Halloween: mera diversão?

Halloween: mera diversão?

Das brincadeiras do Halloween para o ocultismo há só um pequeno passo, afirma o pe. Aldo Buonaiuto, da Comunidade Papa João XXIII. Ele é exorcista e coordenador de um serviço de ajuda a vítimas do ocultismo. Todo mês de outubro, a linha 0800 desse serviço toca sem parar.

Este é um relato de poucos dias atrás:

“Ligou uma mãe desesperada, que tinha descoberto as mentiras do filho, um rapaz excelente, sincero, que, de repente, mudou de círculo de amizades. Ela descobriu que o rapaz tinha profanado um cemitério… Eu falei com o rapaz. Por que você fez isso? E a primeira palavra foi Halloween. Chorando, ele me falou da forte persuasão dos novos amigos. No começo parecia tudo uma brincadeira, um jogo. Depois, ele descobriu que eles estavam agindo a sério; que todos eles acreditavam mesmo naquilo que estavam fazendo. E ele não conseguia se livrar deles”. O episódio quase banal revela como é fácil entrar nesses circuitos. Mas, “especialmente para um jovem, não é fácil sair deles, por vergonha, medo e tantas dinâmicas típicas dessa idade”.

O pe. Aldo Buonaiuto acaba de lançar, na Itália, o livro “Halloween: Lo scherzetto del diavolo” (A brincadeira do diabo – título livremente traduzido; a obra ainda não está disponível em português), que examina aspectos históricos e sociológicos desse fenômeno dito cultural.

Segundo ele, a famosa frase “doçura ou travessura?” vem de outra: “oferenda ou maldição?”, de origens celtas e usada em sacrifícios ao deus da morte, Samhain, para propiciar um bom inverno. Embora este significado mais recôndito fique escondido sob a pátina comercial, “o Halloween continua sendo a festa mais importante dos satanistas, envolvendo ocultismo, esoterismo, magia, bruxaria”. Por trás das máscaras, o pe. Aldo vê “a obra insidiosa do diabo, uma rasteira indireta para derrubar suas vítimas”. A mídia faz o resto: “As crianças de hoje nem sabem que existe a festa de Todos os Santos, mas sabem, porque isso é incutido até nas escolas, que existe o Dia das Bruxas – ou Halloween”.

E quanto à memória dos falecidos?

“Sequer é comparável. O Halloween exalta o espiritismo, o mundo invisível ligado às forças demoníacas. O Dia de Finados está ligado à crença na vida eterna, na ressurreição do corpo. As religiões têm respeito pelos mortos. O Halloween não tem. Ele ultraja os mortos”.

“Não se pode banalizar este fenômeno. Para muita gente, é só um momento de diversão, mas, para os satanistas, a participação indireta também conta: quem se fantasia está de certa forma exaltando o reino do mal. Que pai quer ver seu filho de rosto desfigurado, sem os olhos, gotejando sangue? Qual é a diversão nisso? O que se esconde de verdade por trás desse fenômeno que leva a considerar esse tipo de coisa como normal?”.

O exorcista está convicto:

“A nossa sociedade não precisa de Halloween, de monstruosidade, de imagens agressivas e violentas do macabro e do horror. Esta sociedade não precisa das trevas. Nossos filhos precisam da luz. Por que não oferecemos a eles a festa dos santos? Esta é que é uma beleza! É um grande desafio numa sociedade que se devota às coisas ruins para torná-las normais”.

Daí o convite: preparar festas temáticas sobre as vidas dos santos. E um apelo aos sacerdotes, professores e catequistas:

“Tenham a coragem de testemunhar a fé desses grandes heróis, os santos e beatos, que têm muito a transmitir para esta sociedade. Abram as portas das paróquias não para abóboras vazias, mas para festas belas! O Dia de Todos os Santos é uma grande oportunidade para sermos quem somos: filhos da luz!”.

