Papa Francisco: Cristo e a sua Mãe, Cristo e a Igreja são inseparáveis

Papa Francisco: Cristo e a sua Mãe, Cristo e a Igreja são inseparáveis

Papa_e _N_SenhoraCom uma Basílica de S. Pedro repleta de fiéis, o Papa Francisco celebrou esta manhã a santa missa por ocasião da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e do quadragésimo oitavo Dia Mundial da Paz – 01 de janeiro de 2015.

Na sua homilia, o Papa Francisco iniciou dizendo que <<hoje voltam à mente as palavras com que Isabel pronunciou a sua bênção sobre a Virgem Santa: «Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 42-43). Esta bênção disse o Santo Padre, está em continuidade com a bênção sacerdotal que Deus sugerira a Moisés para que a transmitisse a Aarão e a todo o povo: «O Senhor te abençoe e te guarde! Por conseguinte, ao celebrar a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, a Igreja recorda-nos que Maria é a primeira destinatária desta bênção. N’Ela tem a sua realização perfeita: na verdade, mais nenhuma criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Maria, que deu uma face humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar.

E, para além de contemplar a face de Deus, podemos também louvá-Lo e glorificá-Lo como os pastores, que regressaram de Belém com um cântico de agradecimento depois de ter visto o Menino e a sua jovem mãe (cf. Lc 2, 16). Estavam juntos, como juntos estiveram no Calvário, porque Cristo e sua Mãe são inseparáveis: há entre ambos uma relação estreitíssima, como aliás entre cada filho e sua mãe.

Maria está assim tão unida a Jesus, porque recebeu d’Ele o conhecimento do coração, o conhecimento da fé, alimentada pela experiência materna e pela união íntima com o seu Filho. A Virgem Santa é a mulher de fé, que deu lugar a Deus no seu coração, nos seus projectos; é a crente capaz de individuar no dom do Filho a chegada daquela «plenitude do tempo» (Gl 4, 4) na qual Deus, escolhendo o caminho humilde da existência humana, entrou pessoalmente no sulco da história da salvação. Por isso, não se pode compreender Jesus sem a sua Mãe.

Igualmente inseparáveis são Cristo e a Igreja, e não se pode compreender a salvação realizada por Jesus sem considerar a maternidade da Igreja. Mas também não é possível «amar a Cristo, mas sem amar a Igreja, ouvir Cristo mas não a Igreja, ser de Cristo mas fora da Igreja» (Ibid., 16) recordou o Papa Francisco citando o beato Papa Paulo VI. Na verdade, é precisamente a Igreja, a grande família de Deus, que nos traz Cristo. A nossa fé não é uma doutrina abstracta nem uma filosofia, mas a relação vital e plena com uma pessoa: Jesus Cristo, o Filho unigénito de Deus que Se fez homem, morreu e ressuscitou para nos salvar e que está vivo no meio de nós. Onde podemos encontrá-Lo? Encontramo-Lo na Igreja. É a Igreja que diz hoje: «Eis o Cordeiro de Deus»; é a Igreja que O anuncia; é na Igreja que Jesus continua a realizar os seus gestos de graça que são os sacramentos.

<<Esta acção e missão da Igreja exprimem a sua maternidade. Na verdade, ela é como uma mãe que guarda Jesus com ternura, e O dá a todos com alegria e generosidade. Nenhuma manifestação de Cristo, nem sequer a mais mística, pode jamais ser separada da carne e do sangue da Igreja, da realidade histórica concreta do Corpo de Cristo. Sem a Igreja, Jesus Cristo acaba por ficar reduzido a uma ideia, a uma moral, a um sentimento. Sem a Igreja, a nossa relação com Cristo ficaria à mercê da nossa imaginação, das nossas interpretações, dos nossos humores>>.

<<Amados irmãos e irmãs! Jesus Cristo é a bênção para cada homem e para a humanidade inteira. Ao dar-nos Jesus, a Igreja oferece-nos a plenitude da bênção do Senhor. Esta é precisamente a missão do povo de Deus: irradiar sobre todos os povos a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo. E Maria, a primeira e perfeita discípula de Jesus, modelo da Igreja em caminho, é Aquela que abre esta estrada de maternidade da Igreja e sempre sustenta a sua missão materna destinada a todos os homens. O seu testemunho discreto e materno caminha com a Igreja desde as origens. Ela, Mãe de Deus, é também Mãe da Igreja e, por intermédio dela, é Mãe de todos os homens e de todos os povos>>.

