Liturgia dominical: Três é demais!

Liturgia dominical: Três é demais!

551886__holy-trinity-one-god_p1“Um é pouco, dois é bom, três é demais”. Na matemática divina, este dito não se confirma. Em Deus, na trindade, três é bom sim, aliás, três é o melhor que poderia acontecer à humanidade. Se um pode dar a ideia de individualismo e dois de uma relação exclusivista e estéril, três denota comunhão, abertura, movimento doação de si e acolhimento do outro. Como diz a juventude “Três é demais! É show! É massa! É tudo de bom!”. E é por conta deste modo impressionante de Deus ser que Moisés O exalta e convida o povo a exaltá-Lo: “Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima no céu e cá embaixo na terra e que não outro além dele” (Dt 4,39). Moisés garante que guardar os mandamentos deste Deus atento e dedicado a seu povo é garantia de felicidade.
No Mistério da Trindade acontece o plano divino, do Pai que cria, do Filho que salva e do Espírito que ama, todos os três sintonizados numa atitude de entrega que extravasa todo limite num amor que jamais sucumbe e no qual fomos mergulhados no dia de nosso batismo. Deus-trindade nos atesta que nascemos para viver juntos, compartilhando a vida, superando obstáculos, vibrando com as conquistas. Este é o modo de ser do povo que se deixa guiar por Deus-comunidade. Celebremos, com alegria, a Festa de Deus que se faz comunhão e nos chama à unidade!

Fonte: Frei Gustavo Medella
Franciscanos – Província da Imaculada Conceição do Brasil

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CNBB promove Peregrinação e Simpósio sobre a Família

CNBB promove Peregrinação e Simpósio sobre a Família

anuncio revista.inddMilhares de famílias são esperadas neste final de semana, dias 30 e 31 de maio, em Aparecida (SP), para 7ª Peregrinação e 5º Simpósio Nacional da Família. Com o tema “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”, a programação dos eventos contará com momentos de oração, palestras, testemunhos e missas na basílica nacional. A atividade de evangelização é organizada pela Comissão para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão para a Vida e a Família, dom João Bosco Barbosa de Sousa, recorda que os eventos estão em sintonia com o caminho Sinodal para a Assembleia Ordinária, convocada pelo papa Francisco. “As famílias do Brasil são convidadas para esse grande encontro na Casa da Mãe Aparecida. Queremos convidar todos aqueles que amam a família, os agentes de Pastoral Familiar, as dioceses, paróquias e comunidades”, motiva dom João Bosco.

O bispo auxiliar de Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli, juntamente com os demais bispos membros da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, participarão da solenidade de abertura do evento, com casal coordenador nacional, Roque e Verônica Rhoden.

Transmissões ao vivo

A TV Aparecida fará a transmissão ao vivo das palestras do Simpósio, a partir das 9h50 até o meio-dia, do sábado, 30 de maio. No período da manhã, está prevista mesa redonda que abordará os seguintes temas: “Anunciar o Evangelho da família”; “Curar as feridas na família”; “Acolher a vida e educar para o amor”, com a presença de especialistas, bispos, padres e casais da Pastoral Familiar.

À tarde, a programação contará com testemunhos de casais e animação musical, com show. Entre 16 e 17h30, haverá procissão luminosa e momento de oração. Em seguida, missa, às 18h, na basílica, abrindo oficialmente a Peregrinação Nacional da Família.

Missas da Família

No domingo, 31, a programação continua com missas às 5h30, às 8h (com transmissão ao vivo pela TV Aparecida), 10h e às 12h, sendo presidida pelos bispos da Comissão para a Vida e a Família da CNBB. Dioceses, paróquias e comunidades já começaram a organizar suas caravanas rumo ao Santuário Nacional, para celebrar a vida e a família.

Informações

No sábado, 30 de maio, o Simpósio terá início às 8h, com recepção e credenciamento dos peregrinos no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado da praça de alimentação do santuário nacional. Pede-se a colaboração de R$ 5,00 reais por adulto. Crianças não pagam. As contribuições serão destinadas aos custeios da organização do evento.

Compartilhe nas redes sociais: #Peregrinação2015EUVOU!

