Depois de comungar, o que é mais aconselhável?

Depois de comungar, o que é mais aconselhável?

A Igreja nos ensina que após receber a Sagrada Hóstia, presença real de Jesus (corpo, sangue, alma e divindade), Ele está substancialmente presente em nós até que nosso organismo consuma as espécies do trigo; isto pode levar cerca de 15 minutos. Depois disso, Jesus passa a estar em nossa alma pela ação do Espírito Santo e de Sua graça.

O grande São Pedro Julião Eymard, em seu livro “Flores da Eucaristia” (Ed. Palavra Viva, Sede Santos!, Distribuidora Loyola, pgs 131-135), nos ensina a importância da Ação de Graças. Transcrevo aqui alguns de seus ensinamentos para a sua meditação:

“O momento mais solene de vossa vida é o da Ação de Graças, em que possuis o Rei da Terra de do Céu, vosso Salvador e Juiz, disposto a vos conceder tudo o que Lhe pedirdes”.

“A Ação de Graças é de imprescindível necessidade, a fim de evitar que a Santa Comunhão degenere num simples hábito piedoso.”

“Nosso Senhor permanece pouco tempo em nossos corações, após a Santa Comunhão, porém os efeitos de Sua Presença se prolongam. As santas espécies são como que um invólucro, o qual se rompe e desaparece para que o remédio produza seus salutares efeitos no organismo. A alma se torna então como um vaso que recebeu um perfume precioso.”

“Consagrai à Ação de Graças meia hora se for possível, ou, pelo menos, um rigoroso quarto de hora (15 minutos). Dareis prova de não ter coração e de não saber apreciar devidamente o que é a Comunhão, se, após haver recebido Nosso Senhor, nada sentísseis e não Lhe soubésseis agradecer.”

“Deixai, se quiserdes, que a Santa Hóstia permaneça um momento sobre a vossa língua a fim de que Jesus, verdade e santidade, a purifique e santifique. Introduza-a depois em vosso peito, no trono do vosso coração, e, adorando em silêncio, começai a Ação de Graças” (pg. 131).

“Adorai Jesus sobre o trono de vosso coração, apoiando-vos sobre o Dele, ardente de amor. Exaltai-Lhe o poder… proclamai-o Senhor vosso, confessai–vos ser feliz servo, disposto a tudo para Lhe dar prazer.”

“Agradecei-Lhe a honra que vos fez, o amor que vos testemunhou, e o muito que vos deu nesta Comunhão! Louvai a Sua bondade e o seu amor para convosco, que sois tão pobre, tão imperfeito, tão infiel! Convidai os anjos, os santos, a Imaculada Mãe de Deus para louvá-Lo e agradecer-Lhe por vós. Uni-vos às ações de graças amantes e perfeitas da Santíssima Virgem.”

“Agradeçamos por meio de Maria, pois quando um filho pequeno recebe alguma coisa cabe à mãe agradecer por ele. A Ação de Graças identificada com a de Maria Santíssima será perfeita e bem aceita pelo Coração de Jesus.”

“Na Ação de Graças de Comunhão, chorai os vossos pecados aos pés de Jesus com Madalena (Jo 12,3), prometei-lhe fidelidade e amor, fazei-Lhe o sacrifício de vossas ações desregradas, de vossa tibieza, de vossa indolência em empreender o que vos custa. Pedi-Lhe a graça de não mais O ofender, professar-Lhe que preferis a morte ao pecado.”

“Pedi tudo o que quiserdes; é o momento da graça, e Jesus está disposto a vos dar o próprio Reino. É um prazer que Lhe proporcionamos, oferecer-Lhe ocasião de distribuir seus benefícios.”

“Pedi-lhe o reinado da santidade em vós, em vossos irmãos, e que a sua caridade abrase todos os corações.”

Na Ação de Graças podemos e devemos orar pela Igreja, pelas necessidades, intenções e saúde do Papa e de nossos bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, coordenadores de comunidades, missionários, catequistas, vocações sacerdotais e religiosas, etc.

É o momento privilegiado para pedir a Jesus, pelo Seu Sacrifício, o sufrágio das almas do Purgatório (dizendo-Lhe os nomes), de pedir por cada pessoa de nossa família e de todos os que se recomendaram às nossas orações e por todos aqueles por quem somos mais obrigados a rezar. E supliquemos a Jesus todas as graças necessárias para podermos cumprir bem a missão que Ele nos deu nesse mundo, seja familiar, profissional ou apostólica. É também o momento de nossa cura interior, pelo Sangue de Jesus.