Que esta Mãe concluiu o Papa, doce e carinhosa nos obtenha a bênção do Senhor para a família humana inteira! Hoje, Dia Mundial da Paz, invoquemos de modo especial a sua intercessão para que o Senhor dê paz a estes nossos dias: paz nos corações, paz nas famílias, paz entre as nações. Este ano, a mensagem especial para o Dia Mundial da Paz reza: «Já não escravos, mas irmãos». Todos somos chamados a ser livres, todos chamados a ser filhos; e cada um chamado, segundo as próprias responsabilidades, a lutar contra as formas modernas de escravidão. Nós todos, de cada nação, cultura e religião, unamos as nossas forças. Que nos guie e sustente Aquele que, para nos tornar irmãos a todos, Se fez nosso servo!

Fonte: Rádio Vaticano

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Sagrada Família: a mensagem do modelo familiar de Deus.

Sagrada Família: a mensagem do modelo familiar de Deus.

sagrada_famíliaApós celebrar o Natal do Senhor, a Liturgia da Igreja Católica do último domingo deste ano (29/12) oferece-nos a possibilidade de olhar e contemplar o ambiente em que Jesus foi acolhido e educado, ao entrar neste mundo: a Sagrada Família de Nazaré – José, Maria e Jesus. Quem apresenta-nos a ela é o evangelista e catequista Lucas, no Evangelho a ele atribuído, sobretudo, nos três capítulos iniciais, tidos e estudados como o “Evangelho da Infância”. Sem dúvida, aí está contida a própria experiência de Maria de Nazaré, que Lucas, segundo a Tradição, conheceu e até conviveu com ela.

Neste “Evangelho da Infância”, Lucas não tem a pretensão de historiar fatos, eventos estritamente históricos, mas está fazendo relato teológico, catequético, apresentando a Sagrada Família, como modelo para toda família que quer servir ao Senhor e aos irmãos. Lucas tenta acentuar as virtudes familiares, domésticas, próprias de uma família temente a Deus.

Todavia, à primeira vista, tal pretensão parece estar fora do alcance da grande maioria das famílias. Pois, se pensarmos que Maria foi concebida sem pecado, José era um homem justo, perfeitamente ajustado à vontade de Deus e Jesus, o filho de Maria e também Filho de Deus. Como traduzir este modelo em nossas famílias?

É evidente que, em plenitude, jamais família humana alguma terá força ou chance de reproduzir em si este modelo. Porém, não se trata de imitar, no sentido de reproduzir fielmente o modelo proposto ou, dito em outras palavras, reproduzir fielmente em mesma intensidade as virtudes vivenciadas pela Sagrada Família. Então, Lucas nos apresenta a Família de Nazaré como “inspiração” para toda família que se dispõe a acolher Jesus como seu fundamento e centro de vida. Ou dito de outra forma, a toda família que quer viver, em si, a proposta da Boa Nova do Reino de Deus, trazida por Jesus da parte do Pai, aos seres humanos.

Nesta perspectiva, a Família de Nazaré, portanto, seguramente poderá ser luz para toda família que se dispõe a realizar a vontade de Deus. Poderá, por exemplo, inspirar toda a família a ser assídua na escuta da Palavra de Deus, criando o bom e salutar hábito de frequentar, diária ou assiduamente, a leitura, meditação, contemplação e oração da Palavra de Deus. Poderá, também, ser inspiradora na fidelidade aos compromissos com o Senhor e a comunidade. Por exemplo, como José e Maria frequentavam o Templo e participavam dos cultos, cumpriam o preceito das oferendas, do dízimo; da mesma forma, a família que se diz cristã será assídua na participação das liturgias e cumprirá seus deveres com o Senhor e com a comunidade.