Confira a Programação

8h00 –Recepção

8h45 – Composição de mesa de abertura

9h00 – Palavra de boas-vindas de Dom Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida (SP), e Roque e Verônica Rhoden, casal coordenador nacional

9h50 – Composição da mesa redonda

10h00 – Mesa redonda (30 minutos para cada um)

• Anunciar o Evangelho da Família – Dom João Bosco Barbosa de Sousa, presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB

• Curar as feridas na família – Mário e Sarita Prisco

• Acolher a vida e educar para o amor – Pedro e Ketty de Rezende

11h55 – Angelus (Dom João Bosco Barbosa)

12h00 – Almoço

13h30 – Animação

14h00 – 1° Testemunho

14h20 – música

14h30 – 2° Testemunho

14h50 – música

15h00 – 3° Testemunho

15h20 – música

15h30 – Tempo para avisos e deslocamento para o Santuário

16h00 – Início Terço no altar central da Basílica

17h30 – Término do Terço

18h00 – Missa de abertura da Peregrinação – Dom Darci José Nicioli

20h00 – Padre do Santuário

Missas do Domingo no Santuário:

5h30 – Padres do Santuário Nacional

8h00 – Dom João Bosco Barbosa de Sousa – Presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB

10h00 – Dom João Bosco Barbosa de Sousa – Presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB

12h00 – Dom João Carlos Petrini – Bispo de Camaçari (BA)

Fonte: Cnbb

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Papa na solenidade de Pentecostes: É preciso mais homens e mulheres abertos ao Espírito Santo

Papa na solenidade de Pentecostes: É preciso mais homens e mulheres abertos ao Espírito Santo

Pentecost_Mass_in_St._Peters_Basilica_B.Petrik_24.5_3“O mundo tem necessidade de homens e mulheres que não estejam fechados, mas repletos de Espírito Santo”, disse o Papa na sua homilia da Missa pela Solenidade de Pentecostes neste domingo, 24, em Roma, acrescentando que o fechamento ao Espírito não apenas é falta de liberdade, mas também pecado, e deu exemplos de como os cristãos se fecham ao Espírito.

Perante milhares de fiéis reunidos na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa neste Domingo de Pentecostes. Na sua homilia, recordando as palavras do Senhor no Evangelho de hoje («Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (…) Recebei o Espírito Santo»), o Papa falou da efusão do Espírito, que já teve lugar na tarde da Ressurreição, mas que se repete, e com sinais extraordinários, no dia de Pentecostes. Como resultado, disse Francisco, os apóstolos receberam uma força tal que os impeliu a anunciar, nas diferentes línguas, o evento da Ressurreição de Cristo:

«Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas». Juntamente com eles, estava Maria, a Mãe de Jesus, primeira discípula, Mãe da Igreja nascente. Com a sua paz, com o seu sorriso e com a sua maternalidade, acompanhava a alegria da jovem Esposa, a Igreja de Jesus”, ressaltou o Santo Padre.

“Aos Apóstolos, incapazes de suportar o escândalo da Paixão do seu Mestre, o Espírito dará uma nova chave de leitura para os introduzir na verdade e beleza do evento da Salvação. Estes homens, antes temerosos e bloqueados, fechados no Cenáculo para evitar repercussões da Sexta-feira Santa, já não se envergonharão de ser discípulos de Cristo, já não tremerão perante os tribunais humanos. Graças ao Espírito Santo, de que estão repletos, compreendem «a verdade completa», ou seja, que a morte de Jesus não é a sua derrota, mas a máxima expressão do amor de Deus; um amor que, na Ressurreição, vence a morte e exalta Jesus como o Vivente, o Senhor, o Redentor do homem, da história e do mundo. E esta realidade, de que são testemunhas, torna-se a Boa Notícia que deve ser anunciada a todos”.

O mundo tem necessidade de homens e mulheres que não estejam fechados, mas repletos de Espírito Santo, disse ainda o Papa, acrescentando que o fechamento ao Espírito não apenas é falta de liberdade, mas também pecado, e exemplificou modos de como nos podemos fechar ao Espírito:

“Há muitas maneiras de fechar-se ao Espírito Santo: no egoísmo do próprio benefício, no legalismo rígido – como a atitude dos doutores da lei que Jesus chama de hipócritas –, na falta de memória daquilo que Jesus ensinou, no viver a existência cristã não como serviço mas como interesse pessoal, e assim por diante. O mundo necessita da coragem, da esperança, da fé e da perseverança dos discípulos de Cristo. O mundo precisa dos frutos do Espírito Santo: «amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio»”.