Não nos esqueçamos nunca do que Ele disse: “Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira” (Jo 15, 1-6). É melhor não Comungar do que Comungar mal.

Fonte: Aleteia

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Divulgado Cartaz da Campanha Missionária 2015

Divulgado Cartaz da Campanha Missionária 2015

Missão

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) divulgaram o cartaz da Campanha Missionária de 2015, que será realizada em outubro, mês dedicado às missões. O material traz em destaque o tema e o lema desta edição, respectivamente, “Missão é servir” e “Quem quiser ser o primeiro seja o servo de Deus”. A proposta está em consonância com o lema da Campanha da Fraternidade 2015, “Eu vim para servir”.

“O cartaz retrata várias situações vividas pelos missionários e missionárias na missão de servir. Os cenários destacam a Igreja em saída, com as portas abertas para servir em diferentes realidades e contextos de missão em todo o mundo”, explica o diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti.

O padre ressalta que as cores utilizadas nas imagens representam os cinco continentes e lembram que toda a comunidade tem o dever de cooperar com a missão universal. Segundo ele, “a cruz é sinal da identidade dos discípulos missionários de Cristo, o filho de Deus enviado para servir”.

Materiais

A fim de antecipar a organização da Campanha, as 276 dioceses e prelazias do país receberão os materiais da Campanha a partir desta segunda-feira, 22. Além do cartaz, o kit é composto pelo livro da novena missionária, com a mensagem do papa para o Dia Mundial das Missões e a oração missionária, seis marcadores de página, e ainda o DVD com testemunhos.

Os envelopes para a coleta do Dia Mundial das Missões, que ocorrerá no terceiro domingo de outubro, também estão sendo enviados.

No Brasil, as POM têm a responsabilidade de organizar, todos os anos, a Campanha Missionária, em colaboração com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (Comina).

Fonte: Site CNBB

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Solenidade do Nascimento de João Batista, grande anunciador do Reino

Solenidade do Nascimento de João Batista, grande anunciador do Reino

FESTA-CORREGO-RICO-0506Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”).

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).

São João Batista, rogai por nós!

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Publicada a Laudato si: como cuidar da criação – leia a íntegra em português

Publicada a Laudato si: como cuidar da criação – leia a íntegra em português

«Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?» Este interrogativo é o âmago da Laudato si’, a aguardada Encíclica ecológica do Papa Francisco. (Clique para ler na íntegra em português)

O nome foi inspirado na invocação de São Francisco «Louvado sejas, meu Senhor», que no Cântico das Criaturas recorda que a terra «se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma mãe, que nos acolhe nos seus braços». Agora, esta terra maltratada e saqueada se lamenta e os seus gemidos se unem aos de todos os abandonados do mundo.

No decorrer de seis capítulos, o Papa convida a ouvir esses gemidos, exortando todos a uma «conversão ecológica», a «mudar de rumo», assumindo a responsabilidade de um compromisso para o «cuidado da casa comum».

O Pontífice se dirige certamente aos católicos, aos cristãos de outras confissões, mas não só: quer entrar em diálogo com todos, como instrumento para enfrentar e resolver os problemas.

Eis alguns temas analisados na Encíclica:

As mudanças climáticas

«As mudanças climáticas são um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, e constituem um dos principais desafios atuais para a humanidade». Se «o clima é um bem comum, um bem de todos e para todos», o impacto mais pesado da sua alteração recai sobre os mais pobres.

A questão da água

O Pontífice afirma claramente que «o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos». Privar os pobres do acesso à água significa «negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável».

A dívida ecológica

No âmbito de uma ética das relações internacionais, a Encíclica indica que existe uma verdadeira “dívida ecológica”, sobretudo do Norte em relação ao Sul do mundo. Diante das mudanças climáticas, há «responsabilidades diversificadas», e as dos países desenvolvidos são maiores. O Papa Francisco se mostra impressionado com a «fraqueza das reações» diante dos dramas de tantas pessoas e populações.