Será, também, inspiração para a vivência do serviço solidário e da caridade, principalmente com os mais necessitados, assim como Maria, certamente, com a anuência de José fez com Isabel, permanecendo três meses servindo-a em suas necessidades. Sem dúvida, a família que se propõe a viver a proposta da Boa Nova do Reino de Deus, não pode se fechar sobre si mesma, mas terá que cultivar este espírito de abertura para pessoas e famílias necessitadas.

Ligeiramente, foram apresentadas algumas possíveis “inspirações” que a Família Sagrada de Nazaré, como modelo de vida para uma família cristã pode servir como ponto de referência. Claro que há muito mais possibilidades que podem e devem ser, não só meditadas, mas, sobretudo, experimentadas por toda a família que verdadeiramente quer ser seguidora e construtora, em seu seio e na comunidade, do Reino de Deus. Para estas famílias, com certeza, não lhe faltará a graça de Deus e a interseção de Jesus, Maria e José, a Família de Nazaré.

P. Adilson José Colombi scj

Fonte: Revista A Palavra: natal tempo de rever nossos valores, págs 10-13, ed. 32, dezembro de 2013.

 

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A História do Presépio de Natal

A História do Presépio de Natal

Imagem_presépioAo lado do pinheirinho e dos presentes, o presépio é talvez uma das mais antigas formas de caracterização do Natal. A palavra presépio significa “um lugar onde se recolhe o gado; curral, estábulo”. Porém, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo.

Os cristãos já celebravam a memória do nascimento de Jesus desde o finaldo século III, mas a tradição do presépio, na sua forma atual, tem as suas origens no século XVI. Antes dessa época, o nascimento e a adoração ao Menino Jesus eram representadas de outras maneiras. As primeiras imagens do que hoje conhecemos como presépio de Natal foram criadas em mosaicos no interior de igrejas e templos no século VI e, no século seguinte, a primeira réplica da gruta no Ocidente foi construída em Roma.

O início da tradição

No ano de 1223, no lugar da tradicional celebração do natal na igreja, São Francisco, tentando reviver a ocasião do nascimento do Menino Jesus, festejou a véspera do Natal com os seus irmãos e cidadãos de Assis na floresta de Greccio. São Francisco começou então a divulgar a ideia de criar figuras em barro que representassem o ambiente do nascimento de Jesus.

De lá para cá, não há dúvidas que a tradição do presépio natalino se difundiu pelo mundo criando uma ligação com a festa do Natal. Já no século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica. Neste mesmo século, vindo de Nápoles, o hábito de manter o presépio nas salas dos lares com figuras de barro ou madeira difundiu-se por toda a Europa e de lá chegou ao Brasil.          Hoje, nas igrejas e nos lares cristãos de todo o mundo, são montados presépios recordando o nascimento do Menino Jesus, com imagens de madeira, barro ou plástico, em tamanhos diversos. Atualmente, tradições natalinas antigas como a árvore de natal, o Papai Noel, a ceia de natal, o presépio e as músicas natalinas dão forma à celebração do Natal ao redor do mundo.

Fonte: Revista A Palavra: a história do presépio de natal, págs 8- 9, ed. 32, dezembro/2013.

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Santa Teresinha do Menino Jesus: a Teologia do Amor e devoção a Cristo menino

Santa Teresinha do Menino Jesus: a Teologia do Amor e devoção a Cristo menino

Santa-TerezinhaEm 02 de janeiro de 1873 nasce a nona filha do casal Zélia Guérin e Luiz Martin, em Lisieux, França. Dão-lhe o nome de Maria Francisca Teresa. Sua mãe morre em 1877. Sua irmã mais velha, Paulina, é sua segunda mãe, segundo seu próprio depoimento. Em 1884, em 08 de maio, faz sua primeira comunhão, cuja catequista foi sua irmã Paulina, é crismada em 14 de junho. Datas que marcam sua espiritualidade para sempre, estreitando cada vez mais sua entrega e comunhão de vida com o Menino Jesus.

Desde muito cedo Teresa já cultivava devoção particular ao Menino Jesus. Com seis anos e meio inicia sua preparação para a Primeira Comunhão. A catequese faz crescer seu amor ao Menino Jesus que a acompanhará por toda a vida. E caracteriza sua espiritualidade, fundada na confiança e no abandono à vontade de Deus. Coloca-se como “a bolinha” (brinquedo) do Menino Jesus. Um abandono sem reserva à misericórdia de Deus.

