria de Seu manto (cf. Jo 5, 25-34). Se o problema de alguns é com a linguagem, se a expressão “ação de graças” gera incômodos, procure-se um outro termo ou mesmo que não se use nenhum, contanto que seja dada a devida atenção ao divino hóspede das almas.

Ao receber o corpo puríssimo e mansuetíssimo de Cristo, peçamos a Ele que nos cure de nossa impureza e irascibilidade, e nos ajude a viver a castidade e a mansidão de coração. Ao ver a Sua sapientíssima e amorosíssima alma unida à nossa, supliquemo-Lhe que nos cure de nossa ignorância e de nossa má vontade, iluminando a nossa inteligência com a Sua luz e fortalecendo a nossa vontade com o Seu ardentíssimo amor. Só não desperdicemos esse tempo oportuno, em que Deus nos visita maravilhosamente na humanidade de Seu divino Filho.

Referências

  1. Papa São João Paulo II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia (17 de abril de 2003), n. 25 (DH 5092).

Fonte: Aleteia

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Papa: É uma graça ver o pobre que bate à porta de nosso coração

Papa: É uma graça ver o pobre que bate à porta de nosso coração

O Papa Francisco celebrou a missa na Casa Santa Marta, na manhã desta quinta-feira (25/02).

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No Evangelho do dia, Jesus conta a parábola do homem rico “que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias” e não percebia que à sua porta havia um pobre, chamado Lázaro, cheio de chagas. O Papa convidou a fazer-se a seguinte pergunta: “Sou um cristão que caminha na estrada da mentira, somente do dizer, ou sou um cristão que segue o caminho da vida, ou seja, das obras, do fazer?” Este homem rico, de fato, ressalta Francisco, “conhecia os mandamentos, certamente todos os sábados ia à sinagoga e uma vez por ano ao templo”. Tinha uma certa religiosidade”

Bolha de vaidade

“Mas era um homem fechado, fechado em seu pequeno mundo, o mundo dos banquetes, das roupas, da vaidade, dos amigos. Um homem fechado numa bolha de vaidade. Não tinha a capacidade de olhar além, mas somente ao seu próprio mundo. E este homem não percebia o que acontecia fora de seu mundo fechado. Não pensava, por exemplo, nas necessidades de muitas pessoas ou na necessidade de companhia dos doentes, somente pensava nele, em suas riquezas, em sua vida boa: se entregava à boa vida.”

Era, portanto, um religioso aparente, “não conhecia nenhuma periferia, era fechado em si mesmo. Não conhecia a periferia que estava próxima à sua porta de casa. Percorria o caminho da mentira, porque confiava somente em si mesmo, em suas coisas, não confiava em Deus”. Um homem que não deixou herança, não deixou vida, porque somente era fechado em si mesmo. É curioso, sublinha o Papa Francisco, que tinha perdido o nome. O Evangelho não diz como se chamava, somente diz que era um homem rico, e quando o seu nome é somente um adjetivo é porque você perdeu a substância, perdeu a força”:

O pobre é o Senhor que bate à porta 

“Este é rico, este é potente, este pode fazer tudo, este é um sacerdote de carreira, um bispo de carreira. Quantas vezes nós nominamos as pessoas com adjetivos, não com os nomes, porque não têm substância. Mas eu me pergunto: “Deus que é Pai, não teve misericórdia deste homem? Não bateu à porta de seu coração para movê-lo? Sim, o Senhor estava ali na porta, na pessoa de Lázaro, que tinha um nome. Este Lázaro com as suas necessidades e suas misérias, suas doenças, era o Senhor que batia à porta para que aquele homem abrisse o coração e a misericórdia pudesse entrar. Mas ele não via, estava fechado: para ele além da porta não havia nada”.