A raiz humana da crise ecológica

O ser humano não reconhece mais sua correta posição em relação ao mundo e assume uma posição autorreferencial, centrada exclusivamente em si mesmo e no próprio poder. Deriva então uma lógica do «descartável» que justifica todo tipo de descarte, ambiental ou humano que seja.

Mudança nos estilos de vida

A Encíclica retoma a linha proposta na Evangelii Gaudium: «A sobriedade, vivida livre e conscientemente, é libertadora». O Papa propõe mudanças nos estilos de vida, através da educação e da espiritualidade. Uma educação ambiental que incida sobre gestos e hábitos cotidianos, da redução do consumo de água, à separação do lixo até «desligar luzes desnecessárias». Para Francisco, «uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo». O Pontífice recorda, porém, que tudo isto será mais fácil a partir de um olhar contemplativo que vem da fé: «O crente contempla o mundo, não como alguém que está fora dele, mas dentro, reconhecendo os laços com que o Pai nos uniu a todos os seres».

O coração da proposta da Encíclica é a ecologia integral como novo paradigma de justiça; uma ecologia «que integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o circunda».

A esperança permeia todo o texto e, segundo Francisco, não se deve pensar que esses esforços não mudarão o mundo. A crise ecológica, portanto, é um apelo a uma profunda conversão interior. Pode-se necessitar de pouco e viver muito. (BF)

Fonte: Rádio Vaticano

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Ao pedir a intercessão dos santos estamos evocando os mortos?

Ao pedir a intercessão dos santos estamos evocando os mortos?

Se você não sabe a diferença entre intercessão dos santos e evocação dos mortos, precisa ler esta explicação

Alguns cristãos não-católicos não concordam quando nós, católicos, pedimos para os santos que estão no céu para que intercedam por nós aqui na terra. Para essas pessoas, pedir a intercessão dos santos seria a mesma coisa que evocar os mortos, o que de fato é algo condenado pelas Escrituras. mMas será mesmo que é a mesma coisa?

“… nem quem recorra à magia, consulte oráculos, interrogue espíritos ou evoque os mortos” – (Dt 18, 11).

Esta é a passagem bíblica usada pelos não-católicos para acusar os católicos por pedirem intercessão aos santos no céu. Nós somos acusados por evocação de mortos! Essa acusação é apenas um mal-entendido sobre os ensinamentos da Igreja enquanto o orar aos santos, e também um mal entendido em relação à interpretação desta passagem.

Na realidade, o texto inteiro se refere ao ocultismo, está passagem fala de pessoas que fazem apelos a forças satânicas em busca de poder, maldição sobre seus inimigos, etc. Nós católicos certamente não evocamos os mortos, não buscamos fazer com que os santos apareçam para nós, não interrogamos os espíritos, não usamos serviços como bruxaria, feitiçaria, adivinhação, etc.

Orar para os santos não possui nenhuma relação com o contexto desta passagem. Esta passagem refere-se ao ocultismo, em nenhum lugar deste texto fala que não podemos pedir a intercessão dos santos no céu – membros do corpo de Cristo – por nós aqui na terra.

Contudo, alguns ainda irão dizer que pedir a intercessão dos santosé a mesma coisa que evocar os mortos… Será?

Onde é a morada dos mortos? No céu? Jesus diz nas escrituras:

“… E quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? Ele é Deus não de mortos, mas de vivos” (Mt 22, 31-32).

Deus não é o Deus dos mortos, mas dos vivos. Os santos, as pessoas boas estão vivas! Eles morreram fisicamente sim, mas qual é o sentido real da morte? A morte temporária do corpo aqui na terra, ou a morte eterna de uma alma que se separa do amor de Deus? Aqueles que morreram em amizade com Cristo, estão na verdade mais vivos que nós que estamos aqui na terra.

Mas, se ainda assim, evocação dos mortos se refere aos santos que estão no céu, não teria Deus então, quebrado seu próprio mandamento na transfiguração?

“… Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus” (MT 17, 1-3).

Moisés e Elias apareceram e conversaram com Jesus, teria Jesus quebrado seu próprio mandamento por evocar os mortos? Isso é muito mais que pedir a intercessão de um santo, nesta passagem Moisés e Elias estão frente a frente não só com Jesus, mas também com os que acompanham Jesus. Jesus teria quebrado seu próprio mandamento? Não! Porque o Senhor é Deus dos vivos e não dos mortos, Moisés e Elias estão vivos, ao contrário Jesus teria nos dado um mau exemplo por evocar e conversar com os mortos, mas nós sabemos que este não é o caso.