Em 1888 entra no Carmelo, no dia 09 de abril. Em 10 de janeiro de 1889 recebe o hábito de monja. Morre com 24 anos de idade, de tuberculose, em 30 de setembro de 1897. Foi canonizada por Pio XI, em 17 de maio de 1925.

Dos seus escritos e de depoimentos de pessoas que a conheceram, os cultores de sua memória assinalam algumas características de sua personalidade. Vejamos algumas: Um coração sensível, um caráter feliz, uma inteligência aberta que entende e mantém facilmente o sentido das coisas, o olho que vê detalhes, a imaginação viva e muito desperta para o símbolo, como suas poesias dão testemunho; o gosto pelo grande, pelo belo, pelo verdadeiro; a capacidade de trabalhar bem com inteligência; a intuição e a intensidade que fazem nascer nela pensamentos profundos e sentimentos profundos; uma memória para os pensamentos e as impressões profundas e poéticas; uma longa familiaridade com o espiritual e o divino; pureza e vigor de alma; tem um dom de expressão, por isso é boa escritora.

 Legado de Teresinha do Menino Jesus

 Em 1898 aparecia a primeira edição da “História de uma alma” (Hitoire d’âme), sua autobiografia. Escrita a pedido da Madre priora do Carmelo, sua irmã mais velha, Paulina, sua ex-catequista. Essa obra tornou-se a marca de uma espiritualidade, cujas características são a simplicidade, a força da mensagem evangélica e a teologia da graça e do amor.

Numerosas pessoas pautaram sua vida espiritual, seguindo este estilo de espiritualidade, sobretudo, a teologia do amor, a teologia do coração. O amor é o caminho que nos leva e eleva até Deus. Deus é amor. Teresa é o testemunho vivo que a teologia não pode ser feita, apenas, pela razão. Não pode ser somente abordagem científica e crítica do dado revelado.

Em sua obra, Teresinha relata, com simplicidade, sua “arte de amar”, os “segredos de Jesus”. Aí, estão os seus sonhos, o tormento dos desejos incompatíveis, a pacificação do amor, a vida para o perfeito amor, a justificação, o amor e suas obras, a descrição mais detalhada: o pequeno pássaro e a águia, visão teológica sintética e súplica final.

Além desta linha fundamental de sua teologia do amor, deixo também algumas, particularidades de sua rica espiritualidade. Teresinha soube aproveitar bem os dons que recebeu de Deus. Dedicou-se à pintura, à poesia, a composição de peças piedosas para recreação, orações, tendo sempre como referência sua devoção ao Menino Jesus.

A sabedoria está na simplicidade, seja no brilho de uma rosa e na brancura do lírio, não tiram o perfume da pequena violeta ou a simplicidade da arrebatadora margarida do campo. Teresinha amava as flores. Elas estão sempre presentes em suas reflexões e orações. São símbolos sempre presentes em suas considerações. Por isso, escreve e vive de tal modo que a perfeição consiste em ser o que Deus quer que sejamos.

E, também, cultivava o hábito de nunca se queixar, mesmo quando era tratada injustamente, preferia calar-se e não se desculpar. Mais ainda, “Meu Deus, escolhi tudo. Não quero ser uma santa pela metade. Não tenho medo de sofrer por vós, só tenho medo de uma coisa: é guardar minha vontade, tomai-a, pois eu escolho tudo o que quiserdes”. Por isso, no final da vida, pouco antes de morre, dá este testemunho: “Não morro, entro na vida”.

 Teresinha, desde cedo, alimentou amor aos pobres. Ao passear com o pai, sempre gostava de levar consigo algo para oferecer aos pobres que encontrava pelo caminho. Claro para isso era estimulada pela educação cristã que recebia em casa. De casa, também, aprendeu a manter intimidade profunda com Maria de Nazaré. Ela mesma sempre a tratava como sua Mãe do Céu. Sentia uma alegria indescritível em estar com ela.