Estrada da vida ou da mentira

Estamos na Quaresma – recorda o Papa – e nos fará bem perguntarmo-nos que caminho estamos percorrendo:

“Eu estou no caminho da vida ou no caminho da mentira? Quantos fechamentos tenho ainda em meu coração? Onde está a minha alegria: no fazer ou no dizer? No sair de mim mesmo para ir ao encontro dos outros, para ajudar? As obras de misericórdia, hein! Ou a minha alegria é ter tudo organizado, fechado em mim mesmo? Peçamos ao Senhor, enquanto pensamos nisto, na nossa vida, a graça de ver sempre os Lázaros que estão à nossa porta, os Lázaros que batem no coração, e sair de nós mesmos com generosidade, com gestos de misericórdia, para que a misericórdia de Deus possa entrar em nosso coração!”.

Fonte: Rádio Vaticano

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A água benta é uma superstição?

A água benta é uma superstição?

Para quem não conhece a teologia católica, a água benta pode parecer, com certa razoabilidade, uma espécie de superstição. Afinal, qual o sentido de que uma pessoa fique se aspergindo com um punhado de água? Não existe outra forma de ser abençoado por Deus, ao invés de ficar “atribuindo poderes mágicos” a seres inanimados?

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A resposta católica para essa questão encontra-se no sadio equilíbrio da “economia sacramental”. A Santa Igreja, no decorrer dos séculos, sempre ensinou aos seus filhos o apreço das coisas sensíveis, sob o risco de que se obscurecessem os próprios mistérios de nossa redenção. O Verbo, para descer ao mundo, não rejeitou “vir na carne” e tomar uma forma verdadeiramente humana (cf. 1 Jo4, 2); não desprezou o matrimônio (cf. Mt 19, 3-9; Jo 2, 1-11), nem se furtou de tomar alimentos para conservação de seu corpo físico (cf. Mt 11, 19; Jo 21, 9-14); ao instituir os sacramentos, foi além e transformou realidades visíveis, como a água, o pão e o vinho, em verdadeiros instrumentos de salvação, de onde Ele dizer, por exemplo, que “se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5), ou mesmo: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 51. 53). O respeito dos católicos pelas coisas materiais, portanto, foi aprendido do próprio Jesus, o qual, para salvar o ser humano inteiro – corpo e alma –, quis sabiamente distribuir a Sua graça invisível através de instrumentos tangíveis e perceptíveis aos olhos humanos. “Oportet nos per aliqua sensibilia signa in spiritualia devenire – Convém que por sinais sensíveis cheguemos às realidades espirituais” (S. Th., III, q. 61, a. 4, ad 1), diz Santo Tomás de Aquino.

Para investigar como a água benta se insere nessa economia, é preciso entender como os sacramentos atuam na vida dos cristãos. Embora estes realizem o seu efeito, que é a graça, ex opere operato (ou seja, automaticamente), os fiéis colhem frutos na medida em que se dispõem interiormente para recebê-los. Assim, por exemplo, quem se arrepende de seus pecados e é absolvido pelo sacerdote na Confissão, certamente recebe a graça santificante; mas aquele que teve uma contrição maior receberá uma porção de graça também maior. Quem se aproxima dignamente da Eucaristia, do mesmo modo, certamente recebe a graça do Cristo, mas, quanto mais devotamente comungar, tanto maior será o seu grau de comunhão com Deus.

Os chamados “sacramentais” – dos quais a água benta é um tipo –, embora não levem ao efeito do sacramento, que é a obtenção da graça, agem dispondo a pessoa para a sua recepção. A água benta, por exemplo, explica o Doutor Angélico, atua de modo negativo, dirigindo-se (1) “contra as insídias do demônio e (2) contra os pecados veniais” (cf. S. Th., III, q. 65, a. 1, ad 6).

Primeiro, portanto, a água benta funciona como um “exorcismo”, com a diferença de que este é aplicado contra a ação demoníaca desde dentro, enquanto “a água benta é dada contra os assaltos dos demônios que vêm do exterior” (S. Th., III, q. 71, a. 2, ad 3). Para este fim específico, trata-se de um instrumento verdadeiramente eficaz, amplamente comprovado pelo uso dos santos. Santa Teresa d’Ávila, por exemplo, recomendava a suas irmãs que nunca andassem sem água benta e que se servissem dela com frequência. “Vocês não imaginam o alívio que se sente quando se tem água benta”, ela dizia. “É um grande bem fruir com tanta facilidade do sangue de Cristo” [1].