Esse texto de Deuteronômio refere-se então a pratica do ocultismo e não possui nenhuma ligação com o que os católicos fazem ao pedirem intercessão para os santos. Quando os católicos pedemintercessão aos santos, não quer dizer que estamos adorando os santos, ou adorando Maria, estamos simplesmente pedindo a intercessão deles por nós, assim como fazemos entre nós aqui na terra.

Nós não adoramos os santos, nós não atribuímos a eles nada que deve ser atribuído somente a Deus. Como foi dito no começo, tudo não passa de um mal-entendido sobre o que ensina a Igreja e sobre interpretar corretamente o texto de Deuteronômio.

Fonte: aleteia.org

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84 anos do martírio de Albertina Berkenbrock, a beata catarinense

84 anos do martírio de Albertina Berkenbrock, a beata catarinense

A Bem-aventurada Albertina Berkenbrock, que teve o Decreto de Beatificação assinado pelo Papa Bento XVI, no dia 16 de dezembro de 2006, foi proclamada Bem-Aventurada no dia 20 de outubro de ano de 2007, na Diocese de Tubarão, em uma celebração eucarística presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano.

Albertina Berkenbrock – conhecida pelo povo da Diocese de Tubarão como “a nossa Albertina” – nasceu no dia 11 de abril de 1919, na comunidade de São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí, Estado de Santa Catarina. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais 8 irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.
Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16 horas, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher, por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez, heroicamente, como verdadeira mártir.

O martírio e a consequente fama de santidade espalharam-se rapidamente de maneira clara e convincente. Afinal, ela foi uma menina de grande sensibilidade para com Deus e com as coisas de Deus, para com o próximo e com as coisas do próximo. Isso se depreende, com nitidez, de sua vida, vivida na simplicidade dos seus tenros anos.

Seus pais e familiares souberam educar Albertina na fé, no amor e na esperança, as virtudes teologais da religião cristã. Transmitiram-lhe, pela vida e pelo ensinamento, todas as verdades reveladas na Sagrada Escritura. E ela aprendeu a corresponder a tudo com grande generosidade de alma. Buscar em Deus inspiração e força para viver, tornou-se algo espontâneo. Rezava, pois, com alegria, seja sozinha, seja na família, seja na comunidade. Aprendeu a participar ativamente da vida religiosa, em todos os seus aspectos.

Quando chegou o tempo da catequese preparatória para os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, Albertina chamou a atenção pela forma como se preparou: com muita diligência e grandeza de coração.

A “primeira confissão” tornou-se porta aberta para se confessar freqüentemente.

A “primeira comunhão” foi uma experiência única, a tal ponto que ela própria afirmou: – “Foi o dia mais belo de minha vida!”.
A partir de então, não deixou mais de participar da Eucaristia, tornando esse sacramento “fonte e cume de sua vida cristã”. Gostava de falar, na sua forma simples de expressar-se, do mistério eucarístico como experiência do amor de Deus, compreendendo que a Eucaristia é o memorial da morte e ressurreição de Jesus, ato supremo do amor redentor.

Albertina cultivou uma devoção muito filial a Nossa Senhora, venerando-a com carinho, tanto em casa como na capela da comunidade. Participou, com intensidade, da oração do rosário junto com os familiares. Na simplicidade de coração, recomendou, seguidamente, a Maria – Mãe de Jesus e Mãe da Igreja – a sua alma e a sua salvação eterna.

Ela deixou crescer dentro de si uma afinidade muito grande com o padroeiro da comunidade, São Luís. Uma coincidência providencial, esta devoção ao Santo, que é modelo de pureza espiritual e corporal. Certamente, preparando-a também para um dia defender com sua vida este grande valor.

A formação cristã, vivida e ensinada pela família, introjetou em Albertina virtudes humanas extraordinárias: a bondade, a acolhida, a meiguice, a docilidade, o serviço. Teve uma obediência responsável; foi incansável nas atividades de trabalho e estudo; teve espírito de sacrifício; soube ter paciência, confiança e coragem.