O dom do Espírito Santo foi concedido em abundância à Igreja e a cada um de nós, para podermos viver com fé genuína e caridade operosa, para podermos espalhar as sementes da reconciliação e da paz, disse o Papa ao concluir, pedindo para que, fortalecidos pelo Espírito e seus múltiplos dons, nos tornemos capazes de lutar, sem abdicações, contra o pecado e a corrupção e dedicar-nos, com paciente perseverança, às obras da justiça e da paz.

Fonte: ACI Digital

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Solenidade de Pentecostes

Solenidade de Pentecostes

“E ficaram cheios do Espírito Santo” (cf At 4, 2), foi assim que os apóstolos ficaram após receber a visita do paráclito no Cenáculo. Esta solenidade da Igreja é muito preciosa para nós, pois, depois desse encontro os apóstolos foram em missão para levar o Evangelho aos quatro cantos do mundo. “Celebrar Pentecostes é reconhecer que Deus está conosco em todos os momentos até o fim dos tempos” nos diz o Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM.

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Sacerdote sequestrado pelo ISIS: sobrevivi às torturas rezando o Rosário

Sacerdote sequestrado pelo ISIS: sobrevivi às torturas rezando o Rosário

DouglasBazi_BlancaRuizACIPrensa_130515O Pe. Douglas Bazi testemunhou em primeira pessoa os horrores cometidos pelo Estado Islâmico no Iraque. Foi sequestrado por este grupo terrorista muçulmano durante nove dias e agora pede para que o mundo não esqueça dos cristãos e protejam as minorias neste país do Oriente Médio.

“Não me surpreendeu que me sequestrassem, o que me surpreende é seguir vivo”, expressou o Pároco da Igreja de São Elias em Erbil (Iraque). “Um dia, depois de celebrar a missa, estava indo à casa de uns amigos, quando dois carros interromperam meu caminho e me sequestraram. Meu primeiro pensamento foi: ‘Este será o meu fim, me mataram’”, recordou o Pe. Douglas em sua entrevista ao grupo ACI.

“Vendaram os meus olhos e em seguida ameaçaram matar-me se visse os meus sequestradores. Me colocaram no porta-malas de um automóvel e me levaram a uma casa onde permaneci preso durante nove dias. Sangrava muitíssimo porque bateram no meu rosto com um martelo e com joelhadas”, relatou o Pe. Bazi.

“Me colocaram umas correntes e algemas. Permaneci lá durante nove dias horríveis. Neste momento o meu único consolo era rezar o rosário”, destacou o sacerdote.

O Pe. Bazi relatou: “Rezei os melhores rosários da minha vida com a ajuda das correntes”. Ele aconselhava os sequestradores durante o dia e de noite eles o torturavam. Ficou durante nove dias sem comer e sem tomar água.

O sequestro somente foi um dos inumeráveis ataques que recebeu, além disso os grupos radicais haviam lançado morteiros enquanto celebrava a missa. Em outra ocasião colocaram uma bomba em sua paróquia e também lhe dispararam um tiro na perna.

“Nossa comunidade está constituída por quatro pontos: Jesus, o Papa, o Bispo e o sacerdote. Por isso, quando querem atacar começam pelo sacerdote porque assim atacam a base”, assegurou o padre.

Segundo afirmou o Pe. Bazi: “Durante 100 anos meu povo sofreu oito momentos de violência contra eles. Em quatro ocasiões foram obrigados a saírem do país ou da cidade”.

“Os muçulmanos radicais não aceitam nenhum grupo educado e os cristãos são um dos últimos grupos assim”, explicou o sacerdote Iraquiano.

“O problema do Oriente Médio não é a disputa pelo petróleo, mas a briga entre os (muçulmanos) sunitas e chiitas que disputam pelo território. Isso é o único que lhes preocupa”, assinalou.

Diante desta situação dramática o Pe. Douglas admitiu: “Ninguém pode viver eternamente em uma caravana e muito menos famílias inteiras em habitações pequenas”. Por isso, pede ajuda para a construção de lugares de acolhida para os refugiados.