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Entenda os principais pontos do relatório final do Sínodo

Entenda os principais pontos do relatório final do Sínodo

Papa_Sinodo 01O relatório final do Sínodo dos Bispos sobre a família traz propostas para os diferentes problemas que enfrentam a família e a sociedade

sinodoCom a autorização do Papa, foi publicado na noite de sábado, 24, o Relatório Final do XIV Sínodo ordinário sobre a Família. Composto de 94 parágrafos, votados singularmente, o documento foi aprovado por maioria de 2/3, ou seja, sempre com o mínimo de 177 votos. Os padres sinodais presentes eram 265.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, apenas dois parágrafos obtiveram a maioria com margem limitada e são os que se referem a situações difíceis, como a abordagem pastoral às famílias feridas ou em situação irregular do ponto de vista canônico e disciplinar: convivências, casamentos civis, divorciados recasados e o caminho para se aproximar pastoralmente destes fiéis.

Indissolubilidade matrimonial

O Relatório define a doutrina da indissolubilidade do matrimônio sacramental como uma verdade fundada em Cristo mas ressalva que verdade e misericórdia convergem em Cristo e, portanto, convida ao acolhimento das famílias feridas.

Os padres sinodais reiteram que os divorciados recasados não são excomungados e reafirmam que os pastores devem usar o discernimento para analisar as situações familiares mais complexas. O ponto 84 explica que a participação nas comunidades dos casais em segunda união pode se expressar em diferentes serviços: “Deve-se discernir quais formas de exclusão atualmente praticadas nos âmbitos litúrgico, pastoral, educativo e institucional podem ser superadas”.

Discernimento

À situação específica dos casais em segunda união, o ponto 86 do documento faz referência a um percurso de acompanhamento e de discernimento espiritual com um sacerdote, “pois a ninguém pode ser negada a misericórdia de Deus”. Neste sentido, “para favorecer e aumentar a participação destes fiéis na vida da Igreja, devem ser asseguradas as condições de humildade, discrição, amor à Igreja e a seu ensinamento, na busca sincera da vontade de Deus e no desejo de dar uma resposta a ela”.

Em relação ao crescente fenômeno dos casais que convivem antes de se casar ou depois de um matrimônio sacramental, o relatório diz tratar-se de uma situação que deve ser enfrentada de maneira construtiva e vista como uma oportunidade de conversão para a plenitude do matrimônio e da família, à luz do Evangelho.

Pessoas homossexuais e uniões homossexuais

De acordo com o relatório final, pessoas homossexuais não podem ser discriminadas, mas a Igreja é contrária às uniões entre pessoas do mesmo sexo. O Sínodo julga também inaceitável que as Igrejas locais sofram pressões neste campo e que organismos internacionais condicionem ajudas financeiras aos países pobres à introdução do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Migrantes e refugiados

Alguns parágrafos abrangem questões dedicadas aos migrantes, refugiados e perseguidos cujas famílias são desagregadas e possam ser vítimas do tráfico de pessoas. Os bispos invocam o acolhimento ressaltando os seus direitos e deveres nos países que os hospedam.

Valorizar a mulher, tutelar crianças e idosos

Os padres sinodais condenaram a discriminação contra mulheres em todo o mundo, incluindo a penalização da maternidade. Em relação à violência, ressalta que “a exploração das mulheres e a violência exercida sobre o seu corpo estão muitas vezes unidas ao aborto e à esterilização forçada”. Pede-se também uma maior valorização da responsabilidade feminina na Igreja, com intervenção nos processos de decisão, participação no governo de algumas instituições e envolvimento na formação do clero.

A respeito da reciprocidade e na responsabilidade comum dos cônjuges na vida familiar, afirma-se que “o crescente compromisso profissional das mulheres fora de casa não encontrou uma adequada compensação num maior empenho dos homens no ambiente doméstico”.

Sobre as crianças, o documento entregue ao Papa ressalta a beleza da adoção e do acolhimento temporário, que “reconstroem relações familiares rompidas” e menciona também os viúvos, os portadores de deficiência, os idosos e os avós, que permitem a transmissão da fé nas famílias e devem ser protegidos da cultura do descarte. Também as pessoas não casadas são lembradas por seu engajamento na Igreja e na sociedade.