Santa Teresinha do Menino Jesus tornou-se mestra de espiritualidade que enriqueceu e enriquece, até hoje, a vida da Igreja e de todos os que desejam viver a proposta da Boa Nova do Reino, trazida e testemunhada por Jesus. Recordar, neste Natal, seu estilo de vida simples e tentar seguir algumas de suas sugestões, certamente, será proveitoso para qualquer seguidor do Mestre Jesus.

P. Adilson José Colombi, scj

Fonte: Revista A Palavra, Santa Teresinha do Menino Jesus: a Teologia do Amor e devoção a Cristo menino, págs 13-14, ed. 44, dezembro de 2014.

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35 ideias para viver a misericórdia no dia a dia

35 ideias para viver a misericórdia no dia a dia

  1. Resista ao sarcasmo, que é o oposto da misericórdia.
  2. Compartilhe algum bem com os mais necessitados.
  3. Telefone para uma pessoa solitária, sobretudo se você conhece a razão da sua solidão.
  4. Escreva e envie uma carta de perdão a alguém.
  5. Planeje uma mini peregrinação.
  6. Adote um comportamento responsável na internet.
  7. Seja generoso o bastante para permitir que alguém o ajude. As pessoas precisam se sentir úteis.
  8. Ofereça-se para ajudar alguém a cuidar das crianças ou na cozinha.
  9. Segure sua língua.
  10. Ofereça-se para fazer as compras para alguém que não pode sair de casa.
  11. Ajude uma pessoa carente (uma refeição, uma doação etc.).
  12. Ao compartilhar uma refeição, escolha o menor pedaço para você.
  13. Ofereça-se para levar um idoso à missa.
  14. Desligue um pouco o celular e preste mais atenção nas pessoas à sua volta.
  15. Aproveite alguma liquidação para comprar algo útil para alguém que precise.
  16. Leia a encíclica “Dives in Misericordia”, de João Paulo II.
  17. Peça perdão a alguém pessoalmente.
  18. Faça a lista dos seus “inimigos” e reze por eles diariamente.
  19. Sorria, diga “bom dia” e puxe um papo agradável com desconhecidos.
  20. Ofereça algo de que você realmente gosta a alguém que vá valorizar isso.
  21. Responda às provocações com o respeito que você gostaria de testemunhar.
  22. Faça uma visita a Jesus Eucaristia durante a semana.
  23. Quando uma conversa baixar de nível, procure mudar de assunto.
  24. Visite um asilo para ler, cantar ou simplesmente fazer companhia aos idosos.
  25. Visite um cemitério e reze um terço pelos defuntos.
  26. Faça um retiro espiritual ou dedique uma tarde ao recolhimento interior.
  27. Faça uma boa confissão.
  28. Convide alguém para rezar com você.
  29. Abençoe alguma pessoa.
  30. Participe de alguma atividade organizada pela sua paróquia.
  31. Compartilhe sua história de fé com alguém.
  32. Ofereça sua hospitalidade a alguém que você não convidaria espontaneamente.
  33. Pague o estacionamento ou pedágio para quem estiver atrás de você na fila.
  34. Leia Bento XVI e surpreenda-se.
  35. Reze pelas almas do purgatório.
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Madre Teresa de Calcutá será canonizada

Madre Teresa de Calcutá será canonizada

Milagre aprovado pelo Papa para a canonização de Madre Teresa aconteceu no Brasil

Madre Teresa de Calcutá será canonizada. O Papa Francisco aprovou o milagre atribuído à intercessão da madre, beatificada por São João Paulo II em 2003. A data da canonização ainda deverá ser confirmada, mas é possível que seja incluída nas celebrações do Jubileu da Misericórdia.

O decreto da Congregação da Causa dos Santos foi divulgado pelo Vaticano no fim da tarde desta quarta-feira, 17. O órgão concluiu o processo de investigação em julho deste ano no Brasil, sobre o milagre para a cura inexplicável de um homem em Santos (SP), em meados de 2008.

O caso da cura milagrosa chegou ao Vaticano no início de 2015 e logo foi considerado válido por apresentar elementos contundentes para a instauração de um processo.

O Promotor de Justiça no processo local, padre Caetano Rizzi, afirmou que tudo aconteceu muito rapidamente porque os fatos são evidentes.