Além disso, insistiu: “O ponto mais importante para melhorar esta situação seria criar oportunidades culturais entre os jovens: “Pertenço a um país com mais de 6000 anos de civilização, mas agora não temos cultura, necessitamos educação, escolas. Além disso é muito importante pensar como ajudaremos nosso povo no futuro quando tirem de dentro o trauma que carregam”.

“Muitos não querem deixar o país. Nós estamos orgulhosos de ser iraquianos e também da nossa fé católica, embora o Iraque não esteja orgulhoso de que sejamos parte deste país”, conclui a entrevista do Pe. Bazi.

Fonte: ACI Digital

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Papa canoniza quatro novas santas e pede reconciliação

Papa canoniza quatro novas santas e pede reconciliação

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As beatas irmãs Joana Emília de Villeneuve, da França, Maria Cristina Brando, da Itália; irmãs Maria Baouardy e Maria Alfonsina Danil Ghattas, árabe-palestinas, foram canonizadas na manhã deste domingo (17/05) em cerimônia presidida pelo Papa na Praça São Pedro.

Francisco recordou que irmã Joana “foi um sinal concreto do amor misericordioso do Senhor” ao consagrar sua vida a Deus, aos pobres, aos doentes e aos reclusos.

Sobre irmã Maria Cristina, o Pontífice afirmou que a santa “foi completamente conquistada pelo amor ardente ao Senhor” e do encontro “coração a coração” com o Senhor, recebia a força para suportar os sofrimentos.

A respeito da vida de irmã Maria Baouardy, o Papa disse que o seu constante diálogo com o Espírito Santo a permitiu “dar conselhos e explicações teológicas com extrema clareza”, apesar de ser humilde e iletrada.

“A docilidade ao Espírito – continuou Francisco – fez com que ela fosse também instrumento de encontro e de comunhão com o mundo muçulmano”.

Já irmã Maria Alfonsina Danil Ghattas “soube bem o que significa irradiar o amor de Deus no apostolado”, disse Francisco. Ao se transformar em uma testemunha de mansidão e unidade, “ela é um claro exemplo do quanto é importante sermos uns responsáveis pelos outros, de vivermos um a serviço do outro”.

Reconciliação

Ao final da celebração, o Papa agradeceu a presença das delegações oficiais da Palestina, França, Itália, Israel e Jordânia. Ao saudar as filhas espirituais das quatro novas santas, pediu que, pela intercessão das novas santas, o Senhor conceda um novo impulso missionário aos respectivos países de origem.

“Inspirando-se aos seus exemplos de misericórdia, de caridade e reconciliação, possam os cristãos destas terras olhar com esperança ao futuro, prosseguindo no caminho da solidariedade e da convivência fraterna”, concluiu Francisco para, então, recitar a Oração Mariana do Regina Coeli e conceder a todos a sua bênção apostólica.

Fonte: Rádio Vaticano

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Ascensão do Senhor: Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?

Ascensão do Senhor: Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?

meio2Ite, missa est”, dizia o sacerdote ao fim da celebração na liturgia pré-Conciliar. “Podem ir, estão dispensados”, seria uma das traduções possíveis. Na atualidade, a fórmula passou a ser: “Ide em Paz, o Senhor vos acompanhe”. É mais do que uma despedida. É um envio missionário ou, conforme diz a expressão, “Termina a missa e começa a missão”. Aos apóstolos e discípulos, o contato íntimo e próximo com Jesus vivo e ressuscitado conferiu a maturidade suficiente para que levassem adiante a missão confiada pelo Mestre. Estavam qualificados para serem testemunhas fiéis de Jesus Cristo, que voltava para junto do Pai.

Encantados com a despedida, os discípulos permaneceram olhando para o céu, no que foram imediatamente advertidos: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?” (At 1,11). A proposta agora é que partissem, levassem ao mundo e às pessoas a mensagem do Evangelho, encarnada em palavras, ações e atitudes de transformação, sempre para melhor, da realidade. Antes de subir aos céus para junto do Pai, o Ressuscitado fez questão de mostrar aos discípulos que estaria sempre com eles pela ação do Espirito Santo.