Essas virtudes humanas foram visíveis na convivência em casa, pois sempre ajudou os seus pais e irmãos; foram visíveis na comunidade, uma vez que sempre amou todas as pessoas, o que a tornou muito admirada; foram visíveis na escola, tendo em vista que sempre se aplicou aos estudos, sempre esteve ao lado dos colegas mais necessitados de ajuda e jamais revidou ataques de menosprezo dirigidos a ela.

Os relatos que existem sobre ela comprovam o que está se afirmando em relação às virtudes humanas. Senão, vejamos: “(…) ajudava os pais nos trabalhos da casa e da roça (…) foi dócil, obediente, incansável, sacrificada, paciente (…) mesmo quando os irmãos a mortificavam, às vezes até lhe batiam, ela sofria em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente”; “(…) gozava de grande estima na escolinha local, particularmente por parte do professor, que a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade, que a distinguiam entre os colegas de escola”; “(…) ela se aplicou ao estudo”; “(…) jamais faltou à modéstia”; “(…) foi uma menina boa, estimada por colegas e adultos”; “(…) às vezes, alguns meninos punham à prova a sua mansidão, modéstia, timidez e repugnância por certas faltas (…) Albertina então se calava (…) nunca se revoltou, menos ainda nunca se vingou, mesmo quando lhe batiam”; “(…) era uma pessoa cândida, simples, sem fingimentos”; “(…) sabia destacar sua beleza feminina vestindo-se com simplicidade e modéstia”.
Além dessas virtudes humanas, a formação cristã também modelou em Albertina as virtudes cristãs

essenciais na medida em que, embora fosse uma menina de tenra idade, as entendeu e viveu: transpirando fé, amor e esperança no dia-a-dia; captando, de modo extraordinário, as verdades reveladas na Sagrada Escritura; tendo uma inclinação forte para as coisas de Deus e da religião; vivenciando com grandeza o mandamento do amor a Deus e ao próximo (cerne do cristianismo); santificando-se pela prática dos sacramentos recebidos do Batismo, da Reconciliação, da Eucaristia e da Crisma; valorizando a vida plena e a dignidade da mulher.

Essas virtudes cristãs foram visíveis no dia-a-dia de sua vida familiar e comunitária. Inúmeros relatos demonstram isso, como por exemplo: “(…) falava muitas vezes da Eucaristia e dizia que o dia de sua “primeira comunhão” fora o mais belo de sua vida”; “(…) recomendava a Maria sua alma e sua salvação eterna”; “(…) seus divertimentos refletiam seu apego à vida cristã (…) gostava de fazer cruzinhas de madeira, colocava-a em pequenas sepulturas, adornava-as com flores”; “(…) mesmo quando os irmãos a mortificavam, às vezes até lhe batiam (…) ela sofria em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente”; “(…) o seu professor a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade que a distinguiam entre os colegas de escola”; “(…) aprendeu bem o catecismo, conheceu os mandamentos de Deus e seu significado”; “(…) se pensarmos na maneira como sacrificou sua vida, conforme declarou seu professor-catequista, ela tinha compreendido o sentido do sexto mandamento no que tange ao valor da castidade, da pureza espiritual e corporal”; “(…) sua caridade era grande (…) gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas”; “(…) teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa da família (…) muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente, acariciando-os e carregando-os ao colo (…) isso é tanto mais digno de nota quanto Indalício era negro, sabendo-se que nas regiões de colonização europeia uma dose de racismo sempre esteve presente”.

Todas essas virtudes humanas e cristãs mostram que Albertina, apesar de sua pouca idade, foi uma pessoa impregnada da Trindade Santa. Correspondeu à vocação de santidade que recebeu no dia do batismo. Foi uma gigante de fé, de amor e de esperança. Viveu os valores do Evangelho de modo admirável.
Por todo o exposto, não há razão para estranhar a coragem e a fortaleza cristã manifestadas por Albertina no momento de seu martírio, a fim de defender a vida plena e a dignidade da mulher.
A Diocese de Tubarão e a Igreja do Brasil podem orgulhar-se em ter apresentado uma jovem como modelo de santidade para a juventude dos tempos de hoje e de sempre: a Bem-Aventurada ALBERTINA.