“Ouvimos diversas testemunhas, ouvimos o possível miraculado. Foi um processo longo, intenso, com muitas audiências e muito trabalho. Mas a graça de Deus nos faz chegar à conclusão de que não temos aqui uma palavra para explicar o que aconteceu. Está sendo um processo muito rápido porque os fatos são evidentes”, explicou.

Na época, o homem que recebeu o milagre tinha 35 anos e, à beira da morte por causa de uma grave doença cerebral, de forma inexplicável, recuperou-se. O delegado episcopal vaticano para o tribunal local, Monsenhor Robert Sarno, explicou em julho como foi a última parte do processo.

A vida da santa
Madre Teresa nasceu em 1910 em Skopje, território albanês, atualmente capital da Macedônia, e morreu em 1997 em Calcutá, na Índia. Anjezë Gonxhe Bojaxhiu recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979 por sua atuação missionária.

A futura santa deixou sua terra natal aos 18 anos, podendo retornar somente décadas mais tarde, quando iniciava a derrocada do regime comunista de Enver Hoxha.

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Arcebispo abre oficialmente o Jubileu Extraordinário da Misericórdia na Arquidiocese

Arcebispo abre oficialmente o Jubileu Extraordinário da Misericórdia na Arquidiocese

Abertura da Porta Santa (52)
Porta Santa se abriu também no Santuário de Angelina

 

O sol forte na tarde do domingo, 13 de dezembro, não impediu que centenas de fiéis saíssem de suas casas com destino ao centro da Capital do Estado, na Igreja São Francisco de Assis, para a celebração de abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Todo rito de abertura foi presidido pelo Arcebispo, Dom Wilson Tadeu Jönck, scj. Estiveram presentes religiosas, seminaristas, diáconos e aproximadamente 20 padres. “Vamos colocar nossa melhor disposição para este ano. Todos unidos, façamos transparecer a face misericordiosa de Deus”, disse Dom Wilson ao iniciar a Celebração do Ano Santo na Arquidiocese.

Ao iniciar a procissão rumo à Catedral Metropolitana, o Arcebispo falou que “a vida é um constante caminhar ao encontro com Deus. É sair de uma situação de pecado, não boa convivência com os outros, para uma relação de amor e amizade. Esse caminho faremos a vida toda. É no lado aberto de Cristo que queremos entrar, para nos tornar sinal do amor misericordioso”.

Ao chegar em frente à Catedral, Dom Wilson proferiu as palavras do rito oficial: “Abri as portas da justiça, nelas entraremos para dar graças ao Senhor”. Enquanto a porta da Igreja Jubilar era aberta, o Arcebispo prosseguiu: “Esta é a porta do Senhor. Por ela entramos para alcançar misericórdia e perdão”. E assim, com o Evangeliário em mãos, Dom Wilson entra, seguido do Bispo Emérito, Dom Vito Schlickmann, os sacerdotes, diáconos e todos os fiéis.

Para Claudete Vieira, consagrada de uma Nova Comunidade, este momento “é adentrar no coração de Deus, para ali experimentar esse amor e transbordá-lo para as pessoas”.

Na homilia, Dom Wilson motivou as pessoas à visitarem os doentes, aproximarem-se das famílias dos encarcerados, ajudarem os imigrantes, ou seja, exercitarem pelo menos uma das obras de misericórdia. “É possível fazer, basta ter determinação. Outra atitude é a do perdão. Se eu tenho a quem perdoar, não pode passar deste ano. Procuremos o Sacramento da Reconciliação”, finalizou.

“Participar da abertura da Porta da Misericórdia me trouxe o sentimento de dever cumprido, de como cristão testemunhar e viver esse momento da Igreja Católica, atendendo o convite que o Papa Francisco fez a todos nós. Além disso, assumir o compromisso de ser igreja com o coração aberto a acolher e reconhecer as minhas próprias fraquezas”, destacou o administrador, Erlon Ricardo da Costa.