Assim permanece até hoje. O encontro com Cristo na missa, através da Palavra de Deus proclamada e partilhada, da Eucaristia repartida e distribuída, da comunidade de fé que se reúne, é a garantia de que Ele permanece conosco, de que caminha ao nosso lado. Levá-lo para todos os ambientes onde vivemos e convivemos é a nossa missão.

Neste Domingo da Ascenção, celebramos também o Dia Mundial das Comunicações. É para nos recordar que comunicar a ação efetiva de Cristo no mundo é tarefa central de nossas vidas. Em sua mensagem para o Dia das Comunicações deste ano, o Papa Francisco aponta a Família como ambiente por excelência para se viver os valores do encontro e da gratuidade, no amor. Mesmo com todas as lutas e dificuldades vividas no contexto familiar, é neste ambiente que o ser humano se introduz no mundo, é através da família que é chamado à vida, ao crescimento e à maturidade. Em sua mensagem, em momento nenhum o Papa assume um tom pessimista ou de lamentação mas, ao contrário, nos convida a olharmos a realidade das famílias e das pessoas com os olhos da misericórdia, buscando encontrar as sementes da Boa Nova que o Senhor espalha entre seus filhos e filhas. Vamos seguir em frente. Trabalho não nos falta. O Senhor sobe aos céus para ficar mais perto de nós. Ele está conosco!

Fonte: Frei Gustavo Medella
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

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Os dons infusos do Espírito Santo

Os dons infusos do Espírito Santo

Os dons infusos produzem os frutos, perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna

Desde o batismo ,o Espírito habita em nós (cf. 1 Cor 3,16; 6,19) e gera em nós os dons de santificação, também chamados dons infusos: Ciência, Entendimento, Sabedoria, Conselho, Piedade, Fortaleza e Temor de Deus. Com a Crisma, esses dons crescem no cristão. Os Sete dons do Espírito Santo.

Os dons infusos do Espírito Santo
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

“Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Porque o templo de Deus, que sois vós é santo” (1 Cor 3,16). “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual vos foi dado por Deus? (1 Cor 6,19).
O nosso Catecismo diz: “A vida moral dos cristãos é sustentada pelos dons do Espírito Santo. Estes são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do mesmo Espírito” (n. 1830).

Os dons do Espírito Santo são como que “auxiliares das graças”, os seus “lubrificantes”. São predisposições para a santidade que o batismo infunde na nossa alma junto com a graça santificante e as virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e morais (justiça, fortaleza, prudência e temperança).

Além dos dons infusos, o Espírito Santo produz nos fiéis os frutos, que são perfeições que o divino Espírito forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: “caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade” (Gl 5,22-23 vulg.).

Os sete dons do Espírito Santo em plenitude pertencem a Cristo. Completam e levam à perfeição as virtudes daqueles que os recebem. Tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às inspirações divinas. “Que o teu bom espírito me conduza por uma terra aplanada” (Sl 143,10). “Todos os que são conduzidos pelo Espírito Santo são filhos de Deus. Filhos e, portanto, herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (Rm 8,14.17).

Somente pela ação do Espírito Santo em nós é que podemos conquistar a santidade. É ele que, desde o batismo, vem habitar em nós para nos fazer “templos do Deus vivo”; ou, como disse São Pedro, “pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, a oferecer vítimas espirituais agradáveis a Deus, por Cristo” (1Pe 2,5). São Pedro Julião Eymard disse que “é dogma de fé que, sem o auxílio do Espírito Santo, não podemos ter um pensamento sobrenatural; apenas naturais”.

O Espírito de Jesus habita em nós para fazer-nos imagens de Jesus (Rom 8,29), o Homem perfeito e Santo. Desde o batismo, o Espírito habita em nós com a Trindade Santíssima e nos dá os dons de santificação: Sabedoria, Ciência, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Piedade e Temor de Deus. A Igreja nos ensina que, mediante esses dons, o Espírito nos dirige para a santificação, à medida que a nossa disposição coopera com a graça.

Muitas vezes, pedimos um ou outro dom do Espírito Santo. Devemos ter a coragem de pedir todos eles, para que Deus venha sempre em socorro de nossas fraquezas e nos ajude a crescer na busca da santidade de vida e no engajamento à missão evangelizadora de anunciar a Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – ao mundo, para que o mundo creia e a paz, a concórdia e a misericórdia reinem entre nós.