Fanatismo, individualismo, pobreza, precariedade no trabalho

Como sombras dos tempos atuais, o Sínodo cita o fanatismo político-religioso hostil ao cristianismo, o crescente individualismo, a ideologia ‘gender’, os conflitos, perseguições, a pobreza, a precariedade no trabalho, a corrupção, os problemas econômicos que excluem famílias da educação e da cultura, a globalização da indiferença, a pornografia e a queda da natalidade.

Preparação ao matrimônio

O documento final reúne as propostas para reforçar a preparação ao matrimônio, principalmente dos jovens que hoje têm receio de se vincular. É recomendada uma formação adequada à afetividade, seguindo as virtudes da castidade e do dom de si. Outra relação mencionada no texto é entre a vocação à família e a vocação à vida consagrada. São também fundamentais a educação à sexualidade e a corporeidade e a promoção da paternidade responsável.

Família, porto seguro

Enfim, o a Relatório sublinha a beleza da família, Igreja doméstica baseada no casamento entre homem e mulher, “porto seguro dos sentimentos mais profundos, único ponto de conexão numa época fragmentada, parte integrante da ecologia humana. Deve ser protegida, apoiada e encorajada”.

Pedido ao Papa um documento sobre a família

O documento se encerra com o pedido dos Padres Sinodais ao Papa de um documento sobre a família, indicando a perspectiva que ele deseja dar neste caminho.

Fonte: Canção Nova

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João Paulo II e O Evangelho do Sofrimento

João Paulo II e O Evangelho do Sofrimento

sao_Joaõ_Paulo_IIJoão Paulo II conheceu o sofrimento desde jovem e com ele conviveu de forma muito particular em seu pontificado

Desde a infância, o Santo Padre conheceu o sofrimento, encontrando-o, talvez pela primeira vez, de maneira intensa com a morte prematura da sua mãe. A Segunda Guerra Mundial e a pobreza, além das árduas vicissitudes do comunismo, então imperante na Polônia, formaram o jovem Karol na dura “escola do sacrifício e da dor” [1].

Contudo, o sofrimento nos anos juvenis do Santo Padre consolidou-se inclusive na sua força salvífica de realidade geradora de vida. Precisamente a propósito da sua opção vocacional, ele expressou-se com os seguintes termos: “…O meu sacerdócio, desde a hora do seu nascimento, inscreveu-se no grande sacrifício de muitos homens e mulheres da minha própria geração. A Providência poupou-me as experiências mais difíceis; por isso, é muito maior o sentido da minha dívida às pessoas que conheci, do mesmo modo que às muito mais numerosas que não conheci, sem distinção de nação e de língua que, com o seu sacrifício sobre o grandioso altar da história, contribuíram para a realização da minha vocação sacerdotal. De certa forma, elas introduziram-me neste caminho, indicando-me na dimensão do sacrifício a verdade mais profunda e essencial do sacerdócio de Jesus Cristo” [2].

Em linha de continuidade, o seu pontificado recebeu depressa uma característica muito particular. Por volta das 17 horas do dia 13 de maio de 1981, ao atravessar a praça de São Pedro para saudar os fiéis ali reunidos, do revólver do terrorista turco, Ali Agca, foi disparado um tiro que o feriu gravemente. Enquanto, de toda a Igreja se elevavam preces ao Senhor para obter a salvação da vida do Vigário de Cristo, na Polônia outro pastor, o Servo de Deus Cardeal Wyszynski jazia enfermo, quase no fim da sua vida. Ele tinha predito ao novo Sumo Pontífice que teria feito a Igreja entrar no novo milênio; precisamente no momento em que o Bispo de Roma se encontrava internado num leito hospitalar, o purpurado polaco morria, no dia 28 de maio de 1981.

Carta apostólica

Estes episódios marcaram profundamente o pontificado de João Paulo II, a tal ponto que, tendo-se restabelecido em boas condições de saúde, depressa lançou mãos à obra e projetou uma Carta Apostólica dedicada exatamente ao sentido cristão do sofrimento humano. Foi assim que apareceu a Carta Apostólica Salvifici Doloris, assinada pelo Sumo Pontífice, no dia 11 de fevereiro de 1984. Trata-se de um documento programático, esclarecedor, elaborado num período em que o consumismo e as doutrinas ateias corriam o risco de influenciar profundamente a vida dos fiéis e até mesmo o ensinamento daqueles que eram encarregados da formação do povo de Deus.