Santuários também abriram as Portas da Misericórdia

No domingo, cinco Santuários abriram as Portas da Misericórdia: Santuário Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Angelina; Bom Jesus da Santa Cruz, em São Pedro de Alcântara; Nossa Senhora de Fátima, no Estreito, Florianópolis; Santa Paulina, Nova Trento e Nossa Senhora de Azambuja, em Brusque. Na segunda, 14, a última porta a ser aberta na Arquidiocese será na cidade de Itajaí, na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento.

Os dois principais pedidos do Papa para o Ano Santo

Papa Francisco propôs na Bula de proclamação do Jubileu, a prática das obras de misericórdia. São duas:

Obras de misericórdia corporais: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos.

O Ano Santo marca as celebrações do 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II. Terminará no dia 20 de novembro de 2016, na Solenidade de Cristo Rei.

Confira aqui como foi a abertura do Santuário de Angelina

Fonte: Assessoria de Imprensa Arquidiocese

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Porta Santa da Misericórdia se abre domingo, no Santuário de Angelina

Porta Santa da Misericórdia se abre domingo, no Santuário de Angelina

O Santuário de Angelina abrirá, no domingo (08), a Porta Santa, dando início ao Jubileu Extraordinário da Misericórdia. A abertura oficial ocorrerá às 14h45.

Confira a programação:

14h: Acolhida [Jovens da Forania de Santo Amaro]

14h45: Abertura da Porta Santa

15h: “Misericordiosos como o Pai”

  • Celebração Penitencial [Paróquia Santo Amaro]
  • Confissões [convidamos todos os padres presentes]
  • Adoração ao Santíssimo [Forania Palhoça]

16h: Santo Terço [Forania de Biguaçu]

17h: Santa Missa [Pe. Vitor Galdino Feller – Vigário Geral]

O Pároco, Frei Gentil, convida todos os fiéis para participar.

 

Saiba mais sobre os jubileus

A celebração dos jubileus começou com os hebreus. O jubileu era um ano declarado santo e que acontecia a cada 50 anos, no qual se devia restituir a igualdade a todos os filhos de Israel.

A Igreja católica iniciou a tradição do Ano Santo com o Papa Bonifácio VIII em 1300. Ele planejou um jubileu por século. A partir de 1475, para possibilitar que cada geração vivesse pelo menos um Ano Santo, o jubileu ordinário passou a acontecer a cada 25 anos. Um jubileu extraordinário pode ser realizado em ocasião de um acontecimento de particular importância.

Até hoje, foram 26 Anos Santos ordinários. O último ordinário foi o Jubileu de 2000.

Quanto aos jubileus extraordinários, o último foi o de 1983, instituído por João Paulo II pelos 1950 anos da Redenção.

A Igreja deu um significado mais espiritual aos jubileus, consistindo em um perdão geral, uma indulgência aberta a todos, uma possibilidade de renovar a relação com Deus e com o próximo. Assim, o Ano Santo é sempre uma oportunidade para aprofundar a fé e viver com renovado empenho o testemunho cristão.

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Festa da Padroeira reúne fiéis de toda a região

P1110508A Padroeira Nossa Senhora da Imaculada Conceição foi celebrada nos dias 05, 06 e 08 de dezembro, no Santuário de Angelina. Os fiéis marcaram presença, vindo de diferentes cidades da região, para as festividades.

A abertura oficial ocorreu no sábado (05) com Missa e bênção do presépio na Igreja, seguida de procissão luminosa até a gruta. A celebração foi presidida pelo vigário Paroquial, Frei Cid, e concelebrada pelo Frei Osvaldo Lino, da fraternidade de Forquilhinha, cidade do Sul de Santa Catarina.

No domingo (06), a Missa da Festa da Imaculada Conceição foi às 10h na Matriz, com a participação dos 15 casais de festeiros e de
Dom Wilson Tadeu, Arcebispo Metropolitano de Florianópolis.

A liturgia foi animada pelos corais municipais de Angelina, Rancho Queimado e pela Associação Coral de São Bonifácio, sob a regência do maestro Sr. Vanderlei Jochen.

Na terça-feira (08), dia oficial de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, os peregrinos se reuniram ao pé do morro que leva à gruta, onde iniciaram a oração do Santo terço.