Segundo, quanto aos pecados veniais, a água benta age enquanto “desperta um movimento de respeito em relação a Deus e às coisas divinas” (S. Th., III, q. 87, a. 3). Diferentemente de outras práticas devotas que, realizadas com fervor, também apagam as faltas veniais – como a oração do Pai-Nosso ou um ato de contrição –, a água benta traz consigo o poder da bênção sacerdotal, o que dá maior eficácia ao seu uso.

A água benta não se trata, portanto, de uma superstição, mas de um recurso extremamente útil e piedoso para quem quer se santificar através da oração da Igreja. O Catecismo da Igreja Católica adverte que “atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (§ 2111). Por isso, acompanhado da aspersão da água benta deve sempre ir um grau cada vez maior de fervor a Deus, sem o qual qualquer prática religiosa, por mais piedosa que seja, perde o seu sentido último.

Referências

  1. Escritos de Teresa de Ávila. São Paulo: Loyola, 2001, p. 205, nota 2.

 

Fonte: Padre Paulo Ricardo

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“24 horas para o Senhor” convida fiéis à oração e confissão

“24 horas para o Senhor” convida fiéis à oração e confissão

Iniciativa de oração “24 horas para o Senhor” começará no dia 4 de março, com Missa presidida pelo Papa Francisco no Vaticano.

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Da Redação, com CNBB

Será realizada na próxima semana, entre os dias 4 e 5, sexta e sábado, a iniciativa de oração “24 horas para o Senhor”, dentro do período da Quaresma. Em todo o mundo, igrejas abrirão as portas, durante o dia todo, para atendimento de confissões. A abertura oficial será com a celebração penitencial presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro, às 17h (hora local, 13h em Brasília).

A iniciativa de oração surgiu em 2014, proposta pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Na mensagem para a Quaresma 2016, o Papa manifestou o desejo de que a atividade fosse realizada novamente e destacou que esse período torna-se propício à conversão e aproximação da misericórdia divina.

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“Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa ’24 horas para o Senhor’, quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio”, disse Francisco.

Na reflexão, o Papa lembrou também que a Quaresma é tempo para a prática das obras de misericórdia. “O Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar”, escreveu.

Fonte: Canção Nova

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Peregrinação da Misericórdia reúne fiéis no Santuário

Peregrinação da Misericórdia reúne fiéis no Santuário

As comunidades da Paróquia do Santuário de Angelina realizaram uma peregrinação lembrando o Ano da Misericórdia no dia 14 de fevereiro. O pároco, Frei Gentil, recebeu os fiéis por volta das 10h para juntos se colocarem na presença da misericórdia de Jesus.

A missa iniciou com o canto da ladainha com todos passando pela Porta Santa, que segundo o Papa Francisco é a Porta que acolhe o nosso arrependimento oferecendo a graça do seu perdão.

A programação continuou durante a tarde com Celebração Penitencial, adoração ao Santíssimo Sacramento e oração do Terço da Misericórdia às 15h.

Com a benção de Jesus Sacramentado, o dia de fé e devoção foi encerrado.

 Saiba mais sobre o significado da Porta Santa:

De acordo com o Papa Francisco, a porta é generosamente aberta, é preciso um pouco de coragem da nossa parte para cruzar o limiar. Cada um de nós tem dentro de si coisas que pesam. Todos somos pecadores! Aproveitemos esse momento que vem e cruzemos o limiar dessa misericórdia de Deus que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de nos esperar! Ele nos olha, está sempre próximo a nós. Coragem! Entremos por essa porta!

Confira fotos da Peregrinação, clique aqui:  http://goo.gl/YlnQZW

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Pastoral Familiar reflete sobre matrimônio, comunicação e formação

Pastoral Familiar reflete sobre matrimônio, comunicação e formação

Ainda respirando os ares do Sínodo dos Bispos sobre a Família e aguardando a Exortação do Papa Francisco que irá sinalizar os caminhos a seguir, estamos vivendo um momento de profundas reflexões sobre a família como um dom divino e a necessidade urgente de redescobrirmos a beleza do matrimônio.