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano de Pelotas

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Igreja lembra Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Igreja lembra Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Neste ano a solenidade do Sagrado Coração de Jesus está inserida em meio a grandes festas populares e várias comemorações. Esta solenidade pós tempo de Páscoa nos remete ao Mistério Pascal, pois nos coloca diante do Senhor que deu sua vida por nós derramando seu sangue pela salvação da humanidade. Simbolizar esse amor de Deus no Coração de Jesus teve a necessidade de ajudar a caminhada cristã em experimentar a proximidade de Deus Amor em suas vidas. Creio que também hoje é este o caminho que nos tem sido indicado pelo Papa Francisco. Porém esse mistério já vem anunciado na revelação cristã desde o antigo testamento.

A devoção ao Sagrado Coração tem as suas origens na devoção popular e, sem dúvida, é uma das piedades mais difundidas e mais amada pelos fiéis. A expressão “Coração de Cristo” nos remete à totalidade de seu ser, Verbo encarnado para a salvação de toda a humanidade. Esta piedade popular tem a sua fundamentação na Sagrada Escritura. Jesus, em seu Evangelho, convida os discípulos a viverem em íntima comunhão com ele, assumindo a sua palavra como modo de vida e revelando-se um mestre “manso e humilde de coração”.

Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: “Beberemos da água que brotaria de seu Coração…quando saiu sangue e água” (Jo 7,37; 19,35).

Na Idade Média começaram a considerá-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande – que hoje está sendo cogitada como doutora da Igreja -, Margarida de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, e outros).

No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração. Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações particulares que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.

Foram divulgados inúmeros livros e imagens. As associações do Sagrado Coração subiram em um século, desde meados do XVIII, de 1000 a 100.000. Umas vinte congregações religiosas e vários institutos seculares foram fundados para estender seu culto de mil formas. O apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção, contava já em 1917 com 20 milhões de associados. E em 1960 chegava ao dobro em todo o mundo, passando de um milhão na Espanha; suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições. A maior instituição de todo o mundo.

A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773). E assim passou por várias vicissitudes pois trazia em seu bojo a revelação da misericórdia de Deus manifestada no Coração de Jesus.

Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874). E a Espanha em 1919, em 30 de maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos. Onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S.J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: “Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes”.

A importância que a Igreja concede atualmente ao Sagrado Coração, esta sublinhada pela categoria de solenidade, das quais há somente 14 ao ano no calendário universal. Além disso, a festa de Cristo Rei, também solenidade, está estreitamente unida à espiritualidade do Sagrado Coração. Pio XI declarou ao instituí-la que precisamente a Cristo é reconhecido como Rei, por famílias, cidades e nações, mediante a consagração a seu Coração. E determinou que em tal festa fosse renovado todos os anos a consagração do mundo ao Coração de Cristo.

Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular nossa prática cristã pondo especial interesse em celebrar sua festa: comungando, assimilando seus ensinamentos, utilizando as orações litúrgicas, a consagração, etc. Como dizia Pio XI na encíclica “Quas primas”: “As celebrações anuais da liturgia têm uma eficácia maior que os solenes documentos dos magistérios para formar ao povo nas coisas da fé”.

A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, desde que se meditava no lado e no Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração foram abertas as portas do Céu.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

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Encontro paroquial do Apostolado da Oração

Encontro paroquial do Apostolado da Oração

A Capela São José vai receber, no dia 14 de junho, o Encontro paroquial do Apostolado da Oração ao Sagrado Coração de Jesus. O encontro é tradicional e acontece uma vez no ano, para que os integrantes do Apostolado da Oração possam juntos rezarem e refletirem sobre tal devoção.

São esperados cerca 60 pessoas, dos 5 centros de toda paróquia. A programação tem inicio às 08h30 com a acolhida dos participantes e das bandeiras. Após esse momento serão convidados a refletir sobre o tema “Coração de Jesus, lugar de encontro da misericórdia e Salvação” durante a palestra do Frei Cid.

A coordenadora paroquial do Apostolado da Oração, Lúcia Maria Kammers, diz que esse encontro é muito importante, para gerar a união entre todos. O encontro vai encerrar com a Santa Missa às 15h00

Conheça a história da Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Coração de JesusA devoção ao Sagrado Coração de Jesus surgiu no século XVII após Santa Margarida Maria de Alacoque receber a visita do Senhor. As aparições aconteceram três vezes, e Jesus dizia a religiosa que seu Coração amava profundamente os homens. Porém, em troca desse Amor recebia somente ingratidão. No dia 11 de junho de 1899 o então Papa Leão XIII consagrou todo o gênero humano ao Sagrado Coração de Jesus. E assim sendo essa devoção se espalhou pelo mundo.