Na gruta foi celebrada a Missa Solene pelo Padre Frei Gentil de Lima Branco, Pároco e reitor do Santuário, e concelebrada pelos Freis paroquiais. Após a celebração os padres deram a bênção da saúde.

Confira as fotos em nossa galeria

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Compreender o Ano Litúrgico para viver melhor a fé

Compreender o Ano Litúrgico para viver melhor a fé

AnoLiturgico

Todos os anos, no primeiro domingo do Advento, quatro semanas antes do Natal, iniciamos um novo Ano Litúrgico, ele é como um calendário que contém os acontecimentos da História da Salvação, e ao contrário do que muitos pensam, ele não coincide com o ano civil, que começa no dia 1 de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. Por isso caro leitor, atenção!

Este Calendário Litúrgico foi criado para acompanharmos através das leituras dos textos bíblicos (Evangelhos e outros livros) a vida de Jesus, nascimento até a ascensão aos céus, em ordem cronológica (dia, mês e ano). Deste modo, ouvimos nas celebrações textos que falam do anúncio do Messias, da sua encarnação, de seu ministério público, seus discursos, as parábolas até culminarmos com a morte e ressurreição nos preparando para sua segunda vinda, marcada pela data de Cristo Rei do Universo que encerra o ano litúrgico.

O Ano Litúrgico é dividido em A, B e C, totalizando três anos. A ideia desta distribuição de textos bíblicos ao longo desse período tem como objetivo a leitura de toda a Bíblia, portanto, ao participar da Missa todos os dias por três anos você terá lido a Sagrada Escritura inteira, sabia disso?

Você deve estar se perguntando o que significam essas letras, pois bem, o Rito Romano, utilizado nas celebrações da Igreja Católica possui um conjunto de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos perpassando os domingos e as solenidades. A cada ano, a liturgia das celebrações segue uma sequência de leituras próprias:

  • Ano “A”: Evangelho de São Mateus;
  • Ano “B”: Evangelho de São Marcos;
  • Ano “C”: Evangelho de São Lucas.

O Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, sobretudo as grandes Festas e Solenidades, para este evangelho não existe um ano litúrgico.

Vai aqui um passo bem simples para calcular o ano litúrgico, apenas somando os algarismos do ano. O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de três é do ciclo C. Vejamos o exemplo: “2016 = 2+0+1+6= 9”. Nove é múltiplo de três, então em 2016, o ano litúrgico será ano C. Assim, este ano de 2015 é o ciclo B, e o ano de 2014 foi o ano litúrgico A. É bem fácil.

Vale lembrar também, que o Ano Litúrgico é composto por “tempos litúrgicos”, cada um com seus ensinamentos, a saber:

  • Tempo do Advento: fala do anúncio da vinda do Messias e promove uma esperança de salvação nos cristãos;
  • Tempo do Natal: apresenta a encarnação do Filho de Deus e propõe uma fé de acolhida alegre ao Salvador;
  • Tempo Comum: trata do anúncio do Reino dos Céus e motiva a escuta da Palavra;
  • Tempo da Quaresma: manifesta a misericórdia de Deus e convida a penitência e conversão;
  • Tempo Pascal: indica a Ressurreição e a vida conduzindo os fiéis a alegria em Cristo Ressuscitado.

Aproximamo-nos do Tempo do Advento, que tem duração de quatro semanas antes do Natal e marca também, o início de um novo Ano Litúrgico (Ano C). Este tempo é representado pela grande expectativa da vinda Messiânica e fomenta esperança de um tempo novo para os filhos de Deus.

Um símbolo tradicional desse momento, é a Coroa do Advento, com quatro velas a serem acesas a cada Domingo. Nas leituras notaremos a forte presença dos personagens bíblicos: Profeta Isaías, João Batista e a Virgem Maria.

 Somos convidados a nos sensibilizar as dificuldades que Maria teve de enfrentar durante a sua gravidez e o desafio da Sagrada Família para encontrar um local onde Jesus pudesse nascer, ofertando nosso coração como presépio ao Salvador, estabelecendo em nossas vidas um tempo de alegria anunciando que “o Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós” (cf. João 1, 14a).

Joaquim Bontorin

Fonte: Revista A Palavra: a igreja ensina, pág 11, ed. 55, Nov/2015.

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