O sofrimento no ensinamento do Santo Padre: Salvifici doloris

Na introdução da Carta Apostólica Salvifici Doloris, o Santo Padre recordava a todos as palavras surpreendentes de São Paulo aos Colossenses: “Alegro-me nos sofrimentos suportados por vossa causa e completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja” [3].

Os sofrimentos de valor infinito de Cristo Homem-Deus não têm necessidade de outras dores para salvar, constituindo a única causa de salvação para todos. O poder ilimitado dos seus sofrimentos confere aquilo que falta aos sofrimentos de cada homem que sofre. Todavia, há que efetuar a fruição dos dons produzidos pela cruz de Jesus Cristo. Jesus, por assim dizer, preparou uma mesa, onde não falta qualquer bem, senão alguém que ocupe o lugar à mesa e se nutra com o alimento preparado também para ele. O convidado, revestido dos sofrimentos que o próprio Deus oferece a cada um como hábito, completa a mesa.

Cristo salva por intermédio da morte do seu corpo de carne; o homem é salvo e ajuda a salvar com os sofrimentos de Jesus Cristo, que oferece a cada um o privilégio de sofrer como Ele e juntamente com Ele, em ordem a continuar a salvar nele, também mediante o sofrimento da sua própria carne.

Os sofrimentos do cristão, vividos conjuntamente com os padecimentos de Jesus, permitem conceder os benefícios de Cristo ao seu Corpo místico. Por conseguinte, a Igreja não apenas é “Corpo de Cristo” que é salvo através dos sofrimentos do Homem-Deus, mas é também o seu “Corpo Místico” que continua a salvar o mundo mediante os padecimentos de cada um dos seus membros. Assim, eles completam por vocação recebida do Senhor, os mesmos sofrimentos de Jesus Cristo.

Impressionam profundamente as expressões do Santo Padre sobre o valor do sofrimento, quando afirma que “parece fazer parte da própria essência do sofrimento redentor de Cristo: o fato de ele solicitar a ser incessantemente completado” [4]. Deste modo, “todo o sofrimento humano, em razão da sua união com Cristo no amor, completa o sofrimento de Cristo. Completa-o como a Igreja completa a obra redentora de Cristo”… [5]

O sofrimento no Magistério vivo do Santo Padre

Durante a alocução do Angelus de 29 de maio de 1994, depois de uma hospitalização de algumas semanas na Policlínica “Gemelli” de Roma, o Santo Padre fez uma importante referência ao sofrimento, evocando os momentos de dor e de apreensão que tinham acompanhado o atentado de que fora vítima no dia 13 de maio de 1981.

“…Gostaria que hoje, através de Maria, se expressasse a minha gratidão por esta dádiva do sofrimento, novamente ligado ao mês mariano de maio. Desejo dar graças por este dom. Compreendi que se trata de um dom necessário. (…) Encontrei ao meu lado a grande figura do Cardeal Wyszynski… No início do meu Pontificado, ele disse-me: ‘Se o Senhor te chamou, tu deves introduzir a Igreja no Terceiro Milênio’… Então, compreendi que devo introduzir a Igreja de Jesus Cristo neste Terceiro Milênio com a oração e com diversas iniciativas, mas entendi que não basta: era necessário introduzi-la com o sofrimento, com o atentado há treze anos e com este sacrifício.”.

Esta alocução do Papa tem realmente o teor de uma profecia! O Evangelho do sofrimento no Magistério de João Paulo II não foi simplesmente o capítulo de uma Carta Apostólica, não representou apenas um parágrafo de um documento oficial. Foi muito mais: ele tornou-se carne e sangue na própria pessoa do Sumo Pontífice, tornou-se o Magistério vivo. Ele anunciou-o nos seus anseios pelo mundo repleto de guerras e surdo aos seus indefessos apelos de paz; nele, tornou-se uma tarefa missionária em contacto com os dramas do povo de Deus, ao qual ele soube falar de esperança.