E é neste contexto que a Pastoral Familiar tem grandes desafios que passam por uma atenção especial ao Encontro de Preparação para a Vida Matrimonial, pelo relacionamento com o mundo das comunicações e pela exigência de uma formação permanente e menos preocupações com as estruturas.

A caminhada sinodal, enriquecida com a Carta Apostólica do Papa Francisco sobre a nulidade matrimonial, indica claramente a necessidade de uma preparação para a vida matrimonial (os antigos cursos de noivos), muito mais sólida, prolongada e com antecedência à celebração. Esses encontros precisam levar os casais, que buscam o Sacramento do Matrimônio, a entenderem o real significado do amor conjugal cristão.

Sem o espírito de apenas “cumprir tabela”, os encontros devem proporcionar aos casais uma oportunidade de reflexão sobre o seu relacionamento, sendo momento de evangelização e aprofundamento da compreensão e vivência do amor. Para isso se faz necessário uma atualização de conteúdos e metodologias, atenção especial à doutrina da Igreja e criação de uma unidade diocesana.

Como afirma o Papa Paulo VI na Encíclica Humanae Vitae: “Sabeis também que é da máxima importância, para a paz das consciências e para a unidade do povo cristão, que, tanto no campo da moral como no do dogma, todos se atenham ao Magistério da Igreja e falem a mesma linguagem”.

A proximidade com o mundo das comunicações é outro desafio primordial em virtude da amplitude de sua influência nas famílias de hoje. Partindo do pressuposto que a família é a primeira escola de comunicação, precisamos lidar com essa tecnologia moderna de forma que o virtual não fique afastado do real e que tiremos dele o que é útil, sem deixar-nos corromper pelo meio.

Hoje esta convivência é essencial, pois o virtual atinge cada vez mais cedo os ambientes familiares e determina muitas vezes valores e procedimentos a serem vividos pelos seus membros.

Para o resgate dos verdadeiros valores, a formação permanente é uma forma de pulverizar experiências e aprofundar conhecimentos sobre os ensinamentos e documentos da Igreja. Sem formação acabamos nos influenciando e comprometendo com pensamentos humanos e mundanos, que nos distanciam dos princípios evangélicos.

Para tanto, além dos cursos do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF) precisamos proporcionar formações em nível de paróquia para repassar os preceitos da Igreja com clareza e simplicidade. Sabemos que as estruturas são fundamentais para o funcionamento das pastorais e precisam ser respeitadas, mas o momento é de nos preocuparmos menos com crescimento e quantidades de estruturas e mais com a difusão e partilha de conhecimentos.

É hora de fazer da Pastoral Familiar uma pastoral da Igreja toda, pois como nos diz o Papa Francisco, “as famílias são a resposta para o amanhã”.

Fonte: Arquidiocese Florianópolis

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Santuário de Angelina celebra Nossa Senhora de Lourdes

Santuário de Angelina celebra Nossa Senhora de Lourdes

Nossa Senhora de Lourdes, celebrada em 11 de fevereiro, é lembrada também no Santuário de Angelina. A imagem deste título de Maria está na gruta do Santuário. No dia 11 uma programação foi preparada em honra a Nossa Senhora.

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Dia da Misericórdia

Já no dia 14 de fevereiro, todas as 18 comunidades da Paróquia estão se preparando para fazer a caminhada até o Santuário no Dia da Misericórdia, que faz parte da programação oficial do Ano da Misericórdia.

Programação:

  • Chegada e acolhida no Santuário: 9h30
  • Missa no Santuário: 10h
  • Celebração penitencial e atendimento de confissões: 13h30
  • Adoração ao Santíssimo e atendimento de confissões: 14h
  • Terço da Misericórdia e encerramento: 15h
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A fórmula de Deus?

A fórmula de Deus?