Peçamos, humildemente, a Virgem Maria Aparecida,  esposa do Espírito Santo, que  interceda por nós junto a Deus, concedendo-nos  a graça de recebermos os divinos dons, apesar de nossa indignidade, de nossa miséria, de nossa fragilidade e fraqueza. O próprio Jesus, Nosso Redentor, recomenda-nos:  “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto”(Mt 7, 7).

Façamos a experiência e possamos experimentar as chuvas de bênçãos que Pentecostes nos proporcionará. Amém!

Fonte: Prof. Felipe Aquino – Canção Nova

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Peregrinar a pé ao encontro de Nossa Senhora

Peregrinar a pé ao encontro de Nossa Senhora

nossa senhora de fátima

As motivações dos jovens que peregrinam a pé a Fátima

Seis horas da manhã. O dia ainda não nasceu, mas os pés fazem-se à estrada depois do “Envio”. Às costas, a vontade de agradecer a Nossa Senhora de Fátima a licenciatura que terminou no verão passado, porque “durante os pontos mais baixos da minha vida, durante a licenciatura, sempre tive Nossa Senhora ao meu lado, e este é o meu agradecimento”. As palavras são da Catarina Trabulo, 22 anos, escoteira desde pequena, que em outubro passado resolveu peregrinar a Fátima. Cinco dias a andar, para chegar e enfrentar uma chuva torrencial na sua primeira noite numa procissão das velas em Fátima. Tudo por «agradecimento». “Sempre disse que, no final do curso, queria vir a Fátima a pé agradecer por tudo”, diz.

Mas porquê a pé, se há meios de transporte bem mais rápidos e confortáveis? “É muito diferente ir a Fátima a pé ou de carro. Ir a pé… nem se explica bem, mas há toda uma engrenagem de coisas que nos envolvem e nos fazem ir com vontade de alguma coisa, que de carro não é possível conseguir”, tenta explicar, enquanto sorri, recordando o caminho.

São muitas as motivações que levam jovens católicos a, todos os anos, se juntarem a grupos para peregrinarem para Fátima. Até o Benfica e o famoso – e fatídico – minuto 92. “Numa aposta com um amigo peregrino disse que se o Benfica não fosse campeão que eu ia a pé na próxima peregrinação. O Benfica não foi, e eu tive de cumprir com a aposta.”

Entre risos e algum espanto perante a forma como «Deus sabe o que faz», Paulo Sérgio, de 29 anos, explica como surgiu a possibilidade de ir a pé até Fátima. Há anos que ajudava o grupo da Igreja de São João de Deus em Lisboa na logística, providenciando as refeições, mas nunca se tinha aventurado a fazer o caminho a pé, apesar da vontade que o invadia cada vez mais. “Foi preciso aquele “clique”, que vale tanto como outro qualquer, para me fazer ir. E valeu bem a pena”, confessa, já que, “hoje em dia, ainda não encontrei palavras para descrever o quão gratificante e importante aquilo foi”.

São muitas as motivações, mas todas com fundos semelhantes: agradecer, louvar… e refletir. “Ser escoteira, católica, catequista, tudo isso foram fatores que me levaram a fazer isto”, diz a Catarina. “Andar sozinho foi uma das melhores partes da peregrinação. Sou uma pessoa introvertida, e acabou por ser bom fugir da rotina do dia-a-dia e caminhar pela natureza e estar sozinho com Deus. O silêncio conseguia levar-me a pensar em coisas que ao longo do dia-a-dia não pensamos ou não damos importância. Naquele momento fazemos uma retrospetiva do que nos aconteceu e que nos poderá acontecer, e acaba por ser uma das fases muito boas” do caminho, conta Paulo Sérgio.

Para a Catarina, a possibilidade de reflexão pessoal é também um dos pontos fortes do caminho. “Querer ir refletir, pensar muito sobre nós próprios, sairmos do nosso dia-a-dia e termos um tempo só para nós, que é muito útil. Nem sempre é possível na nossa vida pensarmos no que queremos fazer, e ali conseguimos isso”, diz a Catarina.

A peregrinação a pé de ambos os jovens durou cinco dias. Um tempo que deu “para tudo”, já que, ao caminho individual, se juntam momentos de reflexão em grupo ao final do dia ou nas paragens, orações em conjunto durante o caminho, tudo orientado por sacerdotes ou dinâmicas que ajudam a direcionar a reflexão.