Contudo, o Evangelho “superior” do sofrimento foi proclamado clara e fortemente pelos seus próprios padecimentos físicos, pela cruz da doença vivida com coragem e de maneira incondicional no seu mandato de Pastor da Igreja universal, “usque ad sanguinis effusionem”… [6]. Somente hoje, talvez, compreendemos a linguagem arcana a que Deus recorre, do tanto o anúncio do Papa de uma nova “argumentação do sofrimento.

“O Papa devia sofrer”, disse João Paulo II no dia 29 de maio de 1994, talvez porque quando todas as palavras se esgotam, quando todos os apelos resultam ineficazes, somente a cruz consegue penetrar na obstinação do coração humano, corroído pelo ódio e pelo egoísmo. Para introduzir e acompanhar a Igreja no Terceiro Milênio, não são suficientes as iniciativas, até as mais geniais, e nem mesmo a oração: é necessário o sofrimento dos filhos de Deus, os padecimentos dos Santos, a dor do Vigário de Cristo e de “todos aqueles que sofrem com Cristo, unindo os próprios sofrimentos humanos ao seu sofrimento salvífico” [7].

O sofrimento e o santo Rosário

No final do ano de 2003, que o Santo Padre dedicou à recitação do Rosário, tão caro a Maria, não podemos deixar de recordar que o Rosário constitui o instrumento indefectível de quem quer aprender “o sentido do sofrimento salvífico” [8]. Em Oristano, no dia 18 de outubro de 1985, o Papa afirmava:

“Exorto-vos profundamente, doentes… a rezar todos os dias a Nossa Senhora com o santo Rosário. Dado que a saúde é um bem que faz parte do projeto primitivo da criação, recitar o Rosário pelos doentes, a fim de que possam ser curados ou pelo menos obter o alívio para os seus males, é obra singularmente humana e cristã…”. [9]

Através do Rosário, o cristão coloca-se na escola de Maria, grande mestra na cátedra da cruz. Por conseguinte, o Rosário, o sofrimento e a inocência tornam-se termos constantemente solidários nas biografias dos apaixonados de Deus e nas atenções pastorais do Papa João Paulo II.

Notas

[1] Padre Pio de Pietrelcina, Epistolário, vol. III San Giovanni Rotondo 1987, pág. 106.

[2] João Paulo II, Dom e Mistério, Cidade do Vaticano 1996, pág. 47.

[3] Cf. Cl 1, 24.

[4] João Paulo II, Salvifici doloris, 24.

[5] Ibidem.

[6] Cf. João Paulo II, Discurso proferido no dia 22 de Outubro de 2003, em: ed. quot. deL’Osservatore Romano de 23.10.2003, n. 4.

[7] João Paulo II, Salvifici doloris, 26.

[8] João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae, 25.

[9] João Paulo II, O Evangelho do Sofrimento (sob os cuidados de L. Sapienza), Roma 1983, pp. 136-137.

Card. José SARAIVA M., c.m.f. Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos

Fonte: Apostolado Sociedade Católica. Trecho de “O Evangelho do Sofrimento no Magistério e na Vida do Papa João Paulo II”.

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FCC promove II Seminário de Conservação de Igrejas e Arte Sacra

FCC promove II Seminário de Conservação de Igrejas e Arte Sacra

Igreja BJAA Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Arquidiocese de Florianópolis promovem o II Seminário de Conservação de Igrejas e Arte Sacra de Santa Catarina. O evento ocorrerá no dia 22 de outubro de 2015, das 8h às 18h, na Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos, no município de Porto Belo.

O Seminário tem o objetivo de difundir a importância da preservação das obras de arte sacras a bispos, párocos, vigários, padres, administradores, fiéis e comunidades, que buscam capacitação para salvaguardar, de forma adequada, esses bens tão valiosos. A partir do esforço mútuo, a iniciativa visa garantir a segurança dos espaços, dos bens móveis e integrados, resguardando-os dos diversos fatores que concorrem para a deterioração, desvalorização, perda parcial ou total do riquíssimo patrimônio religioso. Com isso, será possível preservar seu valor patrimonial, monetário e, sobretudo, cultural, herança preciosa para as gerações futuras.