A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade“, afirma em sua primeira linha a encíclica Fides et Ratio (A fé e a razão), de São João Paulo II.

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À medida que avança, a ciência nos ajuda cada vez mais a enxergar e entender a inteligência que alicerça o universo, revelando que, por trás do aparente caos e aleatoriedade da natureza, existe uma ordem e uma“linguagem em código” que remete à pergunta inevitável:

“Será mesmo que tudo isto é mera obra do acaso?”

Um dos códigos mais fascinantes da natureza é revelado por conceitos como a “Proporção Áurea“, a “Sequência de Fibonacci” e o “Número de Ouro“.

Leonardo Fibonacci percebeu que, numa sucessão de números que partem do 0 e do 1, os números seguintes são obtidos por meio da soma dos dois antecessores:

0+1=1;

1+1=2;

1+2=3;

2+3=5;

3+5=8;

5+8=13…

A sequência infinita desses resultados, portanto, é 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377…

Desta sequência, ao se dividirem os números resultantes pelo seu anterior, extrai-se uma constante conhecida como “o número de ouro” ou “phi“: 1,618 (não confundir com o “pi”, que é outra constante matemática e equivale a 3,14159…)

Com base nesses conceitos, construíram-se o retângulo áureo e a espiral áurea, que você pode admirar no vídeo em destaque acima, Nature by Numbers (A natureza a partir dos números). Produzido por Cristóbal Vila e pela Etérea Studios, ele apresenta a dinâmica da organização da natureza a partir da sequência de Fibonacci e do número de ouro.

É um curta postado na plataforma Vimeo, que, dependendo da velocidade da sua conexão, pode demorar um pouco mais para carregar devido à alta qualidade da resolução. Se for este o seu caso, tenha paciência porque vale a pena: o resultado é extraordinário!

Para entender melhor a matemática envolvida nesses “números mágicos”, confira ainda a explicação oferecida no vídeo seguinte pelo… Pato Donald:

Fonte: Aleteia

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Um fevereiro com agenda lotada para o papa Francisco – e nada de carnaval!

Um fevereiro com agenda lotada para o papa Francisco – e nada de carnaval!

Jubileu da Misericórdia a todo vapor, incluindo uma aguardadíssima viagem apostólica à terra da Virgem de Guadalupe.

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Nos dias 8 e 9, está agendada a 13ª reunião do Conselho dos 9 Cardeais, o C9, oportunidade em que se analisa a reforma dos organismos da Cúria Romana. No dia 9, de manhã, o papa preside a missa com os frades menores capuchinhos de todo o mundo no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro; à tarde, concede audiência aos Missionários da Misericórdia, na Sala Paulo VI.

Quarta-feira de Cinzas, dia 10: pela manhã, está confirmada a audiência geral, na Praça São Pedro; à tarde, Francisco preside a missa, bênção e imposição das cinzas e procede ao envio dos Missionários da Misericórdia, na Basílica Vaticana.

Quinta-feira, 11: serão recebidos os párocos de Roma. É um encontro tradicional de todos os anos.

DE 12 A 18: VIAGEM APOSTÓLICA AO MÉXICO.

Sábado, 20 de janeiro: de volta ao Vaticano, o pontífice concede audiência geral extraordinária. Dentre os participantes, estão confirmados os membros da Associação Italiana de Doadores de Sangue (Fidas). Domingo, 21, é dia de ângelus com os fiéis, como sempre, na Praça São Pedro.

Segunda, dia 22 de fevereiro: Solenidade da Cátedra de São Pedro. O papa fará uma catequese para seus colaboradores, no âmbito do Jubileu da Cúria Romana e de todas as instituições ligadas à Santa Sé. Haverá também missa, na parte da manhã, na Basílica Vaticana.

Quarta-feira, 24, é dia de audiência geral.

Sexta, 26: Francisco recebe os participantes do congresso internacional “A caridade nunca terá fim – Perspectivas da Encíclica Deus Caritas Est”, a 10 anos do documento de Bento XVI. O evento será organizado pelo Pontifício Conselho “Cor Unum”.