Tudo isto… e selfies. “Ia colocando fotos do caminho no Facebook, os meus amigos iam colocando likes e as pessoas mais velhas iam deixando comentários e pedindo para rezar por elas também”, conta Catarina, para quem estas fotos e esta dinâmica de partilha do caminho nas redes sociais é uma ferramenta de evangelização. “Acaba por servir como evangelização, porque me veem a mim no meu caminho, a mostrar que a peregrinação não é uma seca, ou uma coisa em que estamos a rezar não sei quantos dias seguidos quase por obrigação. Há momentos para tudo, e foi uma forma de mostrar que, ali, estava contente e alegre, a viver aquele momento de fé. Tenho orgulho da minha fé, e não a devo esconder”, referiu.

Mesmo que, como lhe aconteceu, muitos dos seus amigos não compreendam estas «loucuras». “Nem todos os meus amigos compreendem o que fiz. Muitos chamaram-me maluca, principalmente quem está mais afastado da Igreja ou do escotismo, perguntaram-me que raio ia eu fazer a Fátima, ainda por cima a pé”, diz, entre risos.

Suor, lágrimas… e Fátima no horizonte

Depois de todo o caminho, a ânsia maior é pela chegada a Fátima. A última etapa da peregrinação é também a mais emotiva. “A chegada é o culminar de cinco dias de vivência e preparação. Vamos com uma ideia do que irá acontecer, mas o momento só pode ser compreendido por quem faz e o experimenta, porque é uma coisa única. Eu não sou muito emotivo, mas as lágrimas acabaram por me escorrer pela face”, reconhece o Paulo, meio envergonhado. A Catarina é bem mais expansiva. “Quando chegamos parece que há um sentimento de realização que se apodera de nós e todo o cansaço é esquecido. A primeira coisa que fazemos é ir à estátua do Sagrado Coração de Jesus que está no centro do santuário, porque é a imagem principal dos peregrinos e ia ao encontro do tema do grupo que era “Com Maria ao encontro de Jesus”, e por isso é essa a nossa primeira passagem. Entramos por uma das laterais, vamos diretos à estátua, paramos durante algum tempo, refletimos, agradecemos, choramos, caiu-me tudo e senti-me muito mais aliviada”, recorda.

O alívio surge depois do sacrifício de cinco dias a caminhar, majoritariamente por estradas de alcatrão, à chuva e ao sol, a uma média de mais de 20 km por dia. “O primeiro dia correu-me muito bem, mas ao segundo dia eu já estava a dizer que ia desistir, porque sentia o corpo num estado de exaustão nunca visto”, diz o Paulo. A Catarina sentiu menos o esforço, já que uns meses antes tinha ido com os escoteiros a Santiago de Compostela, mas reconhece os benefícios espirituais do esforço físico. “O sacrifício ajuda muito à reflexão, porque pensamos sempre que não somos capazes, mas depois vemos que somos capazes de nos superarmos a nós mesmos, e se o conseguimos fazer no corpo, conseguimos em tudo o resto da nossa vida”, afirma. O Paulo conta que, na sua peregrinação, foram também as palavras que moldaram a mente e ajudaram o corpo. “Por norma, o Pe. Carlos Azevedo costuma ir celebrar missa ao final do dia, e as palavras dele inspiraram-me e deram-me uma força que me permitiu no dia a seguir levantar-me sem dores, parecia um passarinho de tão leve”, brinca.

Depois de tudo, para além das reflexões individuais e do agradecimento a Nossa Senhora, ficam as amizades que se constroem no caminho. “No final ficamos todos muito amigos, e as redes sociais ajudam a manter o contacto. Para além disso, temos um terço mensal que costumamos organizar em casa dos peregrinos que foram na peregrinação”, conta a Catarina. “As partilhas entre pessoas que não se conhecem de lado nenhum e que criam uma grande ligação não se explicam, simplesmente acontecem. É mesmo isso que para mim significa fazer este caminho», diz o Paulo, que mudou completamente a perspetiva que tinha do caminho enquanto membro do staff de apoio aos peregrinos.

Por: Ricardo Perna
Fonte: Aleteia

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