Interessados em participar devem enviar e-mail com nome, endereço, paróquia que representa, função na paróquia/profissão, telefone e e-mail para seminariosacro@fcc.sc.gov.br. A primeira edição do Seminário foi realizada em outubro de 2014, na Igreja Matriz de São José, com a participação de cerca de 90 pessoas.

Confira a programação completa do evento:

08:00 – 08:30h: Credenciamento

08:30 – 09:00h: Abertura

09:00 – 09:40h: A preservação do patrimônio religioso – Arq. Lilian Mendonça

09:40 – 10:00h: Coffee Break

10:00 – 10:40h: É importante: “conservar para não restaurar” – Esp. Marcelino Donizeth de Melo Correia – Conservador-restaurador do ATECOR – FCC

10:40 – 11:20h: Atuação do Ministério Público na defesa do patrimônio cultural sacro – Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda – Promotor do Ministério Público de Minas Gerais

11:20 – 12:00h: Fontes estaduais apoiadoras do Patrimônio Cultural Catarinense – Técnico a definir – Seitec/SOL

12:00 – 14:00h: Almoço

14:00 – 14:40h: A perspectiva do Ministério Público na defesa do patrimônio cultural e sua atuação na região do planalto serrano catarinense – Dr. Renee Cardoso Braga – Promotor do Ministério Público de Santa Catarina

14:40 – 15:20h: Conservação de Arte Sacra: Bens Móveis – M.Sc. Karen Kremer – Conservadora e Restauradora de Bens Culturais Móveis do ATECOR – FCC

15:20h – 15:40h: Coffee Break

15:40h – 16:20h: Conservação de Arte Sacra: Bens Imóveis – Arq. Sílvia Maia – Arquiteta da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural da FCC

16:20 – 17:00h: Restauração e conservação da Igreja Bom Jesus dos Aflitos de Porto Belo – Arq. Roseana S. Lunghard

Serviço:

O quê: II Seminário de Conservação de Igrejas e Arte Sacra de Santa Catarina

Quando: 22 de outubro de 2015, das 8h às 18h

Onde: Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos – Av. Governador Celso Ramos, 1445 – Centro – Porto Belo/SC

Inscrições: pelo e-mail seminariosacro@fcc.sc.gov.br, com informações de nome, endereço, paróquia que representa, função na paróquia/profissão, telefone e e-mail do interessado.

Participação gratuita

Informações: (48) 3664-2616

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/483153355199986/

Fonte: Assessoria de Comunicação FCC

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Nova etapa do Sínodo: discernimento

Nova etapa do Sínodo: discernimento

Cidade do Vaticano (RV) – Depois da pausa dominical, os padres sinodais retomaram os trabalhos nesta segunda-feira (12/10) nos círculos menores, para analisar a segunda parte do Instrumento de Trabalho: “O discernimento da vocação familiar”.
É sobre isto que nos fala o Arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer:
“Depois de termos visto as várias situações e os desafios da família, chegou a hora de se perguntar: ‘Afinal, para onde vai a família, qual é a indicação que a Igreja deve dar para as diversas situações?’ Para nós, o discernimento se faz a partir da luz da fé, dos critérios da fé. Por isso, justamente esta semana, nós vamos olhar para as questões da família a partir da Palavra de Deus, do ensinamento da Igreja, a partir do discernimento da fé. E nos perguntar o que Deus quer com tudo isso, onde Deus está indicando, onde Deus está dizendo para a Igreja atuar, como atuar e assim por diante. Para depois, na próxima semana, nós chegarmos ao “agir”, para as orientações pastorais. Esta semana será, certamente, bastante rica no sentido de buscarmos as fundamentações da Palavra de Deus sobre as orientações que deverão ser dadas depois para a Pastoral da família.”

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Comunidade Bethânia recebe os restos mortais de Pe. Léo

Comunidade Bethânia recebe os restos mortais de Pe. Léo

unnamed (2)Eram 19h30 da última quarta-feira, 07 de outubro, e a expectativa já era grande entre as pessoas que aguardavam ansiosamente para receber os restos mortais do fundador da Comunidade Bethânia, Pe. Léo. Em um carro repleto de crianças vestidas de anjo, os restos mortais do sacerdote conhecido nacionalmente, chegaram na cidade de São João Batista (SC). Uma Missa presidida pelo Pe. Vicente e concelebrada pelos padres de Bethânia foi realizada para coroar este momento histórico. A celebração marcou também o encerramento do Cerco de Jericó que faz parte das comemorações dos 20 anos da Comunidade Bethânia.