Domingo, 28: está confirmado o encontro com os fiéis para a oração mariana do ângelus.

Fonte:Aleteia

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O verdadeiro sentido da oração

O verdadeiro sentido da oração

oraçãoA oração é um exercício fundamental na busca pela qualidade de vida. Nas indicações que não podem faltar, especialmente para a vida cristã, estão a prática e o cultivo disciplinado da oração. É um exercício que tem força incomparável em relação às diversas abordagens de autoajuda, como livros e DVDs, muito comuns na atualidade.

A crise existencial contemporânea, em particular na cultura ocidental, precisa redescobrir o caminho da oração para uma vida de qualidade. Equivocado é o entendimento de que orar é uma prática exclusiva de devotos. A oração guarda uma dimensão essencial da vida cristã. Cultivar essa prática é um segredo fundamental para reconquistar a inteireza da própria vida e fecundar o sentido que a sustenta.

Uma alavanca com força para mover mundos

É muito oportuno incluir entre as diversificadas opiniões, junto aos variados assuntos discutidos cotidianamente, o que significa e o que se pode alcançar pelo caminho da oração. Perdê-la como força e não a adotar como prática diária é abrir mão de uma alavanca com força para mover mundos. A fé cristã, por meio da teologia, tem por tradição abordar a importância da oração ao analisar a sua estrutura fundamental, seus elementos constitutivos, suas formas e os modos de sua experiência. Trata-se de uma importante ciência e de uma prática rica para fecundar a fé.

A oração tem propriedades para qualificar a vida pessoal, familiar, social e comunitária. Muitos podem desconhecer, mas ela pode ser um laço irrenunciável com o compromisso ético. É prática dos devotos, mas também um estímulo à cidadania. Ao contrário de ser fuga das dificuldades, é clarividência e sabedoria, tão necessários no enfrentamento dos problemas. Na verdade, a prece faz brotar uma fonte interior de decisões, baseadas em valores com força qualitativa.

Banir o divino é produzir vazios

A oração, como prática e inquestionável demanda, no entanto, passa por uma crise por razões socioculturais. Aliás, uma crise numa cultura ocidental que nunca foi radicalmente orante. O secularismo e a mentalidade racionalista se confrontam com aspectos importantes da vida oracional, como a intercessão e a contemplação. Diante desse cenário, é importante sublinhar: paga-se um preço muito alto quando se configura o caminho existencial distante da dimensão transcendente. O distanciamento, o desconhecimento e a tendência de banir o divino como referencial produzem vazios que atingem frontalmente a existência.

É longo o caminho para acertar a compreensão e fazer com que todos percebam o horizonte rico e indispensável da oração. Faz falta a clareza de que existem situações e problemas que a política, a ciência e a técnica não podem oferecer soluções, como o sentido da vida e a experiência de uma felicidade duradoura. A oração é caminho singular. É, pois, indispensável aprender a orar e cultivar essa disciplina diária. Trata-se de um caminhar em direção às raízes e ao essencial. Nesse caminho está um remédio indispensável para o mundo atual, que proporciona mais fraternidade e experiências de solidariedade.

A lógica dominante da sociedade contemporânea está na contramão dessa busca. Os mecanismos que regem o consumismo e a autossuficiência humana provocam mortes. Sozinho, o progresso tecnológico, tão necessário e admirável, produz ambiguidades fatais e inúmeras contradições. Orar desperta uma consciência própria de autenticidade, impulsiona à experiência humilde do próprio limite e inspira a conversão. É recomendação cristã determinante dos rumos da vida e de sua qualidade. A Igreja Católica tem verdadeiros tesouros, na forma de tratados, estudos, reflexões e indicações para o cultivo da oração, que remetem à origem do Cristianismo, quando os próprios discípulos pediram a Jesus: “Ensina-nos a orar”. É uma tarefa missionária essencial na fé, uma aprendizagem necessária, um cultivo para novas respostas na qualificação pessoal e do tecido cultural sustentador da vida em sociedade.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte.

Fonte: Canção Nova

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