Conheça as 12 promessas que o Senhor vez aos que se consagrarem ao seu coração:

1ª Promessa: “Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado”.

2ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”.

3ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”.

4ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.

5ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”.

6ª Promessa: “Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias”.

7ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.

8ª Promessa: “As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição”.

9ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”.

11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”.

12ª Promessa: “A todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

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Aos 64 anos, falece Frei Nilton Steckert em Ituporanga

Aos 64 anos, falece Frei Nilton Steckert em Ituporanga

nilton_10Faleceu às 4h10, desta quarta-feira, 10 de junho, Frei Nilton W. Steckert, no Hospital Senhor Bom Jesus, de Ituporanga, onde estava internado deste o dia 7 de junho. As causas da morte apontadas pelo médico são: septicemia, choque séptico, enfisema pulmonar, broncopneumonia e diabetes. O velório será realizado na Igreja Matriz Santo Estêvão, em Ituporanga, a partir das 9h00. A missa das exéquias será amanhã, quinta-feira, 11 de junho, às 9h00.

Dados pessoais e formação

· Nascimento – 09.03.1951 (64 anos de idade).
· Natural de Forquilhinha, SC.
· 20.01.1981 – Admissão ao Noviciado, em Rodeio, SC.
· 20.01.1982 – Primeira Profissão, em Rodeio, SC. (33 anos de Vida Franciscana);
· 02.08.1985 – Profissão Solene;
· 13.12.1986 – Ordenação Diaconal;
· 31.12.1987 – Ordenação Presbiteral; (27 anos de Sacerdócio);
· 13.12.1987 – Guaratinguetá (Sevoa), estágio pastoral;
· 21.01.1989 – Canoinhas – vigário da casa e vigário paroquial;
· 06.12.1990 – Blumenau – vigário paroquial;
· 18.01.1992 – Angelina – guardião e pároco;
· 29.11.1997 – Concórdia – vigário paroquial; ecônomo da fraternidade (2001); assistente da Fraternidade OFS (2002);
· 07.11.2003 – Forquilhinha – coordenador da Fraternidade e pároco;
· 11.04.2005 – Secretário do Secretariado da Evangelização (até o Capítulo de 2006);
· 17.12.2009 – Petrópolis – Sagrado – atendente conventual e curso Master de Evangelização;
· 08.07.2010 – Santos – vigário paroquial;
· 12.12.2012 – Ituporanga – vigário paroquial;

Frade menor

Frei Nilton vem de família luterana. O pai faleceu com 22 anos. A mãe e os 4 filhos tornaram-se então católicos. Já tinha mais de 20 anos quando iniciou os estudos em Agudos. Seu hobby preferido era pescar. No seu ministério sacerdotal, Frei Nilton tinha grande zelo pastoral e atendia com cuidado as pessoas. Conheci-o quando ainda seminarista. Por ter mais idade, o víamos como um irmão mais velho.
Que o Senhor de misericórdia acolha entre seus eleitos o bondoso Frei Nilton.

Fonte: Frei Walter de Carvalho Júnior

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A PEDIDO DO PAPA: Vaticano construirá dormitórios para moradores de rua

A PEDIDO DO PAPA: Vaticano construirá dormitórios para moradores de rua

O Papa Francisco pediu a construção de dormitórios para os moradores de rua que circulam em torno do Vaticano

Depois dos chuveiros, dos barbeiros, das refeições quentes na estação de trem e dos guarda-chuvas gratuitos, os moradores de rua de Roma ganham mais um presente do Papa: um dormitório.

O local fica próximo à Praça São Pedro, onde funcionava uma agência de viagens. O prédio será reformado e adaptado como dormitório para trinta leitos, ficará aberto apenas às noites e terá voluntários trabalhando. Ainda não foi estabelecida a data de inauguração, pois as obras ainda estão em curso.

A notícia foi confirmada pelo polonês dom Konrad Krajewski, o ‘homem da caridade’ no Vaticano, à Agência Vatican Insider. O programa, como reiterou o arcebispo, é sempre o mesmo: “restituir dignidade às pessoas”.

Fonte: Canção Nova, com colaboração de News.va

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