Os restos mortais do Pe. Léo ficarão em Bethânia em uma capela reservada no Memorial para visitações. Em sua homilia, Pe. Vicente destacou a participação da família do sacerdote neste processo tão importante. “Bethânia agradece de todo o coração aos irmãos e todos os familiares do Pe. Léo que foram tão generosos e prestativos em participar e apoiar este momento. Léo foi quem ouviu a inspiração do Espírito Santo em iniciar este projeto, ele amou até o seu último minuto esta Comunidade. Para nós, é emocionante recebê-lo novamente em casa”, ressaltou Pe. Vicente.

Padre Léo se tornou famoso por ser um humorista da Sagrada Escritura. Fundador da Comunidade Bethânia e incansável na missão, deixou como maior exemplo uma verdadeira proposta de acolhimento num mundo tão cheio de individualismo. “Os ensinamentos do Pe. Léo perpetuam gerações. A memória é viva em nosso meio. Procuramos colocar em prática em nosso dia a dia, tudo aquilo que ele sonhou para Bethânia”, disse Pe. Vicente.

Após 16 anos de sacerdócio, vivendo integralmente o seguimento de Cristo, Tarcísio Gonçalves Pereira, mais conhecido como Pe. Léo, veio a falecer em 04 de janeiro de 2007, aos 45 anos, vítima de infecção generalizada por causa de um câncer no sistema linfático.

Eventos em comemoração aos 20 anos

A programação em alusão aos 20 anos de fundação da Comunidade segue até o dia 12 de outubro, data da grande festa. Nesta quinta-feira, 08, haverá uma Missa presidida pelo Arcebispo, Dom Wilson Tadeu Jönck, scj, na Comunidade Bethânia. Na sexta, 09, será realizado o III Colóquio sobre Dependência Química, às 13h, no Centro Cultural de São João Batista. Já às 20h ocorrerá o lançamento da “Biografia Padre Léo”, também no mesmo local.

No sábado, 10, ápice da programação, uma Celebração Eucarística, às 19h, antecederá o show gratuito com o missionário e músico católico, Eugênio Jorge, ambos no Centro de Eventos de São João Batista. O domingo contará com a Missa, às 11h.

Para encerrar toda a programação, no dia 12 de outubro, está sendo organizada um Missa, às 15h, em comemoração aos 20 anos de fundação e lançamento da Pedra Fundamental da Igreja do Espírito Santo.

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Sínodo da Família inicia no Vaticano

Sínodo da Família inicia no Vaticano

Sínodo

 

Cidade do Vaticano (RV) – Os trabalhos sinodais tiveram início esta segunda-feira (05/10) com a primeira Congregação Geral.
Depois de rezarem a hora média e da saudação do Presidente-delegado, Card. Vingt-Trois, os padres sinodais ouviram o discurso do Santo Padre.
“A Igreja retoma hoje o diálogo iniciado com a proclamação do Sínodo Extraordinário sobre a família e certamente também muito antes, para avaliar e refletir juntos sobre o texto do Instrumento de Trabalho elaborado pela Relatio Synodi e pelas respostas das Conferências Episcopais e dos organismos autorizados”, afirmou.
Sínodo é caminhar juntos
Francisco recordou que o Sínodo não é um congresso ou um parlatório, não é um parlamento nem um senado. Mas é um caminhar juntos, com o espírito de colegialidade e de sinodalidade, adotando corajosamente a parresia, o zelo pastoral e doutrinal, a sabedoria, a franqueza e colocando sempre diante dos olhos o bem da Igreja, das famílias.
“O Sínodo é uma expressão eclesial, isto é, a Igreja que caminha unida para ler a realidade com os olhos da fé e com o coração de Deus. O Sínodo se move necessariamente no seio da Igreja e dentro do santo povo de Deus, do qual nós fazemos parte na qualidade de pastores, ou seja, de servidores. Além disso, o Sínodo é um espaço protegido onde a Igreja experimenta a ação do Espírito Santo. No Sínodo, o Espírito fala através da língua de todas as pessoas que se deixam guiar pelo Deus que sempre surpreende, pelo Deus que revela aos pequeninos aquilo que esconde aos sábios e aos inteligentes; pelo Deus que criou a lei e o sábado para o homem e não vice-versa; pelo Deus que deixa as 99 ovelhas para procurar a única ovelha perdida; pelo Deus que é sempre maior do que nossas lógicas e dos nossos cálculos.”
Espírito Santo
Todavia, advertiu o Papa, o Sínodo só poderá ser um espaço da ação do Espírito Santo se os participantes se revestirem de coragem apostólica, de humildade evangélica e de oração confiante:
“A coragem apostólica que não se deixa intimidar nem diante das seduções do mundo, que tendem a apagar do coração dos homens a luz da verdade, substituindo-a com pequenas e temporárias luzes; a humildade evangélica que sabe esvaziar-se das próprias convicções e preconceitos para ouvir os nossos irmãos; humildade que leva a apontar o dedo não contra os outros para julgá-los, mas para estender a mão, para erguê-los sem jamais se sentir superiores a eles”.
Sem ouvir Deus, concluiu o Papa, “todas as nossas palavras serão somente palavras que não saciam nem servem. Sem deixar-se guiar pelo Espírito, todas as nossas decisões serão somente decorações que, ao invés de exaltar o Evangelho, o cobrem e o escondem”.
Por fim, o Pontífice agradeceu a todos que trabalham e trabalharam para a realização do Sínodo, pedindo a intercessão da Sagrada Família para os trabalhos sinodais.
Fonte: Rádio Vaticano

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Caminhada da Paz 2015

Caminhada da Paz 2015

O ano de 2015 foi proclamado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como o Ano da Paz. Iniciou no primeiro domingo do Advento, 30 de novembro de 2014, e encerrará no Natal de 2015.

As paróquias e comunidades da Arquidiocese de Florianópolis se preparam para uma grande mobilização para bem viver este evento. Toda programação da celebração do Ano da Paz está concentrada para o dia 04 de outubro, onde várias cidades vão promover a “Caminhada da Paz”.

Programação para o dia 04 de outubro

– Beira Mar de São José, às 08h:SESI Corridas e Caminhada do Bem. O evento, promovido pela FIESC/SESI, em parceria com a Ação Social Arquidiocesana (ASA), pretende auxiliar as instituições sociais, já que parte do valor da inscrição será revertida para esta finalidade. Reunirá as Foranias da Arquidiocese de Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São José e Biguaçu;

– Estádio Hercílio Luz (sede do Marcílio Dias), 08h30, Itajaí: Toda Forania de Itajaí, que reúne as oito paróquias, estará concentrada no Estádio;

– Parque de Coqueiros, 09h: Reunirá a Forania Florianópolis Continente. Todos saem em procissão do Balneário do Estreito até o Parque de Coqueiros, onde acontecerá uma Missa campal às 10h;

– Forania de Brusque: caminhada com saída da Igreja Matriz São Luiz Gonzaga (centro), a partir das 14h até o Santuário de Azambuja, onde será celebrada uma Missa;

– Forania de Tijucas, 16h: caminhada com saída da Concha Acústica, centro de Tijucas. Chegada na Igreja Matriz, onde será realizada a Celebração Eucarística;

– Paróquia do Divino Espírito Santo, Camboriú, 09h30: Missa na Praça das Figueiras, com bênção de 16 oliveiras, árvore símbolo da paz. Estas oliveiras serão plantadas em cada uma das 16 comunidades da Paróquia. Após a Missa haverá a caminhada pela paz, nas ruas centrais de Camboriú.

– Paróquia Santo Antônio, Itapema, 18h: Os fiéis saem em procissão da localidade Alto São Bento, passam por outras comunidades até a Praça da Paz, onde será celebrada uma Missa às 19h30.

 

Fonte: Site Arquidiocese de Florianópolis

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